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Data de lançamento
2 Ago. 2000Duração
Em um laboratório militar ultra-secreto, um grupo de brilhantes cientistas faz uma das mais importantes descobertas do século: a fórmula da invisibilidade. Ansioso por analisar os efeitos da fórmula num ser humano, o líder da equipe, Sebastian Craine (Kevin Bacon), decide por testá-la em si mesmo. Entretanto, há um problema: a equipe ainda não tinha descoberto o antídoto para a fórmula. Começa então uma corrida contra o tempo, por parte dos demais cientistas, para tentar encontrar algo que impeça o cada vez maior rápido processo de invisibilização pelo qual passa o corpo de Craine. Mas aos poucos a intoxicação decorrente do novo poder obtido por Craine o afeta, e faz com que ele ele comece a acreditar que seus colegas são na verdade uma ameaça à sua existência.
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⚠️ Alerta de spoiler: Se você não viu o filme, corre daqui.
Campeão das prateleiras das locadoras, febre nas noites de sábado do Supercine, "O Homem Sem Sombra" fez a gente perder as unhas na frente da TV no início dos anos 2000. O mestre Paul Verhoeven pegou o clássico "Homem Invisível" de H.G. Wells (imortalizado pela Universal nos anos 30) e envelopou com o que havia de mais moderno na computação gráfica na época. O resultado foi um espetáculo de computação by Windows Me, que deixou todo mundo de queixo caído, com efeitos que mostravam a anatomia humana desaparecendo camada por camada na nossa frente.
O filme conta a história do arrogante cientista Sebastian Caine (Kevin Bacon) que, junto com sua equipe dentro de um laboratório financiado pelo governo, cria um soro de invisibilidade. Como todo cientista maluco, ele testa em si mesmo. O processo dá certo, mas o efeito reverso falha e ele fica desconjuntado!
"Se você tivesse o poder de ficar invisível, o que você faria?".
A resposta do filme é nua e crua: Sebastian vira um monstro, um psicopata, um louco de pedra. Ele sai na surdina fazendo maldade, volta pro laboratório e fica de boa. Suspense, mistério, ação e uma tensão sexual na medida, elevada pela trilha sonora espetacular de Jerry Goldsmith. O longa parecia caminhar para ser um thriller psicológico irretocável. Verhoeven fez a gente tremer na época com a insanidade de um homem deformado por dentro e por fora, sem que ninguém o veja. Mas o filme desanda...
Do meio para o fim, a trama abre mão do suspense pra virar um slasher genérico de corredor. O roteiro descamba para um desfile de clichês com correria, explosões, macaco furioso e um vilão que parece feito de aço — tudo recheado com cenas forçadas e personagens emburrecidos que parecem pedir para serem mortos. Por outro lado, o trabalho de CGI até hoje impressiona. Mesmo com o mínimo de recursos da época, o talento movido pela paixão entrega momentos que fazem a gente procurar em vão por algo parecido hoje em dia, mesmo com toda a tecnologia que temos.
Kevin Bacon está sensacional no papel; ele transborda arrogância mesmo quando só sobra a sua voz em cena. Elisabeth Shue e Josh Brolin entregam atuações firmes que seguram o peso do mistério, da tensão sexual e da claustrofobia dentro do laboratório. Já as cenas finais são um corre-corre desgraçado, com o cientista invisível parecendo quase um mutante dos X-Men, fazendo coisas que só os vilões dos anos 90 faziam.
"O Homem Sem Sombra" fez miséria nas salas de cinema no começo dos anos 2000. Quando o filme acabou, todo mundo falou: "Maaano... quero ficar invisível!". Lembro que corri pro meu Windows Me pra ver algum site que mostrasse o efeito dos órgãos, veias e do esqueleto humano flutuando na tela igual ao filme. Achei e fiquei sonhando kkkk...
Revendo hoje, velho, crítico e chato, vejo que o filme escorrega feio no terceiro ato. Fiquei sabendo que Hollywood (sempre ela) pressionou Verhoeven para transformar a trama num slasher estilo Sexta-Feira 13 no laboratório fechado. E conseguiu. "O Homem Sem Sombra" pode ser um dos pontos mais irregulares da filmografia do Verhoeven, mas mantém um valor nostálgico absurdo. Valeu assistir pelo impacto visual que marcou uma época e pelas atuações do elenco, mesmo que o filme hoje seja quase invisível.
O filme funciona como uma releitura do clássico livro "Homem Invisível" escrito por de H.G. Wells em 1897. A modernização do conceito é muito bem feita pela direção que traz elementos de engenharia genética e intenção de uso militar das pesquisas sobre invisibilidade.
O roteiro trabalha bem os dilemas morais envolvidos no uso do "poder" da invisibilidade e os riscos disso cair em mãos erradas. As atitudes do cientista Sebastian Caine, interpretado brilhantemente pelo Kevin Bacon, refletem esse dilema, começando o experimento com boas intenções mas logo sendo corrompido pelas possibilidades sombrias proporcionadas pela tecnologia.
Os efeitos visuais também impressionam, a produção une efeitos digitais e práticos para mostrar o processo de invisibilidade (mesmo com alguns furos científicos), revelando progressivamente a pele, os músculos, os órgãos internos, as veias e o esqueleto até o sumiço total. Hoje em dia parece banal mas em 2000 foram revolucionários (inclusive recebendo indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais) e envelheceram bem.
Além de ser um excelente thriller de ficção científica e horror, o tema ainda é provocativo e com certeza todos que assistem ao filme em algum momento acabam imaginando o que fariam se tivessem um poder desses nas mãos. E uma frase dita pelo Sebatian faz refletir: "É incrível o que você é capaz de fazer quando não precisa mais se olhar no espelho..."
IMPRIMATUR - visto no cinema no ano 2000:
Esse perdeu a oportunidade de ser melhor aproveitado, por ter um conceito perturbador.
Avaliação em nota: 4.0
Custava nada contratarem um consultor científico pra não passarem vergonha com algumas coisas ali kkkk
Sem contar os furos de roteiro e forçações de barra.
Mas o resultado final é divertido e os efeitos são impressionantes pra época, principalmente aquela transformação do gorila.
Pulei a cena do cachorro, porque sabia em que exato momento ia acontecer.
O filme é definitivamente envolvente. Vilão de dar ÓDIO.
Final excelente, apesar de não muito realista. Mas o filme todo é né