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O “Melhor do Show "é o filme mais divertido do ano" (Lou Lumenick, New York Post). E não poderia ser diferente nesta comédia do diretor de Christopher Guest, o mesmo de Esperando o Sr. Guffman, e aproveitando alguns atores como Fred Willard, Parker Posey, Michael Hichcock, reunidos para apostar como é um concurso de cachorros e seus participantes caninos e humanos. Um filme engraçado onde as mais diversas situações são levadas ao exagero para mostrar como um "simples" concurso pode se tornar tão hilariante.
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Comédia no formato de falso documentário da Castle Rock Entertainment e Warner Bros. indicada ao Globo de Ouro de melhor filme de comédia ou musical. Este filme foi o 2° da trilogia do mesmo diretor, Christopher Guest, iniciada com Esperando o Sr Guffman (96) e fechando com Os grandes músicos (03).
Nos créditos finais: Os cineastas gostariam de agradecer aos donos de cães, treinadores, veterinários e especialistas que compartilharam conosco seu entusiasmo e dedicaram abnegadamente seu tempo e energia a este filme. Grande parte do filme foi improvisada. O esboço narrativo tinha apenas 16 páginas. O personagem Buck Laughlin, interpretado por Fred Willard, foi baseado na lenda do beisebol Joe Garagiola, que havia coapresentado a exposição canina do Westminster Kennel Club em anos anteriores, com resultados semelhantes. Como nenhuma exposição canina oficial permitia filmagens no local, os cineastas tiveram que criar a sua própria.
Uma simpática comédia de esquetes bem organizada e com nuances requintadas. Os produtores basearam sua sátira em um conceito frágil e tão familiar: o de que os participantes de exposições caninas projetam suas ambições e vaidades em seus cães. Parece que toda equipe decidiu filmar uma exposição real de cães real e a transformaram num filme.
No começo eu realmente achei que seria uma porcaria. O início é bem lento, demora a engrenar, e esse estilo de mockumentary — ou falso documentário — me causou certa estranheza. Os personagens aparecem dando entrevistas e falando sobre seus cachorros, mas, na verdade, acabam falando muito mais sobre si mesmos e seus próprios egos do que sobre os animais em si. Quase tudo gira em torno deles, e isso torna o início meio chato, pouco atrativo e cansativo, mas também aquela vergonha alheia na medida certa.
O filme provavelmente funciona melhor nos Estados Unidos, já que é lá que esse tipo de competição é mais popular e faz parte da cultura local. Ele estereotipa e satiriza de forma inteligente o comportamento dos donos de pets e dos participantes desses concursos, algo que o público americano certamente reconhece com mais facilidade, o que torna o humor ainda mais eficaz e próximo da realidade deles.
Porém, quando a competição começa e somos apresentados aos narradores do evento, tudo melhora bastante. Fred Willard, como Buck Laughlin, e Jim Piddock, como Trevor Beckwith, são responsáveis por alguns dos melhores momentos do filme. As personalidades completamente opostas dos dois trazem um ótimo equilíbrio e um humor inteligente, com diálogos que são verdadeiras pérolas. Eles dão um toque especial e transformam o que parecia um filme arrastado em algo muito mais divertido e envolvente.
É um estilo de filme ousado, diferente, e que até agora não sei se foi realmente repetido em outros projetos — pelo menos eu nunca tinha visto nada parecido. Obviamente, não é daqueles filmes que a gente vai lembrar por anos, mas tem suas qualidades e cumpre bem o papel de entreter.
Entre os personagens, Gerry (interpretado por Eugene Levy)
mereceu vencer.
Jennifer Coolidge também se destaca como a esposa de um velho riquíssimo e praticamente moribundo — um personagem que, inclusive, não tem nenhuma fala no filme. Por trás dessa fachada de “casal perfeito”, ela ainda é lésbica, o que adiciona mais uma camada de ironia ao enredo. A eterna “mãe do Stifler” é uma boa coadjuvante e acrescenta bem ao conjunto. Eugene Levy, por sua vez, entrega um desempenho ótimo como Gerry, o mesmo ator que ficou conhecido aqui no Brasil como o pai do Jim, em American Pie.
Outro rosto conhecido é Michael McKean, que interpreta um dos competidores. Ele é lembrado por viver Chuck, o irmão de Jimmy (vulgo Saul Goodman) em Better Call Saul. Já Ed Begley Jr. também aparece e faz um bom papel; ele é filho do saudoso Ed Begley (1901–1970). Há ainda aquele casal com sérios problemas de relacionamento — além dos próprios problemas psicológicos de cada um — que tem seus momentos, mas felizmente aparece pouco, porque são bem chatinhos.
No geral, cada personagem tem suas peculiaridades e características marcantes, e todos carregam um certo toque de vergonha alheia que combina perfeitamente com o estilo do filme. Best in Show é uma comédia diferente, que brinca com os absurdos do comportamento humano sob o disfarce de uma competição de cães. Pode não ser memorável, mas é curioso, espirituoso e, no fim das contas, cumpre o que promete: divertir.
Curiosidades
O filme foi dirigido por Christopher Guest, que também interpreta Harlan Pepper. Ele é um dos grandes nomes do gênero mockumentary, responsável por outros títulos do mesmo estilo como This Is Spinal Tap (1984) e A Mighty Wind (2003).
Grande parte dos diálogos foi improvisada pelos atores, algo comum nas produções de Guest, o que dá ao filme um humor mais natural e espontâneo.
Eugene Levy e Catherine O’Hara, o casal Gerry e Cookie, voltariam a trabalhar juntos anos depois na série Schitt’s Creek, que também foi um grande sucesso de comédia.
O personagem Buck Laughlin, interpretado por Fred Willard, se tornou tão popular que o ator chegou a reprisar o papel em outras produções do universo de Christopher Guest.
Best in Show recebeu vários prêmios de crítica e chegou a ser indicado ao BAFTA de Melhor Roteiro Original.
Apesar de não ter feito tanto sucesso no Brasil, o filme é considerado um cult clássico nos Estados Unidos, especialmente entre fãs de comédias inteligentes e sátiras de comportamento.
Assistido em 13/11/2025
Esse filme está em várias listas
Na Rooling Stones ele tá como o melhor (número 1) do século 21
https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-lists/greatest-comedies-of-the-21st-century-630244/in-the-loop-2009-628152/
Tá em 3° na Indie Wire
https://www.indiewire.com/feature/best-comedy-movies-funniest-comedies-ranked-1201835289/
Na Forbes tá em 21°
https://www.forbes.com/sites/entertainment/article/best-comedy-movies-of-all-time/
No Rotten Tomatoes tá em 40°
https://editorial.rottentomatoes.com/guide/essential-comedy-movies/
Na BBC tá em 55°
https://www.bbc.com/culture/article/20170821-the-100-greatest-comedies-of-all-time
Na Time Out tá em 72°
https://www.timeout.com/film/100-best-comedy-movies
E ainda assim é uma porcaria
Elenco composto de coadjuvantes interessantes de outros filmes e um tema pouco explorado no cinema. Nesta interessante comédia que não vai gerar grandes risadas mas rende momentos de riso leve para quem tiver paciência no seu ritmo lento.
Eu veria um filme só com o personagem do Fred Willard falando sem parar.