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Duração
A rainha, que ficou viúva no dia do seu próprio casamento, chega ao Castelo de Oberwald. Há dez anos que esconde a sua viuvez debaixo de um véu e nunca é vista em público. Um homem, perseguido pela polícia, entra no castelo de Oberwald para a matar, mas desmaia dentro do quarto da rainha antes de o fazer. É Sebastian, um anarquista que tem uma semelhança extraordinária com o rei assassinado. A rainha descobre que ele é o autor de um poema subversivo que ela gostou e decide escondê-lo. A rainha, insatisfeita com a sua vida, desafia-o a matá-la, senão mata-o a ele.
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Dentro do conjunto dos filmes dirigidos pelo Michelangelo Antonioni, "O Mistério de Oberwald" é um ponto fora da curva. Primeiro por ser um filme de época - até então algo inédito na carreira do cineasta -, e segundo pelo excesso de diálogos expositivos que mais do que denunciam a origem teatral do roteiro. As divagações e contemplações que revelavam a introspecção emocional dos personagens em outros filmes do cineasta - em especial, na Trilogia da Incomunicabilidade - inexistem aqui. Claramente, o diretor tentou fazer algo experimental com sua explosão de cores saturadas que invadem a fotografia e indicam a personalidade dos personagens em cena, mas na prática essa técnica dá muito errado, já que o filme se torna esteticamente indigesto durante toda a sua projeção. Para não dizer que é um tempo completamente perdido, é uma oportunidade a mais para conferir a beleza de Monica Vitti (que nos deixou no início do ano passado), mas é, facilmente, o pior filme de Michelangelo Antonioni.
O Mistério de Oberwald é um Antonioni menor. Folhetinesco por excelência, está mais para produção televisiva que para cinema. Os personagens também não param de falar, o que reforça seu caráter folhetinesco. Não vi grandes qualidades na obra.
Um Antonioni muitíssimo esquisito, mas com suas marcas registradas em meio às experiências cromáticas um tanto deslumbradas... Na sessão em que estive, houve muita polêmica por conta das supostas convenções produtivas a que o diretor precisou se render. De minha parte, parece tudo muito pessoal, autoral. O que não é suficiente para gerar um filme ótimo: por vezes, o roteiro extenua, o ritmo decai na segunda metade. Mas é muitíssimo original, mesmo assim. Filme de mestre! (WPC>)
que brincadeira magnifica ele fez com a fotografia!
Um deslumbrante exercício de estilo do mestre Antonioni!