O proprietário de uma funerária falida decide processar um empresário rival, por causa de um acordo que deu errado. O proprietário contrata um advogado extravagante para cuidar do caso.
É bastante educativo: quem é amostrado aprende a ser humilde; quem é ganancioso, toma a lição; e, no meio do caminho, descobrimos os verdadeiros e os falsos amigos. Além disso, mostra que não devemos deixar o medo nos derrubar, pois quem é perseverante tem chances de vitória. Enfim, gostei.
Um dos melhores dramas jurídicos que já assisti! O filme entrega uma história sensacional, com atuações impecáveis e um ritmo simplesmente envolvente. Mesmo com mais de duas horas de duração, o roteiro é tão dinâmico que não cansa em momento algum — pelo contrário, prende do início ao fim.
Jamie Foxx está absurdamente espetacular, dominando cada cena com carisma, intensidade e presença. Ainda assim, é impossível não destacar também o ótimo trabalho de Tommy Lee Jones, que entrega uma atuação contida, forte e emocionalmente carregada. A parceria entre os dois é um dos grandes trunfos da obra.
The Burial (2023), no Brasil O Próprio Enterro. Eu achei foda a atuação de Jamie Foxx (William Gary) e Tommy Lee Jones (Jeremiah O’Keefe); ambos combinam muito bem, e seus personagens constroem uma relação sincera
Os personagens secundários também são bons. Mike Allred (Alan Ruck) no começo faz a gente torcer um pouco o nariz porque não passa muita confiança e parece meio deslocado, mas com o tempo ele se entrosa mais com todo mundo, entende o peso do caso e ganha importância dentro da equipe, mesmo acabando saindo do processo depois — ainda assim, sua participação inicial tem relevância para organizar a defesa e equilibrar o grupo. Hal Dockins (Mamoudou Athie) é providencial na resolução do caso com sua persistência, cavando documentos, questionando versões oficiais e insistindo em detalhes que outros prefeririam ignorar, sendo decisivo para desmontar a narrativa de Loewen no tribunal. Mame Downes (Jurnee Smollett) é uma advogada forte, segura, elegante e extremamente competente, que enfrenta a pressão do julgamento sem vacilar e mantém presença firme.
Ray Loewen (Bill Camp) funciona como o rosto frio do capitalismo predatório: educado por fora, arrogante por dentro, completamente convencido de que sua empresa era grande demais para ser derrotada por um homem como O’Keefe. O filme deixa claro que ele não é apenas um vilão individual, mas o símbolo de um sistema que esmaga pequenos empresários sem remorso.
Aliás, sobre o elenco inicial de advogados de O’Keefe: eles entram no caso ao lado de Gary formando um time diverso, com estilos diferentes e visões distintas — alguns mais cautelosos, outros mais combativos — e,
embora acabem abandonando o processo antes do final por pressão financeira, desgaste e risco jurídico, sua participação foi importante para estruturar a estratégia inicial,
organizar provas e dar peso coletivo à defesa desde o começo.
No desfecho jurídico, o júri concede cerca de US$ 500 milhões em danos punitivos contra Ray Loewen e sua empresa, um valor pensado para punir práticas abusivas e mandar um recado ao mercado funerário. Depois, em recursos e negociações posteriores, esse montante é reduzido para aproximadamente US$ 100 milhões, ainda assim uma indenização gigantesca que garante a reparação financeira de O’Keefe e expõe publicamente a conduta predatória do Grupo Loewen.
William Gary sai do processo com sua reputação profissional reforçada e reconhecimento público por ter enfrentado um gigante corporativo; Jeremiah O’Keefe sai com estabilidade financeira e dignidade restaurada, deixando de ser visto como um pequeno empresário esmagado pelo sistema; já Ray Loewen e sua empresa sofrem um duro golpe de reputação e financeiro, com a corporação enfraquecendo no mercado e ele perdendo o status de empresário intocável.
Não só a parte no tribunal, com a justiça sendo feita, mas também a indenização, saber que Loewen e sua empresa se foderam, e ainda a parte em que fala sobre a fundação O’Keefe e tudo o que eles fizeram em prol dos mais necessitados, além da amizade entre William Gary e Jerry O’Keefe. Essa conclusão funciona porque junta vitória jurídica, reparação moral e um legado social real, mostrando que o caso ultrapassou o dinheiro e virou algo maior do que o próprio processo, transformando uma briga comercial em uma espécie de acerto de contas simbólico entre gente comum e grandes corporações.
Atuação mais uma vez brilhante de Fox.
Bom filme. Boas atuações
Muito bom. Ri muito! 😂😂😂
É bastante educativo: quem é amostrado aprende a ser humilde; quem é ganancioso, toma a lição; e, no meio do caminho, descobrimos os verdadeiros e os falsos amigos. Além disso, mostra que não devemos deixar o medo nos derrubar, pois quem é perseverante tem chances de vitória. Enfim, gostei.
14.02.2026
Um dos melhores dramas jurídicos que já assisti! O filme entrega uma história sensacional, com atuações impecáveis e um ritmo simplesmente envolvente. Mesmo com mais de duas horas de duração, o roteiro é tão dinâmico que não cansa em momento algum — pelo contrário, prende do início ao fim.
Jamie Foxx está absurdamente espetacular, dominando cada cena com carisma, intensidade e presença. Ainda assim, é impossível não destacar também o ótimo trabalho de Tommy Lee Jones, que entrega uma atuação contida, forte e emocionalmente carregada. A parceria entre os dois é um dos grandes trunfos da obra.
The Burial (2023), no Brasil O Próprio Enterro. Eu achei foda a atuação de Jamie Foxx (William Gary) e Tommy Lee Jones (Jeremiah O’Keefe); ambos combinam muito bem, e seus personagens constroem uma relação sincera
que evolui da desconfiança inicial para uma parceria verdadeira.
Os personagens secundários também são bons. Mike Allred (Alan Ruck) no começo faz a gente torcer um pouco o nariz porque não passa muita confiança e parece meio deslocado, mas com o tempo ele se entrosa mais com todo mundo, entende o peso do caso e ganha importância dentro da equipe, mesmo acabando saindo do processo depois — ainda assim, sua participação inicial tem relevância para organizar a defesa e equilibrar o grupo. Hal Dockins (Mamoudou Athie) é providencial na resolução do caso com sua persistência, cavando documentos, questionando versões oficiais e insistindo em detalhes que outros prefeririam ignorar, sendo decisivo para desmontar a narrativa de Loewen no tribunal. Mame Downes (Jurnee Smollett) é uma advogada forte, segura, elegante e extremamente competente, que enfrenta a pressão do julgamento sem vacilar e mantém presença firme.
Ray Loewen (Bill Camp) funciona como o rosto frio do capitalismo predatório: educado por fora, arrogante por dentro, completamente convencido de que sua empresa era grande demais para ser derrotada por um homem como O’Keefe. O filme deixa claro que ele não é apenas um vilão individual, mas o símbolo de um sistema que esmaga pequenos empresários sem remorso.
Aliás, sobre o elenco inicial de advogados de O’Keefe: eles entram no caso ao lado de Gary formando um time diverso, com estilos diferentes e visões distintas — alguns mais cautelosos, outros mais combativos — e,
embora acabem abandonando o processo antes do final por pressão financeira, desgaste e risco jurídico, sua participação foi importante para estruturar a estratégia inicial,
No desfecho jurídico, o júri concede cerca de US$ 500 milhões em danos punitivos contra Ray Loewen e sua empresa, um valor pensado para punir práticas abusivas e mandar um recado ao mercado funerário. Depois, em recursos e negociações posteriores, esse montante é reduzido para aproximadamente US$ 100 milhões, ainda assim uma indenização gigantesca que garante a reparação financeira de O’Keefe e expõe publicamente a conduta predatória do Grupo Loewen.
William Gary sai do processo com sua reputação profissional reforçada e reconhecimento público por ter enfrentado um gigante corporativo; Jeremiah O’Keefe sai com estabilidade financeira e dignidade restaurada, deixando de ser visto como um pequeno empresário esmagado pelo sistema; já Ray Loewen e sua empresa sofrem um duro golpe de reputação e financeiro, com a corporação enfraquecendo no mercado e ele perdendo o status de empresário intocável.
Porra, que final foda!
Não só a parte no tribunal, com a justiça sendo feita, mas também a indenização, saber que Loewen e sua empresa se foderam, e ainda a parte em que fala sobre a fundação O’Keefe e tudo o que eles fizeram em prol dos mais necessitados, além da amizade entre William Gary e Jerry O’Keefe. Essa conclusão funciona porque junta vitória jurídica, reparação moral e um legado social real, mostrando que o caso ultrapassou o dinheiro e virou algo maior do que o próprio processo, transformando uma briga comercial em uma espécie de acerto de contas simbólico entre gente comum e grandes corporações.
Assistido em 18/01/2026