Chicago. Em uma firma que trabalha com venda de imóveis os tempos estão difíceis para os corretores Shelley Levene (Jack Lemmon), Ricky Roma (Al Pacino), Dave Moss (Ed Harris) e George Aaronow (Alan Arkin). Eles são fortemente pressionados por Blake (Alec Baldwin), que agora chefia as vendas e promete um Cadillac Eldorado para o melhor vendedor, para o 2º colocado o prêmio será um conjunto de seis facas para churrasco e o 3º prêmio é o olho da rua, pois não lá há lugar para fracassados. Quem tiver desempenho mais satisfatório vai receber as boas dicas para conseguir ir bem nas vendas, mas o roubo delas deixa a situação tensa.
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Longe de ser moralista mas com uma crítica social contundente, este potente filme não tem receio de desumanizar a área de vendas, colocando em cena uma rotina derrotista com afiados diálogos e corriqueiras atitudes de danação financeira, seja pelos pérfidos argumentos dos falsários corretores, seja pelo insidioso produto a ser vendido como alentado investimento. Eis, ainda, uma obra que traz uma visão sombria da natureza humana quando o céu é o limite e a disputa entre os pares é permanente, como um ritual pugilístico acrescido de uma verborragia cacofônica dos personagens desesperados pela expiação. E que elenco! Sustentados por um dos melhores roteiros da década de 90, os atores estão todos maravilhosos, tanto ferozes quanto hilários, atirando palavras como se fossem balas a fim de manter a intensidade dramática sempre nas alturas.
Eu ouvia falar à muito tempo sobre a cena inicial desse filme nos discursos sobre venda. Tem a cena inicial que é muito boa porém não é tudo que eu esperava. Al Pacino por exemplo talvez tivesse precisando muito de dinheiro pra fazer esse filme pois seu personagem foi mal aproveitado.
Eu sou de direita mas se os esquerdistas quiserem fazer um filme criticando o capitalismo seria melhor fazer igual o direto desse filme, pois os supostos filmes críticos ao capitalismo hoje são muito mal feitos.
08.11.1997
O mundo movido a egoísmo hipocrisia e super competição ultra liberal
Um obs: é simplesmente impressionante como todos os filmes até os anos 90 parecem mais "vida real" do que os de hoje, incluindo visualmente, hoje parece tudo muito fake , parecem bonecos.. filtro demais HDR demais etc
O drama dilacerante e desbocado do diretor Foley, adaptado da peça vencedora do Prêmio Pulitzer de David Mamet, é partes iguais de Arthur Miller e crítica de Reaganomics que deu errado. O diálogo conciso, o cenário sombrio do escritório e o senso de competição avassalador levam este filme estiloso a uma ultrapassagem dramática. No entanto, o coração e a alma pertencem ao tremendo elenco: Arkin, Harris, Baldwin e Pacino apresentam um trabalho estelar, e Lemmon é brilhante como o dolorosamente patético Levine, que também pode estar em pânico o suficiente para infringir a lei. . Nervoso e sombrio, perdura como um filme potente sobre o desespero do colarinho branco e o instinto de sobrevivência.