Dirigido por
Data de lançamento
26 Ago. 1976Duração
Hollywood, anos 30. Monroe Starr (Robert De Niro) é um determinado, frio e poderoso produtor que conduz duramente o seu estúdio, pois lida com diretores obstinados e atores temperamentais. Paralelamente ele fica fortemente envolvido com Kathleen Moore (Ingrid Boulting), uma jovem mulher que foi criada na Inglaterra e, como ele, é fria e determinada. Este envolvimento fará com que Monroe não seja olhado com bons olhos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Elia Kazan se despede aqui do cinema 🎥 com este belo filme sobre a poderosa indústria cinematográfica Hollywoodiana dos anos 30, artistas temperamemtais e inseguros, produtores e diretores obstinados pelo dinheiro e trabalho. No meio a tifo isso tem o personagem de Robert De Niro (bonito!) um produtor frio e meticuloso que se apaixona por uma mulher fora do meio a qual todos que estão em sua volta não vê com bons olhos. O filme é Fotográficamente belo, as cores, a cenografia, o figurino...é quase um filme contando a história de um filme, e como se faz filme ( metalinguagem). O elenco está magestoso e possui muitos astros digníssimos; Robert Mitchum, Donald Pleasence, Tony Curtis, Ray Minland, Dana Andrews, Jeane Monroe, Jeff Corey, Jack Nicholson e Thereza Russell estreando muito bem no cinema. Um despedida de seu realizador com toque de classe!
28.01.1986
Direção, roteiro, elenco, atuações, etc... aula de cinema!
O último filme de Elia Kazan. Brilhante!!!
Quando há uma forte identificação com o estilo de um escritor, nosso interesse é desperto a imergir ainda mais não só em suas produções primárias, mas também em seus seguimentos pós literários, sejam eles por intermédio de peças ou representações nas telas. Conheci "O Último Magnata" de Scott Fitzgerald a principio pelo livro. Somente depois de muito tempo, consegui assistir a adaptação de Elia Kazan.
O delineamento do protagonista Monroe Stahr (Robert De Niro) foi construído com esmero, ficando bem próximo às características expressivas e temperamentais do personagem original: fleumático, introverso e autocentrado. Aliás, de todas as protagonizações embasadas nas obras de Fitzgerald, Robert De Niro foi o que vestiu melhor a designação construída pelo escritor.
No que se refere ao elenco, foi estranho ver a grandeza de Jeanne Moreau e os demais, encolhidos em papéis tão pouco expressivos. Mereciam mais espaço.
Mesmo com algumas arestas soltas, diálogos pausados e aquela sensação de algo inacabado, ainda sim, o conjunto da obra é agradável. Há momentos memoráveis, como a cena em que o magnata contorna o escritório, exemplificando como produzir um bom roteiro. Uma verdadeira aula de produção criativa.
Em suma, não é um trabalho aclamado. Porém, por possuir uma boa direção de arte, atores incríveis e nos revelar através da metalinguagem um pouco mais da Hollywood de 1930, já vale a conferida.