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Neste filme, Rohmer, cineasta dos cenários e da luz naturais, cronista da vida contemporânea, afasta-se por completo destes métodos e temas. "Perceval le Gallois" adapta um romance do século XII, de Chrétien de Troyes, "Perceval ou le Conte du Graal", que já tinha sido objeto de um dos trabalhos de Rohmer para a televisão educativa, em 1964. Perceval é um jovem e destemido cavaleiro, em busca do Graal, o cálice que recolheu o sangue de Cristo. Rohmer considera "os personagens de Chrétien de Troyes como o protótipo dos heróis dos romances modernos", que seguem um itinerário tortuoso, contrariamente aos heróis da Antiguidade. O filme foi inteiramente feito em estúdio, num espaço fechado e circular, totalmente artificial e os cenários evocam as miniaturas medievais.
Fonte: cinecartaz
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"Ma mère m'a dit d'adorer le Seigneur et tous ses anges"
Disse uma passivinha loira magrela.
Perceval le Gallois (1978) É intrigante, ao menos incialmente. Os cenários são bem interessantes e tem sua marca pessoal, mas depois do encanto inicial, meio que você cansa de vê-los.
O filme tenta ser um épico, só que sem carisma de épico. Você não torce por ninguém, você não se afeiçoa a ninguém e meio que é longo demais. É o primeiro filme que eu vejo que tem um filler dentro e fiquei chocado com isso kkkkkkkkk.
Num todo, foi inicialmente interessante, mas terminou em uma cena
repetida e torturante da crucificação de cristo, no qual eu quase clamei para ele (algo que não faço quase nunca) para que passasse o mais rápido possível.
Admito: adentrei a sessão um tanto preocupado. Temia que o filme fosse moroso e/ou cansativo, em sua perfeita recriação da ambientação medieval. No primeiro instante, o deslumbramento: é um musical brilhante, que serve-se de cenários artificiais enquanto contrato de assimilação das convenções teatrais condizentes com a época de seu enredo. Elenco irrepreensível (Fabrice Luchini está bem diferente das interpretações cômicas atuais) e trilha cancional soberba. O acompanhamento sonoro é impecável também, mas os grandes méritos do filme são a fotografia acachapante de Nestor Almendros, o uso extraordinário de uma criativa direção de arte e a magnificente direção de Éric Rohmer, que, literalmente, redefine o que entendemos por 'mise-en-scène'. Tive um infinitésimo de insatisfação - quiçá por estranhamento - no segmento que narra um episódio da vida de Gauvain, mas aplaudi de pé, encantado e sumamente feliz (no sentido religioso do termo), o instante em que a epifania-chave na trajetória deambulatória de Parsifal desnuda-se frente aos nossos sentidos. Um dos filmes beatíficos mais eróticos que já vi: belíssimo. Sigo com as canções em mente até agora. Soberbo! (WPC>)
Belíssimo filme. Bastante teatral, os cenários realmente se destacam. O trabalho com o idioma é de se considerar também. Mas não é um filme fácil. Me pareceu cheio de simbolismos e certamente merece uma revisão futura.
Sobre Métodos de Distanciamento - Perceval Le Gallois (1978) de Eric Rohmer http://ow.ly/yVypv
isso não é Rohmer, não pode ser.