Jay Bulworth quer se reeleger para o senado pelo Partido Democrata, mas está desiludido com as campanhas habituais. Seu casamento parece igualmente sem sentido. No meio de uma crise nervosa, ele consegue uma apólice de seguro de 10 milhões de dólares para si, enquanto planeja o próprio assassinato. Com as horas contadas, ele fala aos eleitores, inclusive pela televisão, o que pensa sobre minorias, corrupção e outros temas explosivos com total franqueza, o que acaba surpreendendo a muitos.
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Foi coincidência pegar pra assistir esse filme na época da eleição (assisti por causa da música tema), mas ainda bem que o fiz.
Acho que se deixar de lado a estranheza do Warren Beatty fazendo rap (o que o próprio filme tira sarro), tem coisas importantes neste filme que muita gente devia ouvir, ainda mais nesse ambiente tão divisivo e aparentemente desolador em que a gente tá.
Tenho um ódio especial por este filme. Fui a uma Saraiva com minha mãe há décadas e ao sair ela me pediu para escolher um filme pois queria presentear-me com algo, de tantas opções mais uma vez resolvi apostar no desconhecido e me fodi. O escolhi justamente por causa do título, capa e da sinopse. Ao chegar em casa fui direto assistir e me decepcionei rapidamente nos primeiros minutos. Detestei o personagem forçado que tem o seu nome no título original (Jay Bulworth). Chato, bobo e nada de "politicamente incorreto", pelo contrário. Aqui começou a minha falta de empatia com Beatty que concorreu ao Oscar de Melhor Roteiro Original (junto com Jeremy Pikser) por essa porcaria. Acabei dando esta "comédia" para a minha namorada na época, que também detestou com todas as razões.
PS: Assistido em 28 de Julho de 2011.
Onde quer que eu leia sobre este filme, os elogios são largos, as cotações são altas... O escolhi para ser a primeira sessão de 2023, pois comprei o DVD recentemente, mas achei que o filme não envelheceu muito bem. Na conjuntura atual, imagino-o sendo "cancelado", por causa do modo estereotípico como representa as comunidades negra e a de assessores políticos. Há conhecimento de causa no segundo requisito e uma lamentável coincidência no primeiro, mas isso justifica a abordagem criminalizante? Ri de nervoso numa ou outra seqüência e admito que há um tom bem-intencionado na progressiva reconciliação entre os personagens, mas acho que tudo isso é validado pelo extremo egocentrismo do diretor-protagonista. É um clichezão, aliás. Curti muito, não. Porém, vale pela canção-tema, nos créditos finais, e pela beleza terna da Halle Berry. (WPC>)
é isso o que o público quer! ninguém aguenta mais demagogia.
esse filme é tão consciente de seu tom satírico e, parafraseando o título, politicamente incorreto, que ele corre o risco o tempo todo de ser levado pelo viés literal. fico imaginando a discussão que causaria se lançado hoje, e, na época, deve ter feito polêmica, mas, como é dos anos 90, a essa altura já caiu no esquecimento.
quando você subtrai a eloquência do discurso político, perde-se a credibilidade. toda a pompa do debate, o cenário arranjado para passar ao espectador um tom de sobriedade, vira um mero artifício, e a impressão de realidade articulada pela mídia, que quer extrair da figura do político a imagem de alguém que não apenas passa um tom de respeito, como deve ser respeitado, se torna fake, de fachada. falar verdades ao vivo significa expor as mentiras (e a banalidade) da coisa toda.
Esperava mais desse filme. Parece que o filme se perde na sua proposta. Tenta ser uma comédia política....mas fica confuso e nada engraçado, além de reforçar estereótipos existentes. Nota: 2,0 / 5,0 .