Um trapaceiro (Edward G. Robinson), um padre (William Shatner) e um mineirador (Howard da Silva) esperam, em uma estação em ruínas, a chegada do trem. Enquanto não chega, o trapaceiro ouve os outros dois conversarem sobre um recente julgamento, no qual um conhecido bandoleiro, Juan Carrasco (Paul Newman), foi julgado por assassinato. Seria apenas outro julgamento no qual o réu confessou, mas outros três depoimentos negavam a culpa de Juan. Cada confissão, inclusive da vítima, que fala através de um indígena com poderes mediúnicos, narra uma "verdade" e cada uma delas é mostrada em flashback.
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Em "Quatro Confissões", de 1964, versão-western de “Rashomon”, o filme épico japonês de 1950 que tornou Akira Kurosawa conhecido no Ocidente, o diretor Martin Ritt pensou em Marlon Brando para interpretar o personagem central. Nesta versão um bandido mexicano chamado ‘Juan Carrasco’. Brando que já havia interpretado um mexicano em “Viva Zapata!” declinou da oferta e Ritt ofereceu o papel a Paul Newman que vinha mesmo procurando diversificar os personagens que interpretava. ‘Juan Carrasco’ viria a calhar e Newman poderia mostrar ser capaz de fazer um mexicano melhor do que Brando faria. No elenco de apoio, vale ressaltar as ótimas e expressivas atuações de Claire Bloom, Laurence Harvey, Edward G. Robinson, Howard da Silva, William Shatner, Paul Fix, entre outros.
No contexto geral, "Quatro Confissões", é um drama western de cunho psicológico, sarcástico, nebuloso e emblemático, valorizado pela estilosa fotografia em P&B. Mais um clássico para ser visto e revisto.
Caramba, que beleza de filme. Costumo detestar regravações, mas esta aqui merece aplausos de pé, por causa da genial mudança de ambientação com manutenção dos dramas e diálogos similares aos originais. Não reconheci o Paul Newman, sob aquela maquiagem de mexicano. E ele está excelente, como todos os demais. Há algo de misógino na condução da narrativa, visto que a personagem de Claire Bloom é maltratada, nas quatro versões do fato, o que surpreende, ao pensarmos que isso se repete em diversas culturas e cronologias: a mulher é ferida e abandonada, sempre. Torna-se culpada do próprio estupro, conforme é acusada extensivamente. William Shatner está muito bem em sua participação soturna, num espectro actancial extremamente oposto aos arroubos sardônicos de Edward G. Robinson. Howard da Silva surge como o mediador, como o intermediário responsável pela versão definitiva, pela continuidade da trama... A fotografia de James Wong Howe é soberba! Há algo de "shakespeareano" nos diálogos, que artificializa um pouco as interações entre os personagens (dentro de uma avaliação realista) , mas tudo flui muito bem para quem viu (e ama) o filme japonês original e congratula-se nesta adaptação em tom de 'western'. Soberbo! (WPC>)
Regravação de um obra do Akira Kurosawa "Rashomon'. Não vi a obra original, mas esta versão westen dirigida por Martin Ritt achei mediana. O bom é o ótimo elenco envolvido e as boas atuações.
Drama policial e faroeste psicológico da MGM, em preto e branco, que foi baseado no filme clássico japonês Rashomon (50), de Akira Kurosawa, transpondo-se a ambientação do Japão feudal para o Velho Oeste norte-americano. O roteiro adaptou estórias de Ryūnosuke Akutagawa. O diretor Ritt utilizou flashbacks para narrar um julgamento de assassinato e estupro, com 4 versões contraditórias.
Martin Ritt (1914-1990) esteve anteriormente envolvido, em fase de desenvolvimento, com Sete homens e um destino (60), que também foi uma refilmagem de um filme de Akira Kurosawa. Paul Newman (1925-2008) não estava interessado em aceitar o papel, mas quando soube que seu antigo rival Marlon Brando recusou, ele aceitou o papel. Claire Bloom já desempenhou seu papel na versão teatral dos EUA de "Rashomon".
Estudo feito com veracidade sobre a fraqueza humana. Mesmo que não seja incrível, este é realmente um filme muito interessante e bem feito. Curioso e imprevisível, grande elenco, bem fotografado, mas inferior ao original. Conforme a estória continua a se desenrolar, a validade de cada uma das estórias é questionada antes que a verdade seja finalmente revelada.