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Quatro irmãos adotados (Mark Wahlberg, Tyrese Gibson, André 3000 e Garrett Hedlund) vão juntos sepultar a mulher que os criou. No funeral, eles descobrem que a mãe pode ter sido assassinada e procuram fazer vingança.
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Começa bem, mas depois de uns 30 minutos a trama vai ficando muito chata e desinteressante. A questão é que ele sofre muito de um mal dos anos 2000: ele se leva a sério demais em alguns momentos, mas o roteiro é bem raso.
Depois que passa o impacto inicial da morte da mãe e eles decidem se vingar, o filme vira um ciclo de:
Eles vão num lugar. 👉 Batem em alguém. 👉 O Mark Wahlberg grita com alguém. 👉Repete.
06.04.2007
Após um avassalador inicio de carreira na década de 90, John Singleton entrou pelo milênio enveredando por filmes mais comerciais, dentre os quais ficou meio esquecido este Quatro Irmãos.
O roteiro é irregular, alternando momentos de baixa criatividade - um que outro diálogo capenga e sacadas artificiais como a caricata 'La Vida Loca' - com outros mais bem-sucedidos. Os Quatro Irmãos são suficiente desenvolvidos e os secundário ainda possuem função na trama, como o policial vivido pelo Terrence Howard. Nas atuações, aliás, a obra pisa firme, sendo algumas deficiências na trama contornadas pelo talento dos atores, basta ver que o vilão, personagem de pouca profundidade, torna-se muito interessante graças à performance fantástica de Chiwetel Ejiofor.
Mas a maior qualidade Quatro Irmãos reside na direção de Singleton. Econômico e elegante, ele conduz o filme sem maneirismos visuais, mas imprime energia nas perseguições e tiroteios, além de conferir fluidez aos aspectos dramáticos do longa.
Embora não se trate de um filme dos mais inesquecíveis, há nele elementos que remontam à qualidade de seu realizador e nos fazem lamentar por sua partida precoce.
Frenético. O roteiro é um tanto fantasioso em algumas questões, mas é bem animado.
Esse filme me surpreendeu demais. Achei que seria apenas um filme bom, mas quando vi que era do John Singleton, já sabia que seria ótimo, e realmente foi. John Singleton, que dirigiu com maestria filmes como Boyz n the Hood: Os Donos da Rua (1991), Poetic Justice (1993), 2 Fast 2 Furious (2003) e American Crime Story: The People v. O.J. Simpson, entre outros, não decepciona aqui.
O filme começa de forma despretensiosa, parecendo algo simples, mas a trama se revela bem mais ampla do que parece. Um pequeno caso, que a princípio seria de simples resolução, se torna um poço mais fundo, chegando ao último nível.
A conexão entre os quatro irmãos é excelente, com boa química, e eles se completam de maneira notável. Apesar do talento no elenco, surge a questão: será que foi difícil para o ex-rapper branco Mark Wahlberg atuar com tantos negros assim? Ele, que é conhecido por um passado racista, atualmente encubado e tentando se redimir, não convence a todos por lá. Quem conhece sua história, desde a época do seu grupo de rap na adolescência, sabe do que estou falando.
Mesmo assim, ele está muito bem no filme, assim como o rapper André 3000, do OutKast, Tyrese Gibson e o menos famoso Garrett Hedlund. A participação de Terrence Howard também é boa,
mas é triste pela morte de seu personagem e do de Garrett Hedlund na trama. Eram personagens menores, mas complementavam bem a história e tinham sua importância. O Tenente Green, por exemplo, era um policial honesto que merecia ter sobrevivido para prender Fowler e ser reconhecido pelo seu trabalho, mas infelizmente foi ingênuo. Da mesma forma, Jack, no meio de algo importante para sua família, cai numa armadilha infantil de um cara que xinga sua mãe e joga uma bola de neve em sua cara — nada poderia ser mais imaturo que isso.
No geral, é um bom filme, com uma trama envolvente, não muito longo, com bons personagens, elementos interessantes e alguns plots que prendem a atenção.
Assistido em 24/08/2025