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Data de lançamento
27 Out. 1955Duração
Jim Stark (James Dean) é um jovem problemático, e por sua causa, os pais se mudam de uma cidade para outra, até se fixarem em Los Angeles. Certo dia ele é preso por embriaguez e desordem, e no distrito policial, conhece Judy (Natalie Wood), uma jovem revoltada com o pai e um rapaz que atirou em alguns cães. Após ser libertado, tenta se aproximar de Judy, mas cria um desentendimento com o namorado de Judy, que é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com trágicas consequências.
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o filme tinha um certo potencial mas é uma porcaria
obviamente esse plato não considerava o jim como uma figura paterna, ele é um gay embutido - judy uma desesperada por homem e sempre no cio e jim críticou o filme todo o pai dele que com certeza vai acabar como o próprio pai - fiquei feliz pela morte desse insuportável do plato, achei que não teria justiça por ter matado os cachorrinhos
james dean certamente só ganhou fama porque morreu, como acontece com alguns artistas, porque esse ator não tem NADA demais pra ser lembrado até hoje
Atual e relevante!!
Ousado e corajoso! Eu amo esse filme! Um dos meus favoritos da vida. Um filme de 1955 que encaixa tão perfeitamente na sociedade de 2026, que faz qualquer coisa pra manter a aparência de família tradicional exemplar. Rebeldes com causa, uma nobre e que infelizmente custou vidas, a causa deles é o protesto contra o vazio. Esse filme pra mim é o marco do início do Rock 'n' Roll, aliás, se o gênero fosse um filme, com certeza seria esse, o Elvis Presley, inclusive, era fã do James. Num contexto onde você era adulto ou criança esse filme foi fundamental para expressar o que a juventude pensava. Uma geração que implorava por interação emocional e menos frieza. Acredito que tenha sido um choque enorme na época a representação das famílias com pessoas omissas, mães dominantes e pais sem masculinidade, já que a TV de 1955 só mostrava famílias perfeitas em todos os programas. Imagino a cara daqueles conservadores apavorados vendo um filme desse. É muito fácil querer jogar a culpa nos greasers quando dentro de lares ricos acontecia coisa pior mesmo com jovens que tinham tudo, isso tudo era culpa do vazio emocional que os adultos deixavam. Esse desespero por atenção emocional é transmitido tanto de forma sutil como agressiva no filme, mas a cena mais marcante com certeza é a que o Jim implora pra ser defendido pelo pai omisso, que faz absolutamente nada. Como o James tinha problemas reais com o pai e usou isso pra interpretar o Jim, as falas são viscerais e verdadeiras, emocionando o espectador, o olhar do ator é tão impactante. O visual do personagem também ditou moda e é muito impactante, se pegarmos o Jim e soltarmos no centro de SP ninguém diria que é alguém de 1955, icônico e atemporal. Para quem é do rock 55 é tipo o ano zero, guitarras elétricas, primeiros álbuns de rock ganhando notoriedade, juventude do pós-guerra se posicionando, querendo ser aceita e com raiva ao ver a hipocrisia dos adultos. O Jim queria ter um pai que fosse exemplo de integridade e não se escondesse atrás de normas sociais, a Judy queria o direito de ser amada sem ser tratada como um objeto, o Plato era desesperado para pertencer a uma família, e deixar de ser o menino deixado com a empregada. O filme constrói muito bem a tensão das cenas iniciais até a do planetário. O personagem tem 17 anos em uma época em que a sociedade discutia a questão da maioridade, o jovem é muito velho para ser tratado como criança e muito novo para ter liberdades de adulto. O bom do James ter 24 quando interpretou é que dá pra sentir certa maturidade no olhar dele, algo que alguém mais novo não teria, mas ao mesmo tempo entregava uma vulnerabilidade absurda nas cenas em que confrontava os pais. Acho tão importante o filme ser colorido, imagina que sem graça seria, sem o destaque da jaqueta vermelha, que era o símbolo do sangue daqueles jovens morrendo. Ainda bem que deixaram de lado as cenas gravadas em preto e branco e reiniciaram colorido, pois o contraste das cores das roupas dos jovens e mundo sem graça dos adultos é excelente. O James Dean possui uma beleza fora do comum, combinou demais com o personagem. Claro que a pan-stick da época ajudava muito os atores a terem esse blur na filmagem, mas mesmo assim, para os padrões da época, ele era muito acima da média. Gosto muito da iluminação dos takes, abrilhantou o roteiro. Uma coisa que me pega muito é como tudo acabava impune pra quem tinha dinheiro. Os jovens faziam de tudo, os pais passavam na delegacia levaram embora e nada acontecia. Se bem que, quem precisa de punição quando a maior delas é ser filhos de pais frios e insensíveis, que não te enxergam e nem te protegem? Tudo é perdoado legalmente mas nada era resolvido emocionalmente. Mas havia sim uma impunidade da classe média alta, e isso na vida real também. Sinto que para o Jim a falta de punição dos pais era vista como uma falta de cuidado, falta de amor. Ele podia fazer o que quiser desde que não sujasse o nome da família. Acho que isso por si só dói mais do que uma surra. Na vida real, essa impunidade meio que deu início ao Rock, que surgiu como o grito de quem tinha tudo materialmente mas se sentia sufocado em um mundo onde os adultos eram cínicos e covardes. A sociedade extremamente hipócrita, era uma forma de ter voz e poder protestar. O Rock até hoje carrega isso, a luta para ser autêntico em um mundo que exige obediência da gente. É tão triste a sequência do final no planetário, o Jim desesperado tentando salvar o Plato, as luzes das viaturas, tudo muito bem roteirizado e dirigido. Os pais "entenderam" o Jim, mas a causa custou uma vida, de alguém frágil e que não tinha ninguém, o Jim acabou virando adulto da pior forma. Interpretações perfeitas do James Dean e do Sal Mineo. Ótimas atuações do elenco todo, o pai passa uma imagem de covardia emocional absurda mesmo quando não fala nada. Após todos esses anos, com toda a tecnologia e mudanças sociais, ainda assim, o conflito central do filme continua idêntico, temos os mesmos problemas nessa sociedade adoecida emocionalmente. Esse sentimento de pertencer a uma família que prioriza as aparências e a religião em vez de afeto real é o mesmo. O sistema tenta nos domar conforme envelhecemos, querendo que a gente se torne exatamente como os pais do Jim: previsíveis, silenciosos, omissos e preocupados com o que os outros pensam. Manter essa chama de indignação e revolta acesa é o que nos impede de se tornar parte daquilo que o filme tanto critica. Em 1955 diziam que o Rock era perigoso porque fazia os jovens pensarem por si mesmos. Hoje, é símbolo de independência e pensamento livre, mas ainda visto por muitas pessoas como algo terrível, por quem gosta não aceitar uma vida de mentiras. O terror da sociedade é que pessoas pensem, parece que tudo é criado para você ser burro e conformista.
Um filme marcante de um ator marcante, achei impressionante como o personagem de James Dean se parece que o personagem dele em Vidas Amargas, talvez seja pelo seu modo peculiar de atuação, que chamou a atenção do diretor Elia Kazan. Este é um filme sobre uma geração muitas vezes rebelde pós guerra, tentando encontrar seu lugar e se provar no mundo, muitas vezes com atitudes medonhas, retratados muito bem na cena do carro no penhasco, bom filme. Visto em 04/02/2026
Os anos 1950 representaram um período de intensa transformação social.
Mulheres começaram a trabalhar fora de casa, a frequentar bares e discotecas, a beber em público e a fumar, sem necessariamente serem mal vistas por isso. Esse movimento de saída das mulheres para espaços públicos de sociabilidade mudou o ambiente onde futuros casais se conheciam, tirando-os de lugares mais restritos, tutelados pela família, e trazendo-os para lugares de livre circulação, como festas, bares e lanchonetes, locais onde a decisão de um beijo ou um relacionamento não envolvia a família de nenhuma das duas partes.
O Selvagem de 1953, com o ícone Marlon Brando; Sementes da Violência de 1955, com o ícone Sidney Poitier; Vidas Amargas e Juventude Transviada, ambos de 1955, com o ícone lendário James Dean fizeram história, os dois últimos são melhores e excepcionalmente bem dirigidos, por outras duas lendas da direção Elia Kazan e Nicholas Ray respectivamente.
Carrões velozes, motos, jaqueta, blue jeans, cigarro, álcool até hoje é algo que excita jovens do mundo todo em parte por causa de James Dean e seu Juventude Transviada principalmente.
Em apenas um ano, James Dean fez os três filmes que o transformaram em ídolo, mais não é necessário falar. Seria chover no encharcado – como se fosse necessário falar sobre Elvis, Marilyn, os Beatles – os únicos nomes capazes de rivalizar com o dele em importância na cultura popular do século XX. Juventude Transviada não tinha astros, nomes conhecidos do grande público frequentador de cinemas.
Marilyn Monroe, Elvis Presley assim como James Dean, jamais levou para casa uma estatueta dourada daquelas. O que demonstra, peremptoriamente, definitivamente, que não é necessário ter saído de uma daquelas cerimônias compridas carregando a estatueta para virar um mito imortal.