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Sinopse
Depois da morte de sua mãe, uma sensível menina é enviada para uma escola própria para mulheres, onde desenvolve um romance por uma de suas professoras.
"Mädchen in Uniform" (1931) é um filme notável, ousado e corajoso.
A princípio me causou surpresa pensar que em 1931 alguém tenha trazido para o cinema um filme falando claramente sobre a temática queer. Mais surpreendente ainda, porque foi lançado em plena alemanha nazista e a direção foi feita por uma mulher de ascendência judaica: Leontine Sagan, ex-atriz e diretora de teatro.
O roteiro de "Senhoritas em Uniforme" foi adaptado de uma peça de teatro considerada autobiográfica, escrita pela Baronesa Christa Winsloe, que era assumidamente homossexual. A peça chamava-se "Children in Uniform" (Gestern und Heute).
Sob vários aspectos, este filme estava muito a frente de seu tempo, sendo hoje considerado um marco na história do cinema. Além de levar às telas um amor lésbico sem romantismos ou críticas, apresentou o primeiro beijo na boca entre duas mulheres, algo que nos dias atuais ainda é tabu e causa polêmica.
Com um elenco inteiramente feminino e diálogos provocadores, o filme retrata o cotidiano de jovens adolescentes residentes em um rígido e repressivo colégio interno da Prússia. Sua alegre e atrevida jovialidade, assim como suas primeiras investidas e descobertas amorosas estão presentes em cenas inesquecíveis.
O filme de 1931, dirigido pela Leontine Sagan, é especial por que foi produzido em um contexto de uma Alemanha ainda na iminência de ser contaminada pelo ideal nazista. Essa refilmagem, dirigido por Géza von Radványi, com a vantagem do conhecimento histórico, aproveita para imbuir um caráter mais personalista a esse contexto. Em uma das cenas, a personagem da diretora parece evocar a figura de Hitler. Em seu escritório, a afeição por peixes em um minúsculo aquário meio que remete ao que ela espera a respeito do comportamento das jovens em confinamento. O filme de '31 é premonitório (as garotas até usam roupas que terrivelmente se assemelham aos uniformes dos prisioneiros de campo de concentração), anunciando a tragédia de uma sociedade autoritária e repressora, enquanto esse é retrocognitivo, apontando os erros do passado. O final do filme do Géza von Radványi há um detalhe a mais, sugerindo uma sensível mudança de comportamento da diretora da escola, mas prefiro a crueza impactante e silenciosa da mesma personagem no filme da Leontine Sagan.
"Mädchen in Uniform" (1931) é um filme notável, ousado e corajoso.
A princípio me causou surpresa pensar que em 1931 alguém tenha trazido para o cinema um filme falando claramente sobre a temática queer. Mais surpreendente ainda, porque foi lançado em plena alemanha nazista e a direção foi feita por uma mulher de ascendência judaica: Leontine Sagan, ex-atriz e diretora de teatro.
O roteiro de "Senhoritas em Uniforme" foi adaptado de uma peça de teatro considerada autobiográfica, escrita pela Baronesa Christa Winsloe, que era assumidamente homossexual. A peça chamava-se "Children in Uniform" (Gestern und Heute).
Sob vários aspectos, este filme estava muito a frente de seu tempo, sendo hoje considerado um marco na história do cinema. Além de levar às telas um amor lésbico sem romantismos ou críticas, apresentou o primeiro beijo na boca entre duas mulheres, algo que nos dias atuais ainda é tabu e causa polêmica.
Com um elenco inteiramente feminino e diálogos provocadores, o filme retrata o cotidiano de jovens adolescentes residentes em um rígido e repressivo colégio interno da Prússia. Sua alegre e atrevida jovialidade, assim como suas primeiras investidas e descobertas amorosas estão presentes em cenas inesquecíveis.
Uma obra-prima!
O filme de 1931, dirigido pela Leontine Sagan, é especial por que foi produzido em um contexto de uma Alemanha ainda na iminência de ser contaminada pelo ideal nazista. Essa refilmagem, dirigido por Géza von Radványi, com a vantagem do conhecimento histórico, aproveita para imbuir um caráter mais personalista a esse contexto. Em uma das cenas, a personagem da diretora parece evocar a figura de Hitler. Em seu escritório, a afeição por peixes em um minúsculo aquário meio que remete ao que ela espera a respeito do comportamento das jovens em confinamento. O filme de '31 é premonitório (as garotas até usam roupas que terrivelmente se assemelham aos uniformes dos prisioneiros de campo de concentração), anunciando a tragédia de uma sociedade autoritária e repressora, enquanto esse é retrocognitivo, apontando os erros do passado. O final do filme do Géza von Radványi há um detalhe a mais, sugerindo uma sensível mudança de comportamento da diretora da escola, mas prefiro a crueza impactante e silenciosa da mesma personagem no filme da Leontine Sagan.
Que coisa bonita, inocente e triste!
Tô triste !!!
Filme fofo e delicado...
Só um adendo, todos os filmes que vi da década de 60 pra trás possuem essa pegada de que não há final feliz em ser homossexual 🤷