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Data de lançamento
16 Set. 2016Duração
Ex-funcionário terceirizado da Agência de Segurança dos Estados Unidos, Edward Snowden torna-se inimigo número um da nação ao divulgar a jornalistas uma série de documentos sigilosos que comprovam atos de espionagem praticados pelo governo norte-americano contra cidadãos comuns e lideranças internacionais.
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SNOWDEN
Direção: Oliver Stone
Ano: 2016
Assistido em: 31/01/2026
O caso Edward Snowden fez o mundo pegar fogo ali na primeira metade da década de 2010. Ele escancarou algo muito simples e ao mesmo tempo assustador: não importava quem você fosse, não importava onde estivesse, não importava seu status — os Estados Unidos tinham poder suficiente para observar todos nós. Na época, isso causou um alvoroço enorme sobre os limites éticos da vigilância governamental e, obviamente, uma crise diplomática, já que os EUA investigavam indevidamente pessoas fora do próprio país, incluindo chefes de Estado, entre eles, nossa então presidente, Dilma Rousseff. E, como Oliver Stone não perde nenhuma oportunidade de apontar o dedo para a Casa Branca, três anos depois do escândalo ele traz este filme. A sensação que eu tenho, no entanto, é que teria sido muito melhor se ele tivesse feito um documentário em vez de uma dramatização.
Edward Snowden é um talentoso analista de inteligência que começa a trabalhar para agências de segurança dos Estados Unidos e rapidamente entra no submundo dos programas de vigilância global. À medida que passa a ter acesso a informações ultrassecretas, ele percebe que governos monitoram cidadãos de forma invasiva e sem supervisão adequada. Diante das implicações éticas dessas práticas, Snowden toma a decisão de vazar documentos confidenciais para jornalistas, desencadeando um dos maiores debates sobre privacidade e liberdade na era digital e colocando sua própria vida em risco.
Antes de qualquer coisa, preciso deixar claro que considero de extrema importância que o cinema trate de questões como essa, da vigilância aplicada pelos Estados Unidos ao resto do mundo. O cinema é um agente que ajuda a moldar perspectivas narrativas e caráteres, então é fundamental que ele assuma um lado político. O problema é que existem formas menos burocráticas de fazer isso. Meu grande incômodo com este filme é o quanto ele me parece engessado, duro e seco. Acredito que há maneiras menos complicadas de contar essa história, mas Oliver Stone opta pela forma mais protocolar possível, excessivamente didática, quando poderia torná-la mais dinâmica, fluida e natural.
O elenco escalado é impressionante, mas tive constantemente a sensação de que ninguém estava vivendo de fato seu personagem. O que eu via eram atores declamando textos decorados de maneira perfeitinha, fria, quase mecânica. Em vários momentos, o filme parece mais uma reportagem de jornal do que uma obra de ficção, o que reforça minha impressão de que teria funcionado melhor como documentário. Soma-se a isso a duração excessiva: com mais de duas horas, a impressã é de que há coisas sobrando. Este filme poderia, tranquilamente, ter sido bem mais enxuto.
Tirando o cabelo mutante de Joseph Gordon-Levitt — uma hora castanho, outra hora loiro, quando Edward Snowden é loiro — e o fato de terem esquecido de pintar as sobrancelhas do ator, algo que me incomodou profundamente, já que cada cena parecia visualmente diferente, o filme é bastante objetivo no que se propõe. Ele é uma denúncia. Escancara toda aquela situação e, no final, nos informa que as políticas norte-americanas de vigilância, alegadamente criadas em prol da defesa do país, teriam sido modificadas. Eu, sinceramente, não acredito nisso. Agora, quem seria o paranoico aqui? Eu ou o próprio Stone? Quem engoliu essa conversa fiada de que as políticas de espionagem dos Estados Unidos foram suavizadas depois do caso Snowden? Eu não comprei isso. Muito pelo contrário. Acredito que hoje, passados mais de dez anos, e ainda mais com um governo fascista como o de Donald Trump, isso só tenha piorado. O que muda são as técnicas, não a intenção. Então, para cima de mim, não.
Mesmo nada a temer, desconfiado com meu celular kkkk
Um exemplo de ser humano!! "Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz."
Tive vontade de assistir novamente devido a libertação recente do Assange. É um excelente filme!
16/06/2024 - nota: 3.5