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Data de lançamento
16 Junho 1952Duração
Mae Doyle (Barbara Stanwyck), na esperança de encontrar um marido rico, viveu em grandes cidades, mas só se envolveu com um homem casado. Após sua morte ela retorna para sua cidade natal para viver com Joe (Keith Andes), seu irmão. Ela começa a se relacionar gradativamente com Jerry D'Amato (Paul Douglas), um simplório pescador que é amigo de Joe. Através de Jerry ela conhece um projecionista de filmes, Earl Pfeiffer (Robert Ryan), que tenta conquistá-la declarando seus sentimentos, apesar de ser casado. Mae o evita e se casa com Jerry. Paralelamente Earl se divorcia. Pouco tempo depois, Mae e Jerry têm um bebê e tudo parece bem, mas Mae não está apaixonada pelo marido e logo se vê nos braços de Earl.
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Por mais que se reclame do moralismo gritante do título brasileiro, eu gosto de como ele antecipa um rol de expectativas positivamente frustradas: por se tratar de um filme da fase estadunidense do Lang, esperávamos uma trama de vingança. Tem-se um relato de reconciliação interna; por conter uma participação actancial da jovem Marilyn Monroe, pensamos haver erotização exacerbada de sua presença. Encontramos um retrato de rebeldia empregatícia, em sua ótima interpretação; por se tratar de uma época em que as convenções hollywoodianas rendiam-se ao machismo dominante, pensamos encontrar algo que confirme o tal título. Lidamos com um roteiro maduro, em que há também brechas para a exortação da emancipação feminina, não obstante as escolhas que as personagens tenham à disposição sejam exíguas e/ou insatisfatórias. Os diálogos são maravilhosos e a ascendência teatral do enredo rende momentos de suma pujança dramatúrgica, sobretudo na segunda metade, depois que as ondas quebram novamente com violência na praia, sob a luz do luar, agora justificando o título original. Achei a abordagem moderníssima, quiçá influenciada por STROMBOLI e antecipando tanto MARTY quanto o recente RODA GIGANTE. Barbara Stanwyck está soberba, como a protagonista comedida e cansada, após tantos maus tratos da vida livre que ela desejou para ti. Paul Douglas surge enquanto complemento sobremaneira digno. Keith Andes é o jovem sensual, ponderado e intenso em iguais medidas. Enquanto Robert Ryan aparece como aquele que tem a função de estragar tudo o que toca. Foi a única interpretação que eu não gostei tanto (o que demonstra, talvez a intencionalidade alcançada dos propósitos insuportáveis do personagem?). Direção segura, ainda que atípica. Achei o filme deliciosamente estranho, muito à frente das convenções românticas daquele período, no que tange à abordagem de um dilema essencialmente feminino. Em dado momento, soou-me arrítmico, demorado, estendido, prolongado.... Mas assim também era o dilema da protagonista. Muito bom! (WPC>)
No final eu já não sabia de mais nada!
Se ele ia matar o talarico safado, se ele ia matar a May... aí depois ele foi pro barco e pensei que ele ia matar o bebê (porque no filme mencionou bebês que foram achados mortos) ou ele ia se matar... e no final ele perdoou a vagabund4... Que tinha sua culpa claro, mas desde o começo todo mundo percebeu que aquele maluco era um safado sem cárater! E o tonto chamado ele pra tudo. Quase tentou beijar ela no casamento dos dois, na frente dele e ele nem ai, continua a amizade com o cara e mais do que isso, coloca esse maluco dentro de sua própria casa... Abre o olho né malandro.
Admito que os melodramas de Lang são muito acima da média, ainda que eu passe distante de fã confesso do gênero. Aqui por exemplo se destacam as atuações brilhantes de Stanwick e Ryan, os diálogos são elegantes e certeiros, todavia confesso que o final me deixou perpelxo por sua falta total de lógica para um filme que contestava o aprisionamento feminino à sua condição de submissão.
Barbara Stanwyck foi a segunda escolha de Mae Doyle e recebeu uma oferta para fazer o filme somente depois que Joan Crawford recusou o papel. Apesar de não ter sido a primeira escolha para o papel, Stanwyck teve atuação notável e sua atuação neste filme é uma das mais conceituadas de sua carreira.
Aí que decepção, Fritz. Eu esperava muito mais. Sendo sincera não gostei do final, apesar de eu já esperar por ele. A personagem da Barbara não mereceu o final que teve, o Fritz foi muito bonzinho com ela. De fato, relações humanas são complexas, e o Fritz quis dizer exatamente isso. Sempre há uma nova oportunidade e nem sempre as pessoas pagam por seus erros, às vezes recebem outras oportunidades.
Surpresa pra mim foi eu ter gostado da atuação da Marilyn. Nesse filme ela tá bem carismática. Mas o filme é algo arrastado.