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A telenovela relata o dilema de Rachel, uma mulher que acaba de sair de um casamento infeliz com Virgílio. Rumo ao Rio de Janeiro, ao lado da mãe e da filha, ela acaba por se envolver com Heitor, um mecânico boêmio e bonachão que nunca havia vivido um compromisso sério. Paralelo a isso, está o surdo-mudo Abel, que, em busca de sua mãe, emprega-se na oficina de Heitor.
Sol de Verão foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 11 de outubro de 1982 e 19 de março de 1983. Foi escrita por Manoel Carlos e dirigida por Roberto Talma, Jorge Fernando e Guel Arraes e contou com 137 capítulos.
Infelizmente, a novela terminou antes do previsto por causa da morte do ator Jardel Filho, protagonista e grande amigo do autor Manoel Carlos. O autor revelou em entrevistas que Sol de Verão é uma das novelas preferidas dele. Curiosamente, uma das poucas onde o nome "Helena", característica comum em suas novelas, não aparece.
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Ter visto os fragmentos dessa novela me bateu uma tristeza e também uma baita de uma nostalgia de uma década inesquecível que foi a de 80. Na época eu acompanhei e eu era um pré-adolescente de 13 anos. A trilha sonora nacional e principalmente a internacional foi excelente!
Amei que enfim disponibilizaram essa trama do Maneco. Lamento que não tenha sido preservada da maneira correta, vendo os Fragmentos fica até um gostinho de quero mais. Mas enfim, vamos aos pontos:
- Abertura que marcou época S2 S2. Muito bem feita e que mostrava as tendências da época. Ficou bem parecido com um catálogo de moda praia. Fora que a logo é bem bonita
- Os quatro primeiros capítulos são com o texto do Maneco. Primorosos e de falas afiadas, com exceção de algumas cenas do meio. Inclusive, quando o Lauro passa a escrever, nota-se bem a diferença. Não ficam ruins, ainda continuam bons, mas dá pra ver que é uma outra pegada.
- A direção é inusitada kkkk não sei se é porquê já estou acostumado com o Ricardo Waddington e com o Jayme Monjardim, mas ver a dupla Jorge Fernando e Guel Arraes - tão conhecidos pelas futuras comédias rasgadas no horário das 19h - dentro de uma obra de crônica do cotidiano em pleno horário das 20h é um tanto quanto contrastante kkkkk De qualquer forma, deram certo, achei que casaram muito bem com a proposta jovem e moderna da novela.
- Atores excelentes nos seus personagens. Muitos jovens estreantes e outros que estavam em seu segundo trabalho, mostraram força e atuaram de igual pra igual com os veteranos (algo que definitivamente, não temos hoje em dia, chega a dar pena). Destaque para Débora Bloch, que entrou pra o roll de meninas do Maneco que falam o que pensam e não tão nem aí se vão magoar o outro (nem mesmo se for a mãe), daquelas pestinhas que não sabem a diferença entre sinceridade e grosseria. Foram poucos os capítulos, mas que deixaram bem claro kkkk Uma coisa que discordo do Maneco é dele achar que a Flora tinha mais características com uma Helena do que a protagonista Rachel. Na minha opinião, a Rachel tem todos os ingredientes de uma Helena dele.
- Trilha sonora esplendorosa, tanto a nacional quanto a internacional. São poucas as que conseguem esse feito viu, na minha opinião deveria ter batido recorde de vendagens.
- Uma tristeza a morte precoce e tão repentina do Jardel. Ele tinha um excelente personagem. Inclusive, emocionante as cenas de homenagem feitas pra ele tanto o texto lido pelo Gianfrancesco quanto a fala da personagem da Irene Ravache.
Enfim, mesmo fragmentada, ainda assim vale a pena conferir.
Visto no Globoplay, em: 24/06/24.
Eu não era nascido em 1982, então eu não tive a mesma experiência de alguém que viu e acompanhou essa obra tão badalada dos anos 80. Conheço muita gente que assistiu e só tem boas lembranças de Sol de Verão... Vendo os fragmentos do Globoplay, tive sentimentos mistos.
Eu aguardei por muitos anos esse resgate, e foi decepcionante saber que a novela não foi preservada na íntegra (provavelmente pelo trauma da morte do grande Jardel Filho, que teve homenagens muito lindas aliás). Novamente, a Globo fez o seu método de guardar dois capítulos do início, dois do meio e dois do final - aqui eles ainda preservaram os dois capítulos após o falecimento do Jardel, o que contabilizou 8 capítulos no total. Melhor do que nada, mas fica o gosto amargo na boca desse descaso injustificável de apagar mídia de propósito. O que dói mais é o fato de não termos quase nenhuma interação decente entre o Jardel e a Ravache nesse material (só deles brigando), por exemplo, entre muitos outros buracos da história resgatada.
Algo me diz que os capítulos sobreviventes não fazem jus à novela como um todo: o primeiro capítulo foi muito confuso na apresentação dos vários personagens; o segundo já achei melhor; já os dois episódios da metade foram bem maçantes; por fim, a reta final foi interessante e o capítulo especial ajudou a entender mais algumas coisas da trama, mas temos que lembrar que foi o Lauro César Muniz em parceria com o Guarnieri que escreveram esses últimos capítulos, pois o Maneco havia se afastado da novela.
Por um lado, eu esperava mais do que eu vi - até Baila Comigo, com seus defeitos, me pareceu uma novela melhor. Por outro lado, ouvindo as ótimas trilhas sonoras de Sol de Verão e vendo esse grande elenco reunido num Rio todo ensolarado, com excelentes diálogos e muita humanidade, eu consigo entender, pelo menos no que me é possível, o que os fãs da novela sentiram na época e guardaram na memória afetiva. Não costumo ser adepto de remakes, mas para obras incompletas e prejudicadas como essa, talvez fosse interessante refazer, dando novas possibilidades ao argumento, além de poder também apresentar a história para novas gerações.
Beatriz Segall dando um show, como sempre.
Eu era adolescente quando assisti essa novela. Lembro muito da homenagem ao Jardel Filho. Uma pena mesmo.