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Data de lançamento
8 Set. 2014Duração
A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora de linguistica. Aos poucos, ela começa a esquecer certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova a força de sua família. Enquanto a relação de Alice com o marido John (Alec Baldwin), se fragiliza, ela e a filha caçula Lydia (Kristen Stewart), se aproximam.
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Que filme bom, gostei que trabalharam bem a ideia da doença de Alzheimer, o ponto de vista da doença, da família e principalmente da pessoa que se perdia cada dia mais o seu bem mais precioso! Que duro de ver mas satisfatório no sentido que não é um filme covarde!
Daqueles filmes difíceis de ver de novo. Só acho que o final poderia ser melhor
Aproveitei que terminei a leitura de Para Sempre Alice para rever a comovente versão cinematográfica de Para Sempre Alice e a belíssima atuação de Julianne Moore destacou ainda mais após a leitura.
Para Sempre Alice contém um grande elenco, mas o grande destaque é para a talentosa Julianne Moore que foi uma personagem comovente mostrando como a doença de Alzheimer destrói tudo que uma pessoa conquistou. No início do filme, aliás... Antes do diagnóstico, Alice tinha praticamente tudo o que alguém poderia desejar da vida. Ela era uma mulher inteligente, elegante e independente. Lecionava uma matéria pela qual era apaixonada, tinha uma carreira bem sucedida e adorava ter a companhia da sua família. Com a descoberta do Alzheimer, a insegurança é transmitida nos olhos de Alice. Principalmente pelos filhos, pois é uma doença hereditária e Alice carregava a culpa de transmitir a doença para os filhos.
Anna, a primogênita da família, herdou o gene responsável da doença, mas teve a oportunidade de não transmitir para seus gêmeos. Tom não herdou o gene, porém lidava de forma bem silenciosa com a doença da mãe e Lydia, a caçula da família, que tinha maior conflito com Alice, não quis saber do seu resultado sobre o gene que provoca a doença e se tornou a maior fonte de apoio que Alice tinha na família. O braço direito da mãe. Especialmente depois que John recebeu uma proposta de trabalho e não está totalmente presente na vida de Alice. Ao contrário do livro a ótima atuação de Alec Baldwin amenizou o comportamento de John no filme. Na resenha do livro eu mencionei que John não soube lidar com a doença da esposa desde o início e a tratava com frieza mesmo estando ao lado de Alice. Ele ficava focado nos estudos e testes como se Alice estivesse com algum defeito e não com uma doença hereditária.
No filme essa frieza de John foi amenizada. Ele demonstrou que estava sofrendo demais e medida que a mente de Alice vai falhando e ficando cada vez mais dependente das pessoas, o casamento de John com Alice revelou uma rachadura. No final, John termina chorando e dizendo para Lydia que ela sabia lidar com a doença da mãe e ele não. Nenhum filme que começa com um diagnóstico de Alzheimer terá um final feliz, por isso, aconselho que tenha um lenço em mãos enquanto assiste Para Sempre Alice, pois Julianne Moore tem várias cenas emocionantes e alguns angustiantes que irão provocar compaixão e até arisco em dizer... Algumas lágrimas podem cair também. Sem duvida nenhuma a cena mais memorável do filme é a palestra que Alice faz sobre o que é e viver com a doença de Alzheimer.
Enfim, recomendo fortemente Para Sempre Alice. Indico tanto o filme quanto o livro. O livro contém muito mais detalhes do que o filme, mas a essência da história é a mesma: a história de uma mulher e sua família lutando contra o Alzheimer, que faz com que aquela pessoa jovem e vibrante se torne quase irreconhecível, até mesmo para si mesma.
Uma obra sensível e devastadora que retrata a desintegração da identidade através do Alzheimer. O roteiro entrega uma atuação impecável, equilibrando a fragilidade e a luta de uma mente brilhante que se apaga.
É sensível quando se parte do ponto de vista do paciente que sabe do seu diagnóstico e com o tempo vai perdendo, o que, para ela, é o mais importante.