O mais talentoso cineasta do cinema expressionista alemão, F.W. Murnau juntou-se com os melhores profissionais da época para filmar uma adaptação de Moliére. O grande ator Emil Jannings criou um tipo inesquecível para interpretar o pseudofanático religioso de libidinosa sexualidade. Esta tragicomédia de Murnau conta a história de uma governanta hipócrita e manipuladora que maltratava um velho, cuja herança espreita. O sobrinho do velho, percebendo a falsidade e o plano diabólico da governanta, arma uma cilada para desmascará-la.
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- já vai pra um século que o cinema mostra que os crentes tão ai pra usar da religião pra enganar e tirar dinheiro dos outros
- gostei de como usaram o filme dentro de outro filme
- não deixa o dinheiro pro neto, doe pros pobres
Outro genial trabalho de Murnau.Traz algumas situações que hoje em dia é muito fácil observar nos filmes,mas na época soava como novidade.Jannings era um dos grandes nomes da época e cai como uma luva nesse protagonismo.Contexto que representa muito bem os dias de hoje.
>Assistido em 21 de Julho de 2023
* Quebra da quarta parede
* O cinema dentro do cinema
* Trilha sonora em ressonância com movimentação de pessoas ou objetos
Tudo isso em um filme da década de 20. Murnau com certeza foi o maior gênio de sua época no trabalho que desempenhava. O roteiro de Tartuffe deixa as pessoas em alerta com quem as rodeia, e a confiança que depositam no próximo. Além de denunciar falsos religiosos, que só estão ali para sugar o dinheiro das pessoas. Uma das melhores cenas é quando Tartufo aponta para o anel de Orgon, dizendo que o mesmo não necessita daquele bem supérfluo. O mesmo fazem algumas igrejas, que incentivam as pessoas a não precisar de certos bens, e elas acreditando nisso, acabam doando seus pertences para estas pseudo religiões. Além da genialidade de Murnau, temos Emil Jannings. Mestre da atuação, que dependendo do personagem que incorpora, consegue ser adorado ou odiado. E neste, conseguimos sentir toda a repugnância que o roteiro queria nos passar, através de sua brilhante atuação. Um feito muito difícil para um ator conseguir, e Emil Jannings consegue fazer com excelência.
Tartufo - 1925 - Alemanha - visto no dia 02.09.20 e revisto no dia (04.06.22).
Filme incrível e genial dentro dos seus parâmetros. Um dos melhores filmes que vi do Murnau com uma direção e criatividade única. Primeiro pela criatividade em contar um filme dentro do outro filme onde dessa época não vi (não me lembro) outro diretor fazendo essa abordagem em suas obras. E um filme dentro do outro muito bem contado, conectado, com total coerência e um roteiro bem amarrado. Primeiro ambas as histórias abordadas no filme são uma crítica ao comportamento da maioria das pessoas da sociedade e isso enquadra até aos tempos atuais, que é o comportamento tóxico, comum que é a hipocrisia. Ela está infestada em todo lugar que você vai, independente da região, da classe social da pessoa, hipocrisia é um verme que sempre se prolifera através de ignorantes, interesseiros. Enfim, aqui na história principal, um jovem tenta abrir os olhos da avô,
tentando lhe dizer que ele está envolvido com uma pessoa mentirosa, hipócrita, interesseira. A empregada que quer de qualquer maneira pôr as mãos na herança do velhinho, tenta de qualquer maneira ele assinar o testamento, e depois mata-lo para pegar o dinheiro mais
trabalhando como tipo um cineasta itinerante, exibe o filme para o avô e a empregada
que não levanta a voz ao Tartufo, aceita tudo de forma bem tranquila como se fosse lei do Tartufo homem santo
Rouba itens valiosos da mansão rica de Orgon, anéis e outros apetrechos luxuosos da família nobre
esposa em descobri-lo
prisioneiro, um preso que foi solto e um grande golpista.
desmascara a empregada e essa sai correndo envergonhada
Nota:9,0
Todo mundo se cega alguma vez na vida com o auxílio de quem "quer o nosso bem"::::::: moral da história, o filme dentro do filme pela estética dos anos 20 que conduz de forma que só Murnau saberia.