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"Durante a visita de um chefe de estado latino-americano ao Rio de Janeiro morre, num atentado, seu inimigo político. O adido militar é encarregado das investigações. Um correspondente americano mantém contatos com uma diplomata brasileira que acompanha a comitiva. Temendo ser incriminado, o chefe de estado consulta um vidente que identifica como culpado o motorista da embaixada. O adido militar comunica ao presidente o golpe de estado e revela ter sido o atentado mero pretexto para apressar os acontecimentos."
Extraído do site da cinemateca brasileira.
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Um filme irregular, construído sob algumas interrupções de verba (Cinemin, n. 13, 1985) mas relevante pela espontaneidade manifesta de um ethos de malemolência nacional, cujos filmes cariocas se esmeraram em cunhar e pela contundente força narrativa da trilogia política proposta por Gustavo Dahl (Bravo Guerreiro, Uirá e Tensão no Rio). A despeito da austeridade temática que emerge do colonial-fascismo na América Latina, cujo enredo aborda as relações diplomáticas entre Brasil e a imaginária Valdívia, onde se intromete o golpismo alimentado pelas transações comerciais petrolíferas (nada mais atual), há um verniz pitoresco da cotidianidade que se revela na crença do presidente de Valdívia no Tarot e a consulta espiritual a um médium (personagem excelente de José Lewgoy) como elemento de desfecho da trama, além da inserção de personas caricatas como o jornalista americano do Washington Post, as relações extraoficiais com um capanga traficante e a amante mantida sob espumante. Tudo isto embalado pela trilha desconcertantemente precisa de Arrigo Barnabé
Putz ! Nem quem cadastrou viu esse aqui. Fui o primeiro a marcar que vi e segue aí o meu cocomentário:
Filme nacional, da época da ditadura, que assisti naquela sessão Brasil Cult, que só costuma passar porcaria. Só que este é razoável. É muito bem produzido, tem um ótimo elenco e uma história pra contar.