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Data de lançamento
14 Dez. 1971Duração
Herbert Block é o chefe de medicina num hospital escola. Ele foi deixado pela mulher, está impotente e os filhos não o reconhecem. Por isso Herbert está considerando o suicídio. Mas então seus pacientes começam a morrer - não por complicações de saúde, mas porque o hospital não está dando o tratamento adequado e tudo ali está uma confusão. As pessoas são colocadas em leitos errados e recebendo medicamentos inapropriados; ou são mandados para a sala de cirurgia quando não precisam ser operados. Herbert precisa fazer alguma coisa.
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Finalmente, tive a chance de assistir este filme que foi indicado a dois Oscars, inclusive de ator principal para a atuação do George C. Scott (que estava um charme nesta epoca), lembrando um pouco o Robert De Niro. Não achei o filme lá essas coisas todas não, bons diálogos, bom elenco, mostrando o rotina de um grande hospital e seus complexos personagens. O que me incomodou neste filme de Arthur Hiller, foi justamente a indefinição de gênero, não se sabe ao certo se é drama, suspense ou comédia, uma vez que, possuem cenas cômicas. De todo modo, foi válido a conferida.
Filme com diálogos carregados e o drama que os principais personagens vivem tornam as coisas ainda mais dramáticas.George Scott em uma atuação fora de série.Merecidamente indicado ao Oscar.
Drama de humor negro e mistério indicado a 2 categorias no Oscar: melhor ator, George C. Scott (1927-1999), vencendo o de melhor roteiro original; no Globo de Ouro, mais 3 nomeações: melhor ator de drama, George C. Scott, e melhor atriz coadjuvante, Diana Rigg (1938-2020), vencendo o de melhor roteiro; no BAFTA, mais 2 indicações: melhor ator, George C. Scott - que também concorreu por Esse louco me fascina (71), vencendo o de melhor roteiro; no Festival de Berlim, mais 3 nomeações: Urso de Ouro de melhor filme, vencendo os do Prêmio Extraordinário do Júri do Urso de Prata e o da Competição OCIC Award - Recommendation. O longa foi filmado no Metropolitan Hospital Center, em Nova York.
O escritor Paddy Chayefsky (1923-1981) realizou três tarefas neste filme. Chayefsky era o roteirista, produtor, e também narrou o filme no início. Chayefsky supostamente também tinha controle total sobre o conteúdo e a escalação do filme. Estréia americana em Hollywood no cinema da atriz britânica Dame Diana Rigg e também de Stockard Channing, embora sem créditos, como Enfermeira E.R., além de Tracey Walter, também sem créditos. O filme apresentou um número considerável de performances bit-part não faturadas e não creditadas.
George C. Scott está magnífico, como sempre em uma grande atuação. Sua raiva e dor tortuosa parecem estar na superfície o tempo todo, como se ele realmente fosse o personagem que interpreta. Diálogos ácidos, cortantes e sombrios neste roteiro absurdo e satírico da indústria da saúde dos EUA e da sociedade norte-americana. Scott oferece um desempenho incrível que equilibra depressão e responsabilidade moral.
Chayefsky não consegue encontrar uma narrativa equilibrada entre a comédia absurda e o drama existencial, em um roteiro com diálogos poderosos e bobagens descartáveis. C. Scott estava em seu auge, em uma grande e sensível interpretação. Mas é altamente prejudicado por esse ritmo irregular do roteiro. Chayefsky faria melhor no clássico Rede de Intrigas, onde suas críticas sociais só mudam de endereço, uma estação de tv.
Indicado a 2 Oscar, ótima atuação de George C. Scott acabou perdendo para Gene Hackman em Operação França e de roteiro de Patty Chayefsky vencedor neste ano. Um dos melhores filmes sobre o cotidiano de um Hospital.