Em Los Angeles, o jornalista e crítico musical Myles Clarkson vai entrevistar o talentoso Duncan Mowbray Ely, que é provavelmente o maior pianista clássico da atualidade. Logo no início da entrevista, o velho músico repara nas mãos de Myles e menciona que seriam perfeitas para um pianista. Em pouco tempo, Duncan e todos aqueles que o cercam se tornam muito amigos do repórter e de sua mulher, Paula, que se sente incomodada com a situação. Quando Duncan morre, Myles herda suas partituras, seu piano e US$ 100 mil. Mas Paula começa a achar que o comportamento de Myles está cada vez mais estranho, e gradativamente toma consciência de uma verdade aterradora.
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Apesar do ritmo lento a história é muito boa e a motivação para a troca de corpos é bem bizarra... adorei o final, o cara se achando esperto, nem estranhou nem nada, não percebeu que a mulher mudou, só reparou o perfume diferente hahahaha
Eu esperava bem mais desse filme. The Mephisto Waltz começa bem e apresenta uma boa ideia, com um conceito interessante e uma atmosfera que, à primeira vista, parece promissora. No entanto, à medida que o enredo se desenrola, tudo vai se perdendo. O filme é mais longo do que deveria, e essa duração excessiva acaba prejudicando o ritmo. Poderia facilmente ter, no mínimo, 20 minutos, ou até meia hora, a menos. Ele se estende mais do que deveria, o que começa a ficar chato e cansativo, fazendo com que o espectador torça apenas para que acabe logo, sem se importar com o resultado final.
Há filmes que possuem personagens carismáticos, que cativam o público e criam empatia — mas não é o caso aqui. Os personagens são chatos, irritantes e difíceis de se importar com eles. É aquele tipo de filme em que, de tão desinteressante que tudo se torna, a gente até acaba torcendo pelo demônio. Essa falta de conexão emocional faz com que as cenas longas e arrastadas pareçam ainda piores, pois o espectador não tem ninguém por quem realmente se importar.
As cenas são mais longas do que o necessário, parecendo se estender apenas para criar uma atenção que nunca se concretiza.
Se o filme, em uma hora e meia, não mostrou nada realmente assustador — além do ambiente e de um terror psicológico que nunca se aprofunda —, não é no final que vai mostrar.
O final, por sua vez, é rápido, mal explicado e deixa tudo subentendido, o que é frustrante, considerando o quanto o filme desperdiça tempo com coisas desnecessárias.
Se tivesse usado melhor esse tempo, poderia ter desenvolvido um encerramento mais sólido e explicativo para o público. A mulher de Myles, Paula, faz um pacto com o chamado “mestre”, mas nem para mostrar a figura do Capiroto. Até o sangue, quando aparece, parece tinta guache — o que tira qualquer impacto que as cenas poderiam ter.
É interessante notar que, no final, o filme deixa subentendido que Paula pegou o corpo de Roxane para ficar com o seu marido Myles — só que, na verdade, não era ele, era apenas o corpo, pois quem estava ali era Ely. Ou pelo menos é isso que o filme demonstra, sem deixar claro em nenhum momento. Ou seja, nada com nada. A conclusão é confusa, sem força, e termina de forma apressada, sem dar ao público uma sensação real de fechamento. No final, eles apenas poderiam ter feito Roxane — que, àquela altura, já era Paula — chamar Myles de Ely, apenas para deixar claro o que estava acontecendo, e pronto: o filme fecharia o ciclo mais claramente.
The Mephisto Waltz é um filme que começa bem, com potencial e atmosfera, mas, para mim, se perde completamente no caminho e se torna um filme comum. É uma história que tinha tudo para ser um bom terror psicológico e acabou virando apenas uma balada para o tédio — e não para Satã.
Assistido em 26/10/2025
24.11.2000
Somente depois de 40 minutos que percebi que a personagem Abby era filha do casal protagonista, pois ela quase não tem participação. O moto disso, segundo o diretor, foi justamente para que o público não se afeiçoassem a ela. Sobre o filme é mais ou menos!
mais um filmaço que já vai começar a diminuir a nota por causa da geração fresca