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Data de lançamento
27 Junho 2000Duração
Benjamin Martin (Mel Gibson) é um herói do violento conflito entre França e Índia.Desde o término da guerra, ele renunciou a luta e resolveu viver em paz com sua família. Mas quando os ingleses levam a guerra da independência americana para dentro de sua casa, Benjamin não vê outra saída a não ser pegar nas armas novamente, desta vez acompanhado por seu filho idealista (Heath Ledger), e liderar uma brava rebelião em uma batalha contra o implacável e equipado exército britânico. Neste processo, ele descobre que o único meio de proteger sua família é lutando pela liberdade da jovem nação.
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Só tinha assistido uma vez na adolescência.
Ótimo filme, elenco de peso, boas atuações e sequências de ação.
03-10-2026 - Revisto
Sempre me emocionam filmes sobre luta pela liberdade. Esse não decepciona. Muito bom. Só achei meio estranho o jeito que eles ficavam enfileirados esperando a vez de atirar. Bizarro!
Por que a ESPANHA foi APAGADA da Independência dos EUA?
A participação da Espanha na Independência dos Estados Unidos costuma receber muito menos atenção do que a contribuição francesa. No entanto, diversos estudos apontam que o apoio espanhol foi fundamental para o sucesso das Treze Colônias durante a Guerra de Independência.
O episódio analisa como o governo de Carlos III desempenhou um papel decisivo no conflito, fornecendo recursos financeiros, armas, munições e apoio logístico, além de conduzir campanhas militares que enfraqueceram significativamente a posição britânica na América do Norte.
Entre os principais temas abordados estão:
O financiamento espanhol e o envio de armas e pólvora para os rebeldes.
A atuação de Bernardo de Gálvez nas campanhas que resultaram na conquista de posições britânicas na Flórida e no Golfo do México.
A importância da estratégia espanhola para obrigar a Grã-Bretanha a dispersar suas forças militares, contribuindo para o desfecho da guerra em Yorktown.
O impacto da colaboração hispano-francesa na consolidação da independência dos Estados Unidos e suas consequências para o Império Espanhol.
O episódio também discute por que a participação espanhola permaneceu durante muito tempo em segundo plano na narrativa tradicional da independência americana, analisando fatores historiográficos e políticos que contribuíram para essa percepção.
Destaques
Introdução — Apresentação da questão central do episódio: por que a participação da Espanha na Independência dos Estados Unidos recebeu tão pouco destaque na narrativa histórica tradicional.
A pólvora de Bilbao — Análise do fornecimento de munições e armamentos enviados a partir de portos espanhóis para abastecer as forças rebeldes.
A Luisiana espanhola e o rio Mississippi — Explicação sobre a importância do controle espanhol do Mississippi como principal corredor logístico para o transporte de suprimentos.
A rede de abastecimento — Exame da atuação de Diego María de Gardoqui e de comerciantes bascos na organização do envio de armas, pólvora, mantimentos e equipamentos militares.
O corredor de Nova Orleans — A participação de Oliver Pollock e das autoridades espanholas na autorização e coordenação das remessas realizadas pelo rio Mississippi.
Bernardo de Gálvez — As campanhas militares conduzidas pelo governador espanhol no Golfo do México, incluindo as vitórias em Manchac, Baton Rouge, Mobile e Pensacola, que eliminaram importantes posições britânicas.
O apoio do Texas espanhol — O envio de milhares de cabeças de gado provenientes do Texas para garantir o abastecimento das tropas aliadas durante a guerra.
O apoio financeiro e naval — A contribuição da prata enviada de Havana, o financiamento das operações militares e a coordenação naval que permitiu à esquadra francesa concentrar forças decisivas na campanha de Yorktown.
A vitória em Yorktown — A importância da atuação conjunta de Espanha e França para o cerco e a rendição das forças britânicas, marco decisivo da independência norte-americana.
Um reconhecimento tardio — A homenagem aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos a Bernardo de Gálvez permaneceu sem execução por mais de dois séculos.
A construção da narrativa histórica — Discussão sobre o impacto da chamada "Lenda Negra" e da formação da identidade nacional anglo-americana na redução do protagonismo espanhol na memória da independência.
O reconhecimento oficial — Em 2014, o retrato de Bernardo de Gálvez foi finalmente instalado no Capitólio dos Estados Unidos, acompanhado da concessão da cidadania honorária norte-americana, em reconhecimento à sua contribuição para a independência do país.
Resumo do episódio
O episódio apresenta a atuação da Espanha como um dos pilares do esforço aliado contra a Grã-Bretanha durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos. São analisados o envio de armas e pólvora a partir de Bilbao, a utilização da Luisiana espanhola e do rio Mississippi como corredor logístico, o fornecimento de gado e recursos provenientes do Texas e o financiamento de operações militares que contribuíram para a vitória em Yorktown.
Também é destacada a atuação de Bernardo de Gálvez nas campanhas militares que expulsaram os britânicos da região do Golfo do México, reduzindo sua capacidade operacional no continente. Por fim, o episódio examina como a relevância da participação espanhola acabou sendo amplamente ofuscada na construção da narrativa histórica tradicional dos Estados Unidos.
Referências
FERREIRO, Larrie D. Brothers at Arms: American Independence and the Men of France and Spain Who Saved It. New York: Alfred A. Knopf, 2016.
DeGUZMÁN, María. Spain's Long Shadow: The Black Legend, Off-Whiteness, and Anglo-American Empire. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2005.
LEWIS, James A. "Las Damas de la Havana, el Precursor, and Francisco de Saavedra: A Note on Spanish Participation in the Battle of Yorktown". The Americas, v. 37, n. 1, 1980.
CHÁVEZ, Thomas E. Spain and the Independence of the United States: An Intrinsic Gift. Albuquerque: University of New Mexico Press, 2002.
JUDERÍAS, Julián. La leyenda negra y la verdad histórica. Madrid, 1914.
Em "O Patriota", acompanhamos o personagem fictício Benjamin Martin, que já foi um grande e feroz soldado em guerras prévias, mas que, com sete filhos para cuidar e viúvo, opta por deixar o seu passado violento para trás e viver uma vida tranquila e pacífica. Isso muda, no entanto, com o início da Revolução Americana, que, em meio à promessa por independência e a luta contra os impostos, acaba também, como efeito colateral, levando a um sangrento conflito entre EUA e Inglaterra. Com essa guerra não ficando limitada aos campos de batalha e também atingindo civis, o protagonista se vê obrigado a pegar novamente em armas para salvar a sua família.
É interessante observar que o filme tem, sem dúvidas, os seus exageros e imprecisões históricas, mas isso não necessariamente impacta, de maneira muito negativa, a produção. E isso ocorre pelo simples fato de que esta película não se propõe a ser um documentário ou uma representação fiel dos fatos, mas um drama sobre um homem que luta contra um passado do qual se envergonha enquanto, ao mesmo tempo, busca usar sua natureza violenta para proteger a quem ama. Como mencionado antes, nem o personagem existiu na vida real e nem a história retratada de fato ocorreu, o que fornece mais liberdade criativa ao diretor e roteiristas, mas a trama meramente se passa durante um evento real - a Guerra de Independência.
Além disso, claramente o filme busca retratar esse período histórico sob a perspectiva americana, o que é natural considerando que o protagonista é americano, o que explica a caracterização extremamente negativa dada aos ingleses, pois é assim que os americanos, à época, viam-nos em meio as tentativas de aumentar o poder real e os impostos e reduzir a autonomia à colônia. No entanto, vale também destacar que a obra acerta em diversos aspectos históricos, como, por exemplo, ao mostrar que nem todos os americanos concordaram com a Independência e que alguns até lutaram ao lado dos ingleses.
Outro aspecto positivo foram as cenas de batalha, que não somente foi bem retratadas do ponto de vista histórico, como, na mesma medida, foram eletrizantes e emocionantes, prendendo a atenção do espectador e sendo um dos pontos altos do filme. A execução impecável dos confrontos entre ingleses e americanos, em combinação à sempre brilhante trilha sonora de John Williams, contribuíram para fornecer um forte impacto emocional à história.
Pessoalmente, incomodou-me um pouco a tentativa de estabelecer um romance para Benjamin e mais ainda com tal tentativa ter sido feita com uma personagem que, em tese, é da família. Mesmo sabendo que, naquele período, isso era mais comum, ainda assim fiquei com um certo desconforto e considerei um tanto desnecessário, apesar de reconhecer que Joely Richardson está deslumbrante no filme. Outro ponto que foi bem exagerado foi a cena em que ele e os filhos emboscam os ingleses, que, com todo respeito, mais parecia ter sido retirada da franquia do "Rambo".
Entre erros e acertos, o filme, em linhas gerais, é um bom drama e uma ótima experiência para quem curte filmes de batalhas históricas e guerras. No entanto, como mencionei antes, antes de assistir, espere uma história fictícia que ocorre em um evento real e não um documentário.
Filme maravilhoso. Mel Gibson esteve brilhante em sua atuação. Sempre que assisto me emociono.