Baviera, Alemanha. No último dia de 1937 Christian Diestl (Marlon Brando), um instrutor de esqui que passa grande parte do ano trabalhando como sapateiro, está feliz, pois está amando uma americana, Margaret Freemantle (Barbara Rush), que no dia seguinte partirá. Ela se sente atraída por Christian e, quando chega meia-noite, tudo diz que terão uma noite agradável. Porém ao romper o ano o momento deu brecha para manifestações em favor de Hitler e, ao presenciá-los, Margaret deixa o recinto. Diestl a segue e, ao conversarem, ela descobre que Christian acredita que Hitler será bom para a Alemanha e que a guerra que Margaret tanto teme não ocorrerá. Isto esfria o clima entre os dois, que polidamente se despedem.
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Os filmes do diretor Edward Dmytryk são sempre interessantes, esse filme é mais um exemplar, um filme sobre a segunda guerra mundial que foge um pouco do convencional, mas ainda assim com batalhas, tensões e questionamento morais sobre a guerra, belas interpretações de Marlon Brando, Montgomery, Dean Martin, Hope Lange e Maximilian Schell, me surpreendeu. Visto em 20/05/2026
Soberbo filme de guerra com grandes atuações: Marlon Brando, Montgomery Clift, Maximilian Schell, Hope Lange. A montagem intercala bem as duas linhas narrativas e a fotografia destaca tanto o frio dos alpes quanto o calor escaldante do deserto. O roteiro se distancia em muitos pontos do romance original.
Spoilers do filme e do livro:
O filme suaviza muito os alemães e em especial Christian: no inicio do livro a personagem Margaret quase é estuprada por um rapaz alemão no hotel onde estava hospedada. Noah e Michael só se conhecem quando já estão no quartel e só se tornam amigos depois, na guerra. Noah luta com dez colegas recrutas e não quatro como no filme. Mas as maiores mudanças são em Christian: no romance ele é muito mais cruel e cínico, não se importando em prender civis franceses ou atirar em soldados já feridos. Perto do final ele chega a matar um adolescente para roubar sua bicicleta. E no final ele atira em Michael e Noah. Michael consegue atirar uma granada contra ele e o mata em seguida. Ao retornar para Noah descobre que ele tinha morrido.
Baseado no romance de Irving Shaw, a ruminação perspicaz de Edward Dmytryk sobre amor, guerra, lealdade e destino é notável por oferecer um dos primeiros retratos tridimensionais de um personagem nazista, cortesia de Brando, de um modo surpreendentemente discreto. A vez de Clift como o judeu orgulhoso e patriótico é um de seus momentos brilhantes na tela, enquanto Dino assumiu seu primeiro papel sério na tela com segurança. Grande apoio de Lee Van Cleef sendo um superior racista de Clift, do soberbo Maximillian Schell como um nazista cínico e de Hope Lange, Barbara Rush e May Britt como interesses amorosos.
Era para ser um épico, mas não foi bem conduzida a transcrição das cenas dos personagens, erro do diretor.
Longo demais para o que se propôs, está mais para fiasco do que épico.
Uma pena, Brando fazendo filme ruim…
Drama de guerra com alguns méritos que conta com um trio de respeito Dean-Cliff e Brando.
São duas tramas que correm em pararelo e quem se tocam apenas no final, e por breves instantes. Boas situações, um e outra cena de guerra interessante e Brando brilhando, que é esperado. E, ninguém é morto tão intensamente no cinema em todos os tempos como o Sr. Marlon Brando. Nunca haverá quem desabe tão plenamente. Imagino a cara no set do Dean vendo ele com a cara enfiada dentro d'água. Magnífico.
Bom filme com seu discurso humanista que serve pra aqueles tempos e que hoje soa confuso, visto a origem do país que o proclama.
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