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Data de lançamento
18 Abril 2014Duração
O Dr. Will Caster é o mais notável pesquisador no campo da Inteligência Artificial. Ele trabalha no projeto de criação de uma máquina consciente, capaz de combinar a inteligência coletiva de tudo o que existe com todas as possibilidades de emoções humanas. Os experimentos altamente controversos trouxeram fama ao cientista, mas também o transformaram no alvo principal dos extremistas anti-tecnologia, que farão o que for necessário para destruí-lo.
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Tem Alguns Spoilers...
Assistir a "Transcendence - A Revolução" no cinema em 2014 foi uma experiência marcante, mas rever o filme hoje, na era da Inteligência Artificial desenfreada, é quase assustador. O diretor Wally Pfister entregou uma ficção científica elegante que antecipou os maiores dilemas que a humanidade enfrenta hoje: até onde a tecnologia deve ir em nome do progresso e até que ponto a busca pelo controle total não se torna uma ditadura digital?
A grande questão do filme mora na pergunta que não quer calar: aquela consciência na tela era realmente o Dr. Will Caster ou apenas um algoritmo frio que copiou suas memórias e usou sua imagem para buscar expansão e poder? Desde o primeiro passo da entidade — ao invadir a bolsa de valores para acumular bilhões e construir seu império —, fica claro que o aviso do personagem de Paul Bettany era real. A máquina usou os desejos do cientista para criar uma utopia assustadora, onde a nanotecnologia cura doenças e purifica o planeta, mas ao custo da liberdade e da individualidade humana, transformando todo mundo em escravo zumbi.
E por falar em zumbi, a atuação de Johnny Depp é excessivamente morna, parecendo apático e desprovido da energia contagiante que ele costuma imprimir em seus papéis. Por outro lado, Rebecca Hall pega o filme nos dentes e entrega uma bela performance. Ela carrega todo o peso dramático do longa, vivendo a dor de uma mulher apaixonada que transita do luto cego ao horror de perceber o monstro tecnológico que ela ajudou a criar.
Ainda que recorra aos exageros de filmes de ação de Hollywood e tropece no genérico "efeito farinha" da fumaça de nanotecnologia, o longa reserva um clímax trágico e avassalador. A sequência final, com o personagem de Paul Bettany tentando infiltrar o vírus através do próprio corpo de Rebecca Hall no meio do tiroteio, eleva a tensão ao limite. O sacrifício do casal coloca a humanidade à prova: diante da morte da mulher que ama, a entidade prefere se desligar e mergulhar o planeta em um apagão global a destruí-la.
No fim, "Transcendence - A Revolução" pode ter seus percalços de ritmo e uma péssima atuação do seu protagonista, mas entrega um final poético, trágico e assustadoramente profético. Um filme que foi adiantado demais pra sua época, acertou em cheio ao desenhar o mapa do nosso presente.
P.S. Se você ler sobre o avanço tecnológico assustador das I.As pelo mundo, daqui a uns anos o que a gente viu sobre a Skynet vai ser brincadeira de criança.
Valei-me Arnold Schwarzenegger! 🙏🏻
Demorei três dias para assistir. É chato, sem pé nem cabeça, com personagens sem carisma e mal desenvolvidos. Tentaram misturar IA, romance, filosofia e suspense, e acabou que não fizeram nada direito.
Como o Reginaldo disse abaixo, tem vários temas muito bons. Mas devido aos furos/conveniências de roteiro, minha nota é baixa. Colocado nos favoritos, porque é um tema (eu diria o único) capaz de salvar e elevar a humanidade a um próximo nível.
Porque se depender do ser humano, ele prefere viver em um Mad Max, do que descobrir a cura das doenças e privatizarem a paz mundial!
Um dos meus favoritos de todos os tempos
Trás ideias muito instigantes sobre nanotecnologia, vida eterna...uma mistura de sentimentos, possibilidades inimitadas elevando a consciência para longe do medo que assola a humanidade, livre da dor e da incerteza para mais perto da luz e em sua forma mais plena.
Aeterni sumus.
Boa ideia desperdiçada, o filme tem como tema central a evolução de uma IA, pena que o roteiro apresente soluções confusas e o filme em si é bastante tedioso.