Acho que a abordagem de documentário sobre true crime passou do limite, quando dá voz a uma parricida. Leiam a Veja: "Lucros e fama de Suzane von Richthofen provam que falhamos como sociedade". Acho que não há nada de novo para ser acrescentado nessa história macabra. Suzane recebeu 500 mil reais para fazer o documentário. Será que no Brasil o crime compensa? Estamos transformando ela em celebridade?
Chorei em muitos momentos musicais ( A Vida é um Moinho). Acho que uma minissérie contaria mais detalhes do tempo que ele foi integrante do Secos e Molhados. Ali, mostra o quanto a figura imagética de Ney mexeu com os padrões artísticos da época. Surgiu algo novo e vibrante na música brasileira. A voz de Ney é única. O filme é apenas um pequeno recorte da vida desse grande talento brasileiro. O papel de Jesuíta Barbosa em cena foi sensacional, ele encarnou o Ney numa atuação absurdamente perfeita.
"Dust in the Wind" já fazia parte das minhas músicas preferidas. Depois dessa história, certamente, quando ouvi-la terá um novo significado. ❤️ Desidratei pelos olhos.
Excelente ideia de misturar a história de Dagmar Overbye ( fato) com a história ficcional de Karoline. Trama bem urdida feito tapeçaria com cada fio no lugar certo. Magnus von Horn conta uma história inicial onde nenhum espectador pode imaginar que ao final será tão difícil de digerir. Trine e Victoria tem atuações viscerais. Apesar de denso, ótimo filme e fotografia excepcional. Nota:10
Lupicínio Rodrigues tem música nesse filme sem os devidos créditos, o advogado de Rihanna está tentando ajudar a família do compositor receber o reconhecimento pela obra "Se acaso você chegasse". A trilha sonora do filme foi indicada ao Oscar. Vivendo e descobrindo que nossos talentos brasileiros muitas vezes não foram celebrados pela academia. Ainda está em tempo de corrigir o passado. Espero encontrar o filme para assisti-lo.
Erraram o título: "Charlatão" (Znachor) se encaixaria melhor. Não gostei do títulos tanto em português quanto em inglês. Amor esquecido/ Forgotten Love não me dizem absolutamente nada. Trata-se de um folhetim que me fisgou. Filme de época polonês que está com a média acima de 7 no IMDb. Caso goste do estilo, vai fundo.
Aquele típico filme que a gente já sabe como termina e assiste mesmo assim. Vale mais pela linda paisagem vietnamita do que pela história em si. Bom passatempo.
Amei Bill Nighy como o personagem senhor Williams. A história ainda ecoa hoje no mundo atual. Discurso simples e universal. Diria, talvez, uma lembrança do mundo "Kafkaniano", onde as imagens falam por si só. O homem é uma peça numa engrenagem e modo de "operar" muitas vezes, é no automático enquanto a vida passa pela janela. Uma pequena reverência ao grande mestre Akira Kurosawa. Suponho que será muito difícil a academia deixar de premiar Brendan Fraser por "A Baleia". Curiosidade: O roteiro foi feito pelo escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, ganhador do prêmio Nobel de Literatura 2017.
O filme é uma coletânea de humor ácido cheio de situações absurdas. Não tem meio-termo: ou você ama ou odeia. A expressão em latim "mea-culpa" define o roteiro e o diretor Ruben Östlund, que pertence a uma classe privilegiada, mas busca um questionamento pessoal através das suas obras e tenta fazer o mesmo com o espectador. Confesso que achei horrorosa a cena do jantar e a sequência após, pois eu estava comendo na hora. Santo Deus! Deu vontade de matar... kkkk "Sains Filtre" (Sem Filtro, nome dado ao filme na França) concorreu juntamente com "Close" e "EO" e outros filmes ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no César 2023; perdendo para "As Bestas" (Espanha). Que os ventos sejam mais favoráveis no Oscar. Aguardemos!
Atuação emocionante de Fraser como Charlie, indicação ao Oscar mais que merecida. Darren Aronofsky foi o primeiro a acreditar no potencial do ator, sendo assim o diretor tem seus méritos também. O que falar da caracterização do personagem? O trabalho da equipe de maquiagem é fenomenal. Roteiro adaptado de Samuel D. Hunter. Sadie Sink ,Ty Simpkins, Hong Chau e Jacey Sink completam o ótimo elenco. O filme fica na cabeça, mesmo após o término. Os seis minutos de aplausos e lágrimas de Brendan Fraser no Festival de Cinema de Veneza fizeram todo o sentido.
Assistir ao filme sem um contexto, pode ser tarefa complicada para alguns. Mesmo assim gostei da forma que um assunto denso foi abordado com extrema sensibilidade pelas lentes de Sarah Polley. O cenário é EUA, mas a história real aconteceu na Bolívia. Polley se baseia no livro com mesmo título de Miriam Toewes. Poderia ter mais que duas indicações ao Oscar. Ao final, vem o alívio esperançoso que meu coração pedia. "Sua História será diferente da nossa." Baita soco no estômago!
A parte em que aparecem as mães da Praça de Maio foi muito simbólico e emocionante. Cinema argentino mostrando a que veio. Viajei literalmente, lembrei-me de Buenos Aires, da Casa Rosada, da praça da Maio, enfim, de caminhar com olhar inocente para um lugar onde pessoas foram proibidas de viver. Veio, à memória músicas como "O bêbado e o Equilibrista" (Aldir Blanc e João Bosco) "Choram Marias e Clarisses...." e Cálice (Buarque). E fiquei espantada com a proibição de seis músicas de Roberto Carlos em solo argentino, assim como tango de Astor Piazzola. Da mesma forma que o cinema, a arte musical é o espelho da sociedade e sua voz também. Daí, dá para tentar começar entender esse período de trevas. Deixo uma frase provavelmente clichê da década de 60, acho: "Make Love, not War!"
Um bom filme, mas a excelência do anterior deixou esse ofuscado. Linda homenagem. Chadwick como Pantera Negra é insubstituível. Árdua tarefa para Marvel. Saudades do grande ator.
Pode até ser tachado ( acusado) de delirante, surreal, viajado, fragmentado... Acho que a questão é se eu me diverti enquanto o assistia. A resposta é sim, valeu a pena. Michelle Yeoh, Jamie Lee Curtis e elenco estão ótimos. Amei a Joy (Stephanie Hsu) e embarquei na viagem... rs Detalhe: Quem aconselhou Michelle se aposentar é insano.
Com claro discurso antibélico, essa adaptação alemã, tem como fonte o livro homônimo de Erich Maria Remarque (1929) que teve seu livro assim como o primeiro filme de 1930 excomungado por Hitler e seus asseclas na época. O mote do filme é atemporal, pois fica nítido que o inimigo é a guerra. Com "Sideral" e "Marte Um" fora da lista de nomeações, esse é o único, no momento, que tem um produtor brasileiro que é o Daniel Dreifuss. Ele foi produtor de "No" que concorreu pelo México em 2013 e também do filme "Sérgio" 2020. É difícil, foi uma longa caminhada até aqui, mas não é de todo impossível. Temos ótimos filmes na corrida pelo carequinha dourado. Que vença o melhor! Fica a minha torcida de cinéfila e de brasileira.
Um filme feito sob medida para Cate Blanchett, que não desafina em nenhum momento, interpretando a maestrina bastante controversa e ególatra: Lydia Tár. Atuação brilhante!
Uma ode ao cinema feita magistralmente por Steven Spielberg na altura dos seus mais de 70 anos. Michelle Williams e Paul Dano dispensam elogios. Vou ficar de olho em Gabriel LaBelle ótimo como Sammy, o alter ego de Steven. A participação especial de Lynch como John Ford é perfeita. Filme que emociona e cativa na medida certa.
Suzane Vai Falar
1Acho que a abordagem de documentário sobre true crime passou do limite, quando dá voz a uma parricida. Leiam a Veja: "Lucros e fama de Suzane von Richthofen provam que falhamos como sociedade". Acho que não há nada de novo para ser acrescentado nessa história macabra. Suzane recebeu 500 mil reais para fazer o documentário. Será que no Brasil o crime compensa? Estamos transformando ela em celebridade?
Homem com H
4.2 519 Assista AgoraChorei em muitos momentos musicais ( A Vida é um Moinho). Acho que uma minissérie contaria mais detalhes do tempo que ele foi integrante do Secos e Molhados. Ali, mostra o quanto a figura imagética de Ney mexeu com os padrões artísticos da época. Surgiu algo novo e vibrante na música brasileira. A voz de Ney é única. O filme é apenas um pequeno recorte da vida desse grande talento brasileiro. O papel de Jesuíta Barbosa em cena foi sensacional, ele encarnou o Ney numa atuação absurdamente perfeita.
As Primeiras Histórias de Amor
4.3 59"Dust in the Wind" já fazia parte das minhas músicas preferidas. Depois dessa história, certamente, quando ouvi-la terá um novo significado. ❤️ Desidratei pelos olhos.
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraExcelente ideia de misturar a história de Dagmar Overbye ( fato) com a história ficcional de Karoline. Trama bem urdida feito tapeçaria com cada fio no lugar certo. Magnus von Horn conta uma história inicial onde nenhum espectador pode imaginar que ao final será tão difícil de digerir. Trine e Victoria tem atuações viscerais. Apesar de denso, ótimo filme e fotografia excepcional. Nota:10
Mood of the Day
3.7 5O final com o Kang (Jo Jae Yoon) foi muito engraçado. Uma comédia romântica bem leve.
Dançarina Loura
5.0 2Lupicínio Rodrigues tem música nesse filme sem os devidos créditos, o advogado de Rihanna está tentando ajudar a família do compositor receber o reconhecimento pela obra "Se acaso você chegasse". A trilha sonora do filme foi indicada ao Oscar. Vivendo e descobrindo que nossos talentos brasileiros muitas vezes não foram celebrados pela academia. Ainda está em tempo de corrigir o passado. Espero encontrar o filme para assisti-lo.
Amor Esquecido
3.9 97 Assista AgoraErraram o título: "Charlatão" (Znachor) se encaixaria melhor. Não gostei do títulos tanto em português quanto em inglês. Amor esquecido/ Forgotten Love não me dizem absolutamente nada. Trata-se de um folhetim que me fisgou. Filme de época polonês que está com a média acima de 7 no IMDb. Caso goste do estilo, vai fundo.
Rita Lee: Ovelha Negra
3.2 6Só para matar a saudade....
Guia de Viagem Para o Amor
3.0 30 Assista AgoraAquele típico filme que a gente já sabe como termina e assiste mesmo assim. Vale mais pela linda paisagem vietnamita do que pela história em si. Bom passatempo.
Viver
3.3 94Amei Bill Nighy como o personagem senhor Williams. A história ainda ecoa hoje no mundo atual. Discurso simples e universal. Diria, talvez, uma lembrança do mundo "Kafkaniano", onde as imagens falam por si só. O homem é uma peça numa engrenagem e modo de "operar" muitas vezes, é no automático enquanto a vida passa pela janela. Uma pequena reverência ao grande mestre Akira Kurosawa. Suponho que será muito difícil a academia deixar de premiar Brendan Fraser por "A Baleia".
Curiosidade: O roteiro foi feito pelo escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, ganhador do prêmio Nobel de Literatura 2017.
Triângulo da Tristeza
3.6 776 Assista AgoraO filme é uma coletânea de humor ácido cheio de situações absurdas. Não tem
meio-termo: ou você ama ou odeia. A expressão em latim "mea-culpa" define o roteiro e o diretor Ruben Östlund, que pertence a uma classe privilegiada, mas busca um questionamento pessoal através das suas obras e tenta fazer o mesmo com o espectador. Confesso que achei horrorosa a cena do jantar e a sequência após, pois eu estava comendo na hora. Santo Deus! Deu vontade de matar... kkkk
"Sains Filtre" (Sem Filtro, nome dado ao filme na França) concorreu juntamente com "Close" e "EO" e outros filmes ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no César 2023; perdendo para "As Bestas" (Espanha). Que os ventos sejam mais favoráveis no Oscar. Aguardemos!
A Baleia
4.0 1,2K Assista AgoraAtuação emocionante de Fraser como Charlie, indicação ao Oscar mais que merecida. Darren Aronofsky foi o primeiro a acreditar no potencial do ator, sendo assim o diretor tem seus méritos também. O que falar da caracterização do personagem? O trabalho da equipe de maquiagem é fenomenal. Roteiro adaptado de Samuel D. Hunter.
Sadie Sink ,Ty Simpkins, Hong Chau e Jacey Sink completam o ótimo elenco. O filme fica na cabeça, mesmo após o término.
Os seis minutos de aplausos e lágrimas de Brendan Fraser no Festival de Cinema de Veneza fizeram todo o sentido.
Entre Mulheres
3.7 266Assistir ao filme sem um contexto, pode ser tarefa complicada para alguns. Mesmo assim gostei da forma que um assunto denso foi abordado com extrema sensibilidade pelas lentes de Sarah Polley. O cenário é EUA, mas a história real aconteceu na Bolívia. Polley se baseia no livro com mesmo título de Miriam Toewes. Poderia ter mais que duas indicações ao Oscar. Ao final, vem o alívio esperançoso que meu coração pedia. "Sua História será diferente da nossa." Baita soco no estômago!
Viver
4.4 168 Assista AgoraFilme de 1952 com discurso atemporal.
Elas Por Elas
2.1 29 Assista AgoraDos sete curtas dirigidos por cineastas femininas,
os meus top 3 foram: "A week in my life", "Unspoke" e "Sharing a Ride". Só trocaria a música. ;)
Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft
3.9 69 Assista Agorakatia e Maurice Krafft deixaram um legado enorme para a Vulcanologia, tal qual Jacques-Yves Cousteau deixou para a Oceanografia.
Argentina, 1985
4.3 340Ricardo Darín é meu ídolo, não precisa provar mais nada. Elenco afinadíssimo. Fiquei pensando o quanto foi excruciante viver esses dias de incertezas.
A parte em que aparecem as mães da Praça de Maio foi muito simbólico e emocionante. Cinema argentino mostrando a que veio. Viajei literalmente, lembrei-me de Buenos Aires, da Casa Rosada, da praça da Maio, enfim, de caminhar com olhar inocente para um lugar onde pessoas foram proibidas de viver. Veio, à memória músicas como "O bêbado e o Equilibrista" (Aldir Blanc e João Bosco) "Choram Marias e Clarisses...." e Cálice (Buarque). E fiquei espantada com a proibição de seis músicas de Roberto Carlos em solo argentino, assim como tango de Astor Piazzola. Da mesma forma que o cinema, a arte musical é o espelho da sociedade e sua voz também. Daí, dá para tentar começar entender esse período de trevas.
Deixo uma frase provavelmente clichê da década de 60, acho: "Make Love, not War!"
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
3.5 823 Assista AgoraUm bom filme, mas a excelência do anterior deixou esse ofuscado. Linda homenagem. Chadwick como Pantera Negra é insubstituível. Árdua tarefa para Marvel. Saudades do grande ator.
Marcel, a Concha de Sapatos
3.8 111 Assista AgoraCreio que poderia ficar bem melhor com menos tempo de tela. Concordo com ideia de que um curta poderia ser mais eficiente.
Mesmo com a inserção do 60 minutes CBS e da sua apresentadora Lesley Stahl,
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo
4.0 2,1K Assista AgoraPode até ser tachado ( acusado) de delirante, surreal, viajado, fragmentado... Acho que a questão é se eu me diverti enquanto o assistia. A resposta é sim, valeu a pena. Michelle Yeoh, Jamie Lee Curtis e elenco estão ótimos. Amei a Joy (Stephanie Hsu) e embarquei na viagem... rs
Detalhe: Quem aconselhou Michelle se aposentar é insano.
Close
4.2 656 Assista AgoraAtuações monstruosas de Eden Dambrine e Gustav De Waele.
Fica o alerta para o quanto bullying pode destruir vidas.
Nada de Novo no Front
4.0 640 Assista AgoraCom claro discurso antibélico, essa adaptação alemã, tem como fonte o livro homônimo de Erich Maria Remarque (1929) que teve seu livro assim como o primeiro filme de 1930 excomungado por Hitler e seus asseclas na época. O mote do filme é atemporal, pois fica nítido que o inimigo é a guerra. Com "Sideral" e "Marte Um" fora da lista de nomeações, esse é o único, no momento, que tem um produtor brasileiro que é o Daniel Dreifuss. Ele foi produtor de "No" que concorreu pelo México em 2013 e também do filme "Sérgio" 2020. É difícil, foi uma longa caminhada até aqui, mas não é de todo impossível. Temos ótimos filmes na corrida pelo carequinha dourado. Que vença o melhor! Fica a minha torcida de cinéfila e de brasileira.
Tár
3.7 424 Assista AgoraUm filme feito sob medida para Cate Blanchett, que não desafina em nenhum momento, interpretando a maestrina bastante controversa e ególatra: Lydia Tár. Atuação brilhante!
Os Fabelmans
4.0 431Uma ode ao cinema feita magistralmente por Steven Spielberg na altura dos seus mais de 70 anos. Michelle Williams e Paul Dano dispensam elogios. Vou ficar de olho em Gabriel LaBelle ótimo como Sammy, o alter ego de Steven. A participação especial de Lynch como John Ford é perfeita. Filme que emociona e cativa na medida certa.