De maneira dissimulada, ela consegue influenciar o marido, onde pra ele passa a imagem de uma pessoa com boas intenções, mas para os outros mostra sua verdadeira face, com uma personalidade manipuladora, controladora, capaz de tudo para fazer com que ele esteja sempre na sua mão, fazendo o que ela quer e afastando quem quer que seja da sua convivência, como se ela fosse dona dele.
Joan Crawford dá vida a personagem de maneira excelente, algo que uma atriz do calibre dela fazia com destreza. Não tem como não sentir raiva de Harriet pelos seus modos pouco ortodoxos.
O enredo é interessante, em que vai ganhando mais camadas, como o conhecimento de o que levou ela a ter essas atitudes e de ações anteriores provocadas por ela que imprimem ainda mais a sua imagem de uma pessoa sem escrúpulos.
Interessante a ideia da trama de, em vez se apoiar na questão de como é feito o crime, ele se debruça no que acontece após o fato, em como Edith vai conseguir se virar diante dos imprevistos que a vida de Margaret possui e que ela vai precisar de muita destreza para conseguir se desvencilhar. São tantas pessoas, acontecimentos e segredos que Margaret tinha em sua vida que Edith parece cair a todo momento em armadilhas, do qual ela vai ter que ser ágil e inteligente para se safar.
Mas fica claro que em muitos casos, o roteiro acaba sendo cômodo, com situações que são criadas para que o enredo acabe por seguir uma continuidade, pois se fosse mais crível seria difícil ver os entrechos seguirem muito adiante.
Bette Davis está muito bem com duas personagens e o restante do elenco manda bem nas interpretações, e a direção faz um trabalho louvável.
Enredo divertido, que pega todas as referências dos super-heróis da DC Comics e transporta isso para o universo dos animais de estimação.
E a curiosidade dele é que os dubladores brasileiros dos personagens humanos dos filmes da DC também participam dessa animação, dando todo um carisma original nessa animação.
A começo dele, com direito a um efeito interessante na sequência dos créditos iniciais, parece promissor, mas com o decorrer da trama nós vamos notando que o longa tem vários problemas, claramente ligados a um orçamento curto e falhas de direção. Atuações são canastronas, há irregularidade no roteiro, as cenas de mortes não são tão bem elaboradas e, a revelação final tem um claro erro de conclusão.
É até válida a iniciativa do filme em fazer o assassino ser um portador de deficiência, algo que não é muito comum em ver em obras de terror e suspense, porém as partes onde eram mostradas as sequências das mortes percebia-se através dos movimentos, pela maneira como o assassino matava as suas vítimas, que ele não apresentava qualquer dificuldade em manusear armas brancas ou na forma como ele atacava as mulheres, algo que uma pessoa na condição dele não conseguiria fazer com tanta destreza.
Como era padrão da Blue Sky Studios, o filme tem um enredo simples, na linha bem infantil, e com uma arte bonita.
A história, fortemente inspirada nas tramas de James Bond, acompanha um agente secreto que acaba sendo acusado por algo que não fez e precisa da ajuda de um jovem inventor, que tem uma política de não morte nas ações, para deter o verdadeiro culpado dos crimes, e se isso não fosse o bastante, por uma ironia do destino, ele acaba se transformando em um dos animais que mais despreza: um pombo.
Trama de comédia e ação leve, descompromissada e agradável.
A animação acabou ficando marcada como a última produção da Blue Sky, pois a empresa, que fazia parte da 20th Century Fox, foi encerrada após a compra da mesma pela Disney.
Uma trama sobre uma gangue de vampiros que gratifica pelo roteiro bem desenvolvido, as boas atuações do elenco, ótimos efeitos especiais e a trilha sonora bem aproveitada.
O clima de terror oitentista, com cara jovem, e adicionando pitadas de humor e aventura na medida certa, sem ser forçado, nos mantêm na tela facilmente.
No casting, todos os atores fazem a sua parte pra dar credibilidade na história, com direito a participação dos jovens atores mais vistos no cinema adolescente dos anos 80, Corey Haim e Corey Feldman, e a participação estelar de Dianne Wiest.
Os efeitos visuais, aliados aos movimentos de câmera diferenciados, e as maquiagens são trabalhados com categoria, e respeitando a lenda dos vampiros, seguindo a cartilha dos preceitos que envolvem os seres.
Para deixar tudo melhor, a obra ainda conta com canções de bandas como Echo & The Bunnymen, Johnny Cash e Ray Charles, Run D.M.C., INXS, entre outros.
"Os Garotos Perdidos" de 1987 figura tranquilamente no ranking dos melhores filmes de vampiros da década de 80.
Produção que se assemelha a um estilo filme mondo, a obra mostra de forma crua, sem filtros e chocante a escalada mortífera da maldade humana não só nos Estados Unidos, como também em outras partes do planeta, com cenas de assassinatos, crimes de guerra e atentados, exibidos de maneira explícita e incômoda, onde ainda é possível se deparar até com entrevistas com quem praticou algumas dessas ações.
A narração dá um encaminhamento para entender um pouco cada contexto das imagens e saber o que aconteceu com quem esteve naquelas situações.
É um documentário que não é recomendável pra qualquer pessoa! É preciso ter sangue-frio e estômago pra assisti-lo.
Boa trilha sonora, vários rostos que logo se tornariam conhecidos, aquele clima de final dos anos 80 que gera carisma, mas a história, apesar de muitos momentos gratificantes, não é tão regular, não sei se foi a edição ou se é a própria estrutura usada pelo diretor Cameron Crowe, mas algumas sequências pareciam ser colocadas de maneira crua, sem um crescimento de sentimentos, como se estivessem com presa, e alguns devaneios no texto que tentavam dar uma profundidade as falas, davam a impressão de fazer rodeios para exprimir algo que é simples, fácil de se contar.
É um filme agradável, mas que dá pra entender porquê que ele não figura no mesmo patamar de outras produções adolescentes da década de 80, que ganharam muito mais status.
Entendendo as questões da época, como situações um pouco deslocadas e envolvidas numa visão mais puritana, a história é interessante e se desenvolve de maneira aceitável, que num tempo tão curto de duração (menos de 1 hora e meia) faz um bom trajeto.
O fato de um único cientista chegar ao local e, decidir ir a um baile enquanto espera o meteoro "esfriar", e sem colocar nenhuma barreira por conta da radioatividade alta, e o final onde flerta com uma certa religiosidade, pois é só quando as naves atingem uma igreja é que os OVNIS acabam morrendo.
Mas o seu ponto alto, realmente, são os efeitos especiais, que são trabalhados de forma bastante avançada para a época, e que, merecidamente, levou o Oscar na categoria. Curiosa a forma como foram criados os efeitos, se utilizando de robótica, jogo de luzes, miniaturas e fundo verde. Tudo criado com muita qualidade para os padrões dos anos 50.
E com certeza, o ser alienígena serviu de inspiração para Steven Spielberg fazer o seu "E.T. - O Extraterrestre", pois os dois são bem parecidos e, não é à toa, o próprio fez um remake do longa em 2005.
Uma curiosidade: Nota-se que o Brasil foi o país menos danificado pela invasão marciana.
Na tentativa de remodelar a franquia, trazem uma nova proposta de dinossauros, agora com alterações genéticas que os deixam ainda mais adaptáveis ao ambiente, o que nos final das contas acaba não agregando muito a história, pois não há um grande temor pelas novas adaptações das espécies, já com relação ao enredo envolvendo os humanos, tem um início que não atinge muito o seu objetivo de criar empatia no público ao seus personagens, onde mesmo a trama da família não gera grade comoção, mas ainda sim é o núcleo que traz mais diversidade de sentimentos, em detrimento aos demais que não conseguem provocar simpatia, em que até mesmo a Zora de Scarlett Johansson não consegue formar um vínculo emocional com a plateia.
É mais um "Jurassic World" que serve como um entretenimento de meio pro final, quando ganha mais ação. Diverte, mas é esquecível.
Clássico de Akira Kurosawa que tem uma qualidade técnica e um visual que chama atenção.
Fico imaginando o trabalho que deve ter tido a produção para encenar as cenas de batalhas, coordenar os figurantes, o preparo para fazer com que as ações ocorram de maneira que não machuquem os dublês e os cavalos, e conseguir captar tudo pelas câmeras no momento certo.
A história, que trabalha com temas como ganância, traição, vingança, cobiça no meio de um clã, baseado na peça de William Shakespeare, "Rei Lear", tem interpretações que mantêm a sua referência, com atuações sendo desenvolvidas de forma teatral.
Direção de arte e fotografia que merecem destaque por conta dos cenários, reais e cenográficos, são de encher os olhos.
Apesar do ritmo ser inconstante, com partes não tão interessantes, é uma obra que merece boas críticas e que se torna um épico com todas as honras.
A trama, originalmente, seria um segmento do filme "Olhos de Gato", mas acabou sendo transformado em um filme próprio feito para a televisão norte-americana e, por conta disso obteve poucos recursos financeiros, o que faz com que a qualidade técnica dele seja bem inferior.
A concepção do protagonista não é a das melhores, mas os seus antagonistas acabam dando conta com interpretações mais convincentes.
Obra pouco memorável, está bem abaixo de "Sexta-feira 13 - Parte 6: Jason Vive", o melhor filme da carreira do diretor Tom McLoughlin. Uma das adaptações de um conto do Stephen King mais fracas já produzidas.
Um drama com evolução lenta, que fala do processo de perda e sua consequência num núcleo familiar.
O inicio dele já dá um certo estranhamento pela maneira como se comportam alguns membros, e depois ele se debruça mais sobre o momento em que o luto e indignação caminham juntos e como isso se entranha na vida de casal, e o seu final ganha mais clima com novos contornos.
É um obra de vagarosa digestão, que vai num ritmo muito devagar, onde parece querer fazer com que o espectador sinta mais a melancolia que o luto causa, que no decorrer do tempo pode levar a sentimentos além da tristeza, como apatia, incomodo, revolta, etc.
Sissy Spacek está ótima como Ruth, assim como Tom Wilkinson dando vida a Matt, Marisa Tomei conduz seu papel de Natalie de modo aceitável, apesar de ter alguns excessos na interpretação em algumas partes. São bastante válidas as indicações dos 3 ao Oscar nas categorias de atuação. Mas assim como alguns comentaram aqui, não é uma produção excelente, e é até compreensível isso, já que foi o primeiro longa-metragem do diretor Todd Field, onde cometer alguns deslizes na sua primeira empreitada é algo que pode acontecer, mas de cara ele conseguir uma nomeação a Melhor Filme foi um exagero! Ainda mais que em certas sequências a história não evolui muito, ficando mais como um trecho de um dia a dia comum que não agrega muito conteúdo, mas quando você vê que a produção dele é da Miramax a gente acaba entendendo como ele foi parar nos principais prêmios, já que naquela época Harvey Weinstein, um dos fundadores da empresa, era um dos mandachuvas da indústria cinematográfica e poderia fazer até um besteirol ser indicado a várias categorias em qualquer premiação se ele quisesse.
Uma obra onde as interpretações dão mais fermento que o próprio enredo em si, e sem a necessidade de ter mais de 2 horas de duração, onde poderia facilmente ser editado. Trama regular!
O título é "Elvis", mas o nome do filme deveria ser "Tom Parker".
Na iniciativa de mostrar a vida do Elvis Presley por uma outra perspectiva, a trama trilha o caminho percorrido pelo astro ao lado do seu agente "Coronel" Tom Parker, e com isso a obra eleva os dramas que aconteceram durante o seu tempo no meio da música e do cinema. O problema é que Tom Parker é uma figura execrável e, ele se tornando praticamente o protagonista do enredo, faz com que acompanhemos tudo aquilo sentindo mais pena e achando Elvis um tolo, por se deixar ser manipulado, virando um joguete nas mãos de Tom para lhe fazer lucrar. Passamos mais raiva diante das escrotices de seu empresário (que ainda influencia no comportamento deplorável do pai do artista) do que nos deixando levar pelo carisma e talento de Elvis.
Diferente de outra cinebiografia em que também nos deparamos com um agente mau caráter, que é "Rocketman", sobre a vida do Elton John, em "Elvis" Tom Parker permeia a história inteira, sobrando alguns momentos em que Elvis ganha destaque por conta própria, pois na maior parte do tempo tudo o que o artista transparece é a imagem de um ser influenciável, direcionado a fazer o que os outros querem. Perde-se a chance de ver e entender Elvis pra o olharmos como uma pessoa dominada, medrosa e com brilho artificial.
A questão dele ter mais de 2 horas e meia de duração também acaba cansando, se tornando demorado demais e, mesmo sendo envelopado numa estética bem arrumada (em uma escala um pouco menor no que se refere a visual multicolorido, coisa que Braz Luhrmann utiliza bastante em suas cenas, até com um certo exagero, mas que aqui ele consegue controlar um pouco), no quesito entusiasmo perante de alguém tão grandioso como foi Elvis, a obra não atinge o mesmo grau.
O cinema nacional é a demonstração do nosso talento e criatividade na sétima arte que ganha as telas de maneira única, mas, assim como ocorre em algumas obras estrangeiras, existem certas produções que se utilizam de uma prática que incomoda: os momentos sem ação. Aqueles segundos (e até minutos) em que uma personagem não faz nada que agregue ao enredo, como as cenas em que ela está sentada olhando pro nada, jantando, lendo ou perdurando roupa. A impressão que fica é de que a história caberia mais em um curta-metragem, mas como o objetivo é transformá-lo em um longa os produtores precisam aumentar a duração dele e colocam essas partes pra encher linguiça, e nesse filme vemos muito esse tipo de coisa, o que faz com que o clima dele caia constantemente.
A trama, que tenta flertar com o suspense, fica só na tentativa mesmo, porque a estrutura narrativa é irregular, pontas ficam soltas e o plot twist dele é ruim.
Com exceção de Marieta Severo, as demais atuações são engessadas em grande maioria, onde a interação entre as personagens é falha.
Animação sobre um guaxinim que, pressionado a obter alimentos e materiais para um urso, vê na busca de animais selvagens que procuram alimentos em meio a invasão de seu território a chance de atingir seu objetivo o mais rápido possível.
Curioso como o comportamento dos bichos é utilizado para compor o temperamento e o caráter dos personagens, servindo de base para seus perfis.
E mesmo que em certos pontos a estética do longa pareça um pouco datado, principalmente na recriação dos humanos, a história ainda se mantêm interessante e nos entretêm com as confusões que vão surgindo na trama.
Falar do excelência da dublagem brasileira na obra é chover no molhado e, mesmo Preta Gil (a única famosa entre eles) não chegando nesse nível, faz um trabalho que não denigre a produção.
Como uma distração momentânea, dá conta do recado. Comédia sobre situações nonsense em meio ao universo da máfia com toques de exagero italiano
No início, achamos que Toni Collette irá reprisar seu papel em "O Casamento de Muriel", onde a criação da personalidade de Kristin lembra bastante o de Muriel, mas com o decorrer da história ela vai ganhando outros contornos que a deixam com uma cara própria. Monica Bellucci hipnotiza com a sua beleza toda vez que surge na tela, em que Bianca parece ser a personagem mais centrada nas atitudes, e os demais coadjuvantes entregam interpretações que divertem na medida do possível.
Não é a coisa mais hilariante, mas provoca algumas risadas se não for muito exigente.
Uma ode à amizade, mostrando o valor de cultivar bons sentimentos em companhia de amigos que realmente se importam com você.
Se encontrando em solidão, Dog encontra no Robô um amigo que até então não tinha, onde fazem tudo juntos, se divertem e vivem em completa harmonia. Até que um dia eles precisaram ficar afastados e Dog vai fazer de tudo para voltar a ter o Robô ao seu lado, mas até lá será preciso enfrentar a distância, os infortúnios e os desafios que a vida lhe traz.
Alegria, sonhos, tristeza, medo, saudade, novas possibilidades, a trama vai percorrendo destinos diferentes em meio as lembranças e o anseio da reaproximação, enquanto outras etapas do dia a dia vão ocorrendo a volta deles, e o espectador acompanha cada passo na expectativa de que o destino dos dois se entrelacem.
A trama se passa nos anos 80 (acredito que seja em 1982, já que é possível ver na bolsa que Dog carrega a imagem do Naranjito, mascote da Copa do Mundo de 82, realizado na Espanha), e por conta disso não é possível utilizar as comodidades e ter acesso ao uso virtual, o que faz com que tudo precise ser resolvido pessoalmente e com um pouco mais de dificuldade. Nessa situação, eles mostraram o quão gigante pode ser o verdadeiro companheirismo, mesmo diante das adversidades.
Com traços simples, a obra tem no seu enredo todos os elementos para ganhar o nosso carisma, e seus entrechos refletem a realidade de uma maneira tocante, crível e que faz uma ótima análise sobre o comportamento humano.
E são tantas referências visuais que se pode encontrar nele! Da banda Pink Floyd e do grupo Grandmaster Flash & The Furious Five, a filmes como "Tubarão", "Psicose", "Palhaços Assassinos do Espaço Sideral", entre outros. E agora não tem como ouvir "September" do Earth, Wind & Fire e não remete-lo a essa produção.
A obra emociona, e por muito pouco não atinge o grau máximo de excelência porque, se não fosse pelos minutos finais, ele poderia ter terminado redondo. Não que o seu encerramento seja algo enormemente decepcionante, quero crer na hipótese de que ele conversa com a atualidade, mas se tivesse acabado alguns segundos antes, sua conclusão teria fechado todas as arestas e entregado algo que o complementaria ainda mais.
O reencontro de Dog e o Robô, além de sido gratificante, poderia ganhar um poder ainda maior se os novos amigos deles também se juntariam a eles e assim seriam um grupo harmonioso.
Mas já que termina sem a união deles, analiso esse final como uma visão dos tempos atuais, em que os amigos antigos, mesmo se utilizando das novas tecnologia para acompanhar e interagir com as publicações dos outros nas redes sociais, ainda se mantêm distantes pessoalmente, tendo a convivência com outros amigos, mas não por menosprezo as amizades anteriores, mas por conta dos caminhos diferentes que a vida leva.
Um thriller contido que parece beber na fonte do filme "Amargo Pesadelo", mas sem pesar tanto a mão e se concentrando mais na sequência das corredeiras.
Meryl Streep dando vida a uma mãe esperta e persistente que vai tentando de várias maneiras sair daquela situação e proteger a vida do filho e do marido é o alicerce da trama. É ela que faz a engrenagem rodar em grande parte dos momentos.
A história tem muitas conveniências, algo que, sem muita dificuldade, os infortúnios poderiam ser contornados rapidamente, mas a obra precisa faz um traçado mais cômodo para proporcionar mais seguimentos de ação.
Com belas imagens, a obra chama a atenção pelo bom trabalho de direção de fotografia e de edição nas cenas nas corredeiras.
Um passatempo interessante, sem grandes pretensões, não é um tipo de enredo muito intenso, voraz, mas faz bem sua tarefa.
Foi figura cativa do "Cinema em Casa" do SBT na década da década de 90.
"A Mão que Balança o Berço" tem um enredo em que as interpretações no tom certo fazem ele ganhar contornos muito bons. Se fossem com outros atores, talvez a obra não conseguisse crescer a cada sequência, pois é na atuação exemplar do seu elenco que a trama se desenvolve de maneira gratificante.
Não há dúvidas de que Mrs. Mott / Peyton Flanders é uma das melhores personagens que Rebecca De Mornay deu vida no cinema. Ela tá excelente na criação da vilania, do cinismo, da maldade que a personagem precisa ter! Das mudanças de reações, indo ao olhar frio e calculista em vários momentos.
Curioso o momento em que ela vai comer uma maçã verde e a câmera mostra ela tirando as sementes e a parte do meio da fruta, como se fosse uma referência a retirada do útero de uma mulher, a impossibilidade de ter filhos.
Annabella Sciorra também está ótima como a inocente e quase manipulável Claire, que aos poucos vai sendo envolvida nas teias da antagonista.
As cenas das crises de asma dela parecem muito reais.
Ernie Hudson está muito bom como Solomon, Matt McCoy e seu Michael também está bem cena e Madeline Zima como Emma vai da doçura ingênua à esperteza de maneira interessante. Agora, ver Julianne Moore no seu primeiro papel em um longa de cinema (até então, ela só tinha atuado em séries e filmes feitos pra TV) foi uma grata surpresa! Ainda que ela não tenha tanto espaço de tela, desde a sua primeira aparição, Marlene já mostra ser uma mulher de personalidade forte que vai evoluindo com o passar do tempo.
Apesar da rapidez com que Peyton acaba fazendo parte do núcleo familiar pareça um pouco estranho, o desenvolvimento a seguir vai num caminhar instigante, indo num ritmo sem pressa, o que contribui para o seu progresso.
Acredito que o problema de "O Homem nas Trevas 2" foi justamente ser uma continuação. Se não tivesse esse vínculo direto com o primeira obra, se tivesse um outro título, um outro protagonista, mesmo mantendo a sua cerne, talvez poderia ser melhor digerido.
A mudança de perfil do homem cego de um personagem sinistro, temeroso, implacável no filme antecessor para um cara com boas intenções que quer proteger a filha de criação nessa parte causa um incomodo, pois de uma obra pra outra a personalidade dele vai pra opostos, o que gera descontentamento.
As cenas de mortes são impactantes, ainda que algumas delas contenham certos absurdos criados para que o roteiro continue seguindo.
A sequência do cachorro que passa a ficar do lado do homem cego, ao ponto de levá-lo ao outro local onde a garota está foi forçado demais. Sem dúvida nenhuma!
As atuações são ótimas, os cenários decrépitos e a pouca iluminação dão todo um clima a produção.
Longe de ser ruim, mantém o espectador fisgado na tela e tem bons momentos, mas se fosse um filme único poderia ter uma melhor recepção.
Tentando se escorar na imagem da personagem de Heloísa Périssé, que veio de peça de teatro, programa de humor e de quadro em programa de entretenimento, Tati representa a juventude saindo da infância e entrando na adolescência, mas seus dramas não tem muita profundidade e, o fato de escolherem atores bem mais velhos para interpretar pré-adolescentes deixa tudo ainda mais longe de uma identificação juvenil.
A comédia não é tão bem aproveitada, o que conversa menos ainda com o público que acompanhou Tati nas outras expressões artística, onde a graça dela era o exagero da concepção dos jovens, com seus trejeitos e falas. Parece que quiseram levar o enredo pro lado mais crível do universo deles, o que com atores mais velhos não ajuda muito.
A Dominadora
3.9 14Harriet realmente é uma mulher dominadora!
De maneira dissimulada, ela consegue influenciar o marido, onde pra ele passa a imagem de uma pessoa com boas intenções, mas para os outros mostra sua verdadeira face, com uma personalidade manipuladora, controladora, capaz de tudo para fazer com que ele esteja sempre na sua mão, fazendo o que ela quer e afastando quem quer que seja da sua convivência, como se ela fosse dona dele.
Joan Crawford dá vida a personagem de maneira excelente, algo que uma atriz do calibre dela fazia com destreza. Não tem como não sentir raiva de Harriet pelos seus modos pouco ortodoxos.
O enredo é interessante, em que vai ganhando mais camadas, como o conhecimento de o que levou ela a ter essas atitudes e de ações anteriores provocadas por ela que imprimem ainda mais a sua imagem de uma pessoa sem escrúpulos.
Vale a conferida!
Alguém Morreu em Meu Lugar
4.1 49Interessante a ideia da trama de, em vez se apoiar na questão de como é feito o crime, ele se debruça no que acontece após o fato, em como Edith vai conseguir se virar diante dos imprevistos que a vida de Margaret possui e que ela vai precisar de muita destreza para conseguir se desvencilhar. São tantas pessoas, acontecimentos e segredos que Margaret tinha em sua vida que Edith parece cair a todo momento em armadilhas, do qual ela vai ter que ser ágil e inteligente para se safar.
Mas fica claro que em muitos casos, o roteiro acaba sendo cômodo, com situações que são criadas para que o enredo acabe por seguir uma continuidade, pois se fosse mais crível seria difícil ver os entrechos seguirem muito adiante.
Bette Davis está muito bem com duas personagens e o restante do elenco manda bem nas interpretações, e a direção faz um trabalho louvável.
DC Liga dos Superpets
3.5 121 Assista AgoraBem bacana!
Enredo divertido, que pega todas as referências dos super-heróis da DC Comics e transporta isso para o universo dos animais de estimação.
E a curiosidade dele é que os dubladores brasileiros dos personagens humanos dos filmes da DC também participam dessa animação, dando todo um carisma original nessa animação.
Retrato Mortal
1.9 4 Assista AgoraA começo dele, com direito a um efeito interessante na sequência dos créditos iniciais, parece promissor, mas com o decorrer da trama nós vamos notando que o longa tem vários problemas, claramente ligados a um orçamento curto e falhas de direção. Atuações são canastronas, há irregularidade no roteiro, as cenas de mortes não são tão bem elaboradas e, a revelação final tem um claro erro de conclusão.
É até válida a iniciativa do filme em fazer o assassino ser um portador de deficiência, algo que não é muito comum em ver em obras de terror e suspense, porém as partes onde eram mostradas as sequências das mortes percebia-se através dos movimentos, pela maneira como o assassino matava as suas vítimas, que ele não apresentava qualquer dificuldade em manusear armas brancas ou na forma como ele atacava as mulheres, algo que uma pessoa na condição dele não conseguiria fazer com tanta destreza.
Uma obra aquém do esperado!
Um Espião Animal
3.5 119 Assista AgoraDivertido!
Como era padrão da Blue Sky Studios, o filme tem um enredo simples, na linha bem infantil, e com uma arte bonita.
A história, fortemente inspirada nas tramas de James Bond, acompanha um agente secreto que acaba sendo acusado por algo que não fez e precisa da ajuda de um jovem inventor, que tem uma política de não morte nas ações, para deter o verdadeiro culpado dos crimes, e se isso não fosse o bastante, por uma ironia do destino, ele acaba se transformando em um dos animais que mais despreza: um pombo.
Trama de comédia e ação leve, descompromissada e agradável.
A animação acabou ficando marcada como a última produção da Blue Sky, pois a empresa, que fazia parte da 20th Century Fox, foi encerrada após a compra da mesma pela Disney.
Os Garotos Perdidos
3.8 735 Assista AgoraExcelente!
Uma trama sobre uma gangue de vampiros que gratifica pelo roteiro bem desenvolvido, as boas atuações do elenco, ótimos efeitos especiais e a trilha sonora bem aproveitada.
O clima de terror oitentista, com cara jovem, e adicionando pitadas de humor e aventura na medida certa, sem ser forçado, nos mantêm na tela facilmente.
No casting, todos os atores fazem a sua parte pra dar credibilidade na história, com direito a participação dos jovens atores mais vistos no cinema adolescente dos anos 80, Corey Haim e Corey Feldman, e a participação estelar de Dianne Wiest.
Os efeitos visuais, aliados aos movimentos de câmera diferenciados, e as maquiagens são trabalhados com categoria, e respeitando a lenda dos vampiros, seguindo a cartilha dos preceitos que envolvem os seres.
Para deixar tudo melhor, a obra ainda conta com canções de bandas como Echo & The Bunnymen, Johnny Cash e Ray Charles, Run D.M.C., INXS, entre outros.
"Os Garotos Perdidos" de 1987 figura tranquilamente no ranking dos melhores filmes de vampiros da década de 80.
Massacre na América
3.5 11Produção que se assemelha a um estilo filme mondo, a obra mostra de forma crua, sem filtros e chocante a escalada mortífera da maldade humana não só nos Estados Unidos, como também em outras partes do planeta, com cenas de assassinatos, crimes de guerra e atentados, exibidos de maneira explícita e incômoda, onde ainda é possível se deparar até com entrevistas com quem praticou algumas dessas ações.
A narração dá um encaminhamento para entender um pouco cada contexto das imagens e saber o que aconteceu com quem esteve naquelas situações.
É um documentário que não é recomendável pra qualquer pessoa! É preciso ter sangue-frio e estômago pra assisti-lo.
Digam o Que Quiserem
3.7 359Boa trilha sonora, vários rostos que logo se tornariam conhecidos, aquele clima de final dos anos 80 que gera carisma, mas a história, apesar de muitos momentos gratificantes, não é tão regular, não sei se foi a edição ou se é a própria estrutura usada pelo diretor Cameron Crowe, mas algumas sequências pareciam ser colocadas de maneira crua, sem um crescimento de sentimentos, como se estivessem com presa, e alguns devaneios no texto que tentavam dar uma profundidade as falas, davam a impressão de fazer rodeios para exprimir algo que é simples, fácil de se contar.
É um filme agradável, mas que dá pra entender porquê que ele não figura no mesmo patamar de outras produções adolescentes da década de 80, que ganharam muito mais status.
A Guerra dos Mundos
3.5 118 Assista AgoraEntendendo as questões da época, como situações um pouco deslocadas e envolvidas numa visão mais puritana, a história é interessante e se desenvolve de maneira aceitável, que num tempo tão curto de duração (menos de 1 hora e meia) faz um bom trajeto.
O fato de um único cientista chegar ao local e, decidir ir a um baile enquanto espera o meteoro "esfriar", e sem colocar nenhuma barreira por conta da radioatividade alta, e o final onde flerta com uma certa religiosidade, pois é só quando as naves atingem uma igreja é que os OVNIS acabam morrendo.
Mas o seu ponto alto, realmente, são os efeitos especiais, que são trabalhados de forma bastante avançada para a época, e que, merecidamente, levou o Oscar na categoria.
Curiosa a forma como foram criados os efeitos, se utilizando de robótica, jogo de luzes, miniaturas e fundo verde. Tudo criado com muita qualidade para os padrões dos anos 50.
E com certeza, o ser alienígena serviu de inspiração para Steven Spielberg fazer o seu "E.T. - O Extraterrestre", pois os dois são bem parecidos e, não é à toa, o próprio fez um remake do longa em 2005.
Uma curiosidade: Nota-se que o Brasil foi o país menos danificado pela invasão marciana.
Jurassic World: Recomeço
2.7 452 Assista AgoraNa tentativa de remodelar a franquia, trazem uma nova proposta de dinossauros, agora com alterações genéticas que os deixam ainda mais adaptáveis ao ambiente, o que nos final das contas acaba não agregando muito a história, pois não há um grande temor pelas novas adaptações das espécies, já com relação ao enredo envolvendo os humanos, tem um início que não atinge muito o seu objetivo de criar empatia no público ao seus personagens, onde mesmo a trama da família não gera grade comoção, mas ainda sim é o núcleo que traz mais diversidade de sentimentos, em detrimento aos demais que não conseguem provocar simpatia, em que até mesmo a Zora de Scarlett Johansson não consegue formar um vínculo emocional com a plateia.
É mais um "Jurassic World" que serve como um entretenimento de meio pro final, quando ganha mais ação.
Diverte, mas é esquecível.
Ran
4.5 291 Assista AgoraClássico de Akira Kurosawa que tem uma qualidade técnica e um visual que chama atenção.
Fico imaginando o trabalho que deve ter tido a produção para encenar as cenas de batalhas, coordenar os figurantes, o preparo para fazer com que as ações ocorram de maneira que não machuquem os dublês e os cavalos, e conseguir captar tudo pelas câmeras no momento certo.
A história, que trabalha com temas como ganância, traição, vingança, cobiça no meio de um clã, baseado na peça de William Shakespeare, "Rei Lear", tem interpretações que mantêm a sua referência, com atuações sendo desenvolvidas de forma teatral.
Direção de arte e fotografia que merecem destaque por conta dos cenários, reais e cenográficos, são de encher os olhos.
Apesar do ritmo ser inconstante, com partes não tão interessantes, é uma obra que merece boas críticas e que se torna um épico com todas as honras.
Às Vezes Eles Voltam
3.1 114A trama, originalmente, seria um segmento do filme "Olhos de Gato", mas acabou sendo transformado em um filme próprio feito para a televisão norte-americana e, por conta disso obteve poucos recursos financeiros, o que faz com que a qualidade técnica dele seja bem inferior.
A concepção do protagonista não é a das melhores, mas os seus antagonistas acabam dando conta com interpretações mais convincentes.
Obra pouco memorável, está bem abaixo de "Sexta-feira 13 - Parte 6: Jason Vive", o melhor filme da carreira do diretor Tom McLoughlin.
Uma das adaptações de um conto do Stephen King mais fracas já produzidas.
Entre Quatro Paredes
3.5 91 Assista AgoraUm drama com evolução lenta, que fala do processo de perda e sua consequência num núcleo familiar.
O inicio dele já dá um certo estranhamento pela maneira como se comportam alguns membros, e depois ele se debruça mais sobre o momento em que o luto e indignação caminham juntos e como isso se entranha na vida de casal, e o seu final ganha mais clima com novos contornos.
É um obra de vagarosa digestão, que vai num ritmo muito devagar, onde parece querer fazer com que o espectador sinta mais a melancolia que o luto causa, que no decorrer do tempo pode levar a sentimentos além da tristeza, como apatia, incomodo, revolta, etc.
Sissy Spacek está ótima como Ruth, assim como Tom Wilkinson dando vida a Matt, Marisa Tomei conduz seu papel de Natalie de modo aceitável, apesar de ter alguns excessos na interpretação em algumas partes. São bastante válidas as indicações dos 3 ao Oscar nas categorias de atuação.
Mas assim como alguns comentaram aqui, não é uma produção excelente, e é até compreensível isso, já que foi o primeiro longa-metragem do diretor Todd Field, onde cometer alguns deslizes na sua primeira empreitada é algo que pode acontecer, mas de cara ele conseguir uma nomeação a Melhor Filme foi um exagero! Ainda mais que em certas sequências a história não evolui muito, ficando mais como um trecho de um dia a dia comum que não agrega muito conteúdo, mas quando você vê que a produção dele é da Miramax a gente acaba entendendo como ele foi parar nos principais prêmios, já que naquela época Harvey Weinstein, um dos fundadores da empresa, era um dos mandachuvas da indústria cinematográfica e poderia fazer até um besteirol ser indicado a várias categorias em qualquer premiação se ele quisesse.
Uma obra onde as interpretações dão mais fermento que o próprio enredo em si, e sem a necessidade de ter mais de 2 horas de duração, onde poderia facilmente ser editado.
Trama regular!
Eu Bebo Seu Sangue
3.4 53Um exploitation setentista autêntico!
Tem todos os ingredientes de um filme do estilo: cru, sangrento, mórbido e, agora adicionando bizarrices.
Garfield: Fora de Casa
3.1 87 Assista AgoraDivertido!
Garfield continua com sua ironia, mas agora adentrando numa aventura sem a presença de Jon, ao lado de Odie e, agora, precisando conviver com seu pai.
Os gráficos são bem feitos, o enredo é bem bacana e o desenvolvimento flui de modo agradável.
Elvis
3.8 772O título é "Elvis", mas o nome do filme deveria ser "Tom Parker".
Na iniciativa de mostrar a vida do Elvis Presley por uma outra perspectiva, a trama trilha o caminho percorrido pelo astro ao lado do seu agente "Coronel" Tom Parker, e com isso a obra eleva os dramas que aconteceram durante o seu tempo no meio da música e do cinema. O problema é que Tom Parker é uma figura execrável e, ele se tornando praticamente o protagonista do enredo, faz com que acompanhemos tudo aquilo sentindo mais pena e achando Elvis um tolo, por se deixar ser manipulado, virando um joguete nas mãos de Tom para lhe fazer lucrar.
Passamos mais raiva diante das escrotices de seu empresário (que ainda influencia no comportamento deplorável do pai do artista) do que nos deixando levar pelo carisma e talento de Elvis.
Diferente de outra cinebiografia em que também nos deparamos com um agente mau caráter, que é "Rocketman", sobre a vida do Elton John, em "Elvis" Tom Parker permeia a história inteira, sobrando alguns momentos em que Elvis ganha destaque por conta própria, pois na maior parte do tempo tudo o que o artista transparece é a imagem de um ser influenciável, direcionado a fazer o que os outros querem. Perde-se a chance de ver e entender Elvis pra o olharmos como uma pessoa dominada, medrosa e com brilho artificial.
A questão dele ter mais de 2 horas e meia de duração também acaba cansando, se tornando demorado demais e, mesmo sendo envelopado numa estética bem arrumada (em uma escala um pouco menor no que se refere a visual multicolorido, coisa que Braz Luhrmann utiliza bastante em suas cenas, até com um certo exagero, mas que aqui ele consegue controlar um pouco), no quesito entusiasmo perante de alguém tão grandioso como foi Elvis, a obra não atinge o mesmo grau.
Noites de Alface
3.2 11O cinema nacional é a demonstração do nosso talento e criatividade na sétima arte que ganha as telas de maneira única, mas, assim como ocorre em algumas obras estrangeiras, existem certas produções que se utilizam de uma prática que incomoda: os momentos sem ação. Aqueles segundos (e até minutos) em que uma personagem não faz nada que agregue ao enredo, como as cenas em que ela está sentada olhando pro nada, jantando, lendo ou perdurando roupa.
A impressão que fica é de que a história caberia mais em um curta-metragem, mas como o objetivo é transformá-lo em um longa os produtores precisam aumentar a duração dele e colocam essas partes pra encher linguiça, e nesse filme vemos muito esse tipo de coisa, o que faz com que o clima dele caia constantemente.
A trama, que tenta flertar com o suspense, fica só na tentativa mesmo, porque a estrutura narrativa é irregular, pontas ficam soltas e o plot twist dele é ruim.
Com exceção de Marieta Severo, as demais atuações são engessadas em grande maioria, onde a interação entre as personagens é falha.
Fraco!
Os Sem-Floresta
3.3 526 Assista AgoraDivertida produção!
Animação sobre um guaxinim que, pressionado a obter alimentos e materiais para um urso, vê na busca de animais selvagens que procuram alimentos em meio a invasão de seu território a chance de atingir seu objetivo o mais rápido possível.
Curioso como o comportamento dos bichos é utilizado para compor o temperamento e o caráter dos personagens, servindo de base para seus perfis.
E mesmo que em certos pontos a estética do longa pareça um pouco datado, principalmente na recriação dos humanos, a história ainda se mantêm interessante e nos entretêm com as confusões que vão surgindo na trama.
Falar do excelência da dublagem brasileira na obra é chover no molhado e, mesmo Preta Gil (a única famosa entre eles) não chegando nesse nível, faz um trabalho que não denigre a produção.
Mafia Mamma: De Repente Criminosa
2.6 34 Assista AgoraComo uma distração momentânea, dá conta do recado.
Comédia sobre situações nonsense em meio ao universo da máfia com toques de exagero italiano
No início, achamos que Toni Collette irá reprisar seu papel em "O Casamento de Muriel", onde a criação da personalidade de Kristin lembra bastante o de Muriel, mas com o decorrer da história ela vai ganhando outros contornos que a deixam com uma cara própria. Monica Bellucci hipnotiza com a sua beleza toda vez que surge na tela, em que Bianca parece ser a personagem mais centrada nas atitudes, e os demais coadjuvantes entregam interpretações que divertem na medida do possível.
Não é a coisa mais hilariante, mas provoca algumas risadas se não for muito exigente.
Meu Amigo Robô
4.0 122Uma ode à amizade, mostrando o valor de cultivar bons sentimentos em companhia de amigos que realmente se importam com você.
Se encontrando em solidão, Dog encontra no Robô um amigo que até então não tinha, onde fazem tudo juntos, se divertem e vivem em completa harmonia.
Até que um dia eles precisaram ficar afastados e Dog vai fazer de tudo para voltar a ter o Robô ao seu lado, mas até lá será preciso enfrentar a distância, os infortúnios e os desafios que a vida lhe traz.
Alegria, sonhos, tristeza, medo, saudade, novas possibilidades, a trama vai percorrendo destinos diferentes em meio as lembranças e o anseio da reaproximação, enquanto outras etapas do dia a dia vão ocorrendo a volta deles, e o espectador acompanha cada passo na expectativa de que o destino dos dois se entrelacem.
A trama se passa nos anos 80 (acredito que seja em 1982, já que é possível ver na bolsa que Dog carrega a imagem do Naranjito, mascote da Copa do Mundo de 82, realizado na Espanha), e por conta disso não é possível utilizar as comodidades e ter acesso ao uso virtual, o que faz com que tudo precise ser resolvido pessoalmente e com um pouco mais de dificuldade. Nessa situação, eles mostraram o quão gigante pode ser o verdadeiro companheirismo, mesmo diante das adversidades.
Com traços simples, a obra tem no seu enredo todos os elementos para ganhar o nosso carisma, e seus entrechos refletem a realidade de uma maneira tocante, crível e que faz uma ótima análise sobre o comportamento humano.
E são tantas referências visuais que se pode encontrar nele! Da banda Pink Floyd e do grupo Grandmaster Flash & The Furious Five, a filmes como "Tubarão", "Psicose", "Palhaços Assassinos do Espaço Sideral", entre outros.
E agora não tem como ouvir "September" do Earth, Wind & Fire e não remete-lo a essa produção.
A obra emociona, e por muito pouco não atinge o grau máximo de excelência porque, se não fosse pelos minutos finais, ele poderia ter terminado redondo. Não que o seu encerramento seja algo enormemente decepcionante, quero crer na hipótese de que ele conversa com a atualidade, mas se tivesse acabado alguns segundos antes, sua conclusão teria fechado todas as arestas e entregado algo que o complementaria ainda mais.
O reencontro de Dog e o Robô, além de sido gratificante, poderia ganhar um poder ainda maior se os novos amigos deles também se juntariam a eles e assim seriam um grupo harmonioso.
Mas já que termina sem a união deles, analiso esse final como uma visão dos tempos atuais, em que os amigos antigos, mesmo se utilizando das novas tecnologia para acompanhar e interagir com as publicações dos outros nas redes sociais, ainda se mantêm distantes pessoalmente, tendo a convivência com outros amigos, mas não por menosprezo as amizades anteriores, mas por conta dos caminhos diferentes que a vida leva.
Uma animação deveras tocante!
O Rio Selvagem
3.1 176 Assista AgoraUm thriller contido que parece beber na fonte do filme "Amargo Pesadelo", mas sem pesar tanto a mão e se concentrando mais na sequência das corredeiras.
Meryl Streep dando vida a uma mãe esperta e persistente que vai tentando de várias maneiras sair daquela situação e proteger a vida do filho e do marido é o alicerce da trama. É ela que faz a engrenagem rodar em grande parte dos momentos.
A história tem muitas conveniências, algo que, sem muita dificuldade, os infortúnios poderiam ser contornados rapidamente, mas a obra precisa faz um traçado mais cômodo para proporcionar mais seguimentos de ação.
Com belas imagens, a obra chama a atenção pelo bom trabalho de direção de fotografia e de edição nas cenas nas corredeiras.
Um passatempo interessante, sem grandes pretensões, não é um tipo de enredo muito intenso, voraz, mas faz bem sua tarefa.
Foi figura cativa do "Cinema em Casa" do SBT na década da década de 90.
A Mão que Balança o Berço
3.7 930 Assista Agora"A Mão que Balança o Berço" tem um enredo em que as interpretações no tom certo fazem ele ganhar contornos muito bons. Se fossem com outros atores, talvez a obra não conseguisse crescer a cada sequência, pois é na atuação exemplar do seu elenco que a trama se desenvolve de maneira gratificante.
Não há dúvidas de que Mrs. Mott / Peyton Flanders é uma das melhores personagens que Rebecca De Mornay deu vida no cinema. Ela tá excelente na criação da vilania, do cinismo, da maldade que a personagem precisa ter! Das mudanças de reações, indo ao olhar frio e calculista em vários momentos.
Curioso o momento em que ela vai comer uma maçã verde e a câmera mostra ela tirando as sementes e a parte do meio da fruta, como se fosse uma referência a retirada do útero de uma mulher, a impossibilidade de ter filhos.
Annabella Sciorra também está ótima como a inocente e quase manipulável Claire, que aos poucos vai sendo envolvida nas teias da antagonista.
As cenas das crises de asma dela parecem muito reais.
Ernie Hudson está muito bom como Solomon, Matt McCoy e seu Michael também está bem cena e Madeline Zima como Emma vai da doçura ingênua à esperteza de maneira interessante. Agora, ver Julianne Moore no seu primeiro papel em um longa de cinema (até então, ela só tinha atuado em séries e filmes feitos pra TV) foi uma grata surpresa! Ainda que ela não tenha tanto espaço de tela, desde a sua primeira aparição, Marlene já mostra ser uma mulher de personalidade forte que vai evoluindo com o passar do tempo.
Apesar da rapidez com que Peyton acaba fazendo parte do núcleo familiar pareça um pouco estranho, o desenvolvimento a seguir vai num caminhar instigante, indo num ritmo sem pressa, o que contribui para o seu progresso.
Recomendado!
O Homem nas Trevas 2
3.0 487 Assista AgoraAcredito que o problema de "O Homem nas Trevas 2" foi justamente ser uma continuação. Se não tivesse esse vínculo direto com o primeira obra, se tivesse um outro título, um outro protagonista, mesmo mantendo a sua cerne, talvez poderia ser melhor digerido.
A mudança de perfil do homem cego de um personagem sinistro, temeroso, implacável no filme antecessor para um cara com boas intenções que quer proteger a filha de criação nessa parte causa um incomodo, pois de uma obra pra outra a personalidade dele vai pra opostos, o que gera descontentamento.
As cenas de mortes são impactantes, ainda que algumas delas contenham certos absurdos criados para que o roteiro continue seguindo.
A sequência do cachorro que passa a ficar do lado do homem cego, ao ponto de levá-lo ao outro local onde a garota está foi forçado demais. Sem dúvida nenhuma!
As atuações são ótimas, os cenários decrépitos e a pouca iluminação dão todo um clima a produção.
Longe de ser ruim, mantém o espectador fisgado na tela e tem bons momentos, mas se fosse um filme único poderia ter uma melhor recepção.
O Diário de Tati
2.4 273Tentando se escorar na imagem da personagem de Heloísa Périssé, que veio de peça de teatro, programa de humor e de quadro em programa de entretenimento, Tati representa a juventude saindo da infância e entrando na adolescência, mas seus dramas não tem muita profundidade e, o fato de escolherem atores bem mais velhos para interpretar pré-adolescentes deixa tudo ainda mais longe de uma identificação juvenil.
A comédia não é tão bem aproveitada, o que conversa menos ainda com o público que acompanhou Tati nas outras expressões artística, onde a graça dela era o exagero da concepção dos jovens, com seus trejeitos e falas. Parece que quiseram levar o enredo pro lado mais crível do universo deles, o que com atores mais velhos não ajuda muito.
Um tanto quanto bobo, caricatural e canastrão.