A minissérie We Own This City apresenta um enredo interessante, mas sofre com um ritmo irregular e uma duração maior do que o necessário. O aspecto mais envolvente, a dinâmica dos crimes e o uso do dinheiro proveniente da corrupção, acaba ficando em segundo plano, quando poderia ser o verdadeiro motor da narrativa. Em vez disso, a série opta por um retrato mais amplo e fragmentado dos acontecimentos. Esse foco mais disperso, quase como um apanhado geral dos eventos, enfraquece o impacto dramático. Ao tentar cobrir muitos ângulos ao mesmo tempo, a narrativa perde a oportunidade de aprofundar justamente os elementos mais instigantes da história.
Para mim os 2 últimos episódios mudaram o patamar de toda a série, indo de Succession de segunda linha para algo mais profundo. Essa temporada subiu o nível, transformando um drama de escritório em uma exploração profunda sobre classe, poder e trauma. Eric e Bill: Bill gostava de Eric de verdade (embora sempre frisando a diferença racial de ambos), tanto que o confiou sobre a doença, mas o sentimento de inferioridade do Eric falou mais alto e ele partiu para o que via como mais estratégico, acreditando que estava no controle, quando na verdade foi descartado na primeira oportunidade. Ele tentou jogar como os donos do jogo, mas esqueceu que não pertencia àquele nível. O Eric sobreviveu ao sistema por 30 anos, mas nunca foi realmente aceito por ele. Yasmin e Robert: Foram o ponto alto para mim. Yasmin e sua relação doentia com o pai, com um ar pesado de abuso parental. A cena do posto é decisiva para a escolha da Yasmin, onde ela vislumbra o que uma decisão puramente amorosa poderia levá-la. Entre o amor verdadeiro e puro, mas com um amado sem berço, ela opta pelo status que sempre teve e apreciou. Yasmin escolhe Henry, porque ele pertence ao mundo dela (dinheiro, aristocracia, privilégio). Robert era uma luz na escuridão da Yasmin, mas ele não poderia mantê-la no estilo de vida que alicerçava sua identidade. Harper: A personagem mais sem carisma da série (empata com o Rishi) perdeu espaço. Foi do centro da atenção, para as bordas nos episódios. E a série só melhorou com isso. Ela reforça sua natureza, não como uma talentosa profissional, mas como alguém à espreita, tendo sucesso apenas quando consegue informações pescadas. Ela é a oportunista de plantão, sempre pronta para puxar o tapete e lucrar com informação privilegiada. A 3ª temporada é um ensaio dramatizado sobre classe e pertencimento. A Yasmin é desejada por Henry, Eric, Robert, Kenny e é vista como uma igual pelos figurões, algo que Harper se ressente, pois a diferença que as marca não é competência, mas sim a origem. Mesmo falida, emocionalmente instável e profissionalmente inconsistente, a Yasmin é protegida por figurões, já que a classe alta não expulsa os seus, apenas os disciplina. Com Harper acontece o oposto, ela sempre é provisória, tolerada e escondida. A relação com Otto Mostyn explicita isso. Ele usa a Harper nas sombras para o trabalho sujo, mas senta-se à mesa com a Yasmin sob a luz do sol. Para ele, Harper é o seu segredo lucrativo, mas nunca será sua convidada de honra. Esse contraste resume a o sistema de classes britânico, onde o dinheiro pode te dar acesso, mas não dá o pertencimento. A Yasmin tem o código genético social que Harper nunca poderá comprar. Harper está caminhando para o mesmo destino do Eric, em que mesmo enriquecendo, vencendo jogos pontuais, sobrevivendo ano após ano, nunca fará parte do topo, pois o sistema permite que pessoas como eles circulem, mas não comandem. Robert é o único que entende a regra e não tenta burlá-la. Ao se mudar para os EUA, ele busca um lugar onde o que você faz importa mais do que quem foi seu avô.
Achei a primeira temporada mais atraente. Os personagens tinham mais sensualidade e cativavam mesmo sem uma história bem construída. A 1ª temporada é sobre entrar no sistema e a 2ª é sobre o preço de permanecer nele. Eric que antes exalava força, nessa temporada se mostra frágil e temeroso. Ele ficou fora de sincronia com o sistema, um quadro do capitalismo old school. O poder deixa de ser barulho, agressão e vira dados, compliance. Eric age como se estivesse em 2008, mas o banco agora é 2020+. Ele vira um dinossauro e todos vêem isso antes dele. Mesmo assim, Eric ainda entende o jogo melhor que a Harper, que se superestimou por causa do Jesse Bloom. Ela confundiu proximidade com poder real. Jesse nunca deu lealdade, apenas ofereceu acesso a ele, algo temporário. Ela acha que foi escolhida, quando na verdade foi usada e descartada.
A trama tem furos, os estagiários tem seus papéis de importância ultra estimados em relação ao mundo real, mas os personagens são interessantes e prendem a atenção. A Harper como uma representante de minoria tem o mesmo comportamento dos que ela considera agressores, mas usa o fato de ser pobre e preta como escudo para repetir tais atos. Ela instrumentaliza sua origem para manipular informação, usa pessoas como meio, mentir quando convém, sacrificar terceiros para se proteger. Ela condena nos outros o que aceita em si e exige uma empatia que não oferece.
Daria se apresenta como a voz da razão e da moralidade, especialmente em contraste com o Eric. No entanto, sua ética é seletiva:
Ela ignora a denúncia de assédio sexual de Harper contra Nicole, que não lhe é conveniente, mas age imediatamente contra Eric, seu rival direto.
A série vem decaindo a cada temporada. A terceira começou bem, parecia ter personagens promissores, chegando ao ápice com o monólogo do Sam Rockwell, que foi a coisa mais bizarra e interessante que assisti. Porém o desfecho da trama foi pelo pior caminho possível. Toda a complexidade foi deixada de lado para encerrar o que não estava pronto.
Belinda, que inicialmente se apresentava como vítima do sistema controlado pelos brancos, quando chega ao poder, não se transforma em agente de mudança e sim revela sua hipocrisia ao escolher agir com o mesmo egoísmo que os “opressores brancos” que ela criticava. Ela não apenas aceitou o dinheiro para se calar sobre a morte de Tanya, mas também abandonou o Pornchai e os valores que antes pareciam guiar suas decisões.
Os russos que roubaram, ficaram por isso mesmo, servindo apenas como fantoches sexuais da série.
As amigas de NYC, mostra o quão tóxico são as amizades nas classes sociais mais altas. A família tradicional da Carolina do Norte é um espelho das loiras nova iorquinas: muita pose, pouca solidariedade, falta de sentido na vida e futilidade ao extremo.
Achei excelente apenas a primeira e quinta temporadas. As outras encheram linguiça para render episódios. A quinta temporada de The Wire é sobre a verdade e como ela é distorcida por diferentes instituições, sendo o alvo principal o jornalismo com sua manipulação da verdade. A mídia atua como cúmplice da decadência social de Baltimore, pois em vez de um pilar da verdade, está enfraquecida pelo sensacionalismo, busca de prêmios e o salve-se quem puder do corte de custos. A redação é um reflexo do declínio da imprensa tradicional, onde jornalistas experientes são demitidos, enquanto os que sobem na carreira, o fazem mentindo e manipulando, não havendo mais tempo, dinheiro ou interesse em cobrir a realidade complexa da cidade. Portanto, o sensacionalismo e a superficialidade da imprensa moderna escalam o problema em vez de combatê-lo. A queda de Dukie representa o fracasso das instituições sociais. Ele era o garoto que poderia ter escapado do ciclo da pobreza, mas o sistema não o ajudou. Em Baltimore ele não é violento o suficiente para o tráfico, mas também não tem apoio para se salvar. O detetive McNulty sempre se viu como um justiceiro contra um sistema quebrado, mas que se torna parte do mesmo problema, ao desviar recursos escassos da prefeitura para uma farsa, que embora funcione para a captura, falha na intenção, já que o Marlo escapa impune pelo mesmo sistema corrupto que permitiu usar atalhos ilegais para prendê-lo. No fim a repetição do ciclo da miséria se impõe de geração para geração: Dukie é o novo Bubbles, Michael o Omar, Carcetti o político preocupado consigo mesmo, … The wire mostra que não há heróis, apenas pessoas tentando sobreviver em um sistema que não funciona.
O problema da inteligência nos EUA é a quantidade vs qualidade. Eles coletam uma montanha de dados por segundo, mas não conseguem interpretar. Quanto mais veem menos entendem. Dick Cheney iniciou a guerra, obama expandiu e o Trump finalizou.
Por enquanto, apenas a primeira temporada foi excelente para mim. Na quarta tem muita perda de tempo com os estudantes e política, enquanto que os policiais, principalmente o McNulty e a Kima, ficaram aleatórios na trama. O Bubbles é um personagem cansativo e tem pouco a oferecer.
Uma das últimas séries a retratar a Europa pré segunda guerra com personagens europeus. Pq se fosse o hj, o lorde Grantham seria negro, a lady Cora muçulmana e a avó chinesa.
Primeira temporada foi muito melhor no quesito comédia. Nessa, há um foco maior nos relacionamentos interpessoais. Interessante a projeção da família ítalo-americana quanto um reflexo da perda de masculinidade e patriarcado ao longo das gerações no século XX: o avô trabalhador chefe de família mulherengo, o pai mulherengo milionário, mas não mais como líder do relacionamento e o filho, politicamente correto e formado na Ivy League, mas completamente descolado da realidade e sem qualquer exalação de virilidade.
HBO é HBO, não há nada na concorrência que a supere. Succession foi a série que mais refletiu a segunda década do século XXI. Na primeira e segunda temporada, ainda focava no gigante conglomerado de mídia tradicional ante a rival Internet. Na terceira, pareando com a pandemia, o grande rival se tornou o streaming, que engoliria a mídia anterior. Na quarta, a tecnologia do futuro da quarentena precisava se fundir com o hard news, para ter sustentabilidade financeira, frente a bolha dos assinantes. A aristocracia de NYC caindo para os forasteiros caipiras é a imagem do fim da hegemonia anglo-europeia na América e de certo modo Succession não representa apenas o drama familiar, mas a sucessão de um EUA branco para um país que será o antagonismo do próprio ideal fundador do espírito americano. Os Roy, Vanderbilt, Carnegie de ontem serão os Jimenez, Lopes, …berg do amanhã.
A frase do Logan, “You are not serious people”, resume o desfecho da série. O primogênito drogado e instável, a garotinha esperta que é enganada por todos e o caçula sexualmente travado não podem ser nada mais que herdeiros inconsequentes.
Tem partes interessantes, como os relatos do Macarrão e do promotor Gakiya, mas o excesso de depoimentos dos familiares além de cansativo, tira o foco da ligação dos acontecimentos da história da organização. Por isso, embora o documentário apresente os fatos, não deixa claro o porque eles ocorreram.
Poderia ter focado mais no roubo, seu planejamento e mandantes, pois se desviou muito para relações de causa e efeito duvidosas, principalmente no último episódio. Explicou fatos que eu não conhecia, elucidando boatos derivados do filme.
A Cidade É Nossa
4.0 29 Assista AgoraA minissérie We Own This City apresenta um enredo interessante, mas sofre com um ritmo irregular e uma duração maior do que o necessário.
O aspecto mais envolvente, a dinâmica dos crimes e o uso do dinheiro proveniente da corrupção, acaba ficando em segundo plano, quando poderia ser o verdadeiro motor da narrativa.
Em vez disso, a série opta por um retrato mais amplo e fragmentado dos acontecimentos.
Esse foco mais disperso, quase como um apanhado geral dos eventos, enfraquece o impacto dramático.
Ao tentar cobrir muitos ângulos ao mesmo tempo, a narrativa perde a oportunidade de aprofundar justamente os elementos mais instigantes da história.
Procurados - EUA: Osama Bin Laden
3.9 14 Assista AgoraPoderia ter sido mais sucinto.
A parte mais interessante é como chegaram nele.
A Idade Dourada (1ª Temporada)
3.9 41 Assista AgoraAchei melhor que Downton Abbey, pois a história é mais dinâmica.
Os personagens cativam mais.
Industry (3ª Temporada)
4.0 10 Assista AgoraPara mim os 2 últimos episódios mudaram o patamar de toda a série, indo de Succession de segunda linha para algo mais profundo.
Essa temporada subiu o nível, transformando um drama de escritório em uma exploração profunda sobre classe, poder e trauma.
Eric e Bill:
Bill gostava de Eric de verdade (embora sempre frisando a diferença racial de ambos), tanto que o confiou sobre a doença, mas o sentimento de inferioridade do Eric falou mais alto e ele partiu para o que via como mais estratégico, acreditando que estava no controle, quando na verdade foi descartado na primeira oportunidade. Ele tentou
jogar como os donos do jogo, mas esqueceu que não pertencia àquele nível.
O Eric sobreviveu ao sistema por 30 anos, mas nunca foi realmente aceito por ele.
Yasmin e Robert:
Foram o ponto alto para mim.
Yasmin e sua relação doentia com o pai, com um ar pesado de abuso parental.
A cena do posto é decisiva para a escolha da Yasmin, onde ela vislumbra o que uma decisão puramente amorosa poderia levá-la. Entre o amor verdadeiro e puro, mas com um amado sem berço, ela opta pelo status que sempre teve e apreciou.
Yasmin escolhe Henry, porque ele pertence ao mundo dela (dinheiro, aristocracia, privilégio). Robert era uma luz na escuridão da Yasmin, mas ele não poderia mantê-la no estilo de vida que alicerçava sua identidade.
Harper:
A personagem mais sem carisma da série (empata com o Rishi) perdeu espaço. Foi do centro da atenção, para as bordas nos episódios. E a série só melhorou com isso.
Ela reforça sua natureza, não como uma talentosa profissional, mas como alguém à espreita, tendo sucesso apenas quando consegue informações pescadas. Ela é a oportunista de plantão, sempre pronta para puxar o tapete e lucrar com informação privilegiada.
A 3ª temporada é um ensaio dramatizado sobre classe e pertencimento.
A Yasmin é desejada por Henry, Eric, Robert, Kenny e é vista como uma igual pelos figurões, algo que Harper se ressente, pois a diferença que as marca não é competência, mas sim a origem.
Mesmo falida, emocionalmente instável e profissionalmente inconsistente, a Yasmin é protegida por figurões, já que a classe alta não expulsa os seus, apenas os disciplina.
Com Harper acontece o oposto, ela sempre é provisória, tolerada e escondida.
A relação com Otto Mostyn explicita isso.
Ele usa a Harper nas sombras para o trabalho sujo, mas senta-se à mesa com a Yasmin sob a luz do sol.
Para ele, Harper é o seu segredo lucrativo, mas nunca será sua convidada de honra.
Esse contraste resume a o sistema de classes britânico, onde o dinheiro pode te dar acesso, mas não dá o pertencimento.
A Yasmin tem o código genético social que Harper nunca poderá comprar.
Harper está caminhando para o mesmo destino do Eric, em que mesmo enriquecendo, vencendo jogos pontuais, sobrevivendo ano após ano, nunca fará parte do topo, pois o sistema permite que pessoas como eles circulem, mas não comandem.
Robert é o único que entende a regra e não tenta burlá-la. Ao se mudar para os EUA, ele busca um lugar onde o que você faz importa mais do que quem foi seu avô.
Industry (2ª Temporada)
3.5 13 Assista AgoraAchei a primeira temporada mais atraente.
Os personagens tinham mais sensualidade e cativavam mesmo sem uma história bem construída.
A 1ª temporada é sobre entrar no sistema e a 2ª é sobre o preço de permanecer nele.
Eric que antes exalava força, nessa temporada se mostra frágil e temeroso.
Ele ficou fora de sincronia com o sistema, um quadro do capitalismo old school.
O poder deixa de ser barulho, agressão e vira dados, compliance.
Eric age como se estivesse em 2008, mas o banco agora é 2020+.
Ele vira um dinossauro e todos vêem isso antes dele.
Mesmo assim, Eric ainda entende o jogo melhor que a Harper, que se superestimou por causa do Jesse Bloom.
Ela confundiu proximidade com poder real.
Jesse nunca deu lealdade, apenas ofereceu acesso a ele, algo temporário.
Ela acha que foi escolhida, quando na verdade foi usada e descartada.
Industry (1ª Temporada)
3.7 33 Assista AgoraA trama tem furos, os estagiários tem seus papéis de importância ultra estimados em relação ao mundo real, mas os personagens são interessantes e prendem a atenção.
A Harper como uma representante de minoria tem o mesmo comportamento dos que ela considera agressores, mas usa o fato de ser pobre e preta como escudo para repetir tais atos.
Ela instrumentaliza sua origem para manipular informação, usa pessoas como meio, mentir quando convém, sacrificar terceiros para se proteger.
Ela condena nos outros o que aceita em si e exige uma empatia que não oferece.
Daria se apresenta como a voz da razão e da moralidade, especialmente em contraste com o Eric. No entanto, sua ética é seletiva:
Ela ignora a denúncia de assédio sexual de Harper contra Nicole, que não lhe é conveniente, mas age imediatamente contra Eric, seu rival direto.
Downton Abbey (2ª Temporada)
4.6 192 Assista AgoraEssa temporada foi muito arrastada.
Matthew e Mary são cansativos.
Esperava mais.
Os Donos do Jogo (1ª Temporada)
3.8 68 Assista AgoraComo entretenimento é bom. As atuações convencem, os acontecimentos refletem as situações reais, mas as soluções dos problemas são muito simplistas.
The White Lotus (3ª Temporada)
3.6 244 Assista AgoraA série vem decaindo a cada temporada.
A terceira começou bem, parecia ter personagens promissores, chegando ao ápice com o monólogo do Sam Rockwell, que foi a coisa mais bizarra e interessante que assisti. Porém o desfecho da trama foi pelo pior caminho possível.
Toda a complexidade foi deixada de lado para encerrar o que não estava pronto.
Belinda, que inicialmente se apresentava como vítima do sistema controlado pelos brancos, quando chega ao poder, não se transforma em agente de mudança e sim revela sua hipocrisia ao escolher agir com o mesmo egoísmo que os “opressores brancos” que ela criticava.
Ela não apenas aceitou o dinheiro para se calar sobre a morte de Tanya, mas também abandonou o Pornchai e os valores que antes pareciam guiar suas decisões.
Os russos que roubaram, ficaram por isso mesmo, servindo apenas como fantoches sexuais da série.
As amigas de NYC, mostra o quão tóxico são as amizades nas classes sociais mais altas.
A família tradicional da Carolina do Norte é um espelho das loiras nova iorquinas: muita pose, pouca solidariedade, falta de sentido na vida e futilidade ao extremo.
The Wire (5ª Temporada)
4.6 122Achei excelente apenas a primeira e quinta temporadas.
As outras encheram linguiça para render episódios.
A quinta temporada de The Wire é sobre a verdade e como ela é distorcida por diferentes instituições, sendo o alvo principal o jornalismo com sua manipulação da verdade.
A mídia atua como cúmplice da decadência social de Baltimore, pois em vez de um pilar da verdade, está enfraquecida pelo sensacionalismo, busca de prêmios e o salve-se quem puder do corte de custos.
A redação é um reflexo do declínio da imprensa tradicional, onde jornalistas experientes são demitidos, enquanto os que sobem na carreira, o fazem mentindo e manipulando, não havendo mais tempo, dinheiro ou interesse em cobrir a realidade complexa da cidade. Portanto, o sensacionalismo e a superficialidade da imprensa moderna escalam o problema em vez de combatê-lo.
A queda de Dukie representa o fracasso das instituições sociais. Ele era o garoto que poderia ter escapado do ciclo da pobreza, mas o sistema não o ajudou. Em Baltimore ele não é violento o suficiente para o tráfico, mas também não tem apoio para se salvar.
O detetive McNulty sempre se viu como um justiceiro contra um sistema quebrado, mas que se torna parte do mesmo problema, ao desviar recursos escassos da prefeitura para uma farsa, que embora funcione para a captura, falha na intenção, já que o Marlo escapa impune pelo mesmo sistema corrupto que permitiu usar atalhos ilegais para prendê-lo.
No fim a repetição do ciclo da miséria se impõe de geração para geração:
Dukie é o novo Bubbles, Michael o Omar, Carcetti o político preocupado consigo mesmo, …
The wire mostra que não há heróis, apenas pessoas tentando sobreviver em um sistema que não funciona.
Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra contra o Terror
4.3 38 Assista AgoraO problema da inteligência nos EUA é a quantidade vs qualidade. Eles coletam uma montanha de dados por segundo, mas não conseguem interpretar. Quanto mais veem menos entendem.
Dick Cheney iniciou a guerra, obama expandiu e o Trump finalizou.
A Casa de Saddam
4.1 9 Assista AgoraAchei a série excelente.
Possui boas atuações e um enredo interessante.
The Wire (4ª Temporada)
4.7 94Por enquanto, apenas a primeira temporada foi excelente para mim.
Na quarta tem muita perda de tempo com os estudantes e política, enquanto que os policiais, principalmente o McNulty e a Kima, ficaram aleatórios na trama.
O Bubbles é um personagem cansativo e tem pouco a oferecer.
Downton Abbey (1ª Temporada)
4.6 375 Assista AgoraUma das últimas séries a retratar a Europa pré segunda guerra com personagens europeus. Pq se fosse o hj, o lorde Grantham seria negro, a lady Cora muçulmana e a avó chinesa.
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 402 Assista AgoraPrimeira temporada foi muito melhor no quesito comédia. Nessa, há um foco maior nos relacionamentos interpessoais. Interessante a projeção da família ítalo-americana quanto um reflexo da perda de masculinidade e patriarcado ao longo das gerações no século XX: o avô trabalhador chefe de família mulherengo, o pai mulherengo milionário, mas não mais como líder do relacionamento e o filho, politicamente correto e formado na Ivy League, mas completamente descolado da realidade e sem qualquer exalação de virilidade.
The White Lotus (1ª Temporada)
3.9 454 Assista AgoraBurlesco, mas ainda assim divertido. O gerente e a família branca com a agregada de minoria, foram o melhor em comédia que vi desde The Office.
A Escada
3.7 1045 episódios de 50 minutos estava ótimo para essa história.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 144Traz à tona a dinâmica atual dos bicheiros e elucida acontecimentos passados, que embora tivessem sido veiculados, nunca foram contextualizados.
Succession (4ª Temporada)
4.5 251 Assista AgoraHBO é HBO, não há nada na concorrência que a supere.
Succession foi a série que mais refletiu a segunda década do século XXI. Na primeira e segunda temporada, ainda focava no gigante conglomerado de mídia tradicional ante a rival Internet. Na terceira, pareando com a pandemia, o grande rival se tornou o streaming, que engoliria a mídia anterior. Na quarta, a tecnologia do futuro da quarentena precisava se fundir com o hard news, para ter sustentabilidade financeira, frente a bolha dos assinantes.
A aristocracia de NYC caindo para os forasteiros caipiras é a imagem do fim da hegemonia anglo-europeia na América e de certo modo Succession não representa apenas o drama familiar, mas a sucessão de um EUA branco para um país que será o antagonismo do próprio ideal fundador do espírito americano. Os Roy, Vanderbilt, Carnegie de ontem serão os Jimenez, Lopes, …berg do amanhã.
A frase do Logan, “You are not serious people”, resume o desfecho da série. O primogênito drogado e instável, a garotinha esperta que é enganada por todos e o caçula sexualmente travado não podem ser nada mais que herdeiros inconsequentes.
PCC: Poder Secreto
4.0 26Tem partes interessantes, como os relatos do Macarrão e do promotor Gakiya, mas o excesso de depoimentos dos familiares além de cansativo, tira o foco da ligação dos acontecimentos da história da organização. Por isso, embora o documentário apresente os fatos, não deixa claro o porque eles ocorreram.
3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central
3.8 54Poderia ter focado mais no roubo, seu planejamento e mandantes, pois se desviou muito para relações de causa e efeito duvidosas, principalmente no último episódio. Explicou fatos que eu não conhecia, elucidando boatos derivados do filme.
Saul Klein e o Império do Abuso
4.0 1Impactante.
PCC - Primeiro Cartel da Capital (2ª Temporada)
4.0 1Muito bom. Poderia ter mais episódios.
PCC - Primeiro Cartel da Capital (1ª Temporada)
4.4 4É bom, mas poderia ser mais detalhado.