Para quem gosta de realpolitik é maravilhoso. O enredo engloba a culpa e necessidade de provação frente o histórico familiar, a cultura WASP, o patriotismo cego e a formação do deep state americano. A metáfora do título "O Bom Pastor" é irônica, pois o protagonista sacrifica suas próprias ovelhas (esposa, filho e humanidade) para proteger uma abstração: a segurança nacional. O hobby dos navios em garrafas, é o reflexo da vida do Edward, a busca pelo controle e isolamento. Sua vida está presa dentro de uma redoma, incapaz de tocar a realidade ou ser tocado por ela.
Nem sempre o rótulo europeu é sinônimo de qualidade. Fui com grandes expectativas, mas o resultado decepciona: uma narrativa pouco envolvente e atuações sem química, que não sustentam a credibilidade da história.
A minissérie We Own This City apresenta um enredo interessante, mas sofre com um ritmo irregular e uma duração maior do que o necessário. O aspecto mais envolvente, a dinâmica dos crimes e o uso do dinheiro proveniente da corrupção, acaba ficando em segundo plano, quando poderia ser o verdadeiro motor da narrativa. Em vez disso, a série opta por um retrato mais amplo e fragmentado dos acontecimentos. Esse foco mais disperso, quase como um apanhado geral dos eventos, enfraquece o impacto dramático. Ao tentar cobrir muitos ângulos ao mesmo tempo, a narrativa perde a oportunidade de aprofundar justamente os elementos mais instigantes da história.
Embora Christian Bale seja meu Batman definitivo, essa versão não fez feio. Pinguim muito bom, tanto que ganhou um spin off, John Turturro roubando a cena e Robert Pattinson com seu perfil fechado combinou com o tom noir. Só não é excelente, porque resolveram alongar desnecessariamente, com os últimos 40 minutos sendo patéticos. Se tivesse terminado com a captura do Riddler, teria ficado no mesmo patamar do segundo filme do Nolan.
Para mim os 2 últimos episódios mudaram o patamar de toda a série, indo de Succession de segunda linha para algo mais profundo. Essa temporada subiu o nível, transformando um drama de escritório em uma exploração profunda sobre classe, poder e trauma. Eric e Bill: Bill gostava de Eric de verdade (embora sempre frisando a diferença racial de ambos), tanto que o confiou sobre a doença, mas o sentimento de inferioridade do Eric falou mais alto e ele partiu para o que via como mais estratégico, acreditando que estava no controle, quando na verdade foi descartado na primeira oportunidade. Ele tentou jogar como os donos do jogo, mas esqueceu que não pertencia àquele nível. O Eric sobreviveu ao sistema por 30 anos, mas nunca foi realmente aceito por ele. Yasmin e Robert: Foram o ponto alto para mim. Yasmin e sua relação doentia com o pai, com um ar pesado de abuso parental. A cena do posto é decisiva para a escolha da Yasmin, onde ela vislumbra o que uma decisão puramente amorosa poderia levá-la. Entre o amor verdadeiro e puro, mas com um amado sem berço, ela opta pelo status que sempre teve e apreciou. Yasmin escolhe Henry, porque ele pertence ao mundo dela (dinheiro, aristocracia, privilégio). Robert era uma luz na escuridão da Yasmin, mas ele não poderia mantê-la no estilo de vida que alicerçava sua identidade. Harper: A personagem mais sem carisma da série (empata com o Rishi) perdeu espaço. Foi do centro da atenção, para as bordas nos episódios. E a série só melhorou com isso. Ela reforça sua natureza, não como uma talentosa profissional, mas como alguém à espreita, tendo sucesso apenas quando consegue informações pescadas. Ela é a oportunista de plantão, sempre pronta para puxar o tapete e lucrar com informação privilegiada. A 3ª temporada é um ensaio dramatizado sobre classe e pertencimento. A Yasmin é desejada por Henry, Eric, Robert, Kenny e é vista como uma igual pelos figurões, algo que Harper se ressente, pois a diferença que as marca não é competência, mas sim a origem. Mesmo falida, emocionalmente instável e profissionalmente inconsistente, a Yasmin é protegida por figurões, já que a classe alta não expulsa os seus, apenas os disciplina. Com Harper acontece o oposto, ela sempre é provisória, tolerada e escondida. A relação com Otto Mostyn explicita isso. Ele usa a Harper nas sombras para o trabalho sujo, mas senta-se à mesa com a Yasmin sob a luz do sol. Para ele, Harper é o seu segredo lucrativo, mas nunca será sua convidada de honra. Esse contraste resume a o sistema de classes britânico, onde o dinheiro pode te dar acesso, mas não dá o pertencimento. A Yasmin tem o código genético social que Harper nunca poderá comprar. Harper está caminhando para o mesmo destino do Eric, em que mesmo enriquecendo, vencendo jogos pontuais, sobrevivendo ano após ano, nunca fará parte do topo, pois o sistema permite que pessoas como eles circulem, mas não comandem. Robert é o único que entende a regra e não tenta burlá-la. Ao se mudar para os EUA, ele busca um lugar onde o que você faz importa mais do que quem foi seu avô.
Achei a primeira temporada mais atraente. Os personagens tinham mais sensualidade e cativavam mesmo sem uma história bem construída. A 1ª temporada é sobre entrar no sistema e a 2ª é sobre o preço de permanecer nele. Eric que antes exalava força, nessa temporada se mostra frágil e temeroso. Ele ficou fora de sincronia com o sistema, um quadro do capitalismo old school. O poder deixa de ser barulho, agressão e vira dados, compliance. Eric age como se estivesse em 2008, mas o banco agora é 2020+. Ele vira um dinossauro e todos vêem isso antes dele. Mesmo assim, Eric ainda entende o jogo melhor que a Harper, que se superestimou por causa do Jesse Bloom. Ela confundiu proximidade com poder real. Jesse nunca deu lealdade, apenas ofereceu acesso a ele, algo temporário. Ela acha que foi escolhida, quando na verdade foi usada e descartada.
A trama tem furos, os estagiários tem seus papéis de importância ultra estimados em relação ao mundo real, mas os personagens são interessantes e prendem a atenção. A Harper como uma representante de minoria tem o mesmo comportamento dos que ela considera agressores, mas usa o fato de ser pobre e preta como escudo para repetir tais atos. Ela instrumentaliza sua origem para manipular informação, usa pessoas como meio, mentir quando convém, sacrificar terceiros para se proteger. Ela condena nos outros o que aceita em si e exige uma empatia que não oferece.
Daria se apresenta como a voz da razão e da moralidade, especialmente em contraste com o Eric. No entanto, sua ética é seletiva:
Ela ignora a denúncia de assédio sexual de Harper contra Nicole, que não lhe é conveniente, mas age imediatamente contra Eric, seu rival direto.
O filme prioriza o sexo como foco estético, mas não o transforma em motor narrativo. As relações não evoluem, os personagens não se transformam e o “destino” prometido pelo título não ganha o peso que se indica.
Eu estava esperando algo completamente diferente. A história parece girar em círculos, repetindo situações sem construir algo maior. O ritmo é tão lento que a atmosfera acaba engolindo os personagens. Faltou desenvolvimento e um arco que realmente prendesse a atenção, deixando uma sensação constante de vazio. A produção aposta no estilo, mas acaba esquecendo o conteúdo.
A série vem decaindo a cada temporada. A terceira começou bem, parecia ter personagens promissores, chegando ao ápice com o monólogo do Sam Rockwell, que foi a coisa mais bizarra e interessante que assisti. Porém o desfecho da trama foi pelo pior caminho possível. Toda a complexidade foi deixada de lado para encerrar o que não estava pronto.
Belinda, que inicialmente se apresentava como vítima do sistema controlado pelos brancos, quando chega ao poder, não se transforma em agente de mudança e sim revela sua hipocrisia ao escolher agir com o mesmo egoísmo que os “opressores brancos” que ela criticava. Ela não apenas aceitou o dinheiro para se calar sobre a morte de Tanya, mas também abandonou o Pornchai e os valores que antes pareciam guiar suas decisões.
Os russos que roubaram, ficaram por isso mesmo, servindo apenas como fantoches sexuais da série.
As amigas de NYC, mostra o quão tóxico são as amizades nas classes sociais mais altas. A família tradicional da Carolina do Norte é um espelho das loiras nova iorquinas: muita pose, pouca solidariedade, falta de sentido na vida e futilidade ao extremo.
Achei excelente apenas a primeira e quinta temporadas. As outras encheram linguiça para render episódios. A quinta temporada de The Wire é sobre a verdade e como ela é distorcida por diferentes instituições, sendo o alvo principal o jornalismo com sua manipulação da verdade. A mídia atua como cúmplice da decadência social de Baltimore, pois em vez de um pilar da verdade, está enfraquecida pelo sensacionalismo, busca de prêmios e o salve-se quem puder do corte de custos. A redação é um reflexo do declínio da imprensa tradicional, onde jornalistas experientes são demitidos, enquanto os que sobem na carreira, o fazem mentindo e manipulando, não havendo mais tempo, dinheiro ou interesse em cobrir a realidade complexa da cidade. Portanto, o sensacionalismo e a superficialidade da imprensa moderna escalam o problema em vez de combatê-lo. A queda de Dukie representa o fracasso das instituições sociais. Ele era o garoto que poderia ter escapado do ciclo da pobreza, mas o sistema não o ajudou. Em Baltimore ele não é violento o suficiente para o tráfico, mas também não tem apoio para se salvar. O detetive McNulty sempre se viu como um justiceiro contra um sistema quebrado, mas que se torna parte do mesmo problema, ao desviar recursos escassos da prefeitura para uma farsa, que embora funcione para a captura, falha na intenção, já que o Marlo escapa impune pelo mesmo sistema corrupto que permitiu usar atalhos ilegais para prendê-lo. No fim a repetição do ciclo da miséria se impõe de geração para geração: Dukie é o novo Bubbles, Michael o Omar, Carcetti o político preocupado consigo mesmo, … The wire mostra que não há heróis, apenas pessoas tentando sobreviver em um sistema que não funciona.
O problema da inteligência nos EUA é a quantidade vs qualidade. Eles coletam uma montanha de dados por segundo, mas não conseguem interpretar. Quanto mais veem menos entendem. Dick Cheney iniciou a guerra, obama expandiu e o Trump finalizou.
Por enquanto, apenas a primeira temporada foi excelente para mim. Na quarta tem muita perda de tempo com os estudantes e política, enquanto que os policiais, principalmente o McNulty e a Kima, ficaram aleatórios na trama. O Bubbles é um personagem cansativo e tem pouco a oferecer.
O Bom Pastor
3.2 156 Assista AgoraPara quem gosta de realpolitik é maravilhoso.
O enredo engloba a culpa e necessidade de provação frente o histórico familiar, a cultura WASP, o patriotismo cego e a formação do deep state americano.
A metáfora do título "O Bom Pastor" é irônica, pois o protagonista sacrifica suas próprias ovelhas (esposa, filho e humanidade) para proteger uma abstração: a segurança nacional.
O hobby dos navios em garrafas, é o reflexo da vida do Edward, a busca pelo controle e isolamento. Sua vida está presa dentro de uma redoma, incapaz de tocar a realidade ou ser tocado por ela.
Nada Santo
3.1 42Nem sempre o rótulo europeu é sinônimo de qualidade. Fui com grandes expectativas, mas o resultado decepciona: uma narrativa pouco envolvente e atuações sem química, que não sustentam a credibilidade da história.
A Cidade É Nossa
4.0 29 Assista AgoraA minissérie We Own This City apresenta um enredo interessante, mas sofre com um ritmo irregular e uma duração maior do que o necessário.
O aspecto mais envolvente, a dinâmica dos crimes e o uso do dinheiro proveniente da corrupção, acaba ficando em segundo plano, quando poderia ser o verdadeiro motor da narrativa.
Em vez disso, a série opta por um retrato mais amplo e fragmentado dos acontecimentos.
Esse foco mais disperso, quase como um apanhado geral dos eventos, enfraquece o impacto dramático.
Ao tentar cobrir muitos ângulos ao mesmo tempo, a narrativa perde a oportunidade de aprofundar justamente os elementos mais instigantes da história.
Procurados - EUA: Osama Bin Laden
3.9 14Poderia ter sido mais sucinto.
A parte mais interessante é como chegaram nele.
A Idade Dourada (1ª Temporada)
3.9 41 Assista AgoraAchei melhor que Downton Abbey, pois a história é mais dinâmica.
Os personagens cativam mais.
Batman
4.0 1,9K Assista AgoraEmbora Christian Bale seja meu Batman definitivo, essa versão não fez feio.
Pinguim muito bom, tanto que ganhou um spin off, John Turturro roubando a cena e Robert Pattinson com seu perfil fechado combinou com o tom noir.
Só não é excelente, porque resolveram alongar desnecessariamente, com os últimos 40 minutos sendo patéticos.
Se tivesse terminado com a captura do Riddler, teria ficado no mesmo patamar do segundo filme do Nolan.
Dinheiro Suspeito
3.4 145 Assista AgoraÉ okk para assistir, mas esperava mais pelo elenco. História longa para algo simples.
Industry (3ª Temporada)
4.0 10Para mim os 2 últimos episódios mudaram o patamar de toda a série, indo de Succession de segunda linha para algo mais profundo.
Essa temporada subiu o nível, transformando um drama de escritório em uma exploração profunda sobre classe, poder e trauma.
Eric e Bill:
Bill gostava de Eric de verdade (embora sempre frisando a diferença racial de ambos), tanto que o confiou sobre a doença, mas o sentimento de inferioridade do Eric falou mais alto e ele partiu para o que via como mais estratégico, acreditando que estava no controle, quando na verdade foi descartado na primeira oportunidade. Ele tentou
jogar como os donos do jogo, mas esqueceu que não pertencia àquele nível.
O Eric sobreviveu ao sistema por 30 anos, mas nunca foi realmente aceito por ele.
Yasmin e Robert:
Foram o ponto alto para mim.
Yasmin e sua relação doentia com o pai, com um ar pesado de abuso parental.
A cena do posto é decisiva para a escolha da Yasmin, onde ela vislumbra o que uma decisão puramente amorosa poderia levá-la. Entre o amor verdadeiro e puro, mas com um amado sem berço, ela opta pelo status que sempre teve e apreciou.
Yasmin escolhe Henry, porque ele pertence ao mundo dela (dinheiro, aristocracia, privilégio). Robert era uma luz na escuridão da Yasmin, mas ele não poderia mantê-la no estilo de vida que alicerçava sua identidade.
Harper:
A personagem mais sem carisma da série (empata com o Rishi) perdeu espaço. Foi do centro da atenção, para as bordas nos episódios. E a série só melhorou com isso.
Ela reforça sua natureza, não como uma talentosa profissional, mas como alguém à espreita, tendo sucesso apenas quando consegue informações pescadas. Ela é a oportunista de plantão, sempre pronta para puxar o tapete e lucrar com informação privilegiada.
A 3ª temporada é um ensaio dramatizado sobre classe e pertencimento.
A Yasmin é desejada por Henry, Eric, Robert, Kenny e é vista como uma igual pelos figurões, algo que Harper se ressente, pois a diferença que as marca não é competência, mas sim a origem.
Mesmo falida, emocionalmente instável e profissionalmente inconsistente, a Yasmin é protegida por figurões, já que a classe alta não expulsa os seus, apenas os disciplina.
Com Harper acontece o oposto, ela sempre é provisória, tolerada e escondida.
A relação com Otto Mostyn explicita isso.
Ele usa a Harper nas sombras para o trabalho sujo, mas senta-se à mesa com a Yasmin sob a luz do sol.
Para ele, Harper é o seu segredo lucrativo, mas nunca será sua convidada de honra.
Esse contraste resume a o sistema de classes britânico, onde o dinheiro pode te dar acesso, mas não dá o pertencimento.
A Yasmin tem o código genético social que Harper nunca poderá comprar.
Harper está caminhando para o mesmo destino do Eric, em que mesmo enriquecendo, vencendo jogos pontuais, sobrevivendo ano após ano, nunca fará parte do topo, pois o sistema permite que pessoas como eles circulem, mas não comandem.
Robert é o único que entende a regra e não tenta burlá-la. Ao se mudar para os EUA, ele busca um lugar onde o que você faz importa mais do que quem foi seu avô.
Industry (2ª Temporada)
3.5 13Achei a primeira temporada mais atraente.
Os personagens tinham mais sensualidade e cativavam mesmo sem uma história bem construída.
A 1ª temporada é sobre entrar no sistema e a 2ª é sobre o preço de permanecer nele.
Eric que antes exalava força, nessa temporada se mostra frágil e temeroso.
Ele ficou fora de sincronia com o sistema, um quadro do capitalismo old school.
O poder deixa de ser barulho, agressão e vira dados, compliance.
Eric age como se estivesse em 2008, mas o banco agora é 2020+.
Ele vira um dinossauro e todos vêem isso antes dele.
Mesmo assim, Eric ainda entende o jogo melhor que a Harper, que se superestimou por causa do Jesse Bloom.
Ela confundiu proximidade com poder real.
Jesse nunca deu lealdade, apenas ofereceu acesso a ele, algo temporário.
Ela acha que foi escolhida, quando na verdade foi usada e descartada.
Industry (1ª Temporada)
3.7 33A trama tem furos, os estagiários tem seus papéis de importância ultra estimados em relação ao mundo real, mas os personagens são interessantes e prendem a atenção.
A Harper como uma representante de minoria tem o mesmo comportamento dos que ela considera agressores, mas usa o fato de ser pobre e preta como escudo para repetir tais atos.
Ela instrumentaliza sua origem para manipular informação, usa pessoas como meio, mentir quando convém, sacrificar terceiros para se proteger.
Ela condena nos outros o que aceita em si e exige uma empatia que não oferece.
Daria se apresenta como a voz da razão e da moralidade, especialmente em contraste com o Eric. No entanto, sua ética é seletiva:
Ela ignora a denúncia de assédio sexual de Harper contra Nicole, que não lhe é conveniente, mas age imediatamente contra Eric, seu rival direto.
Motel Destino
3.4 191 Assista AgoraO filme prioriza o sexo como foco estético, mas não o transforma em motor narrativo.
As relações não evoluem, os personagens não se transformam e o “destino” prometido pelo título não ganha o peso que se indica.
Baby
3.5 84Que lixo.
Madame Satã
3.9 432 Assista AgoraEu estava esperando algo completamente diferente.
A história parece girar em círculos, repetindo situações sem construir algo maior.
O ritmo é tão lento que a atmosfera acaba engolindo os personagens.
Faltou desenvolvimento e um arco que realmente prendesse a atenção, deixando uma sensação constante de vazio.
A produção aposta no estilo, mas acaba esquecendo o conteúdo.
Homens Comuns - Assassinos do Holocausto
3.9 10 Assista AgoraDocumentário rápido e conciso.
A Grande Mentira
3.4 149Começa interessante, mas o final é forçado além da conta. Muitas pontas soltas para criar uma “surpresa”.
Downton Abbey (2ª Temporada)
4.6 192 Assista AgoraEssa temporada foi muito arrastada.
Matthew e Mary são cansativos.
Esperava mais.
Os Donos do Jogo (1ª Temporada)
3.8 68 Assista AgoraComo entretenimento é bom. As atuações convencem, os acontecimentos refletem as situações reais, mas as soluções dos problemas são muito simplistas.
The White Lotus (3ª Temporada)
3.6 244 Assista AgoraA série vem decaindo a cada temporada.
A terceira começou bem, parecia ter personagens promissores, chegando ao ápice com o monólogo do Sam Rockwell, que foi a coisa mais bizarra e interessante que assisti. Porém o desfecho da trama foi pelo pior caminho possível.
Toda a complexidade foi deixada de lado para encerrar o que não estava pronto.
Belinda, que inicialmente se apresentava como vítima do sistema controlado pelos brancos, quando chega ao poder, não se transforma em agente de mudança e sim revela sua hipocrisia ao escolher agir com o mesmo egoísmo que os “opressores brancos” que ela criticava.
Ela não apenas aceitou o dinheiro para se calar sobre a morte de Tanya, mas também abandonou o Pornchai e os valores que antes pareciam guiar suas decisões.
Os russos que roubaram, ficaram por isso mesmo, servindo apenas como fantoches sexuais da série.
As amigas de NYC, mostra o quão tóxico são as amizades nas classes sociais mais altas.
A família tradicional da Carolina do Norte é um espelho das loiras nova iorquinas: muita pose, pouca solidariedade, falta de sentido na vida e futilidade ao extremo.
The Wire (5ª Temporada)
4.6 122Achei excelente apenas a primeira e quinta temporadas.
As outras encheram linguiça para render episódios.
A quinta temporada de The Wire é sobre a verdade e como ela é distorcida por diferentes instituições, sendo o alvo principal o jornalismo com sua manipulação da verdade.
A mídia atua como cúmplice da decadência social de Baltimore, pois em vez de um pilar da verdade, está enfraquecida pelo sensacionalismo, busca de prêmios e o salve-se quem puder do corte de custos.
A redação é um reflexo do declínio da imprensa tradicional, onde jornalistas experientes são demitidos, enquanto os que sobem na carreira, o fazem mentindo e manipulando, não havendo mais tempo, dinheiro ou interesse em cobrir a realidade complexa da cidade. Portanto, o sensacionalismo e a superficialidade da imprensa moderna escalam o problema em vez de combatê-lo.
A queda de Dukie representa o fracasso das instituições sociais. Ele era o garoto que poderia ter escapado do ciclo da pobreza, mas o sistema não o ajudou. Em Baltimore ele não é violento o suficiente para o tráfico, mas também não tem apoio para se salvar.
O detetive McNulty sempre se viu como um justiceiro contra um sistema quebrado, mas que se torna parte do mesmo problema, ao desviar recursos escassos da prefeitura para uma farsa, que embora funcione para a captura, falha na intenção, já que o Marlo escapa impune pelo mesmo sistema corrupto que permitiu usar atalhos ilegais para prendê-lo.
No fim a repetição do ciclo da miséria se impõe de geração para geração:
Dukie é o novo Bubbles, Michael o Omar, Carcetti o político preocupado consigo mesmo, …
The wire mostra que não há heróis, apenas pessoas tentando sobreviver em um sistema que não funciona.
The Dancing Boys of Afghanistan
3.7 12Os muçulmanos chamam os ocidentais de infiéis, mas mantém esse costume nojento.
Apedrejam homossexuais e mulheres, mas se deitam com garotos.
Ponto de Virada: 11/9 e a Guerra contra o Terror
4.3 38 Assista AgoraO problema da inteligência nos EUA é a quantidade vs qualidade. Eles coletam uma montanha de dados por segundo, mas não conseguem interpretar. Quanto mais veem menos entendem.
Dick Cheney iniciou a guerra, obama expandiu e o Trump finalizou.
De Salto Alto
3.7 186 Assista AgoraNão está entre os melhores do Almodóvar.
O foco no teatro dos personagens cansa um pouco.
A Casa de Saddam
4.1 9 Assista AgoraAchei a série excelente.
Possui boas atuações e um enredo interessante.
The Wire (4ª Temporada)
4.7 94Por enquanto, apenas a primeira temporada foi excelente para mim.
Na quarta tem muita perda de tempo com os estudantes e política, enquanto que os policiais, principalmente o McNulty e a Kima, ficaram aleatórios na trama.
O Bubbles é um personagem cansativo e tem pouco a oferecer.