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Cineasta pseudo-cult.

"It's better to look at the sky than live there. Such an empty place; so vague. Just a country where the thunder goes and things disappear."
- Holly Golightly

Últimas opiniões enviadas

  • Gabriel

    "Eu sou a criança que ela fora; você é a mulher que ela teria sido."

    Desde o início da franquia, há mais de dez anos atrás, sempre foi muito claro que mesmo seguindo uma linha narrativa sólida, cada "Resident Evil" é sua própria obra. Mesmo quando Paul W.S. Anderson retornou à cadeira de diretor no quarto capítulo, trazendo de volta consigo a estilização gamer do original, ele ainda manteve uma clara distinção estética, estrutural e por fim artística entre "Recomeço" e "Retribuição". Sendo isto apenas um dos aspectos que diferencia Resident Evil da sua típica franquia blockbuster - e possivelmente um dos responsáveis pela sua má fama -, "O Capítulo Final" chega como o mais original e resoluto da série.

    Desta vez, estamos aprendendo a verdade por trás da história de Alice, e escapando do reino da artificialidade em direção ao da realidade, a estética de W.S. Anderson deixa de ser estável, simétrica, limpa e lenta a nível autocontemplativo, para se tornar mexida, suja e acelerada a nível frenético. Implacável, Anderson coloca seu espectador dentro de seu caos controlado em cenas de ação com infinidades de planos curtos - porém calculados - em um intervalo ínfimo de cortes que, junto com o 3D atmosférico, a soberba trilha synth de Paul Haslinger e o som destruidor transformam cada sequência numa frenesi hipnótica magnífica, fazendo do filme o filho rebelde de "Mad Max: Estrada da Fúria" com "Adrenalina". Ao olho desacostumado, vai inicialmente passar como incompetência dada a dificuldade para entender a ação, mas uma vez ajustada a vista, torna-se perceptível que nada de confuso há na filmagem e na edição, e que o que W.S. Anderson está fazendo é desconstruir o próprio conceito de imagem: ele não mostra imagem aos olhos, ele a implanta na mente.

    O longa também conta com os set pieces - ou fases, como preferir - mais marcantes da série, e cada um se aproveita da linguagem à sua própria maneira; a intensidade da trilha, a ausência da mesma, da mixagem de som, a velocidade inacreditável da montagem, a iluminação diegética, etc... Cada aspecto funciona de forma diferente para causar impactos diferentes no público. Empolgação, tensão, sustos, emoção, o pacote completo. A experiência estética se finaliza com a cereja do bolo que são os efeitos visuais espetaculares - uma verdadeira novidade para "Resident Evil" -, que calham a vir neste capítulo, após uma franquia inteira focando em realidades falsas arquitetadas, é conveniente que o filme que finalmente nos traz para a realidade, traga em si um festival de efeitos hiperrealistas.

    Este episódio também sucede como o maior êxito de W.S. Anderson como roteirista; há uma significativa melhora em diálogos, mas claro que este não é o foco. Como um verdadeiro apropriador da estrutura de videogames (antes desses se tornarem cinematográficos), Anderson avança sua trama com ação em vez de conversa fiada. Alice, chegando à conclusão de sua jornada, se torna um monumento femininista: ela é posta no centro de um discurso sobre instrumentalidade, tendo sido por todos esses anos perseguida e tratada como uma propriedade de homens corporativos, enfim chega a hora de descobrir quem ela realmente é, e entre a corporação que tenta ditar o que ela deve ser e sua própria imagem sussurrando em sua alma, Alice alcança uma autodescoberta que a solidifica firmemente como um ícone do poder feminino. Seu arco faz de "O Capítulo Final" um filme essencialmente coming-of-age, estando Anderson discursando sobre a maturidade de Alice, traçando um paralelo da história desta com a de todas as mulheres que tiveram suas infâncias roubadas por terem entrado na indústria do entretenimento muito jovens - incluindo da esposa, a própria Alice, Milla Jovovich - e as que são exploradas por empresas capitalistas comandadas por homens de poder. Paul projeta a imagem da mulher na filha, Ever Anderson, e assim transforma Alice em um símbolo de empoderamento tanto para as pequenas garotas que ainda vão crescer, quanto para as mulheres já maduras que sobrevivem a este mundo.

    Eu vi apenas três filmes em IMAX 3D até hoje - incluindo "Rogue One: Uma História Star Wars" - e deles, "Resident Evil 6: O Capítulo Final" foi o mais esmagador deles. Ainda mais que uma experiência imersiva extasiante e uma conquista autoral anti-corporativa dentro da indústria Hollywoodiana, "Resident Evil 6: O Capítulo Final" encerra a história de Alice como uma de maturidade - nada mais digno para uma franquia que acompanhou a maturidade da maioria de seus fãs (inclusive a minha) desde crianças.

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  • Gabriel

    Retoma o tom satírico do filme original e se prova um dos melhores exemplares do que um filme de ação moderno tem que ser, e a essência da franquia xXx: uma celebração do cinema como diversão absurda, sem fôlego e sem compromisso. Um excelente elenco diversificado liderado pelo latino mais fodão de Hollywood, garotas que são muito mais que rostinhos bonitos, stunts e coreografias alucinantes capturadas por uma direção concreta realçada por um 3D espetacular, e uma autoconsciência que permite ao filme se divertir o máximo possível com a própria galhofa, "xXx: Reativado" é um puta filme do caralho.

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  • Gabriel

    Essencialmente poético, extremamente bem dirigido, perfomances poderosas que são o coração e alma do filme - principalmente de Mahershala Ali (criminosamente desperdiçado), linda fotografia e trilha, mas o roteiro não parece conseguir mergulhar completamente na complexidade dos sentimentos desses personagens, majoritariamente porque não houve tempo o suficiente. O filme se apresenta como "a história de uma vida", mas não parece a história de uma vida e sim pequenos seletos pedaços da mesma, que por si próprios não conseguem explorar o potencial completo da trama. O filme não tem nem duas horas de duração, deveria ter sido muito maior que isso. É uma obra de qualidade e competência, mas no fim não é melhor do que o seu típico filme Oscar bait.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Alice Ayres
    Alice Ayres

    Obrigada! Bons filmes!!! :)))

  • Jess Goulart
    Jess Goulart

    Nana <3