Ruinzinho, né. A produção até que é boa, e merecia um roteiro melhor. Não conseguiram casar o drama com a comédia, dá a impressão de que existem dois filmes rodando paralelamente, e ficamos pulando de um para o outro. E nenhum dos dois é muito bem escrito.
Lynch termina sua carreira nos longas, aparentemente, voltando com força ao abstrato. Uma trama insondável, no mínimo três histórias paralelas e intercruzadas, talvez mais. Apesar de adorar a experimentação e reverenciar o apuro técnico e a criatividade desse filme, é confuso demais pra mim. A não ser que a minha teoria esteja certa, a de que a moça assistindo TV misturou os personagens da novela com os acontecimentos da própria vida.
Uma porcaria saída dos encanamentos mais profundos do esgoto de Hollywood. O mais puro chorume da indústria cultural! Mas nem por isso deixa de ser divertido; na verdade, é exatamente por isso que é! Um texto patético, apressado, cheio de furos e de piadas clichê que não funcionam, somado a atuações ridículas e a uma fotografia de quinta categoria, resulta nesse festival de vergonha alheia que é Mortal Kombat 2. A parte competente são algumas das cenas de luta e os vários fan services. No fim, a impressão geral que fica é que se trata de um amontoado de cut scenes mal feitas, o que parece ser a sina inescapável da franquia nos cinemas. Uma nota sobre Karl Urban: The Boys é uma série que decaiu bastante. Ainda assim, na comparação com esse filme, vemos a diferença que um roteiro e uma direção minimamente bem feitos fazem no desempenho de um ator.
Entre os mais "pé no chão" do Lynch, mas, cara, como é bom! Agora que já assisti a quase todos os longas dele, é bacana ver como ele tá sempre em volta dos mesmos atores.
Ainda não vi todos, mas por enquanto me é o melhor filme do Lynch. Cenas antológicas, inigualáveis. Um primor de direção, fotografia, montagem, atuações. E tudo coroado com a trilha musical magistral do Badalamenti.
Bom, é claro que eu não entendi nada a partir da introdução do cubo na história, mas estamos falando de David Lynch, chegamos até a criar expectativas sobre o momento em que a narrativa vai pro espaço hahaha.
Muito bom. Inevitável traçar um paralelo do cão com os humanos racistas, sobretudo crianças e adolescentes que, como ele, foram expostos a esse discurso numa idade vulnerável (claro que por meios diversos). É possível "curar" um racista? Ou a única alternativa é "tacar fogo", como muitos radicais de esquerda sugerem?
Não imaginava que esse filme estaria no grupo da "crítica social foda". E é uma crítica válida. De resto, não é tão aterrorizante quanto sugere a fama. As cenas são bem feitas, mas se percebe que se trata de bonecos e maquiagem.
Interessante ver esses caras expostos sem uma abordagem tão abertamente combativa. Mas o documentário é bem raso mesmo, a opinião de estudiosos do assunto fez falta.
Apesar de condensar bastante a história original e de acentuar a comicidade, diria que o espírito do livro está aí. A visão otimista sobre o ser humano, sobre a vida alienígena (ao menos uma delas hehe) e sobre um encontro entre os dois. Um sentimento positivo de esperança, reforçado pela quase incessante trilha musical, perpassa todo o filme, e eu senti a mesma coisa lendo o livro. A aposta numa relação de colaboração em vez de competição.
"Uma real, feliz família sérvia". Acalmem-se que não é tudo isso. Tem filme de terror bem mais explícito e assustador por aí. De resto, é uma produção de médio à baixo orçamento, também por isso acaba não acontecendo muito bem a suspensão de descrença. Mas é bem feito de um modo geral. O protagonista é bem interpretado e bem escrito, desperta empatia. E é bem óbvia a "moral da história", dá pra perceber a crítica social sendo construída já no início, e aonde eles querem chegar. Pra mim, o mais assustador é termos a consciência de que cenas intragáveis como a da "família na cama" acontecem no mundo real, na Sérvia ou em qualquer lugar. É saber que o ser humano é capaz desse tipo de coisa, e não somente na produção de filmes snuff ou em rituais secretos de cultos da elite, mas pode estar acontecendo na casa do teu vizinho. O maior mérito da produção é fazer a gente se dar conta disso.
A fidelidade me parece ser a questão central aqui. Eric, traído pela esposa, tem como única missão dar um enterro digno pro seu cachorro, o único ser incapaz de trair. Encontra pelo caminho Rey, um estranho que lhe demonstra compaixão, ao resgatá-lo dos militares. Mas Eric acaba contaminando com seu radicalismo a noção ao menos dúbia de fidelidade de Rey, que a princípio estava pronto pra perdoar e compreender o abandono do seu irmão, mas, no fim, acaba por querer matá-lo. Eric, vendo a reação de Henry, se dá conta do que fez e desaba emocionalmente. Um ótimo filme.
Está sempre acontecendo alguma coisa, mas nada acontece. Mais ou menos como a nossa história no planeta Terra. Como já falaram aqui, é realmente um filme enfadonho, cansativo de acompanhar, dada a fragilidade, ou quase ausência, de narrativa (que ainda permanece bastante inacessível para mim - vou atrás do livro). Tive que terminar no dia seguinte. Ao mesmo tempo, é uma das produções mais impressionantes e hipnóticas que já vi. Um trabalho sem igual de produção de arte: não há um canto da tela que escape, tudo está transmitindo a mensagem, tudo transborda o universo do filme. Parece até que a tela é pequena demais, e as coisas e as pessoas se espremem para aparecer nela. A impressão de improviso em boa parte das atuações, ao invés de diminuir ou quebrar a nossa crença no que está sendo apresentado, incrivelmente a reforça, levando o filme quase ao nível de documentário. Se tem a impressão de muita verdade. Também me peguei pensando, enquanto assistia, que passamos boa parte da nossa vida lidando com o desconforto, com a bagunça, com a decadência do ambiente em que vivemos e do nosso próprio corpo, com a sujeira e com a putrefação, numa luta sem fim para nos mantermos vivos, limpos, confortáveis e minimamente apresentáveis. Uma luta que leva do nada a lugar nenhum, cíclica, zerada a todo o amanhecer. Com exceção daquele único, último dia, em que lutamos pela última vez, e perdemos. E sabemos que vamos perder, mas é preciso travar essa luta, ainda assim.
Baita pedida pro dia de hoje. Uma produção de altíssimo nível. Maestria pura na condução da câmera, montagem, atuações, trilha sonora, e o roteiro não fica atrás.
Ah, poder rever um filme desses na tela grande... Kubrick é Kubrick, não tem igual. Não dou 5 estrelas porque acho a atuação do Jack Nicholson, por vezes, caricata demais. Em alguns momentos isso serve a trama, em outros, não.
Mestres do Universo
3.7 112Ruinzinho, né. A produção até que é boa, e merecia um roteiro melhor. Não conseguiram casar o drama com a comédia, dá a impressão de que existem dois filmes rodando paralelamente, e ficamos pulando de um para o outro. E nenhum dos dois é muito bem escrito.
Império dos Sonhos
3.8 442Lynch termina sua carreira nos longas, aparentemente, voltando com força ao abstrato. Uma trama insondável, no mínimo três histórias paralelas e intercruzadas, talvez mais. Apesar de adorar a experimentação e reverenciar o apuro técnico e a criatividade desse filme, é confuso demais pra mim. A não ser que a minha teoria esteja certa, a de que a moça assistindo TV misturou os personagens da novela com os acontecimentos da própria vida.
Mortal Kombat 2
3.2 195Uma porcaria saída dos encanamentos mais profundos do esgoto de Hollywood. O mais puro chorume da indústria cultural! Mas nem por isso deixa de ser divertido; na verdade, é exatamente por isso que é! Um texto patético, apressado, cheio de furos e de piadas clichê que não funcionam, somado a atuações ridículas e a uma fotografia de quinta categoria, resulta nesse festival de vergonha alheia que é Mortal Kombat 2. A parte competente são algumas das cenas de luta e os vários fan services. No fim, a impressão geral que fica é que se trata de um amontoado de cut scenes mal feitas, o que parece ser a sina inescapável da franquia nos cinemas.
Uma nota sobre Karl Urban: The Boys é uma série que decaiu bastante. Ainda assim, na comparação com esse filme, vemos a diferença que um roteiro e uma direção minimamente bem feitos fazem no desempenho de um ator.
Divine Trash
4.1 7Diria que é fundamental para a melhor apreciação do Pink Flamingos.
Coração Selvagem
3.7 354 Assista AgoraEntre os mais "pé no chão" do Lynch, mas, cara, como é bom! Agora que já assisti a quase todos os longas dele, é bacana ver como ele tá sempre em volta dos mesmos atores.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraAinda não vi todos, mas por enquanto me é o melhor filme do Lynch. Cenas antológicas, inigualáveis. Um primor de direção, fotografia, montagem, atuações. E tudo coroado com a trilha musical magistral do Badalamenti.
Bom, é claro que eu não entendi nada a partir da introdução do cubo na história, mas estamos falando de David Lynch, chegamos até a criar expectativas sobre o momento em que a narrativa vai pro espaço hahaha.
Pink Flamingos
3.4 883 Assista AgoraHolocausto Canibal? A Serbian Film? Bá... brincadeira de criança.
Cão Branco
3.7 193Muito bom. Inevitável traçar um paralelo do cão com os humanos racistas, sobretudo crianças e adolescentes que, como ele, foram expostos a esse discurso numa idade vulnerável (claro que por meios diversos). É possível "curar" um racista? Ou a única alternativa é "tacar fogo", como muitos radicais de esquerda sugerem?
O final toca nesse ponto. É trágico, e corajoso por ser trágico.
Holocausto Canibal
3.1 840 Assista AgoraNão imaginava que esse filme estaria no grupo da "crítica social foda". E é uma crítica válida. De resto, não é tão aterrorizante quanto sugere a fama. As cenas são bem feitas, mas se percebe que se trata de bonecos e maquiagem.
Vidas sem Destino
3.7 667"A vida é bela.
Sério, ela é.
Cheia de beleza e ilusões.
A vida é ótima.
Sem ela, você estaria morto."
Que filme foi esse. E que trilha musical foi essa!
Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera
3.2 35 Assista AgoraInteressante ver esses caras expostos sem uma abordagem tão abertamente combativa. Mas o documentário é bem raso mesmo, a opinião de estudiosos do assunto fez falta.
Devoradores de Estrelas
4.0 511 Assista AgoraApesar de condensar bastante a história original e de acentuar a comicidade, diria que o espírito do livro está aí. A visão otimista sobre o ser humano, sobre a vida alienígena (ao menos uma delas hehe) e sobre um encontro entre os dois. Um sentimento positivo de esperança, reforçado pela quase incessante trilha musical, perpassa todo o filme, e eu senti a mesma coisa lendo o livro. A aposta numa relação de colaboração em vez de competição.
Nasceu o Bebê Diabo em São Paulo
3.1 9Muito massa. Adorei o formato do documentário.
Os Colonos
3.8 51 Assista AgoraPesadaço. Me ganhou pelo capítulo final e, claro, pela fotografia. Nunca vi nada parecido.
Rio Vermelho
4.0 88 Assista AgoraFaroeste. Em preto e branco. Com John Wayne. Preciso falar mais alguma coisa? Mas que baita atuação do Montgomery Clift.
A Serbian Film: Terror Sem Limites
2.5 2,1K"Uma real, feliz família sérvia". Acalmem-se que não é tudo isso. Tem filme de terror bem mais explícito e assustador por aí. De resto, é uma produção de médio à baixo orçamento, também por isso acaba não acontecendo muito bem a suspensão de descrença. Mas é bem feito de um modo geral. O protagonista é bem interpretado e bem escrito, desperta empatia. E é bem óbvia a "moral da história", dá pra perceber a crítica social sendo construída já no início, e aonde eles querem chegar. Pra mim, o mais assustador é termos a consciência de que cenas intragáveis como a da "família na cama" acontecem no mundo real, na Sérvia ou em qualquer lugar. É saber que o ser humano é capaz desse tipo de coisa, e não somente na produção de filmes snuff ou em rituais secretos de cultos da elite, mas pode estar acontecendo na casa do teu vizinho. O maior mérito da produção é fazer a gente se dar conta disso.
A Qualquer Custo
3.8 805 Assista AgoraTaylor Sheridan é foda. É muito fácil concordar com a moralidade que perpassa as suas histórias. O cada vez mais raro bom senso do homem comum.
The Rover: A Caçada
3.3 355 Assista AgoraA fidelidade me parece ser a questão central aqui. Eric, traído pela esposa, tem como única missão dar um enterro digno pro seu cachorro, o único ser incapaz de trair. Encontra pelo caminho Rey, um estranho que lhe demonstra compaixão, ao resgatá-lo dos militares. Mas Eric acaba contaminando com seu radicalismo a noção ao menos dúbia de fidelidade de Rey, que a princípio estava pronto pra perdoar e compreender o abandono do seu irmão, mas, no fim, acaba por querer matá-lo. Eric, vendo a reação de Henry, se dá conta do que fez e desaba emocionalmente. Um ótimo filme.
PS: O que é a atuação do Robert Pattinson?
É Difícil Ser Um Deus
3.8 28Está sempre acontecendo alguma coisa, mas nada acontece.
Mais ou menos como a nossa história no planeta Terra.
Como já falaram aqui, é realmente um filme enfadonho, cansativo de acompanhar, dada a fragilidade, ou quase ausência, de narrativa (que ainda permanece bastante inacessível para mim - vou atrás do livro). Tive que terminar no dia seguinte. Ao mesmo tempo, é uma das produções mais impressionantes e hipnóticas que já vi. Um trabalho sem igual de produção de arte: não há um canto da tela que escape, tudo está transmitindo a mensagem, tudo transborda o universo do filme. Parece até que a tela é pequena demais, e as coisas e as pessoas se espremem para aparecer nela.
A impressão de improviso em boa parte das atuações, ao invés de diminuir ou quebrar a nossa crença no que está sendo apresentado, incrivelmente a reforça, levando o filme quase ao nível de documentário. Se tem a impressão de muita verdade.
Também me peguei pensando, enquanto assistia, que passamos boa parte da nossa vida lidando com o desconforto, com a bagunça, com a decadência do ambiente em que vivemos e do nosso próprio corpo, com a sujeira e com a putrefação, numa luta sem fim para nos mantermos vivos, limpos, confortáveis e minimamente apresentáveis. Uma luta que leva do nada a lugar nenhum, cíclica, zerada a todo o amanhecer. Com exceção daquele único, último dia, em que lutamos pela última vez, e perdemos. E sabemos que vamos perder, mas é preciso travar essa luta, ainda assim.
Faça Ela Voltar
3.8 771 Assista AgoraSó dou 5 estrelas porque não consigo dar mais!
Noite do Terror
3.5 239Baita pedida pro dia de hoje. Uma produção de altíssimo nível. Maestria pura na condução da câmera, montagem, atuações, trilha sonora, e o roteiro não fica atrás.
Batman
4.0 1,9K Assista AgoraMeia boca. Vale mais pela estética mesmo, pela ambientação.
Doutor Sono
3.6 1,1K Assista AgoraUm filme competente, mas ainda fica a impressão de que foi meio gratuito. Resta saber se o livro vai na mesma linha.
O Iluminado
4.3 4,0K Assista AgoraAh, poder rever um filme desses na tela grande... Kubrick é Kubrick, não tem igual. Não dou 5 estrelas porque acho a atuação do Jack Nicholson, por vezes, caricata demais. Em alguns momentos isso serve a trama, em outros, não.