O filme só aborda a partir do momento em que Odisseu chega em Itaca. Não tem elenco estrelado (tirando Ralph e Juliette), não tem orçamento, tem alguns atores bem meia boca. E mesmo assim poderia ter ensinado Nolan a como fazer um filme sobre a Odisseia. É muito superior, mesmo sendo um pouco mais parado, ainda sim consegue parecer muito mais com a obra original, sem desrespeita-la nem um pouco.
Unico erro desse filme, pra mim, foi o Johnny Cage. Gosto muito do Karl Urban, mas não combina nada pro papel. Não é o perfil dele, e dava pra ver, claramente, que ou era um dublê nas lutas, ou ele realmente não conhece um "a" sobre artes marciais.
Quando o enredo, a atuação, e a imersão funciona, a gente consegue relevar algumas coisas (como um Aquiles careca, por exemplo). Mesmo a caracterização de alguns personagens deixando muito a desejar. Essa série tem algo que Odisseia, do Nolan, não consegue entregar: Alma.
Ele quase os mesmos erros da Odisseia, mas compensa isso com uma historia coesa, que tem a ver com a Iliada. Que me deixa imerso na ambientação.
Quem não conhece a historia de Homero pode realmente gostar do filme. Matt Damon entrega muito. Tom Holland e Anne Hathaway estão incriveis no papel. Os efeitos visuais são muito bons e a trilha sonora (mesmo esse filme merecendo um Hans Zimmer) é muito boa.
Porem... Eu não consegui ver esse filme e não ficar apontando cada coisa que o Nolan cuspiu na cara de Homero. Desde caracterização de personagens (onde todos, todos sem exceção) não agem e não se parecem com os personagens descritos em Iliada e Odisseia. Inclusão de personagens que só apareceriam muitos seculos depois em historias como Eneida. Remoção de momentos que são fundamentais para a evolução de Odisseu.
"Ai, mas o filme é uma adaptação do Nolan, ele pode fazer o que quiser"... Pode. Sim. Pode.. Ele poderia inclusive ter feito um filme qualquer usando quaisquer personagens pra isso. Mas a partir do momento em que ele escolhe usar a Odisseia pra contar o filme, ele tem certas obrigações a se cumprir. Principalmente com a forma que ele escolhe contar a historia. E ele errou absurdamente nisso.
Pra mim, não vale a pena. É um filme em que eu esperei muito e me entregaram bosta na cara...
Confesso que comecei Golpe Duplo esperando apenas um filme de trapaças e reviravoltas, mas ele me surpreendeu pelo carisma dos personagens. A química entre Will Smith e Margot Robbie funciona muito bem e faz com que a história permaneça interessante mesmo quando você desconfia de quase tudo o que está acontecendo.
O que mais gostei foi que o filme brinca com o espectador o tempo inteiro. Assim como os personagens, a gente também cai em golpes, cria teorias e percebe que estava olhando para a direção errada. É divertido quando um roteiro consegue fazer isso sem parecer forçado.
Will Smith está extremamente confortável no papel, equilibrando elegância, confiança e um certo mistério. O resultado é um filme leve, estiloso e cheio de personalidade.
Talvez não seja um daqueles filmes que mudam sua vida, mas é um entretenimento de ótima qualidade, com ritmo envolvente, bons diálogos e reviravoltas suficientes para prender a atenção até o fim. É exatamente o tipo de filme que eu assistiria novamente sem dificuldade.
O Grande Herói me deixou com aquela sensação rara de que, às vezes, a realidade consegue ser mais impactante do que qualquer roteiro de ficção.
O filme não tenta transformar a guerra em espetáculo. Pelo contrário, mostra o quanto ela é caótica, brutal e imprevisível. Não existem vitórias fáceis, frases de efeito a todo momento ou heróis invencíveis. Existem homens comuns, extremamente bem treinados, tentando cumprir sua missão enquanto enfrentam situações que fogem completamente do controle.
Mark Wahlberg entrega um Marcus Luttrell convincente, mas o grande mérito do filme é fazer com que toda a equipe importe. Você sente a irmandade entre aqueles homens, a confiança construída ao longo dos anos e o compromisso inabalável de nunca abandonar um companheiro. Isso faz com que cada perda tenha um peso enorme.
As cenas de combate são intensas justamente porque parecem reais. A violência não é estilizada; ela machuca. Cada queda, cada disparo e cada decisão transmitem o desgaste físico e psicológico daqueles soldados. Em vários momentos, tive a impressão de estar assistindo menos a um filme de ação e mais ao relato de uma operação que deu terrivelmente errado.
O que mais me marcou, porém, foi o contraste entre a violência da guerra e o gesto de humanidade que muda completamente a história. Em meio ao conflito, ainda existe espaço para honra, compaixão e para o cumprimento de um código moral que vale mais do que a própria sobrevivência. É justamente esse contraste que torna a narrativa tão poderosa.
Saber que a história é baseada em fatos reais torna tudo ainda mais difícil de assistir. Ao final, fiquei com um enorme respeito pelos homens da Operação Red Wings e por todos aqueles que enfrentam esse tipo de realidade longe das câmeras.
O Grande Herói é um filme sobre coragem, lealdade e sacrifício. Não apenas um excelente filme de guerra, mas uma homenagem emocionante a homens que permaneceram fiéis uns aos outros até o fim.
Depois de assistir aos dois filmes, fiquei com a impressão de que Resgate e Resgate 2 contam uma única história: a de um homem que acreditava não ter mais nada pelo que viver e, aos poucos, reencontra um motivo para continuar.
O primeiro filme é mais íntimo. Tyler Rake luta para resgatar um garoto, mas, na verdade, parece estar tentando resgatar a si mesmo. Cada golpe, cada ferimento e cada decisão carregam o peso da culpa e do luto. A ação é excelente, mas o que realmente prende é a humanidade escondida por trás daquele mercenário aparentemente frio.
Já Resgate 2 amplia tudo. A escala é maior, as sequências de ação são ainda mais ambiciosas e o famoso plano-sequência mostra um nível técnico impressionante. Mesmo assim, o filme não perde de vista seu protagonista. Tyler continua sendo um homem marcado pelas próprias cicatrizes, mas agora existe uma diferença importante: ele já não luta apenas porque não teme a morte; luta porque voltou a encontrar valor na vida.
Chris Hemsworth merece muito crédito por isso. É fácil enxergar apenas o físico e o carisma, mas sua interpretação transmite desgaste, exaustão e vulnerabilidade de uma forma que faz Tyler parecer um ser humano de verdade. Ele convence tanto nos momentos de silêncio quanto nas cenas de combate.
O que mais gosto nessa franquia é que ela nunca transforma seu protagonista em um super-herói. Tyler sangra, falha, sente dor e paga um preço por cada vitória. Isso faz com que cada confronto tenha consequências e torna a ação muito mais envolvente.
Para mim, Resgate é um dos grandes filmes de ação dos últimos anos, e Resgate 2 consegue a rara façanha de expandir seu universo sem perder a essência. Juntos, formam uma história sobre redenção, sacrifício e a escolha de continuar vivendo mesmo quando a vida parece já ter levado tudo.
Fui assistir Resgate esperando um filme de ação. Encontrei muito mais do que isso.
Sim, há perseguições, explosões e cenas de combate extremamente bem coreografadas. Mas o que realmente sustenta o filme é Tyler Rake. Ele não é o típico herói invencível; é um homem quebrado, carregando um peso que transforma cada decisão em algo mais do que uma simples missão.
Chris Hemsworth entrega uma atuação que equilibra brutalidade e humanidade. A violência nunca parece gratuita. Cada luta transmite cansaço, dor e sobrevivência. Quando Tyler apanha, sentimos o impacto. Quando ele continua em frente, entendemos que não é por orgulho, mas porque encontrou um propósito, ainda que temporário.
O famoso plano-sequência é impressionante não apenas pela técnica, mas pela forma como nos coloca dentro do caos. Poucos filmes recentes conseguem fazer a ação parecer tão física e tão próxima.
Também gostei do contraste entre a brutalidade da missão e os momentos silenciosos, em que Tyler demonstra uma compaixão quase inesperada. Isso impede que o personagem se torne apenas uma máquina de combate.
No fim, Resgate me passou a sensação de que coragem não é ausência de medo ou dor, mas a decisão de seguir em frente apesar deles. É um filme que entrega exatamente o que promete em termos de ação, mas surpreende ao oferecer um protagonista com profundidade suficiente para fazer cada confronto importar.
Para mim, é um dos melhores filmes de ação da última década e uma prova de que um bom filme do gênero não depende apenas de explosões, mas de um personagem pelo qual realmente vale a pena torcer.
Entrei esperando um filme sobre uma mulher extraordinariamente bonita. Saí pensando em como as pessoas conseguem ser extraordinariamente cruéis.
Malena fala sobre desejo, mas, acima de tudo, fala sobre solidão. É doloroso perceber que a personagem quase nunca é enxergada por quem realmente é. Homens a transformam em fantasia. Mulheres a transformam em inimiga. E, no meio disso tudo, sobra uma pessoa tentando apenas sobreviver.
A narrativa pelos olhos de Renato torna tudo ainda mais interessante. No começo, vemos Malena através da idealização de um adolescente; aos poucos, essa fantasia se desfaz e dá lugar à compaixão. É como assistir ao nascimento da maturidade.
Monica Bellucci é magnética, mas o que mais me marcou foi sua capacidade de transmitir emoções quase sem palavras. Há uma dignidade silenciosa na personagem que permanece mesmo quando tudo ao seu redor tenta destruí-la.
Também fiquei impressionado com a fotografia e com a trilha de Ennio Morricone. Há cenas que parecem pinturas, e a música consegue carregar sentimentos que os personagens não conseguem expressar.
Para mim, Malena acabou sendo menos um filme sobre beleza e muito mais sobre o peso do julgamento, da inveja e da hipocrisia. É um daqueles filmes que continuam ecoando depois que terminam, porque fazem a gente refletir sobre quantas vezes uma sociedade condena alguém simplesmente por projetar nela seus próprios desejos, frustrações e preconceitos.
Um clássico que merece ser lembrado não apenas pela beleza de Monica Bellucci, mas pela humanidade e pela tristeza que carrega.
Hoje em dia o "indian face" de alguns atores brancos colocados nos papeis de indios americanos daria problema. Mas nem isso apaga como esse filme é diveritdo! Clint Walker é um tipico heroi americano. Vale muito a pena ver.
A temática nem é a pior coisa do filme, que tem, claramente, o objetivo de ser contraditório mesmo. Mas a execução é muito ruim. Forçado demais em vários momentos, se tornando meio que uma paródia ruim do tema.
Van Damme no auge fisico e atlético. Bolo Yeung sendo um baita vião. Karate. Dim Mak. Trilha sonora mais legal de um filme de luta ja feito. Par romantico absurdamente gata, elenco de apoio carismatico (e que acabamos de perder Donald Gibb, o Ray em 12/05/2026). E principalmente, artistas marciais de verdade fazendo as cenas de luta. Nada poderia ser melhor.
Tem uma baita cara de fan-film, mas é um fan-filme de primeira qualidade. Visceral, violento e um tanto quanto perturbador. A Marvel quando quer, ultimamente, consegue fazer coisa boa, o ruim é que ela não anda querendo. Mas principalmente as produçoes +18 são muito boas. Jon Bernthal genial no papel, como sempre, ele consegue como ninguem passar a imagem de um Frank assombrado pelo passado e perturbado.
Só não entendi por que ele não matou a mulher lá logo de cara. Foi só pra fazer acontecer um dilema no final entre matar a vilã ou salvar a criança. Previsível demais esse ponto.
Quatro histórias maravilhosas e muito divertidas de se assistir. Só diretor bom e atores competentes. Obviamente o destaque fica pra Sophia Loren em "La Riffa"... Esbanjando carisma e beleza ímpar. Que mulher!
É água com açúcar? É... mas é um água com açúcar tão gostosinho que vale muito a pena. Os personagens sao carismáticos, e fazem a gente simpatizar com eles. Fora as paisagens gregas que valem muito a pena.
Tirando o claro exagero em expressar a temática BDSM (o que confunde a cabeça de muita gente que nao estuda o tema), é um filme ate interessante justamente porque busca chocar. E na época deve ter feito isso muito bem.
No mais, Corinne Clery esta bem, claro que o papel nao exige mestria interpretativa, mas funciona.
Ja Udo Kier, que intepreta Rene, me fez muita raiva. Que ator mequetrefe....
Thor: Amor e Trovão
2.9 982 Assista AgoraO pior filme de heroi que eu ja vi na vida. Eu, durante o filme no cinema, ficava me perguntando o que eu tava fazendo ali. É muito ruim!!
O Retorno
3.1 38 Assista AgoraO filme só aborda a partir do momento em que Odisseu chega em Itaca. Não tem elenco estrelado (tirando Ralph e Juliette), não tem orçamento, tem alguns atores bem meia boca. E mesmo assim poderia ter ensinado Nolan a como fazer um filme sobre a Odisseia. É muito superior, mesmo sendo um pouco mais parado, ainda sim consegue parecer muito mais com a obra original, sem desrespeita-la nem um pouco.
Mortal Kombat 2
3.2 346 Assista AgoraUnico erro desse filme, pra mim, foi o Johnny Cage. Gosto muito do Karl Urban, mas não combina nada pro papel. Não é o perfil dele, e dava pra ver, claramente, que ou era um dublê nas lutas, ou ele realmente não conhece um "a" sobre artes marciais.
Fora isso, é um filme bem divertido!
Troia: A Queda de uma Cidade
3.1 59Quando o enredo, a atuação, e a imersão funciona, a gente consegue relevar algumas coisas (como um Aquiles careca, por exemplo). Mesmo a caracterização de alguns personagens deixando muito a desejar. Essa série tem algo que Odisseia, do Nolan, não consegue entregar: Alma.
Ele quase os mesmos erros da Odisseia, mas compensa isso com uma historia coesa, que tem a ver com a Iliada. Que me deixa imerso na ambientação.
E isso conta muito, pra mim.
A Odisseia
4.2 591Quem não conhece a historia de Homero pode realmente gostar do filme. Matt Damon entrega muito. Tom Holland e Anne Hathaway estão incriveis no papel. Os efeitos visuais são muito bons e a trilha sonora (mesmo esse filme merecendo um Hans Zimmer) é muito boa.
Porem... Eu não consegui ver esse filme e não ficar apontando cada coisa que o Nolan cuspiu na cara de Homero. Desde caracterização de personagens (onde todos, todos sem exceção) não agem e não se parecem com os personagens descritos em Iliada e Odisseia. Inclusão de personagens que só apareceriam muitos seculos depois em historias como Eneida. Remoção de momentos que são fundamentais para a evolução de Odisseu.
"Ai, mas o filme é uma adaptação do Nolan, ele pode fazer o que quiser"... Pode. Sim. Pode.. Ele poderia inclusive ter feito um filme qualquer usando quaisquer personagens pra isso. Mas a partir do momento em que ele escolhe usar a Odisseia pra contar o filme, ele tem certas obrigações a se cumprir. Principalmente com a forma que ele escolhe contar a historia. E ele errou absurdamente nisso.
Pra mim, não vale a pena. É um filme em que eu esperei muito e me entregaram bosta na cara...
Golpe Duplo
3.3 744 Assista AgoraConfesso que comecei Golpe Duplo esperando apenas um filme de trapaças e reviravoltas, mas ele me surpreendeu pelo carisma dos personagens. A química entre Will Smith e Margot Robbie funciona muito bem e faz com que a história permaneça interessante mesmo quando você desconfia de quase tudo o que está acontecendo.
O que mais gostei foi que o filme brinca com o espectador o tempo inteiro. Assim como os personagens, a gente também cai em golpes, cria teorias e percebe que estava olhando para a direção errada. É divertido quando um roteiro consegue fazer isso sem parecer forçado.
Will Smith está extremamente confortável no papel, equilibrando elegância, confiança e um certo mistério. O resultado é um filme leve, estiloso e cheio de personalidade.
Talvez não seja um daqueles filmes que mudam sua vida, mas é um entretenimento de ótima qualidade, com ritmo envolvente, bons diálogos e reviravoltas suficientes para prender a atenção até o fim. É exatamente o tipo de filme que eu assistiria novamente sem dificuldade.
O Grande Herói
3.8 484 Assista AgoraO Grande Herói me deixou com aquela sensação rara de que, às vezes, a realidade consegue ser mais impactante do que qualquer roteiro de ficção.
O filme não tenta transformar a guerra em espetáculo. Pelo contrário, mostra o quanto ela é caótica, brutal e imprevisível. Não existem vitórias fáceis, frases de efeito a todo momento ou heróis invencíveis. Existem homens comuns, extremamente bem treinados, tentando cumprir sua missão enquanto enfrentam situações que fogem completamente do controle.
Mark Wahlberg entrega um Marcus Luttrell convincente, mas o grande mérito do filme é fazer com que toda a equipe importe. Você sente a irmandade entre aqueles homens, a confiança construída ao longo dos anos e o compromisso inabalável de nunca abandonar um companheiro. Isso faz com que cada perda tenha um peso enorme.
As cenas de combate são intensas justamente porque parecem reais. A violência não é estilizada; ela machuca. Cada queda, cada disparo e cada decisão transmitem o desgaste físico e psicológico daqueles soldados. Em vários momentos, tive a impressão de estar assistindo menos a um filme de ação e mais ao relato de uma operação que deu terrivelmente errado.
O que mais me marcou, porém, foi o contraste entre a violência da guerra e o gesto de humanidade que muda completamente a história. Em meio ao conflito, ainda existe espaço para honra, compaixão e para o cumprimento de um código moral que vale mais do que a própria sobrevivência. É justamente esse contraste que torna a narrativa tão poderosa.
Saber que a história é baseada em fatos reais torna tudo ainda mais difícil de assistir. Ao final, fiquei com um enorme respeito pelos homens da Operação Red Wings e por todos aqueles que enfrentam esse tipo de realidade longe das câmeras.
O Grande Herói é um filme sobre coragem, lealdade e sacrifício. Não apenas um excelente filme de guerra, mas uma homenagem emocionante a homens que permaneceram fiéis uns aos outros até o fim.
Resgate 2
3.6 295 Assista AgoraDepois de assistir aos dois filmes, fiquei com a impressão de que Resgate e Resgate 2 contam uma única história: a de um homem que acreditava não ter mais nada pelo que viver e, aos poucos, reencontra um motivo para continuar.
O primeiro filme é mais íntimo. Tyler Rake luta para resgatar um garoto, mas, na verdade, parece estar tentando resgatar a si mesmo. Cada golpe, cada ferimento e cada decisão carregam o peso da culpa e do luto. A ação é excelente, mas o que realmente prende é a humanidade escondida por trás daquele mercenário aparentemente frio.
Já Resgate 2 amplia tudo. A escala é maior, as sequências de ação são ainda mais ambiciosas e o famoso plano-sequência mostra um nível técnico impressionante. Mesmo assim, o filme não perde de vista seu protagonista. Tyler continua sendo um homem marcado pelas próprias cicatrizes, mas agora existe uma diferença importante: ele já não luta apenas porque não teme a morte; luta porque voltou a encontrar valor na vida.
Chris Hemsworth merece muito crédito por isso. É fácil enxergar apenas o físico e o carisma, mas sua interpretação transmite desgaste, exaustão e vulnerabilidade de uma forma que faz Tyler parecer um ser humano de verdade. Ele convence tanto nos momentos de silêncio quanto nas cenas de combate.
O que mais gosto nessa franquia é que ela nunca transforma seu protagonista em um super-herói. Tyler sangra, falha, sente dor e paga um preço por cada vitória. Isso faz com que cada confronto tenha consequências e torna a ação muito mais envolvente.
Para mim, Resgate é um dos grandes filmes de ação dos últimos anos, e Resgate 2 consegue a rara façanha de expandir seu universo sem perder a essência. Juntos, formam uma história sobre redenção, sacrifício e a escolha de continuar vivendo mesmo quando a vida parece já ter levado tudo.
Mal posso esperar pelo terceiro filme.
Resgate
3.5 804 Assista AgoraFui assistir Resgate esperando um filme de ação. Encontrei muito mais do que isso.
Sim, há perseguições, explosões e cenas de combate extremamente bem coreografadas. Mas o que realmente sustenta o filme é Tyler Rake. Ele não é o típico herói invencível; é um homem quebrado, carregando um peso que transforma cada decisão em algo mais do que uma simples missão.
Chris Hemsworth entrega uma atuação que equilibra brutalidade e humanidade. A violência nunca parece gratuita. Cada luta transmite cansaço, dor e sobrevivência. Quando Tyler apanha, sentimos o impacto. Quando ele continua em frente, entendemos que não é por orgulho, mas porque encontrou um propósito, ainda que temporário.
O famoso plano-sequência é impressionante não apenas pela técnica, mas pela forma como nos coloca dentro do caos. Poucos filmes recentes conseguem fazer a ação parecer tão física e tão próxima.
Também gostei do contraste entre a brutalidade da missão e os momentos silenciosos, em que Tyler demonstra uma compaixão quase inesperada. Isso impede que o personagem se torne apenas uma máquina de combate.
No fim, Resgate me passou a sensação de que coragem não é ausência de medo ou dor, mas a decisão de seguir em frente apesar deles. É um filme que entrega exatamente o que promete em termos de ação, mas surpreende ao oferecer um protagonista com profundidade suficiente para fazer cada confronto importar.
Para mim, é um dos melhores filmes de ação da última década e uma prova de que um bom filme do gênero não depende apenas de explosões, mas de um personagem pelo qual realmente vale a pena torcer.
Malena
3.9 420 Assista AgoraEntrei esperando um filme sobre uma mulher extraordinariamente bonita. Saí pensando em como as pessoas conseguem ser extraordinariamente cruéis.
Malena fala sobre desejo, mas, acima de tudo, fala sobre solidão. É doloroso perceber que a personagem quase nunca é enxergada por quem realmente é. Homens a transformam em fantasia. Mulheres a transformam em inimiga. E, no meio disso tudo, sobra uma pessoa tentando apenas sobreviver.
A narrativa pelos olhos de Renato torna tudo ainda mais interessante. No começo, vemos Malena através da idealização de um adolescente; aos poucos, essa fantasia se desfaz e dá lugar à compaixão. É como assistir ao nascimento da maturidade.
Monica Bellucci é magnética, mas o que mais me marcou foi sua capacidade de transmitir emoções quase sem palavras. Há uma dignidade silenciosa na personagem que permanece mesmo quando tudo ao seu redor tenta destruí-la.
Também fiquei impressionado com a fotografia e com a trilha de Ennio Morricone. Há cenas que parecem pinturas, e a música consegue carregar sentimentos que os personagens não conseguem expressar.
Para mim, Malena acabou sendo menos um filme sobre beleza e muito mais sobre o peso do julgamento, da inveja e da hipocrisia. É um daqueles filmes que continuam ecoando depois que terminam, porque fazem a gente refletir sobre quantas vezes uma sociedade condena alguém simplesmente por projetar nela seus próprios desejos, frustrações e preconceitos.
Um clássico que merece ser lembrado não apenas pela beleza de Monica Bellucci, mas pela humanidade e pela tristeza que carrega.
Caravana de Mulheres
3.7 7 Assista AgoraMostrando como se fazer um filme feminista sem seguir uma agenda irreal. Esse filme é muito bom! Um dos melhores que eu ja assisti do genero.
A Lei do Mais Valente
3.6 4Hoje em dia o "indian face" de alguns atores brancos colocados nos papeis de indios americanos daria problema. Mas nem isso apaga como esse filme é diveritdo! Clint Walker é um tipico heroi americano. Vale muito a pena ver.
Quando o Sexo é Pecado
2.4 4A temática nem é a pior coisa do filme, que tem, claramente, o objetivo de ser contraditório mesmo. Mas a execução é muito ruim. Forçado demais em vários momentos, se tornando meio que uma paródia ruim do tema.
Calígola e Messalina
2.7 4Esse é ruim com força heim, Jesus amado.
Akuemon
3.2 3Uma historia corrida. Que poderia ser mais cativante ainda se tivesse mais duração. É profunda. Mas poderia ser muito mais.
O Grande Dragão Branco
3.5 634 Assista AgoraFilme nota 10/10
Van Damme no auge fisico e atlético. Bolo Yeung sendo um baita vião. Karate. Dim Mak. Trilha sonora mais legal de um filme de luta ja feito. Par romantico absurdamente gata, elenco de apoio carismatico (e que acabamos de perder Donald Gibb, o Ray em 12/05/2026). E principalmente, artistas marciais de verdade fazendo as cenas de luta. Nada poderia ser melhor.
O Justiceiro: Uma Última Morte
3.5 117 Assista AgoraTem uma baita cara de fan-film, mas é um fan-filme de primeira qualidade. Visceral, violento e um tanto quanto perturbador.
A Marvel quando quer, ultimamente, consegue fazer coisa boa, o ruim é que ela não anda querendo. Mas principalmente as produçoes +18 são muito boas.
Jon Bernthal genial no papel, como sempre, ele consegue como ninguem passar a imagem de um Frank assombrado pelo passado e perturbado.
Só não entendi por que ele não matou a mulher lá logo de cara. Foi só pra fazer acontecer um dilema no final entre matar a vilã ou salvar a criança. Previsível demais esse ponto.
Um Dia Muito Especial
4.4 94Sophia Loren e Marcello Mastroianni... Preciso dizer algo a mais?
A Pervertida
3.0 79A Carla é uma das garotas mais lindas que eu ja vi. Zero defeitos.. e esse é o único ponto alto do filme que pra ser ruim precisaria melhorar muito.
Pornochanchada da pior espécie. Tudo é ruim nesse filme.
Boccaccio '70
3.8 21 Assista AgoraQuatro histórias maravilhosas e muito divertidas de se assistir. Só diretor bom e atores competentes. Obviamente o destaque fica pra Sophia Loren em "La Riffa"... Esbanjando carisma e beleza ímpar. Que mulher!
Falando Grego
3.1 358 Assista AgoraÉ água com açúcar? É... mas é um água com açúcar tão gostosinho que vale muito a pena. Os personagens sao carismáticos, e fazem a gente simpatizar com eles. Fora as paisagens gregas que valem muito a pena.
Desculpa, Mas Eu Quero Casar
3.4 61Não chega aos pés do primeiro mas ainda assim é divertido. Apesar de ser meio atropelado, eu gostei muito de saber mais dos pais da Niki, por exemplo.
O grande problema do filme pra mim, é a própria Niki, que consegue estar ainda mais imatura que no primeiro filme, mesmo estando ja mais velha.
Sacré Collège!
3.2 2O enredo é apenas uma desculpa esfarrapada para pornografia gay. Nao tem nada mais do que isso. Não deu nem pra terminar de ver.
A História de 'O'
3.0 26 Assista AgoraTirando o claro exagero em expressar a temática BDSM (o que confunde a cabeça de muita gente que nao estuda o tema), é um filme ate interessante justamente porque busca chocar. E na época deve ter feito isso muito bem.
No mais, Corinne Clery esta bem, claro que o papel nao exige mestria interpretativa, mas funciona.
Ja Udo Kier, que intepreta Rene, me fez muita raiva. Que ator mequetrefe....