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Últimas opiniões enviadas

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  • Leandro Andrade

    O filme é uma obra-prima, mas não exatamente pelas qualidades mais aparentes, como a belíssima fotografia, a marcante trilha sonora ou o desempenho dos atores. Por trás da história de um homem rude que não desiste da missão de resgatar a sobrinha capturada por índios comanches, o cineasta John Ford desconstrói os mitos do cowboy enquanto herói e enquanto encarnação do self made man.

    John Wayne interpreta Ethan Edwards, um veterano da Guerra de Secessão norte-americana que, 3 anos o término do conflito, volta para o Texas para visitar o irmão. Interessante notar o modo como Ethan, na primeira parte do filme (que antecede o ataque dos índios) olha lascivamente a cunhada Martha (Dorothy Jordan), que, desde a belíssima cena que abre o filme, olha-o com grande afeto e ternura, para depois, na cena em que ele decide se juntar aos patrulheiros, demonstrar que esse afeto vai além do deveria, quando esta alisa demoradamente o casaco de Ethan, antes de entrega-lo a ele.

    Mais interessante ainda é constatar que Ethan, sendo texano, lutou ao lado dos Estados Confederados, o que implica que ele se opunha ao fim da escravidão. Este racismo inerente ao personagem, apesar do tratamento sutil dado pela direção e pelo roteiro, não deve ser deixado de lado. Ao longo veremos Ethan demonstrar com violência seu ódio pelas outras raças, seja discriminando seu parceiro mestiço Martin Pawley (Jeffrey Hunter) - que, quando menino, teria sido salvo por Ethan depois que índios massacraram sua família - ou quando ele revela a intenção de matar a sobrinha depois de considerar que ela poderia ter se tornado uma selvagem após longo convívio com os índios comanches.

    A cena em que ele atira insana e indiscriminadamente em um bando de bisões, bradando que assim impedirá que os índios tenham o que caçar o com o que se alimentar, é, ao meu ver, antológica. Junte-se a estas cenas uma outra, no início do filme, em que diz que só se faz um juramento na vida e que ele já havia jurado lealdade à causa confederada (isto é, a manutenção do escravismo), e então poderemos montar um panorama que nos permita compreender melhor a crítica proposta pelo diretor.

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  • Leandro Andrade

    Esta temporada teve momentos espetaculares e marcantes, como o ataque surpresa de Daenerys aos Lannisters e Tarlys em High Garden e a luta contra o urso polar nas terras além da Muralha.

    Momentos lindos como o fim de Mindinho e a vingança de Arya contra os responsáveis pelo Casamento Vermelho.

    Momentos tristes, com a morte de Vyserion. E forçado, afinal, se eu fosse o Rei da Noite, teria jogado a lança no dragão que a Daenerys estava em cima. Mas... the show most go on.

    E momentos imbecis e decepcionantes, com a ideia estúpida de Jon Snow de ir além da Muralha, e outros piegas, como aquele em que ele chama Daenerys de "Dani". Blerghh...

    Minha avaliação da 7ª Temporada de Game of Thrones fica assim:
    1. Dragonstone - ★★★★½
    2. Stormborn - ★★★★½
    3. The Queen's Justice - ★★★★★
    4. The Spoils of War - ★★★★★
    5. Eastwatch - ★★★★½
    6. Beyond the Wall - ★★★½
    7. The Dragon and the Wolf - ★★★★½
    NOTA FINAL: 8,0

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  • Leandro Andrade

    Quem nunca fumou um baseado, quem nunca acessou as fantasias mais recônditas de uma mulher, e nunca desconfiou da "versão oficial dos fatos" jamais entenderá ou apreciará verdadeiramente esse filme. Parece uma brincadeira descompromissada e nonsense. E de fato o filme é isso, mas apenas em sua superfície. E abaixo dessa tênue aparência, Paul Thomas Anderson nos entrega um visão do mundo atual, ainda influenciado pelos acontecimentos do século XX, principalmente. PTA parece apontar para a constatação de problemas como o pós-modernismo identitário que cresce dentro da esquerda, enquanto a direita assume sua face mais extrema e fascista, o problema da criminalização das drogas versus o vício com uma questão de saúde, são ecos por um lado, do movimento hippie e dos movimentos por direitos civis e sociais (movimento negro, feminismo...), mas por outro, também são do anti-comunismo da Guerra Fria, do nazi-fascismo que ascendeu na Europa na década de 1930, seja como frutos deles, seja como reação a eles.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Maria Clara Capel
    Maria Clara Capel

    Tava procurando filmes sobre refugiados e você fez uma lista deles, obrigada :))

  • Adriel Barreto
    Adriel Barreto

    Valeu por aceitar, Leandro!

    Bem-vindo aí, amigo cinéfilo!