Há uma ironia interessante aqui: Sonhos de Trem é visualmente um dos filmes mais belos que já vi na vida. Mas, p*rra, como pode um filme tão deslumbrante ser tão devastador? Vi na madrugada e não consegui dormir porque não consegui parar de pensar no que aconteceu aqui.
Passei boa parte do longa querendo sentir o cheiro da flroesta, a brisa do vento, os raios de sol que passavam entre as árvores altas, as águas geladas do rio e até mesmo a neblina dentro de todos os cenários apresentados, de tão palpável que é atmosfera criada pela fotografia do brilhante Adolpho Veloso. Em outro momento, mesmo rodeado por essa força etérea da natureza que irradia vida, tudo que eu mais queria era dar um abraço no Robert como uma tentativa desesperada de tentar aliviar o seu sofrimento.
Fui pego de surpresa porque eu imaginava que era apenas um filme contemplativo, com uma fotografia bonita, mas encontrei uma experiência quase inenarrável, com uma lapada forte sobre conexão, adaptação e a eterna e misteriosa busca constante por algo que provavelmente nunca chegará.
Encontrei meu 2º filme favorito entre os indicados ao Melhor Filme no Oscar 2026.
Definitivamente uma das melhores experiências que eu já tive em uma sala de cinema. Um sonho realizado, já que Kill Bill (principalmente o vol. 1) é uma das minhas obras favoritas. Do nada eu chorando com a cena do Hanzo Hattori, que por muitos motivos é o capítulo que mais gosto.
Eu sou um dos defensores de Avatar. Quando alguém fala que os filmes não têm roteiro, eu passo pano e digo que a experiência como um todo é, sim, muito interessante. Quando vi O Caminho da Água e, agora, Fogo e Cinzas, fiquei o filme inteiro pensando: “Meu Deus, é a coisa mais linda que já vi”. E, nesse terceiro, há duas cenas bem fortes, que emocionaram não só a mim, mas também várias pessoas na sala de cinema (lotada).
Porém, contudo, entretanto, tenho que admitir… Fogo e Cinzas é idêntico ao segundo filme. Sério, é um remake do filme anterior. Os dois primeiros atos apresentam muitos elementos legais, além de cenas fortes e interessantes. Mas o terceiro ato é idêntico ao filme anterior, até as falhas são as mesmas. O drama é o mesmo, o vilão é o mesmo, as cenas são praticamente iguais.
É uma experiência linda, que, sim, emociona e, sim, deve ser visualmente a coisa mais bonita que já vi, mas foi exatamente o que eu senti no anterior. A mesmíssima coisa.
Confesso que estava sem muita expectativa para esse filme, principalmente pelo fato de ter sido feito tão rapidamente. Achei que viria algo meia-boca e malfeito, mas o resultado me surpreendeu.
Adorei a dinâmica dos quatro (cinco, com o H.E.R.B.I.E), que realmente é a alma da história. A Sue tem um papel incrível na trama.
O visual do filme é muito legal, e os efeitos especiais são realmente bem feitos, principal nas cenas do espaço. A Surfista Prateada é imponente e muito interessante. Os únicos pontos negativos são os efeitos do Sr. Fantástico se esticando, e o fato das chamas do Johnny parecerem mais efeitos luminosos que emulam fogo do que fogo em si.
O melhor de tudo é que a história é totalmente independente; não precisa ver nada do MCU para entender o que tá rolando. A história tem início, meio e fim. Redondinha e direta.
E como é gostoso ver cenários reais e perceber que os atores realmente estão ali. Além do fato de ver os dragões belíssimos à luz do dia - e não à noite, para esconder os efeitos especiais duvidosos.
Remakes são desnecessários? Sim. Gosto de ver novas perspectivas de histórias já contadas? Sim.
Nesse remake, eles fizeram um ctrl + c + ctrl + v completo da animação, adaptando fielmente quadro por quadro, até mesmo os trejeitos dos personagens. Me surpreendi, porque ficou muito bom, sério. Mesmo sendo um produto para ser vendido, é notável que o Dean DeBlois se entregou de corpo, alma e coração para trazer sua animacão para o live-action de uma maneira que respeita, valoriza e emociona como a obra original.
A Yelena da Florence Pugh é a alma do filme. Segura demais, você consegue sentir o peso das emoções dela. Eu gostei de alguns momentos de interação da equipe, mesmo que as piadinhas toscas acabem prejudicando essa dinâmica.
O Guardião Vermelho é terrível, eu só suporto porque é o g* do David Harbour, mas, tirando isso, é o pior personagem do filme.
Gostei da história e dos efeitos práticos, mas também acho que poderia ter um pouco mais de cor. Cinzento demais.
Só quero deixar registrado que hoje vou dormir com dor de cabeça, porque simplesmente não consigo parar de chorar. Nem lembro a última vez que isso aconteceu.
Assisti chorando. Quando terminou, continuei chorando por mais duas horas. Agora, escrevo isso ainda em lágrimas. Vou dormir assim.
Importante: não é tristeza, é contemplação. É beleza. E não apenas beleza - é, sem dúvidas, uma das coisas mais encantadoras que tive a fortuna de apreciar.
Enxerguei o meu gatinho o tempo inteiro ali, mesmo ele sendo branco dos olhos azuis. Mas o olhar, O OLHAR, cara, sem palavras.
O Sam Wilson é, sem dúvida, um dos meus personagens favoritos do MCU. Sua escolha como Capitão América foi certeira, e ele carrega o legado do Steve Rogers com honra, carisma e imponência. O Joaquín Torres como o Falcão também é um personagem carismático e promissor. A relação dos dois é muito boa de acompanhar.
No entanto, o filme deixa muito a desejar. A produção parece um episódio estendido de uma série da Marvel, sem o peso narrativo que um longa-metragem do Capitão deveria ter. Aliás, Falcão e o Soldado Invernal foi bem mais interessante, conseguindo abordar questões sociais com mais profundidade e seriedade, além de desenvolver melhor o Sam como protagonista. Aqui, tudo parece superficial, sem o devido aprofundamento político e social que a história e o personagem pediam.
Fico triste pelo Anthony Mackie, que merecia um filme à altura da importância do seu Capitão América. Ainda assim, ele é a alma do filme e prova, mais uma vez, que não há escolha melhor para suceder o Steve Rogers. Quero continuar acompanhando o Capitão do Sam - e ele precisa de um filme melhor.
Fazia tempo que eu não assistia a um filme tão deliciosamente caótico. Normalmente, não gosto muito de cenas em que todos os personagens falam (ou gritam) ao mesmo tempo, tornando vários diálogos ininteligíveis. Porém, em Anora, esse caos só enriquece as cenas, despertando ainda mais curiosidade sobre o que vem a seguir. É incrível como o acontecimento mais caótico é sempre o próximo, e isso mantém tudo muito envolvente, a ponto de você ficar inclinado na ponta da cadeira atento a cada detalhe
O elenco inteiro é espetacular.
Dito isso, meu coração está super apertado por conta da cena final. O filme pode soar longo demais em determinado momento (não me afetou), mas cada segundo conta para dar corpo ao clímax, com os minutos finais cravando uma conclusão que vale pelo filme inteiro. Acho que passarei dias refletindo sobre o que aconteceu, eu achei que estivesse preparado - mas não estava.
Assisti a "Aftersun" no sábado passado (18) e foi uma mistura de sentimentos. A Sophie me ganhou demais, que menina preciosa. Já o Calum é realmente complexo e você pode ter mil interpretações a respeito dele. Curioso o fato de que, apesar de ser um filme com um ritmo mais lento e reflexivo, ele é intenso em cada segundo, como se fosse uma bomba prestes a explodir. Eu fiquei em uma montanha-russa de desconforto o tempo inteiro, até nos momentos mais "alegres", porque a melancolia permeia cada detalhe, mesmo que às vezes seja latente.
Passei a semana inteira com o filme na cabeça. Hoje, sete dias depois, fui fazer meu café da manhã e eu simplesmente comecei a chorar lembrando da última cena, com aquela versão arrebatadora de "Under Pressure" - que, aliás, é uma música que eu amo. Fiquei pensando na minha relação com o meu pai - que é muito boa - e no quanto ele é importante pra mim. Quando começou a tocar, por alguns segundos eu jamais imaginei que viria uma pancada daquelas, mas logo que comecei a pensar na letra, tudo foi fazendo sentido. Acho que vai ser impossível ouvi-la sem pensar nessa cena daqui pra frente. Ah, assim como a Sophie cantando "Losing My Religion".
Meus filmes favoritos são os que eu começo a sentir de verdade após alguns dias, e que ficam por semanas, meses - e até pra sempre - ecoando na cabeça e trazendo reflexões à medida que o tempo passa. "Aftersun" está sendo assim, crescendo cada vez que revisito nos meus pensamentos e sentimentos.
Eu acho que as pessoas estão tão acostumadas com filmes que soltam piadinhas toscas a cada 2 minutos e que possuem protagonistas rasos e monocromáticos, que quando se deparam com uma história assim fica uma sensação de estranhamento.
Filme muito bom, fiquei fascinado e imerso no universo apresentado. Comecei não curtindo o Joshua mas aprendi a entender ele. Eu gosto quando encontro personagens assim.
Na última sexta-feira (16), eu estava tendo uma noite um pouco angustiante, pensando no horror de ter consciência da realidade do mundo. Quis assistir algo que me fizesse bem, algo que tirasse a minha cabeça do caos por algumas horinhas. Pensei em ver diversas coisas, mas por algum motivo caí de paraquedas nesse filme.
Após assistir, posso dizer que eu NECESSITAVA dessas 2 horas imerso na vida deste homem. Embora o ritmo seja lento, cada minuto é valioso. O título do filme é bem direto, mas a compreensão vem quando você assiste. Cada momento vivido pelo Hirayama em sua rotina convencional é de uma sensibilidade incessante. Vivi tudo aquilo junto com ele, apreciando cada momento.
Recebi todos os sentimentos positivos que eu precisava, não só durante os 123 minutos do longa, mas em todos os dias subsequentes.
Na filosofia japonesa, existe um conceito filosófico chamado "Mono no Aware", que se traduz como "a beleza efêmera das coisas" e enfatiza a apreciação das experiências momentâneas e a consciência da transitoriedade da vida; a fugacidade da juventude, o desbotamento do romance e a mudança das estações do ano não devem ser lamentados, mas apreciados por sua impermanência, pois é daí que vem a sua beleza.
Que filme gostoso de assistir. Ver a Jennifer Lawrence em um papel assim me pegou demais. Tava com muita saudade de uma história nesse estilo. A comédia muito contagiante, me acabei de rir. Gostei da parte dramática também, que é o motiva a personagem da Jannifer a se meter em todo esse rolê com o Percy, que é um personagem que eu gostei mais do que esperava. Aquela cena do piano é uma da mais bonitas que vi recentemente. A gente sente todos os sentimentos da Maddie por conta do trabalho incrível da Jennifer, que consegue entregar até mesmo sentada, quase estática.
E a cena da praia, sei nem o que dizer, kkkkkkkk. Genial - e corajosa!
Oppenheimer conta muito bem a sua história, de maneira honesta e até mesmo inflada, construindo um Oppenheimer cheio de camadas e sem tentar taxá-lo como herói ou vilão. A gente consegue ver a história através dos olhos dele, que é o que o diretor queria desde o início. Cillian tem uma atuação incrível, assim como os coadjuvantes que também brilham muito.
Os filmes do Nolan têm uma característica que me prende demais, que é conseguir criar uma expectativa crescente, quase sem fim, para algo que vai acontecer em algum momento, através dos diálogos e do visual, mas, principalmente, pelos efeitos sonoros.
Aqui, eu nem preciso dizer qual é o momento mais aguardado, né? Mas o melhor de tudo nem é a cena em si, mas o que vem antes e o que vem depois. Os efeitos sonoros e a trilha - e até mesmo o silêncio - têm vida própria, é incrível. Você fica ansioso, nervoso, quase sem ar, esperando o clímax vir, e o som é o maior responsável de tudo isso.
Vale muito a pena ver nos cinemas, pra quem tiver a oportunidade.
Greta e Margot foram luz demais aqui. O filme supriu todas as minhas expectativas, trazendo uma história madura, cômica e repleta de camadas. O equilíbrio perfeito entre drama, comédia e aventura, tudo na medida certa. Ri demais, de maneira espontânea, e me emocionei em vários momentos.
O melhor de tudo é que o roteiro não poupa as críticas e não deixa nada em subtextos: ele é direto, as críticas são ásperas, e têm sua complexidade até onde é possível mostrar, já que se trata de um blockbuster norte-americano que conversa com diferentes públicos. Mas a Greta foi além, e conseguiu criar uma história afiadíssima.
Acompanho o Ryan Gosling há anos e nunca curti a atuação dele, porém, ele finalmente me convenceu com o seu Ken. Ouso dizer que, em alguns momentos, ele ofusca até a Margot.
O furacão rosa chegou com tudo.
Ah! E só digo uma coisa: preparem-se para o chororô, em vídeos e postagens, de homens que vão se sentir ofendidos com o roteiro de Barbie. Greta Gerwig não poupou as críticas em momento algum, é tudo direto, na cara, o tempo inteiro. E isso é bom.
Sendo que, se a depressão fosse um filme, seria este daqui. Quando acabou fiquei triste e com vontade de sair correndo pro mais longe que eu puder dessa história, desse local e dessas pessoas, assim como X personagem fez.
Após 13 anos, finalmente pude realizar um sonho de assistir Avatar em uma tela IMAX 3D Estou até agora completamente deslumbrado. Que experiência!
Visualmente foi, provavelmente, o filme mais lindo que já assisti. Uma imersão sem igual, onde parecia que eu estava vivendo dentro daquele mundo onde tudo aquilo é real e nada poderia me convencer de que é computação gráfica.
É tão lindo que dá vontade de chorar. E a história, por mais repetitiva que seja dentro da narrativa, também emociona muito. Ver a conexão dos Na'Vi com os animais de Pandora, principalmente os da água, é algo que toca no ponto mais profundo do coração. Acertaram demais em trabalhar essas conexões. O James Cameron é um ambientalista fervoroso e deu pra ver que ele fez tudo com o intuito de conscientizar o público sobre a preservação da vida no oceano. Então, além de tudo, Avatar - O Caminho da Água é necessário e importante. O título agora faz total sentido.
A única parte que eu não amei tanto foi o terceiro ato das batalhas extremamente repetitivas. Poderiam ter encurtado bem mais essas cenas e aumentado o segundo ato onde eles estão "conhecendo" o oceano. Eu ficaria horas contemplando aquelas cenas sem nem piscar.
Dito isso, James Cameron pai do cinema - e salvador dos oceanos.
Wakanda Forever proporcionou a experiência mais diferente que eu já tive em um filme da Marvel nos cinemas.
Na abertura do filme, um silêncio ensurdecedor tomou conta da sala imensa e completamente lotada. Você sequer ouvia as respirações. Após a introdução, enfim deu pra ouvir alguns suspiros que exalavam lamento e tristeza pela perda do nosso Pantera Negra. Em seguida, aplausos contidos com uma melancolia agridoce. . Durante o filme inteiro, palmas e reações mais elevadas surgiram em poucos momentos, nas cenas específicas que, quem assistiu, já deve ter uma noção.
No final, novamente aquele silêncio que arrepiou até a alma, palmas contidas mas verdadeiras, de reverência e respeito, e pequenos sussurros de lamentos, mas de esperança também.
É incrível como as pessoas são facilmente manipuladas e condicionadas a repetir algo sem nem absorver o que foi dito ou visto.
Foi só uma certa figura adorada pelo público "anti-lacração" afirmar que não existe "lacração" no filme, que os robôs tão repetindo isso sem parar.
Adão Negro tem 3 protagonistas negros, alterou etnia de personagens dos quadrinhos, tem um roteiro que, mesmo de maneira rasa, fala sobre colonialismo, imperialismo e escravidão, além de toda a questão racial dos moradores de Kahndaq.
Todos esses elementos, em qualquer outro filme, são chamados de "lacração". Mas os robôs continuam repetindo que isso não existe aqui, ou por não conseguirem absorver por conta das lutas excessivas, ou por apenas repetirem o que certa figura aí conhecida (que também não absorveu o filme) disse em um tweet.
Sonhos de Trem
3.7 344 Assista AgoraHá uma ironia interessante aqui: Sonhos de Trem é visualmente um dos filmes mais belos que já vi na vida. Mas, p*rra, como pode um filme tão deslumbrante ser tão devastador? Vi na madrugada e não consegui dormir porque não consegui parar de pensar no que aconteceu aqui.
Passei boa parte do longa querendo sentir o cheiro da flroesta, a brisa do vento, os raios de sol que passavam entre as árvores altas, as águas geladas do rio e até mesmo a neblina dentro de todos os cenários apresentados, de tão palpável que é atmosfera criada pela fotografia do brilhante Adolpho Veloso. Em outro momento, mesmo rodeado por essa força etérea da natureza que irradia vida, tudo que eu mais queria era dar um abraço no Robert como uma tentativa desesperada de tentar aliviar o seu sofrimento.
Fui pego de surpresa porque eu imaginava que era apenas um filme contemplativo, com uma fotografia bonita, mas encontrei uma experiência quase inenarrável, com uma lapada forte sobre conexão, adaptação e a eterna e misteriosa busca constante por algo que provavelmente nunca chegará.
Encontrei meu 2º filme favorito entre os indicados ao Melhor Filme no Oscar 2026.
Kill Bill: The Whole Bloody Affair
4.4 47 Assista AgoraDefinitivamente uma das melhores experiências que eu já tive em uma sala de cinema. Um sonho realizado, já que Kill Bill (principalmente o vol. 1) é uma das minhas obras favoritas.
Do nada eu chorando com a cena do Hanzo Hattori, que por muitos motivos é o capítulo que mais gosto.
Dito isso, f*da-se o escr*to do Tarantino.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 291 Assista AgoraEu sou um dos defensores de Avatar. Quando alguém fala que os filmes não têm roteiro, eu passo pano e digo que a experiência como um todo é, sim, muito interessante.
Quando vi O Caminho da Água e, agora, Fogo e Cinzas, fiquei o filme inteiro pensando: “Meu Deus, é a coisa mais linda que já vi”. E, nesse terceiro, há duas cenas bem fortes, que emocionaram não só a mim, mas também várias pessoas na sala de cinema (lotada).
Porém, contudo, entretanto, tenho que admitir… Fogo e Cinzas é idêntico ao segundo filme. Sério, é um remake do filme anterior. Os dois primeiros atos apresentam muitos elementos legais, além de cenas fortes e interessantes. Mas o terceiro ato é idêntico ao filme anterior, até as falhas são as mesmas.
O drama é o mesmo, o vilão é o mesmo, as cenas são praticamente iguais.
É uma experiência linda, que, sim, emociona e, sim, deve ser visualmente a coisa mais bonita que já vi, mas foi exatamente o que eu senti no anterior. A mesmíssima coisa.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 545 Assista AgoraOlha, surpreendeu!
Confesso que estava sem muita expectativa para esse filme, principalmente pelo fato de ter sido feito tão rapidamente. Achei que viria algo meia-boca e malfeito, mas o resultado me surpreendeu.
Adorei a dinâmica dos quatro (cinco, com o H.E.R.B.I.E), que realmente é a alma da história. A Sue tem um papel incrível na trama.
O visual do filme é muito legal, e os efeitos especiais são realmente bem feitos, principal nas cenas do espaço. A Surfista Prateada é imponente e muito interessante.
Os únicos pontos negativos são os efeitos do Sr. Fantástico se esticando, e o fato das chamas do Johnny parecerem mais efeitos luminosos que emulam fogo do que fogo em si.
O melhor de tudo é que a história é totalmente independente; não precisa ver nada do MCU para entender o que tá rolando. A história tem início, meio e fim. Redondinha e direta.
Valeu a pena.
Como Treinar o seu Dragão
4.1 286 Assista AgoraE como é gostoso ver cenários reais e perceber que os atores realmente estão ali. Além do fato de ver os dragões belíssimos à luz do dia - e não à noite, para esconder os efeitos especiais duvidosos.
Aprende, Disney!
Como Treinar o seu Dragão
4.1 286 Assista AgoraRemakes são desnecessários? Sim.
Gosto de ver novas perspectivas de histórias já contadas? Sim.
Nesse remake, eles fizeram um ctrl + c + ctrl + v completo da animação, adaptando fielmente quadro por quadro, até mesmo os trejeitos dos personagens.
Me surpreendi, porque ficou muito bom, sério. Mesmo sendo um produto para ser vendido, é notável que o Dean DeBlois se entregou de corpo, alma e coração para trazer sua animacão para o live-action de uma maneira que respeita, valoriza e emociona como a obra original.
Muito massa.
Thunderbolts*
3.4 457 Assista AgoraA Yelena da Florence Pugh é a alma do filme. Segura demais, você consegue sentir o peso das emoções dela. Eu gostei de alguns momentos de interação da equipe, mesmo que as piadinhas toscas acabem prejudicando essa dinâmica.
O Guardião Vermelho é terrível, eu só suporto porque é o g* do David Harbour, mas, tirando isso, é o pior personagem do filme.
Gostei da história e dos efeitos práticos, mas também acho que poderia ter um pouco mais de cor. Cinzento demais.
Flow
4.2 576Só quero deixar registrado que hoje vou dormir com dor de cabeça, porque simplesmente não consigo parar de chorar. Nem lembro a última vez que isso aconteceu.
Assisti chorando. Quando terminou, continuei chorando por mais duas horas. Agora, escrevo isso ainda em lágrimas. Vou dormir assim.
Importante: não é tristeza, é contemplação.
É beleza. E não apenas beleza - é, sem dúvidas, uma das coisas mais encantadoras que tive a fortuna de apreciar.
Enxerguei o meu gatinho o tempo inteiro ali, mesmo ele sendo branco dos olhos azuis. Mas o olhar, O OLHAR, cara, sem palavras.
Transcendi.
Capitão América: Admirável Mundo Novo
2.7 379O Sam Wilson é, sem dúvida, um dos meus personagens favoritos do MCU. Sua escolha como Capitão América foi certeira, e ele carrega o legado do Steve Rogers com honra, carisma e imponência. O Joaquín Torres como o Falcão também é um personagem carismático e promissor. A relação dos dois é muito boa de acompanhar.
No entanto, o filme deixa muito a desejar. A produção parece um episódio estendido de uma série da Marvel, sem o peso narrativo que um longa-metragem do Capitão deveria ter. Aliás, Falcão e o Soldado Invernal foi bem mais interessante, conseguindo abordar questões sociais com mais profundidade e seriedade, além de desenvolver melhor o Sam como protagonista. Aqui, tudo parece superficial, sem o devido aprofundamento político e social que a história e o personagem pediam.
Fico triste pelo Anthony Mackie, que merecia um filme à altura da importância do seu Capitão América. Ainda assim, ele é a alma do filme e prova, mais uma vez, que não há escolha melhor para suceder o Steve Rogers. Quero continuar acompanhando o Capitão do Sam - e ele precisa de um filme melhor.
Anora
3.4 1,2K Assista AgoraFazia tempo que eu não assistia a um filme tão deliciosamente caótico. Normalmente, não gosto muito de cenas em que todos os personagens falam (ou gritam) ao mesmo tempo, tornando vários diálogos ininteligíveis. Porém, em Anora, esse caos só enriquece as cenas, despertando ainda mais curiosidade sobre o que vem a seguir. É incrível como o acontecimento mais caótico é sempre o próximo, e isso mantém tudo muito envolvente, a ponto de você ficar inclinado na ponta da cadeira atento a cada detalhe
O elenco inteiro é espetacular.
Dito isso, meu coração está super apertado por conta da cena final. O filme pode soar longo demais em determinado momento (não me afetou), mas cada segundo conta para dar corpo ao clímax, com os minutos finais cravando uma conclusão que vale pelo filme inteiro. Acho que passarei dias refletindo sobre o que aconteceu, eu achei que estivesse preparado - mas não estava.
Igor é um anjo.
Aftersun
4.0 791Assisti a "Aftersun" no sábado passado (18) e foi uma mistura de sentimentos. A Sophie me ganhou demais, que menina preciosa. Já o Calum é realmente complexo e você pode ter mil interpretações a respeito dele. Curioso o fato de que, apesar de ser um filme com um ritmo mais lento e reflexivo, ele é intenso em cada segundo, como se fosse uma bomba prestes a explodir. Eu fiquei em uma montanha-russa de desconforto o tempo inteiro, até nos momentos mais "alegres", porque a melancolia permeia cada detalhe, mesmo que às vezes seja latente.
Passei a semana inteira com o filme na cabeça. Hoje, sete dias depois, fui fazer meu café da manhã e eu simplesmente comecei a chorar lembrando da última cena, com aquela versão arrebatadora de "Under Pressure" - que, aliás, é uma música que eu amo.
Fiquei pensando na minha relação com o meu pai - que é muito boa - e no quanto ele é importante pra mim.
Quando começou a tocar, por alguns segundos eu jamais imaginei que viria uma pancada daquelas, mas logo que comecei a pensar na letra, tudo foi fazendo sentido. Acho que vai ser impossível ouvi-la sem pensar nessa cena daqui pra frente.
Ah, assim como a Sophie cantando "Losing My Religion".
Meus filmes favoritos são os que eu começo a sentir de verdade após alguns dias, e que ficam por semanas, meses - e até pra sempre - ecoando na cabeça e trazendo reflexões à medida que o tempo passa. "Aftersun" está sendo assim, crescendo cada vez que revisito nos meus pensamentos e sentimentos.
Resistência
3.3 305 Assista AgoraEu acho que as pessoas estão tão acostumadas com filmes que soltam piadinhas toscas a cada 2 minutos e que possuem protagonistas rasos e monocromáticos, que quando se deparam com uma história assim fica uma sensação de estranhamento.
Filme muito bom, fiquei fascinado e imerso no universo apresentado. Comecei não curtindo o Joshua mas aprendi a entender ele. Eu gosto quando encontro personagens assim.
Duna: Parte Dois
4.2 860 Assista AgoraFaz o L de Lisan Al Gaib 👆
Dias Perfeitos
4.2 603 Assista AgoraNa última sexta-feira (16), eu estava tendo uma noite um pouco angustiante, pensando no horror de ter consciência da realidade do mundo.
Quis assistir algo que me fizesse bem, algo que tirasse a minha cabeça do caos por algumas horinhas. Pensei em ver diversas coisas, mas por algum motivo caí de paraquedas nesse filme.
Após assistir, posso dizer que eu NECESSITAVA dessas 2 horas imerso na vida deste homem. Embora o ritmo seja lento, cada minuto é valioso. O título do filme é bem direto, mas a compreensão vem quando você assiste. Cada momento vivido pelo Hirayama em sua rotina convencional é de uma sensibilidade incessante. Vivi tudo aquilo junto com ele, apreciando cada momento.
Recebi todos os sentimentos positivos que eu precisava, não só durante os 123 minutos do longa, mas em todos os dias subsequentes.
Na filosofia japonesa, existe um conceito filosófico chamado "Mono no Aware", que se traduz como "a beleza efêmera das coisas" e enfatiza a apreciação das experiências momentâneas e a consciência da transitoriedade da vida; a fugacidade da juventude, o desbotamento do romance e a mudança das estações do ano não devem ser lamentados, mas apreciados por sua impermanência, pois é daí que vem a sua beleza.
Que Horas Eu Te Pego?
3.3 548Que filme gostoso de assistir.
Ver a Jennifer Lawrence em um papel assim me pegou demais. Tava com muita saudade de uma história nesse estilo.
A comédia muito contagiante, me acabei de rir. Gostei da parte dramática também, que é o motiva a personagem da Jannifer a se meter em todo esse rolê com o Percy, que é um personagem que eu gostei mais do que esperava.
Aquela cena do piano é uma da mais bonitas que vi recentemente. A gente sente todos os sentimentos da Maddie por conta do trabalho incrível da Jennifer, que consegue entregar até mesmo sentada, quase estática.
E a cena da praia, sei nem o que dizer, kkkkkkkk. Genial - e corajosa!
Amei e já quero rever o mais rápido possível.
Oppenheimer
4.0 1,2KOppenheimer conta muito bem a sua história, de maneira honesta e até mesmo inflada, construindo um Oppenheimer cheio de camadas e sem tentar taxá-lo como herói ou vilão. A gente consegue ver a história através dos olhos dele, que é o que o diretor queria desde o início. Cillian tem uma atuação incrível, assim como os coadjuvantes que também brilham muito.
Os filmes do Nolan têm uma característica que me prende demais, que é conseguir criar uma expectativa crescente, quase sem fim, para algo que vai acontecer em algum momento, através dos diálogos e do visual, mas, principalmente, pelos efeitos sonoros.
Aqui, eu nem preciso dizer qual é o momento mais aguardado, né? Mas o melhor de tudo nem é a cena em si, mas o que vem antes e o que vem depois.
Os efeitos sonoros e a trilha - e até mesmo o silêncio - têm vida própria, é incrível. Você fica ansioso, nervoso, quase sem ar, esperando o clímax vir, e o som é o maior responsável de tudo isso.
Vale muito a pena ver nos cinemas, pra quem tiver a oportunidade.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraGreta e Margot foram luz demais aqui.
O filme supriu todas as minhas expectativas, trazendo uma história madura, cômica e repleta de camadas. O equilíbrio perfeito entre drama, comédia e aventura, tudo na medida certa. Ri demais, de maneira espontânea, e me emocionei em vários momentos.
O melhor de tudo é que o roteiro não poupa as críticas e não deixa nada em subtextos: ele é direto, as críticas são ásperas, e têm sua complexidade até onde é possível mostrar, já que se trata de um blockbuster norte-americano que conversa com diferentes públicos. Mas a Greta foi além, e conseguiu criar uma história afiadíssima.
Acompanho o Ryan Gosling há anos e nunca curti a atuação dele, porém, ele finalmente me convenceu com o seu Ken. Ouso dizer que, em alguns momentos, ele ofusca até a Margot.
O furacão rosa chegou com tudo.
Ah! E só digo uma coisa: preparem-se para o chororô, em vídeos e postagens, de homens que vão se sentir ofendidos com o roteiro de Barbie. Greta Gerwig não poupou as críticas em momento algum, é tudo direto, na cara, o tempo inteiro. E isso é bom.
A Margor Robbie não é paga pra nos convencer de que é feia, hahahaha. Melhor cena!
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
4.3 557 Assista AgoraVisualmente é uma das coisas mais absurdamente lindas que já vi. Finalmente consegui me adaptar a esse estilo Cartoon/2D/3D.
Mas mesmo com o visual deslumbrante, o roteiro consegue ir ainda além de qualquer coisa.
Miles Morales é ARTISTA. Sem palavras.
E o final, que reviravolta!
Os Banshees de Inisherin
3.9 594 Assista AgoraEngraçado que o gênero do filme é "comédia/drama"
Sendo que, se a depressão fosse um filme, seria este daqui. Quando acabou fiquei triste e com vontade de sair correndo pro mais longe que eu puder dessa história, desse local e dessas pessoas, assim como X personagem fez.
Gostei.
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraEm questões técnicas, faz qualquer filme da Marvel/DC parecer trabalho de conclusão de curso (TCC)
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraE outra, esse filme reafirmou com todas as forças uma das sensações que mais me dá prazer na vida: ver colonizador tomando no c*
Aquele caçador tendo o braço decepado antes de ir de comes e bebes me deu um prazer tão grande que eu até me assustei. Devo me preocupar?
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraApós 13 anos, finalmente pude realizar um sonho de assistir Avatar em uma tela IMAX 3D
Estou até agora completamente deslumbrado. Que experiência!
Visualmente foi, provavelmente, o filme mais lindo que já assisti. Uma imersão sem igual, onde parecia que eu estava vivendo dentro daquele mundo onde tudo aquilo é real e nada poderia me convencer de que é computação gráfica.
É tão lindo que dá vontade de chorar. E a história, por mais repetitiva que seja dentro da narrativa, também emociona muito. Ver a conexão dos Na'Vi com os animais de Pandora, principalmente os da água, é algo que toca no ponto mais profundo do coração. Acertaram demais em trabalhar essas conexões. O James Cameron é um ambientalista fervoroso e deu pra ver que ele fez tudo com o intuito de conscientizar o público sobre a preservação da vida no oceano. Então, além de tudo, Avatar - O Caminho da Água é necessário e importante. O título agora faz total sentido.
A única parte que eu não amei tanto foi o terceiro ato das batalhas extremamente repetitivas. Poderiam ter encurtado bem mais essas cenas e aumentado o segundo ato onde eles estão "conhecendo" o oceano. Eu ficaria horas contemplando aquelas cenas sem nem piscar.
Dito isso, James Cameron pai do cinema - e salvador dos oceanos.
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
3.5 823 Assista AgoraWakanda Forever proporcionou a experiência mais diferente que eu já tive em um filme da Marvel nos cinemas.
Na abertura do filme, um silêncio ensurdecedor tomou conta da sala imensa e completamente lotada. Você sequer ouvia as respirações.
Após a introdução, enfim deu pra ouvir alguns suspiros que exalavam lamento e tristeza pela perda do nosso Pantera Negra. Em seguida, aplausos contidos com uma melancolia agridoce.
.
Durante o filme inteiro, palmas e reações mais elevadas surgiram em poucos momentos, nas cenas específicas que, quem assistiu, já deve ter uma noção.
No final, novamente aquele silêncio que arrepiou até a alma, palmas contidas mas verdadeiras, de reverência e respeito, e pequenos sussurros de lamentos, mas de esperança também.
Chadwick Boseman vive. E o Pantera Negra também.
Adão Negro
3.1 711 Assista AgoraÉ incrível como as pessoas são facilmente manipuladas e condicionadas a repetir algo sem nem absorver o que foi dito ou visto.
Foi só uma certa figura adorada pelo público "anti-lacração" afirmar que não existe "lacração" no filme, que os robôs tão repetindo isso sem parar.
Adão Negro tem 3 protagonistas negros, alterou etnia de personagens dos quadrinhos, tem um roteiro que, mesmo de maneira rasa, fala sobre colonialismo, imperialismo e escravidão, além de toda a questão racial dos moradores de Kahndaq.
Todos esses elementos, em qualquer outro filme, são chamados de "lacração". Mas os robôs continuam repetindo que isso não existe aqui, ou por não conseguirem absorver por conta das lutas excessivas, ou por apenas repetirem o que certa figura aí conhecida (que também não absorveu o filme) disse em um tweet.