É um filme agradável e fácil de assistir, bem na pegada de sessão da tarde. Gostei do plot twist, mas não acho que o nível de complexidade da trama justifique a nota tão alta.
O ponto fortíssimo do filme fica para a fotografia, que está excelente e remete a um filme de época.
Adorei o filme. Inicialmente é apenas uma história de professor e pupilo, mostrando como o rapaz Moncho passa a aprender cada vez mais com seu professor da escola. Ao longo da obra somos apresentados a outros arcos interessantes e a aspectos políticos da época, mas tudo tangencialmente, como se era de esperar que seria a visão de um menino sobre esses assuntos.
Vemos também como alguns personagens republicanos são tratados após a vitória do Governo fascista franquista, e como a intolerância é passada às futuras gerações sem muita dificuldade.
Esse filme nas mãos de Alfonso Cuarón teria sido uma joia, mas a direção e roteiro de Alex Garland deixaram muito a desejar. Como é sua terceira obra dirigida que assisto, creio que eu não goste de sua direção, pois da trilogia 28 Days Later eu sou fã.
Quanto ao filme: é uma obra de quase 2h tratando sobre uma nova Guerra Civil nos EUA do ponto de vista de um grupo de jornalistas que parte para entrevistar o Presidente dos EUA antes que ele perca a guerra. A história ocorre durante o trajeto, com alguns momentos de combate documentados pelos jornalistas. Mas a maior parte do filme é uma longa contemplação sem recompensa.
De tudo nesse filme, eu só ressaltaria a fotografia, a ambientação e atuação de Wagner Moura e Kirsten Dunst. Nem mesmo o mundo criado, que parece ser muito interessante, foi bem explorado. Como disse anteriormente, um roteiro mais bem trabalhado e a direção na mão de Alfonso Cuarón poderia transformar essa numa obra prima.
P.S. O que me espanta é que eu gosto muito de fotojornalismo, mas nem isso salvou a obra para mim. Recomendaria assistir ao documentário sobre Sebastião Salgado ou Chris Hondros, que pelo menos engajam e apresentam muitas ótimas fotografias.
Esse é um dos poucos filmes que considero perfeitos!
A obra tem uma premissa simples, mas por ser tão bem executada coloca o filme em meu panteão.
Gosto muito de como a violência é crua e visceral, sem enrolação, sem dó dos personagens... além disso, a construção do mundo é tão bem feita e orgânica que nem parece que é um filme de ficção, mas sim um documentário.
Contudo, o que me fez considerá-lo uma obra prima é sua mensagem: a crítica a governos fascistas e autoritários, a desumanização dos estrangeiros para favorecer uma visão de predominância nacional, a total impiedade dos grupos "humanistas" com os outros e por aí vai.
É uma obra futurística muito pé no chão, muito bem executada, e que mais parece um documentário dos dias de hoje.
é para mim um dos melhores filmes já feitos pois mostra qual o verdadeiro objetivo do cinema: chocar, alertar e criticar.
Diferentemente dos filmes de guerra modernos, que são mais idealizadores, neste filme a violência é crua e visceral. Assistir até o final requer estômago. E ao final a mensagem do filme é muito bem compreendida e aceita: a guerra é um inferno, e nós deveríamos evitá-la a todo custo.
Por conta disso, dou nota total a essa obra. Nenhum filme que assisti conseguiu esse feito de demonstrar o peso da guerra e de defender o pacifismo como esse.
Filme com boa temática (casos extraconjugais e erotismo) e com roteiro até que bastante decente - embora batido e não busque inovar muito (dona de casa com ótima família passa a se envolver romanticamente, marido desconfia, contrata detetive e coisa do gênero).
Meu problema com o filme se concentrou principalmente nos seguintes pontos:
1) direção, que busca criar um drama exagerada e desnecessariamente triste e melancólico;
2) comportamento ambivalente da personagem principal (toda hora em que está com o amante, reclama que o que faz é errado e que precisam parar de se envolver, mas logo depois estão se envolvendo mais e cada vez mais explicitamente);
3) Personagens secundários unidimensionais e genéricos (esposo bonzinho e correto por quem a esposa não sente atração vs amante rebelde, francês e culto que a faz sentir tesão a todo o tempo);
4) Roteiro não busca inovar ou explorar os personagens e a situação familiar num contexto de traição.
Conclusão: o filme busca usar da tensão das traições e cenas de nudez para gerar entretenimento e se esquece de todos os outros pontos que poderiam fazê-lo uma obra memorável.
É como um filme do Woody Allen, mas sem tempero ou ambição. Me lembrou também um De Olhos Bem Fechados diluído e com apreço pelas convenções do gênero romântico.
No fim, é um filme não memorável que poderia ser muito melhor trabalho por algum diretor que apresentasse a história de forma mais crua e natural. No que diz respeito ao roteiro, apesar de minha crítica, eu gostei do desfecho à là Woody Allen. Gostaria de ver uma edição mais dinâmica e estilizada dessa obra.
Por fim, não recomendaria; mas a quem busca um filme unidimensional e fácil de assistir, pode ser um prato cheio.
Menções honrosas: instrumental de Exit Movie do Radiohead.
Fiquei na dúvida se dava 4, ou se dava 3 estrelas + 1 coração.
O filme narra a história de um casal que passa a viver juntos após comprarem uma terra muito cara que precisa ser paga através do cultivo de alimentos, no interior gaúcho. Gostei bastante da ambientação do filme e da atuação da maioria dos atores, embora tenha achado a atuação de Alexandre Paternost um pouco morna e a de Gloria Pires bastante sofrida.
A primeira parte do filme é muito boa, mas ele fica muito arrastado da metade para frente, o que compromete bastante a pontuação da obra. Minha principal crítica é
[/spoiler] que trabalharam bem os dois personagens mais interessantes do filme para retirá-los na metade da obra, deixando o restante do filme a ser executado pelos dois personagens mais sem graça e com atuação mais precária. [spoiler]
É um filme regular. O ritmo é lento e no terceiro ato a coisa degringola um pouco (o diretor segue para um caminho trash, destoando do terror psicológico da maior parte do filme).
Gostei bastante da fotografia, montagem e trilha sonora. Os personagens são caricaturados, mas não incomodam.
Senti uma certa inspiração na figura de Dorian Gray (alguém muito belo que chama a atenção de todos e que ao descobri-lo se corrompe), mas não passou de impressão pois a personagem não vai a lugar algum.
Dou nota 2 (regular). Existem filmes melhores para ver antes.
P.S. me lembrou bastante de Last Night in Soho do Edgar Wright que, embora não seja bom, é mais bem construído que esse.
Eu gostei bastante do filme. A história não é nova, mas a montagem e direção de arte chamam muito a atenção, o que elevam a nota dessa obra. Até a metade, é um filme incrível, mas daí em diante fica um pouco arrastado. Ainda sim, eu recomendo.
Posterguei anos para assistí-lo e quando o fiz ficava doido para acabar. Não é ruim, mas está muito longe de merecer essa pontuação elevada que tem.
A história fala de um presidiário que finge ser louco para ser internado em uma clínica psiquiátrica e lá ele faz amizades e infringe regras. Ele vai enfrentar resistência dos funcionários da clínica, assim como da enfermeira responsável. É um filme ok.
Vou começar pela 1) minha opinião e em seguida 2) o resumo do filme (sem spoilers). Ao final, 3) sugiro um texto para ler antes de assistir ao filme.
1) Minha opinião:
Adorei o filme! O que mais se destacou foram os aspectos técnicos: a atuação, a fotografia que simulava as (ou realmente é de) câmeras analógicas, os cortes fechados, o uso das lentes com alta distância focal, a estética dos anos 1970 em toda a sua glória (figurinos e cortes de cabelo rs) e o ritmo vagaroso, mas inebriante, que faz parecer que algo mais sinistro se esconde sob a superfície.
Confesso que achei a obra longa, ainda mais pelo fato da história ser confusa e difícil de pegar na primeira assistida; mas eu gostei, simplesmente gostei. Para mim, esse só não se tornou a referência para filmes de espionagem pelo roteiro ainda muito hermético. Acho que faria bem ser um pouco mais expositivo, mas a história sem muita ação e tiroteio (à là Cassino Royale) merece ser aplaudida.
Porém, se o filme não ganha como referência do gênero, merece ser destacado como uma obra magnífica do cinema. Acho que o único filme recente que se assemelha a este no quesito mise-en-scène é Argo (2012), que segue um pouco mais de perto os cânones cinematográficos e com isso peca um pouco mais que este filme.
2) Resumo do filme (com poucos e necessários spoilers)
A obra irá se passa no ano de 1973 com funcionários do serviço secreto britânico, popularmente conhecido como MI6 mas que nesse filme é referido como 'Circus'. O chefe da corporação, conhecido pelo codinome 'Control', descobre que há um espião soviético infiltrado em sua corporação e precisa identificá-lo. Para isso, ele envia um de seus agentes mais confiáveis à Hungria para colher informações com um ex-general soviético (nessa época, havia um clima de tensão entre a Hungria e a URSS devido aos levantes conhecidos como 'Primavera de Praga'), mas as coisas fogem ao controle, o que gera um incidente diplomático.
Com isso, 'Control' é afastado do seu cargo e ele é substituído por outro agente, conhecido como 'Tinker', que passa a encabeçar uma missão secreta conhecida como 'Witchcraft' que consiste em ter um agente-duplo, chamado 'Karla', trabalhando em Moscou.
Depois de sabermos disso, somos apresentados ao protagonista, chamado Smiley, que é contratado por um membro do Governo Britânico para investigar um suposto espião infiltrado no 'Circus' (assim como 'Control' suspeitava). Posteriormente, passa a investigar os 5 principais suspeitos que 'Control' identificou: 1) Tinker, 2) Tailor, 3) Soldier, 4) Poor Man e o 5) Spy.
A historia se desdobrará sobre esses fatos. Smiley irá tentar descobrir por que o agente foi para Hungria, por que foi baleado, o que houve com ele e qual era sua missão; daí em diante, vai descobrindo muito mais coisas, novos personagens serão adicionados e ele vai se enfiando cada vez mais no atoleiro.
Lembre-se que Smiley ama sua ex-esposa Ann.
3) Antes de assistir ao filme, leia essa resenha do Filipe Ferraz no site Cine Opinativo: https://cineopinativo.wordpress.com/2012/01/13/critica-o-espiao-que-sabia-demais-2011/
Depois de assistir, caso não tenha entendido muito, leia outra resenha do mesmo autor: https://cineopinativo.wordpress.com/2012/01/17/coluna-entendendo-o-espiao-que-sabia-demais/
O filme possui uma boa mise-en-scene, um roteiro interessante e uma trama legal, mas não sei se foram os atores ou o desenvolvimento de alguns personagens que deixou a desejar. No mais, um bom filme.
É um filme fraco. Tem boas ideias, mas não gostei da execução. Os personagens são caricatos e pouco explorados, como o amante, a mãe ou o marido. Não senti a química entre o amante e a personagem principal, assim como não me convenceu o seu affair. O final, conforme outros filmes do Woody, foge às convenções, mas foi mal executado.
Faz um tempinho que eu vi, mas o filme conseguiu me prender, tirando algumas partes. No geral, a história é bastante regular (beirando o ruim), mas o personagem principal é cativante por algum motivo. A história da moça não fez sentido nenhum pra mim. Merecia um 2/5 mas darei 3/5 porque acho que vale a pena ser visto.
É um filme difícil. Como segue um proselitismo religioso bem superficial, não há discussões aprofundadas que realmente façam o telespectador questionar qualquer aspecto da metafísica e da espiritualidade, é basicamente o que se ouviria de qualquer religioso nas ruas ou de um pastor em uma igreja: constatações subjetivas sobre a realidade, mas que dificilmente mudariam a forma de pensar de um ateu ou adepto de outra religião.
Aspectos técnicos: roteiro fraco e genérico. As atuações são engessadas e parecem de um clipe musical. A música não fede nem cheira e a montagem não é das melhores. Há várias histórias acontecendo simultaneamente e no final parece que algumas ficaram soltas.
Além disso, há uma visão deturpada dos ateus e de outras culturas. A jovem muçulmana apanhando do pai por estar escutando a bíblia é caso de polícia, não de religião. Além de ser estranho ela apanhar porque acha que Jesus é o messias, sendo que o Islã até concorda com isso.
O que me pegou mesmo foi a caracterização deturpada dos ateus, representados pelo professor babaca, que na verdade era um crente que tinha raiva de deus. Toda a proposta do filme se perde por conta disso, já que em momento algum do filme vemos um ateu de fato.
Eu daria 2 por ser um filme mediocre, mas a representação negativa de outras culturas, dos ateus e até da esquerda (naquela garota bonita e burra que passa a acreditar em Deus quando está com câncer) não me desceu.
Sinceramente, por que esse filme foi tão aclamado?
Uma das melhores séries que conheci se tornou um emaranhado de ideias boas e execução ruim (ou seria o contrário?). O final serviu para enterrar de vez a história. Me deixou com um gosto ruim na boca e uma sensação de que desperdiçei horas preciosas da minha vida. Recomendo assistir até o episódio 6 da terceira temporada. Depois disso, a série descamba legal (embora tenham episódios que sejam bacanas).
O filme é uma tentativa do cinema brasileiro, por isso acho interessante a tentativa de entrarem no drama erótico.
Sobre o filme: a. A história é bem clichê, padrão novela da globo e não é tão bem construída. A história tenta abarcar muita coisa e tudo parece estar correndo. 2/5 b. A fotografia é bem legal, acho que é um dos pontos fortes. 4/5. c. A atuação é bem variável. Em certas partes é boa, em outras ruim. Depende também de quais atores estamos falando. Os principais são melhores que os coadjuvantes, mas no geral são todos bem ruins. Eu dou um 2/5. d. O pior ao meu ver é a edição. Seja na hora de colocar músicas (que fica muito forçado), seja na montagem de várias cenas (em q nenhuma consegue ser aprofundada ou realista o suficiente, tudo me parece uma caricatura). 1/5
Pontos positivos: fotografia, cenas de sexo são legais, atores bonitos.
Nota final: 2,25/5 arrendado pra 2/5. Classificação final: regular.
É um terror folk com boa fotografia e uma incapacidade em manter um ritmo que não lhe ponha a dormir. Tive que assistir em 1,35x.
Acho que o filme poderia ter tido uma introdução muito menor e reduzido certas passagens desnecessárias. Facilmente poderia ter sido reduzido a apenas 80 ou 90 minutos.
Aspectos positivos: - folk horror, lembrando A Vila - fotografia bonita, fugindo ao genero de terror
Aspectos negativos: - ritmo extremamente lento - história não empolga
Uma grata surpresa. Tentei assisti-lo antes e não consegui por conta desse jogo de câmera estranho e pela fotografia péssima (o contraste foi realçado por tê-lo visto após o meu predileto - Manhattan). Desta vez, desceu legal. Assistimos eu e minha a noiva no dia 17 de setembro de 2023.
O filme fala sobre um casal que decide se separar e como isso desestabiliza a vida de seus amigos (interpretados por Allen e Farrow). A obra é ótima, trazendo bons diálogos e questionamentos que já me peguei pensando se eram só coisa minha. O desejo pelo novo, o peso da rotina, a força do companheirismo e até as atitudes passivo-agressivas me deixaram bem interessados pelo filme.
Recomendo, principalmente aos que gostaram de Manhattan, Annie Hall e Hannah e suas Irmãs.
P.S. O filme me lembrou bastante de Eyes Wide Shut do Kubrick. Após decidir assisti-lo novamente, constatei a presença do Sydney Pollack também nesta obra, embora seja posterior àquela.
O filme é um bom drama em que dois amigos, crescidos juntos, passam a frequentar uma nova escola e sofrem pelo fato de serem "muito próximos", o que leva um deles a se sentir incomodado e a mudar suas atitudes com seu amigo. É um filme bem legal e irá tratar sobre preconceitos e o peso que nossas atitudes tem sobre os demais.
Ruim. A história não é nada original, seguindo os cânones de qualquer comédia romantica estadunidense. Some isso ao fato de ser 100 minutos de propaganda velada a uma centena de marcas americanas e temos o retrato do desastre.
Gostei bastante do filme até sua metade, momento em que ele muda completamente.
Se analisasse somente a primeira parte, seria um 5 redondo, mas a segunda parte perde bastante da dinâmica e coloca a trama num ritmo arrastado e sem muitos acontecimentos - o que não é um demérito por si só, mas como se tratou de cerca de 50 minutos (metade do filme), pesou muito na composição de toda a obra.
Entre Facas e Segredos
4.0 1,5K Assista AgoraÉ um filme agradável e fácil de assistir, bem na pegada de sessão da tarde.
Gostei do plot twist, mas não acho que o nível de complexidade da trama justifique a nota tão alta.
O ponto fortíssimo do filme fica para a fotografia, que está excelente e remete a um filme de época.
A Língua das Mariposas
4.2 226 Assista AgoraAdorei o filme. Inicialmente é apenas uma história de professor e pupilo, mostrando como o rapaz Moncho passa a aprender cada vez mais com seu professor da escola. Ao longo da obra somos apresentados a outros arcos interessantes e a aspectos políticos da época, mas tudo tangencialmente, como se era de esperar que seria a visão de um menino sobre esses assuntos.
Vemos também como alguns personagens republicanos são tratados após a vitória do Governo fascista franquista, e como a intolerância é passada às futuras gerações sem muita dificuldade.
Guerra Civil
3.5 649 Assista AgoraEsse filme nas mãos de Alfonso Cuarón teria sido uma joia, mas a direção e roteiro de Alex Garland deixaram muito a desejar. Como é sua terceira obra dirigida que assisto, creio que eu não goste de sua direção, pois da trilogia 28 Days Later eu sou fã.
Quanto ao filme: é uma obra de quase 2h tratando sobre uma nova Guerra Civil nos EUA do ponto de vista de um grupo de jornalistas que parte para entrevistar o Presidente dos EUA antes que ele perca a guerra. A história ocorre durante o trajeto, com alguns momentos de combate documentados pelos jornalistas. Mas a maior parte do filme é uma longa contemplação sem recompensa.
De tudo nesse filme, eu só ressaltaria a fotografia, a ambientação e atuação de Wagner Moura e Kirsten Dunst. Nem mesmo o mundo criado, que parece ser muito interessante, foi bem explorado. Como disse anteriormente, um roteiro mais bem trabalhado e a direção na mão de Alfonso Cuarón poderia transformar essa numa obra prima.
P.S. O que me espanta é que eu gosto muito de fotojornalismo, mas nem isso salvou a obra para mim. Recomendaria assistir ao documentário sobre Sebastião Salgado ou Chris Hondros, que pelo menos engajam e apresentam muitas ótimas fotografias.
Filhos da Esperança
3.9 960 Assista AgoraEsse é um dos poucos filmes que considero perfeitos!
A obra tem uma premissa simples, mas por ser tão bem executada coloca o filme em meu panteão.
Gosto muito de como a violência é crua e visceral, sem enrolação, sem dó dos personagens... além disso, a construção do mundo é tão bem feita e orgânica que nem parece que é um filme de ficção, mas sim um documentário.
Contudo, o que me fez considerá-lo uma obra prima é sua mensagem: a crítica a governos fascistas e autoritários, a desumanização dos estrangeiros para favorecer uma visão de predominância nacional, a total impiedade dos grupos "humanistas" com os outros e por aí vai.
É uma obra futurística muito pé no chão, muito bem executada, e que mais parece um documentário dos dias de hoje.
Vá e Veja
4.5 796é para mim um dos melhores filmes já feitos pois mostra qual o verdadeiro objetivo do cinema: chocar, alertar e criticar.
Diferentemente dos filmes de guerra modernos, que são mais idealizadores, neste filme a violência é crua e visceral. Assistir até o final requer estômago. E ao final a mensagem do filme é muito bem compreendida e aceita: a guerra é um inferno, e nós deveríamos evitá-la a todo custo.
Por conta disso, dou nota total a essa obra. Nenhum filme que assisti conseguiu esse feito de demonstrar o peso da guerra e de defender o pacifismo como esse.
Infidelidade
3.4 492 Assista AgoraFilme com boa temática (casos extraconjugais e erotismo) e com roteiro até que bastante decente - embora batido e não busque inovar muito (dona de casa com ótima família passa a se envolver romanticamente, marido desconfia, contrata detetive e coisa do gênero).
Meu problema com o filme se concentrou principalmente nos seguintes pontos:
1) direção, que busca criar um drama exagerada e desnecessariamente triste e melancólico;
2) comportamento ambivalente da personagem principal (toda hora em que está com o amante, reclama que o que faz é errado e que precisam parar de se envolver, mas logo depois estão se envolvendo mais e cada vez mais explicitamente);
3) Personagens secundários unidimensionais e genéricos (esposo bonzinho e correto por quem a esposa não sente atração vs amante rebelde, francês e culto que a faz sentir tesão a todo o tempo);
4) Roteiro não busca inovar ou explorar os personagens e a situação familiar num contexto de traição.
Conclusão: o filme busca usar da tensão das traições e cenas de nudez para gerar entretenimento e se esquece de todos os outros pontos que poderiam fazê-lo uma obra memorável.
É como um filme do Woody Allen, mas sem tempero ou ambição. Me lembrou também um De Olhos Bem Fechados diluído e com apreço pelas convenções do gênero romântico.
No fim, é um filme não memorável que poderia ser muito melhor trabalho por algum diretor que apresentasse a história de forma mais crua e natural. No que diz respeito ao roteiro, apesar de minha crítica, eu gostei do desfecho à là Woody Allen. Gostaria de ver uma edição mais dinâmica e estilizada dessa obra.
Por fim, não recomendaria; mas a quem busca um filme unidimensional e fácil de assistir, pode ser um prato cheio.
Menções honrosas: instrumental de Exit Movie do Radiohead.
[spoiler][/spoiler]
O Quatrilho
3.2 155Fiquei na dúvida se dava 4, ou se dava 3 estrelas + 1 coração.
O filme narra a história de um casal que passa a viver juntos após comprarem uma terra muito cara que precisa ser paga através do cultivo de alimentos, no interior gaúcho. Gostei bastante da ambientação do filme e da atuação da maioria dos atores, embora tenha achado a atuação de Alexandre Paternost um pouco morna e a de Gloria Pires bastante sofrida.
A primeira parte do filme é muito boa, mas ele fica muito arrastado da metade para frente, o que compromete bastante a pontuação da obra. Minha principal crítica é
[/spoiler] que trabalharam bem os dois personagens mais interessantes do filme para retirá-los na metade da obra, deixando o restante do filme a ser executado pelos dois personagens mais sem graça e com atuação mais precária. [spoiler]
Demônio de Neon
3.2 1,2K Assista AgoraÉ um filme regular. O ritmo é lento e no terceiro ato a coisa degringola um pouco (o diretor segue para um caminho trash, destoando do terror psicológico da maior parte do filme).
Gostei bastante da fotografia, montagem e trilha sonora. Os personagens são caricaturados, mas não incomodam.
Senti uma certa inspiração na figura de Dorian Gray (alguém muito belo que chama a atenção de todos e que ao descobri-lo se corrompe), mas não passou de impressão pois a personagem não vai a lugar algum.
Dou nota 2 (regular). Existem filmes melhores para ver antes.
P.S. me lembrou bastante de Last Night in Soho do Edgar Wright que, embora não seja bom, é mais bem construído que esse.
Drácula de Bram Stoker
4.0 1,4K Assista AgoraEu gostei bastante do filme. A história não é nova, mas a montagem e direção de arte chamam muito a atenção, o que elevam a nota dessa obra. Até a metade, é um filme incrível, mas daí em diante fica um pouco arrastado. Ainda sim, eu recomendo.
Um Estranho no Ninho
4.4 1,8K Assista AgoraPosterguei anos para assistí-lo e quando o fiz ficava doido para acabar. Não é ruim, mas está muito longe de merecer essa pontuação elevada que tem.
A história fala de um presidiário que finge ser louco para ser internado em uma clínica psiquiátrica e lá ele faz amizades e infringe regras. Ele vai enfrentar resistência dos funcionários da clínica, assim como da enfermeira responsável. É um filme ok.
O Espião que Sabia Demais
3.4 752 Assista AgoraVou começar pela 1) minha opinião e em seguida 2) o resumo do filme (sem spoilers). Ao final, 3) sugiro um texto para ler antes de assistir ao filme.
1) Minha opinião:
Adorei o filme! O que mais se destacou foram os aspectos técnicos: a atuação, a fotografia que simulava as (ou realmente é de) câmeras analógicas, os cortes fechados, o uso das lentes com alta distância focal, a estética dos anos 1970 em toda a sua glória (figurinos e cortes de cabelo rs) e o ritmo vagaroso, mas inebriante, que faz parecer que algo mais sinistro se esconde sob a superfície.
Confesso que achei a obra longa, ainda mais pelo fato da história ser confusa e difícil de pegar na primeira assistida; mas eu gostei, simplesmente gostei. Para mim, esse só não se tornou a referência para filmes de espionagem pelo roteiro ainda muito hermético. Acho que faria bem ser um pouco mais expositivo, mas a história sem muita ação e tiroteio (à là Cassino Royale) merece ser aplaudida.
Porém, se o filme não ganha como referência do gênero, merece ser destacado como uma obra magnífica do cinema. Acho que o único filme recente que se assemelha a este no quesito mise-en-scène é Argo (2012), que segue um pouco mais de perto os cânones cinematográficos e com isso peca um pouco mais que este filme.
2) Resumo do filme (com poucos e necessários spoilers)
A obra irá se passa no ano de 1973 com funcionários do serviço secreto britânico, popularmente conhecido como MI6 mas que nesse filme é referido como 'Circus'. O chefe da corporação, conhecido pelo codinome 'Control', descobre que há um espião soviético infiltrado em sua corporação e precisa identificá-lo. Para isso, ele envia um de seus agentes mais confiáveis à Hungria para colher informações com um ex-general soviético (nessa época, havia um clima de tensão entre a Hungria e a URSS devido aos levantes conhecidos como 'Primavera de Praga'), mas as coisas fogem ao controle, o que gera um incidente diplomático.
Com isso, 'Control' é afastado do seu cargo e ele é substituído por outro agente, conhecido como 'Tinker', que passa a encabeçar uma missão secreta conhecida como 'Witchcraft' que consiste em ter um agente-duplo, chamado 'Karla', trabalhando em Moscou.
Depois de sabermos disso, somos apresentados ao protagonista, chamado Smiley, que é contratado por um membro do Governo Britânico para investigar um suposto espião infiltrado no 'Circus' (assim como 'Control' suspeitava). Posteriormente, passa a investigar os 5 principais suspeitos que 'Control' identificou: 1) Tinker, 2) Tailor, 3) Soldier, 4) Poor Man e o 5) Spy.
A historia se desdobrará sobre esses fatos. Smiley irá tentar descobrir por que o agente foi para Hungria, por que foi baleado, o que houve com ele e qual era sua missão; daí em diante, vai descobrindo muito mais coisas, novos personagens serão adicionados e ele vai se enfiando cada vez mais no atoleiro.
Lembre-se que Smiley ama sua ex-esposa Ann.
3) Antes de assistir ao filme, leia essa resenha do Filipe Ferraz no site Cine Opinativo: https://cineopinativo.wordpress.com/2012/01/13/critica-o-espiao-que-sabia-demais-2011/
Depois de assistir, caso não tenha entendido muito, leia outra resenha do mesmo autor: https://cineopinativo.wordpress.com/2012/01/17/coluna-entendendo-o-espiao-que-sabia-demais/
Tiros na Broadway
3.8 128 Assista AgoraO filme possui uma boa mise-en-scene, um roteiro interessante e uma trama legal, mas não sei se foram os atores ou o desenvolvimento de alguns personagens que deixou a desejar. No mais, um bom filme.
Tiros na Broadway
3.8 128 Assista AgoraQual é a da onda dos perfis estranhos postando um amontoado de ideias sem sentido e chamando isso de análise?
Golpe de Sorte em Paris
3.3 69 Assista AgoraÉ um filme fraco. Tem boas ideias, mas não gostei da execução. Os personagens são caricatos e pouco explorados, como o amante, a mãe ou o marido. Não senti a química entre o amante e a personagem principal, assim como não me convenceu o seu affair. O final, conforme outros filmes do Woody, foge às convenções, mas foi mal executado.
Sexo, Mentiras e Videotape
3.7 256 Assista AgoraFaz um tempinho que eu vi, mas o filme conseguiu me prender, tirando algumas partes. No geral, a história é bastante regular (beirando o ruim), mas o personagem principal é cativante por algum motivo. A história da moça não fez sentido nenhum pra mim. Merecia um 2/5 mas darei 3/5 porque acho que vale a pena ser visto.
Deus Não Está Morto
2.8 1,4K Assista AgoraÉ um filme difícil. Como segue um proselitismo religioso bem superficial, não há discussões aprofundadas que realmente façam o telespectador questionar qualquer aspecto da metafísica e da espiritualidade, é basicamente o que se ouviria de qualquer religioso nas ruas ou de um pastor em uma igreja: constatações subjetivas sobre a realidade, mas que dificilmente mudariam a forma de pensar de um ateu ou adepto de outra religião.
Aspectos técnicos: roteiro fraco e genérico. As atuações são engessadas e parecem de um clipe musical. A música não fede nem cheira e a montagem não é das melhores. Há várias histórias acontecendo simultaneamente e no final parece que algumas ficaram soltas.
Além disso, há uma visão deturpada dos ateus e de outras culturas. A jovem muçulmana apanhando do pai por estar escutando a bíblia é caso de polícia, não de religião. Além de ser estranho ela apanhar porque acha que Jesus é o messias, sendo que o Islã até concorda com isso.
O que me pegou mesmo foi a caracterização deturpada dos ateus, representados pelo professor babaca, que na verdade era um crente que tinha raiva de deus. Toda a proposta do filme se perde por conta disso, já que em momento algum do filme vemos um ateu de fato.
Eu daria 2 por ser um filme mediocre, mas a representação negativa de outras culturas, dos ateus e até da esquerda (naquela garota bonita e burra que passa a acreditar em Deus quando está com câncer) não me desceu.
Sinceramente, por que esse filme foi tão aclamado?
Mr. Robot (4ª Temporada)
4.6 370Uma das melhores séries que conheci se tornou um emaranhado de ideias boas e execução ruim (ou seria o contrário?). O final serviu para enterrar de vez a história. Me deixou com um gosto ruim na boca e uma sensação de que desperdiçei horas preciosas da minha vida. Recomendo assistir até o episódio 6 da terceira temporada. Depois disso, a série descamba legal (embora tenham episódios que sejam bacanas).
O Lado Bom de Ser Traída
1.8 160 Assista AgoraO filme é uma tentativa do cinema brasileiro, por isso acho interessante a tentativa de entrarem no drama erótico.
Sobre o filme:
a. A história é bem clichê, padrão novela da globo e não é tão bem construída. A história tenta abarcar muita coisa e tudo parece estar correndo. 2/5
b. A fotografia é bem legal, acho que é um dos pontos fortes. 4/5.
c. A atuação é bem variável. Em certas partes é boa, em outras ruim. Depende também de quais atores estamos falando. Os principais são melhores que os coadjuvantes, mas no geral são todos bem ruins. Eu dou um 2/5.
d. O pior ao meu ver é a edição. Seja na hora de colocar músicas (que fica muito forçado), seja na montagem de várias cenas (em q nenhuma consegue ser aprofundada ou realista o suficiente, tudo me parece uma caricatura). 1/5
Pontos positivos: fotografia, cenas de sexo são legais, atores bonitos.
Nota final: 2,25/5 arrendado pra 2/5. Classificação final: regular.
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraÉ um terror folk com boa fotografia e uma incapacidade em manter um ritmo que não lhe ponha a dormir. Tive que assistir em 1,35x.
Acho que o filme poderia ter tido uma introdução muito menor e reduzido certas passagens desnecessárias. Facilmente poderia ter sido reduzido a apenas 80 ou 90 minutos.
Aspectos positivos:
- folk horror, lembrando A Vila
- fotografia bonita, fugindo ao genero de terror
Aspectos negativos:
- ritmo extremamente lento
- história não empolga
Horror em Amityville
3.2 815 Assista AgoraO iluminado mal feito. Não vale a pena.
Maridos e Esposas
3.9 108 Assista AgoraUma grata surpresa. Tentei assisti-lo antes e não consegui por conta desse jogo de câmera estranho e pela fotografia péssima (o contraste foi realçado por tê-lo visto após o meu predileto - Manhattan). Desta vez, desceu legal. Assistimos eu e minha a noiva no dia 17 de setembro de 2023.
O filme fala sobre um casal que decide se separar e como isso desestabiliza a vida de seus amigos (interpretados por Allen e Farrow). A obra é ótima, trazendo bons diálogos e questionamentos que já me peguei pensando se eram só coisa minha. O desejo pelo novo, o peso da rotina, a força do companheirismo e até as atitudes passivo-agressivas me deixaram bem interessados pelo filme.
Recomendo, principalmente aos que gostaram de Manhattan, Annie Hall e Hannah e suas Irmãs.
P.S. O filme me lembrou bastante de Eyes Wide Shut do Kubrick. Após decidir assisti-lo novamente, constatei a presença do Sydney Pollack também nesta obra, embora seja posterior àquela.
Close
4.2 656 Assista AgoraO filme é um bom drama em que dois amigos, crescidos juntos, passam a frequentar uma nova escola e sofrem pelo fato de serem "muito próximos", o que leva um deles a se sentir incomodado e a mudar suas atitudes com seu amigo. É um filme bem legal e irá tratar sobre preconceitos e o peso que nossas atitudes tem sobre os demais.
Amizade Colorida
3.5 3,0K Assista AgoraRuim. A história não é nada original, seguindo os cânones de qualquer comédia romantica estadunidense. Some isso ao fato de ser 100 minutos de propaganda velada a uma centena de marcas americanas e temos o retrato do desastre.
Close
4.2 656 Assista AgoraGostei bastante do filme até sua metade, momento em que ele muda completamente.
Se analisasse somente a primeira parte, seria um 5 redondo, mas a segunda parte perde bastante da dinâmica e coloca a trama num ritmo arrastado e sem muitos acontecimentos - o que não é um demérito por si só, mas como se tratou de cerca de 50 minutos (metade do filme), pesou muito na composição de toda a obra.