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Últimas opiniões enviadas

  • Beano

    Uma obra cuja natureza é a da personagem da travesti que emula Carmen Miranda: tem gênero próprio. Como os filmes do cinema novo produzidos no contexto da época, imersos nas alegorias do subdesenvolvimento, porém leva às últimas consequências o ensaísmo teatral e a experimentação na linguagem e a demarcação temporal não linear e fragmentária. Conta a história do descobrimento do Brasil às avessas, partindo da trajetória de um parricida camponês que encontra umbilicalmente outro companheiro assassino, assomando-se, posteriormente, a uma variedade de párias sociais: a travesti à la Carmen Miranda, um anjo negro caído do céu, um rei negro de cadeira de rodas, um cego procurando a cidade, prostitutas, o padre que reza a primeira missa aos índios, bandeirantes num acampamento orgíaco, um intelectual profético e suicida (Jean-Claude Bernadet), um homem bomba, dois empresários falidos e um cangaceiro grávido portando um estandarte da volkswagen. A despeito do grotesco e da histeria e o desespero performativo típicos do cinema marginal, um destaque sofisticado do filme é para o figurino e a cenografia genial de Walcyr Carrasco que só consagram a concepção fílmica enquanto produto sui generis. A produção, de baixíssimo orçamento obtida por empréstimo bancário e realizada com iluminação natural, filmada entre julho e agosto de 1970 e finalizada em dezembro do mesmo ano, em si, é um manifesto de resistência ao regime militar e à falta de perspectivas políticas, justamente num contexto de intensificação autoritária.

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