O mundo foi injusto com Beatriz Nascimento, fez tanto pela história da população afro-brasileira, mas é muito menos lembrada do que deveria, ainda tinha muito a contribuir, uma tristeza ter sido vítima de um feminicídio cruel junto à traição da pessoa que tentou ajudar.
"Quando trabalhei no estúdio Pathé-Astra, em New Jersey, meu patrões franceses sempre diziam o nome dela. Eles a respeitavam, mas também se ressentiam que uma mulher fizesse sucesso como escritora, diretora e produtora. Fui enviando aos estúdios Solax da sra. Blaché. Alto, em uma das paredes com letras de 60cm, estava seu lema: "Be Natural", o letreiro era incrível para aqueles tempos. onde a direção comum para atores era "posar para fotos", seu letreiro fez-me ver que filmes não precisavam ser falsos, e nem eu. Ainda agradeço pelo letreiro da sra. Blaché."
Um dos grande episódios experimentais da série (que já trouxe desde sitcom ao ilusório plano-sequência do intenso quinto episódio da temporada anterior), escrito como se fosse uma peça teatral, com a cenografia centrada em dois cômodos, aqui traçamos a trajetória de origem Mr. Robot através dos traumas psicológicos do Elliot até a epifania, lembrou-me um pouco de In Treatment. Ainda não o considero o melhor da série, perdendo apenas quarto episódio dessa temporada e, principalmente, para o quinto da anterior, mas não deixa de ser uma obra-prima.
O excelente heist movie mineiro compassa perfeitamente com duas outras obras recentes do subgênero, "Dragged Across Concrete" e "As Viúvas", que, igualmente, trazem dramas tangíveis, servindo como gatilhos para impulsionar as deliberações ambíguas dos anti-heróis. Confesso que eu tomaria uma decisão mais cruel no ato final, apesar da divergência decisória que tenho com os diretores-roteiristas, em nada o último segmento do filme atrapalha a obra, pelo contrário, é o melhor, compensando o primeiro ato ainda obscuro, com subtramas questionáveis e o segundo que, apesar de introduzir-nos ao enredo principal da obra, ainda é afetado pelos desfechos do bloco inicial. O elenco é ótimo, a Grace Passô, apesar de não possuir tanto tempo em cena, é o grande destaque, seguida pela Kelly Crifer e Leo Pyrata. Ainda temos uma agradável e simpática Barbara Colen e uma surpreendente Mc Carol.
O filme do excepcional Lee Chang-dong faz a protagonista transitar entre as quatro tradicionais formas de amor diluídas em traumas, a competência da Jeon Do-yeon traz certamente uma das grandes atuações femininas da história do cinema - lembrou-me as personagens do oscarizado Ida, porém, concentradas em apenas uma atriz. Trata-se de uma performance enriçada na angústia de uma mulher traumatizada por subsequentes tragédias, mas que encontra evasão no ágape divino até ter que lidar com obstáculos e dilemas como o perdão e a impotência na nupérrima Miryang, a cidade-titulo igualmente marcada por traumas. Excelente obra.
A música tocada pelo violonista no restaurante e repetida pelo personagem Pippo Calò: "Lasciatemi cantare Perché ne sono fiero Sono un siciliano Un siciliano vero"
É uma versão modificada do clássica L'italiano, cujo a letra original - Sono un italiano/Un italiano vero - exalta o cidadão e principalmente a nação italiana. Para você que teve um insight, mas não lembra de onde escutou algo parecido, talvez tenha sido a versão do José Augusto, posteriormente necrosada por Gean e Giovani e Eduardo Costa.
Hei de elogiar o filme do Bellocchio e seu exemplar equilíbrio alentoso entre um drama policial e jurídico, além de seus flertes bem-sucedidos com o familiar. Para quem gosta de outras perspectivas, pode conferir a minissérie "Il capo Dei Capi", sobre o Toto Riina, Coisas da Cosa Nostra, livro de entrevistas com o Falcone, Il Divo, do ótimo Paolo Sorrentino sobre o Andreotti, além do exemplar escrito pelo jornalista brasileiro Leandro Demori, "Cosa Nostra No Brasil", sobre o próprio Tommaso.
"Please! You want to know how Sedan was taken?" "How?" "This is Sedan! The weak point between the big Maginot Line and the little Maginot Line. Now, a flank of the German army swung around, through The Netherlands and Belgium. Then, a panzer division smacked right through here..."
Em uma narrativa faulkniana, o drama criminal se debruça sobre a avareza intercalando três arcos primordiais - e alguns subplots imprescritíveis - que giram em torno de um policial e sua esposa com dificuldades em financiar um apartamento, a funcionária de um banco que apresenta desempenho insatisfatórios e um gângster (em uma abordagem bem mais cômica que a tradicional) vendo sua tríade passar por dificuldades financeiras enquanto é sufocada pelas batidas policiais. Com o enredo envolto na crise dos PIIGS e na ainda frágil ascensão dos BRIC, vemos o mercado financeiro e os desdobramentos da Crise de 2008 como temas centrais. A obra oferece o necessário para que o espectador compreenda o básico do sistema, vinculado instruções e reportagens de maneira didática e semidocumental, com a edição trazendo uma organicidade invejável, superior a de filmes como A Grande Aposta e Wall Street, mesmo quando abandona a linearidade. Johnnie To é sem dúvidas o mais regular dentre os lendários cineastas de Hong Kong, apesar de, infelizmente, Life Without Principle não estar entre suas obras mais conhecidas, é certamente uma dos mais formidáveis.
Um dos grandes filmes de máfia desta década, sucessor bem-sucedido dos já consagrados Conflitos Internos (que ganharia a refilmagem oscarizada 'Os Infiltrados', conduzida de maneira soberba pelo mestre Scorsese) e Eleição, suntuoso filme de Johnnie To, responsável por uma sequência ainda mais formidável.
"New World" beira a perfeição, só não receberá cinco estrelas por causa dos epílogos pastosos, tornado-o desnecessariamente prolixo.
O irmão mais velho e menos famoso de Luzes da Cidade, trata-se de uma boa estreia do grandioso Frank Capra, possui alguns erros de continuidade perceptíveis e gags inconsistentes. Agradável.
A bela técnica envidraçada de animação realizada pelo Petrov é um dos estilos artesanais mais satisfatórios que nossas retinas podem capturar. Esteticamente, trata-se de uma animação impecável. Porém, como uma adaptação do conto dostoievskiano, deixa a desejar no lirismo imiscuído em capítulos que o diretor optou por excluir: o gotejar nos olhos do protagonista, o resgate e sua trajetória, sendo guiado pelo ser desconhecido até o Éden intergalático. Ainda assim carrega a essência do conto.
Com exceção dos dois primeiros episódios, que não chegam a ser desastrosos, a quarta temporada vem se reencontrando com aquele poder dramático que fez a série ser aclamada. Claro que ainda tenho algumas críticas, especialmente aos personagens secundários, mas a verticalidade desta quarta temporada abre a possibilidade para que tragam uma quinta ainda melhor.:
Vic é insuportável, ninguém se importa se o mesmo irá morrer.A apatia de seus país reflete o mesmo desinteresse dos espectadores. Ben é o retrato de um personagem com um interprete mal escalado, além do desenvolvimento pífio.
Os coadjuvantes ficam ainda mais apagados se compararmos aos da primeira temporada: começando por Helen e Cole, que eram meros coadjuvantes no início, ganharam núcleos independentes na segunda temporada. Subcoadjuvantes como Scotty, Nina, Max, até o sorrateiro Oscar. Os filhos do casal Solloway e os país da Helen, todos muito melhores que os citados acima. Arrisco dizer que houve um corte de orçamento após a fraca terceira temporada.
O talento enérgico de Sion Sono conduz as quase quatro horas com involuta presteza. A montagem é extramente ágil, a câmera na mão em diversos planos abertos engrandecem as cenas em momentos singulares, sendo algumas sequências memoráveis: a condução crescente da narrativa, muito bem acompanhada por 'Boléro', que culmina na junção dos arcos simultâneos e uma apresentação magnífica dos personagens - lembrou-me Cidade de Deus. Um excelente monólogo da Yoko na praia com acompanhamento da maravilhosa 'Sinfonia nº 7'.
Porém, o conjunto da obra irá depender do quão você gosta do estilo autoral do diretor acrescido aos subgêneros ex e o sexplotation. O gore, da mesma gênese tarantinesca, está presente, sendo extramente divertido. Já o conteúdo profano, cercado por alegorias que desafiam as convenções bíblicas tradicionais, responsável pela impulsão narrativa, cai em uma perversão voyeurística descartável em dramas tradicionais. Seu uso extenuante conseguiu saturar-se e perder todo o impacto precocemente.
O quinto episódio é excelente, como eu havia dito, o arco dramático do Cole é a alma desta quinta temporada: é melancólico, triste, salutar. Vem acompanhando por elementos que engrandecem a narrativa, como diálogos azos e envolventes, que comovem o espectador a cada desfecho, uma boa música. Um enredo de autoconhecimento quando bem explorado tem o poder de transpassar essa mesma busca para o espectador. Marcante.
E pensar que uma das minhas músicas prediletas, Sarabande, ganhou uma representação audiovisual digna de sua grandeza, estando presente, em diversas tonalidades, como tema principal desta obra-prima feita por aquele que é possivelmente o maior diretor estadunidense de todos os tempos.
Algumas conveniências narrativas, a mais incômoda foi o heroísmo do provável novo romance da Alison, além do personagem ser antipático, ainda possui um arco implícito envolvendo alcoolismo, onde o comportamento celibatário telegrafado é um atenuante.
É caríssimo notar que os principais núcleos do enredo ainda funcionam. Cole foi o personagem que mais evoluiu, até o momento possui o melhor desempenho da temporada, seu ponto de vista é o suscetível a embargos dramáticos e suas respostas são extremamente palpáveis. Seu drama com Luisa traz os bons momentos da série com o trio Noah, Alison e Helen, que ainda contribuem para a evolução dramática da série, com exceção da personagem da Ruth Wilson que parece não ter sido escrita para um desenvolvimento heterônomo, ela é sempre dependente, às vezes dá uma sensação de desgaste - por parte dos autores - na finalização da protagonista. Mas a série vem melhorando, após os dois primeiros episódios contestáveis.
Ôrí
4.4 11O mundo foi injusto com Beatriz Nascimento, fez tanto pela história da população afro-brasileira, mas é muito menos lembrada do que deveria, ainda tinha muito a contribuir, uma tristeza ter sido vítima de um feminicídio cruel junto à traição da pessoa que tentou ajudar.
Better Man: A História de Robbie Williams
3.8 112 Assista AgoraPlaneta dos Macacos: O Musical
Um Herói 100 Rivais
3.5 1"Por trás de toda história fascinante, há decisões muito ruins".
Utopia (US) (1ª Temporada)
3.4 101 Assista AgoraTava na expectativa e o trailer me trouxe desesperança, parece que transformaram a obra-prima inglesa numa série adolescente.
Alice Guy-Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do …
4.3 14"Quando trabalhei no estúdio Pathé-Astra, em New Jersey, meu patrões franceses sempre diziam o nome dela. Eles a respeitavam, mas também se ressentiam que uma mulher fizesse sucesso como escritora, diretora e produtora.
Fui enviando aos estúdios Solax da sra. Blaché. Alto, em uma das paredes com letras de 60cm, estava seu lema: "Be Natural", o letreiro era incrível para aqueles tempos. onde a direção comum para atores era "posar para fotos", seu letreiro fez-me ver que filmes não precisavam ser falsos, e nem eu. Ainda agradeço pelo letreiro da sra. Blaché."
Mr. Robot (4ª Temporada)
4.6 371Um dos grande episódios experimentais da série (que já trouxe desde sitcom ao ilusório plano-sequência do intenso quinto episódio da temporada anterior), escrito como se fosse uma peça teatral, com a cenografia centrada em dois cômodos, aqui traçamos a trajetória de origem Mr. Robot através dos traumas psicológicos do Elliot até a epifania, lembrou-me um pouco de In Treatment.
Ainda não o considero o melhor da série, perdendo apenas quarto episódio dessa temporada e, principalmente, para o quinto da anterior, mas não deixa de ser uma obra-prima.
Notem que faca que matou a Shayla foi usada para matar o Vera, uma perfeita "arma de Chekhov".
Ainda estou curiosos para saber quem é a terceira personalidade do Elliot.
No Coração do Mundo
3.9 69 Assista AgoraO excelente heist movie mineiro compassa perfeitamente com duas outras obras recentes do subgênero, "Dragged Across Concrete" e "As Viúvas", que, igualmente, trazem dramas tangíveis, servindo como gatilhos para impulsionar as deliberações ambíguas dos anti-heróis.
Confesso que eu tomaria uma decisão mais cruel no ato final, apesar da divergência decisória que tenho com os diretores-roteiristas, em nada o último segmento do filme atrapalha a obra, pelo contrário, é o melhor, compensando o primeiro ato ainda obscuro, com subtramas questionáveis e o segundo que, apesar de introduzir-nos ao enredo principal da obra, ainda é afetado pelos desfechos do bloco inicial.
O elenco é ótimo, a Grace Passô, apesar de não possuir tanto tempo em cena, é o grande destaque, seguida pela Kelly Crifer e Leo Pyrata. Ainda temos uma agradável e simpática Barbara Colen e uma surpreendente Mc Carol.
Ótimo filme!
Mr. Robot (4ª Temporada)
4.6 371Elliot conseguiu cinco estrelas no GTA
Sol Secreto
3.9 33O filme do excepcional Lee Chang-dong faz a protagonista transitar entre as quatro tradicionais formas de amor diluídas em traumas, a competência da Jeon Do-yeon traz certamente uma das grandes atuações femininas da história do cinema - lembrou-me as personagens do oscarizado Ida, porém, concentradas em apenas uma atriz. Trata-se de uma performance enriçada na angústia de uma mulher traumatizada por subsequentes tragédias, mas que encontra evasão no ágape divino até ter que lidar com obstáculos e dilemas como o perdão e a impotência na nupérrima Miryang, a cidade-titulo igualmente marcada por traumas.
Excelente obra.
1917
4.2 1,8K Assista AgoraBirdman - A Guerra
O Traidor
3.5 30 Assista AgoraPara quem gosta de referências e curiosidades musicais:
A música tocada pelo violonista no restaurante e repetida pelo personagem Pippo Calò:
"Lasciatemi cantare
Perché ne sono fiero
Sono un siciliano
Un siciliano vero"
É uma versão modificada do clássica L'italiano, cujo a letra original - Sono un italiano/Un italiano vero - exalta o cidadão e principalmente a nação italiana. Para você que teve um insight, mas não lembra de onde escutou algo parecido, talvez tenha sido a versão do José Augusto, posteriormente necrosada por Gean e Giovani e Eduardo Costa.
Hei de elogiar o filme do Bellocchio e seu exemplar equilíbrio alentoso entre um drama policial e jurídico, além de seus flertes bem-sucedidos com o familiar.
Para quem gosta de outras perspectivas, pode conferir a minissérie "Il capo Dei Capi", sobre o Toto Riina, Coisas da Cosa Nostra, livro de entrevistas com o Falcone, Il Divo, do ótimo Paolo Sorrentino sobre o Andreotti, além do exemplar escrito pelo jornalista brasileiro Leandro Demori, "Cosa Nostra No Brasil", sobre o próprio Tommaso.
A Incrível Suzana
4.1 33"Please! You want to know how Sedan was taken?"
"How?"
"This is Sedan! The weak point between the big Maginot Line and the little Maginot Line. Now, a flank of the German army swung around, through The Netherlands and Belgium. Then, a panzer division smacked right through here..."
A Pequena Cidade
3.7 8Aqui temos o embrião do que se tornaria 'A Árvore dos Frutos Selvagens'.
Life Without Principle
3.4 3Em uma narrativa faulkniana, o drama criminal se debruça sobre a avareza intercalando três arcos primordiais - e alguns subplots imprescritíveis - que giram em torno de um policial e sua esposa com dificuldades em financiar um apartamento, a funcionária de um banco que apresenta desempenho insatisfatórios e um gângster (em uma abordagem bem mais cômica que a tradicional) vendo sua tríade passar por dificuldades financeiras enquanto é sufocada pelas batidas policiais.
Com o enredo envolto na crise dos PIIGS e na ainda frágil ascensão dos BRIC, vemos o mercado financeiro e os desdobramentos da Crise de 2008 como temas centrais. A obra oferece o necessário para que o espectador compreenda o básico do sistema, vinculado instruções e reportagens de maneira didática e semidocumental, com a edição trazendo uma organicidade invejável, superior a de filmes como A Grande Aposta e Wall Street, mesmo quando abandona a linearidade.
Johnnie To é sem dúvidas o mais regular dentre os lendários cineastas de Hong Kong, apesar de, infelizmente, Life Without Principle não estar entre suas obras mais conhecidas, é certamente uma dos mais formidáveis.
Nova Ordem
4.0 63 Assista AgoraUm dos grandes filmes de máfia desta década, sucessor bem-sucedido dos já consagrados Conflitos Internos (que ganharia a refilmagem oscarizada 'Os Infiltrados', conduzida de maneira soberba pelo mestre Scorsese) e Eleição, suntuoso filme de Johnnie To, responsável por uma sequência ainda mais formidável.
"New World" beira a perfeição, só não receberá cinco estrelas por causa dos epílogos pastosos, tornado-o desnecessariamente prolixo.
O Homem Forte
3.2 8 Assista AgoraO irmão mais velho e menos famoso de Luzes da Cidade, trata-se de uma boa estreia do grandioso Frank Capra, possui alguns erros de continuidade perceptíveis e gags inconsistentes. Agradável.
O Sonho de um Homem Ridículo
4.5 139A bela técnica envidraçada de animação realizada pelo Petrov é um dos estilos artesanais mais satisfatórios que nossas retinas podem capturar. Esteticamente, trata-se de uma animação impecável.
Porém, como uma adaptação do conto dostoievskiano, deixa a desejar no lirismo imiscuído em capítulos que o diretor optou por excluir: o gotejar nos olhos do protagonista, o resgate e sua trajetória, sendo guiado pelo ser desconhecido até o Éden intergalático.
Ainda assim carrega a essência do conto.
Noite de Estréia
4.3 56Birdwoman
The Affair: Infidelidade (4ª Temporada)
4.2 83Com exceção dos dois primeiros episódios, que não chegam a ser desastrosos, a quarta temporada vem se reencontrando com aquele poder dramático que fez a série ser aclamada. Claro que ainda tenho algumas críticas, especialmente aos personagens secundários, mas a verticalidade desta quarta temporada abre a possibilidade para que tragam uma quinta ainda melhor.:
Vic é insuportável, ninguém se importa se o mesmo irá morrer.A apatia de seus país reflete o mesmo desinteresse dos espectadores.
Ben é o retrato de um personagem com um interprete mal escalado, além do desenvolvimento pífio.
Os coadjuvantes ficam ainda mais apagados se compararmos aos da primeira temporada: começando por Helen e Cole, que eram meros coadjuvantes no início, ganharam núcleos independentes na segunda temporada.
Subcoadjuvantes como Scotty, Nina, Max, até o sorrateiro Oscar. Os filhos do casal Solloway e os país da Helen, todos muito melhores que os citados acima. Arrisco dizer que houve um corte de orçamento após a fraca terceira temporada.
A Excêntrica Família de Antonia
4.3 363Por vários momentos acreditei que estivesse assistindo a Six Feet Under com retoques de Cem Anos de Solidão.
Exposição de Amor
4.2 100O talento enérgico de Sion Sono conduz as quase quatro horas com involuta presteza. A montagem é extramente ágil, a câmera na mão em diversos planos abertos engrandecem as cenas em momentos singulares, sendo algumas sequências memoráveis: a condução crescente da narrativa, muito bem acompanhada por 'Boléro', que culmina na junção dos arcos simultâneos e uma apresentação magnífica dos personagens - lembrou-me Cidade de Deus. Um excelente monólogo da Yoko na praia com acompanhamento da maravilhosa 'Sinfonia nº 7'.
Porém, o conjunto da obra irá depender do quão você gosta do estilo autoral do diretor acrescido aos subgêneros ex e o sexplotation. O gore, da mesma gênese tarantinesca, está presente, sendo extramente divertido. Já o conteúdo profano, cercado por alegorias que desafiam as convenções bíblicas tradicionais, responsável pela impulsão narrativa, cai em uma perversão voyeurística descartável em dramas tradicionais. Seu uso extenuante conseguiu saturar-se e perder todo o impacto precocemente.
The Affair: Infidelidade (4ª Temporada)
4.2 83O quinto episódio é excelente, como eu havia dito, o arco dramático do Cole é a alma desta quinta temporada: é melancólico, triste, salutar. Vem acompanhando por elementos que engrandecem a narrativa, como diálogos azos e envolventes, que comovem o espectador a cada desfecho, uma boa música.
Um enredo de autoconhecimento quando bem explorado tem o poder de transpassar essa mesma busca para o espectador. Marcante.
Barry Lyndon
4.2 417E pensar que uma das minhas músicas prediletas, Sarabande, ganhou uma representação audiovisual digna de sua grandeza, estando presente, em diversas tonalidades, como tema principal desta obra-prima feita por aquele que é possivelmente o maior diretor estadunidense de todos os tempos.
The Affair: Infidelidade (4ª Temporada)
4.2 83Já começou com metáforas fantasiosas, foi o que que afundou Here and Now recentemente:
Tais terremotos imagéticos me recordaram de Short Cuts, não é o melhor dos artifícios dramáticos.
Algumas conveniências narrativas, a mais incômoda foi o heroísmo do provável novo romance da Alison, além do personagem ser antipático, ainda possui um arco implícito envolvendo alcoolismo, onde o comportamento celibatário telegrafado é um atenuante.
É caríssimo notar que os principais núcleos do enredo ainda funcionam. Cole foi o personagem que mais evoluiu, até o momento possui o melhor desempenho da temporada, seu ponto de vista é o suscetível a embargos dramáticos e suas respostas são extremamente palpáveis. Seu drama com Luisa traz os bons momentos da série com o trio Noah, Alison e Helen, que ainda contribuem para a evolução dramática da série, com exceção da personagem da Ruth Wilson que parece não ter sido escrita para um desenvolvimento heterônomo, ela é sempre dependente, às vezes dá uma sensação de desgaste - por parte dos autores - na finalização da protagonista.
Mas a série vem melhorando, após os dois primeiros episódios contestáveis.