Gosto do Dylan, mas este filme é uma chatice. Muito burocrático, superficial, muita música e pouca história. Parece um videoclipe de 2h20min. O restinho de enredo que tem é um triângulo amoroso digno da telenovela "Malhação". O filme é o Chalamet o tempo todo com cigarro na boca, fazendo pose e sendo babaca. Muito blasé e caricato. Credo.
Entre os indicados ao Oscar, é o que mais toca na ferida dos EUA. O filme se concentra em dois eixos centrais que são a desconstrução do sonho americano e a relação de poder conflituosa e paradoxal entre o capital e o próprio artista.
De um lado, o capital que financia e viabiliza a obra artística ao mesmo tempo que limita o processo do fazer artístico e faz valer seus interesses sobre a obra. Do outro, os desafios do artista em criar algo profundamente pessoal e autêntico, ao mesmo tempo que depende de financiamento externo e acaba se submetendo a diversos interesses que não são seus e precisa defender com afinco sua visão criativa e a integridade de sua obra à ideia e concepção original.
Para isso, Corbet cria essa falsa cinebiografia sobre um arquiteto talentoso imigrante húngaro de origem judaica que passa por diversas situações abusivas, humilhantes e vexatórias, reflete sobre a vida geral do imigrante nos EUA, o preconceito e xenofobia de um país que se aparenta aberto e receptivo ao estrangeiro, mas só enquanto seus talentos são úteis e importantes para o capital.
O diretor sabe pouco sobre o México, mas acho que ele acertou no filme. Em alguns momentos Emilia Pérez parece uma novela mexicana. Se você não levar o filme a sério, pode se divertir.
Gostei bastante dos 30 minutos iniciais do filme e só. Conforme o filme avança, ele perde força e se torna monótono. Walter Salles reduz Rubens Paiva a um pai de família e dilui todo peso político que tem uma figura como ele. Rubens foi um deputado cassado pelo regime militar, o fato de ser perseguido pelo regime era porque se opunha a ele. O ex-deputado me parece um personagem mais interessante que a própria Eunice, que pouco sabia das atividades políticas do marido. O filme ainda tem problemas técnicos com o áudio, não consegui entender a fala de alguns personagens, como o personagem de Humberto Carrão. Enfim, filme razoável e nada além disso.
Filme meio besta sobre quatro quarentões que ainda não sabem o efeito do álcool no organismo. Ainda que tenha se afastado de uma abordagem moralista, ninguém sabe como isso chegou a ganhar um Oscar.
O filme remonta a um clássico gótico da literatura mundial: Frankenstein. Porém temos agora uma criatura feminina. Uma mulher que havia se suicidado caindo de uma ponte. Seu corpo é encontrado por Godwin, um cientista maluco que, digamos assim, adora fazer experiências bem excêntricas. Ela estava grávida. Então o cientista resolve substituir o cérebro dela pelo do bebê. Ela volta à vida. Mas agora como um bebê no corpo de uma mulher formada. O filme trata sobre a liberdade feminina, a liberdade de experimentação da vida, uma ode ao conhecimento, todos os homens que Bella encontrar pelo seu caminho vão querer aprisioná-la, controlá-la de alguma forma, isso num contexto de grande repressão sexual feminina como a era vitoriana, em que as mulheres tidas como histéricas tinham seu clitóris arrancado. Bella é um espírito livre e indomável, uma cientista de fato. E só temos a agradecer que a adaptação venha do grego Lanthimos e não um certo Tim Burton que transformaria tudo numa Disneylândia.
Não existe coisa mais chata nesta vida que acompanhar o chove-não-molha desse QUASE casal de coreanos. Fiquei com a impressão que os realizadores dessa obra queriam desperdiçar nosso tempo. Se essa foi intenção, conseguiram.
No fim ficamos exaustos do filme como o personagem principal em relação ao trabalho. Filme começa bem, mas se torna repetitivo e Scorsese abusa de maneirismo.
Ótimo filme do Allen. Aqui o cinema hollywoodiano e o cinema mais artístico europeu disputam o amor de uma mulher. Allen descreve Hollywood como um antro de gente falsa e comercialmente engajada. Ele utiliza os clássicos do cinema europeu para críticar o cinema americano. E o final não poderia ser mais pessimista, o discurso Hollywoodiano ainda hoje parece muito mais sedutor.
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
Frankenstein
3.7 596 Assista AgoraPrimeira hora arrastada, visual gótico genérico e filme excessivamente piegas.
Um Completo Desconhecido
3.5 234 Assista AgoraGosto do Dylan, mas este filme é uma chatice. Muito burocrático, superficial, muita música e pouca história. Parece um videoclipe de 2h20min. O restinho de enredo que tem é um triângulo amoroso digno da telenovela "Malhação". O filme é o Chalamet o tempo todo com cigarro na boca, fazendo pose e sendo babaca. Muito blasé e caricato. Credo.
O Brutalista
3.6 307 Assista AgoraEntre os indicados ao Oscar, é o que mais toca na ferida dos EUA. O filme se concentra em dois eixos centrais que são a desconstrução do sonho americano e a relação de poder conflituosa e paradoxal entre o capital e o próprio artista.
De um lado, o capital que financia e viabiliza a obra artística ao mesmo tempo que limita o processo do fazer artístico e faz valer seus interesses sobre a obra. Do outro, os desafios do artista em criar algo profundamente pessoal e autêntico, ao mesmo tempo que depende de financiamento externo e acaba se submetendo a diversos interesses que não são seus e precisa defender com afinco sua visão criativa e a integridade de sua obra à ideia e concepção original.
Para isso, Corbet cria essa falsa cinebiografia sobre um arquiteto talentoso imigrante húngaro de origem judaica que passa por diversas situações abusivas, humilhantes e vexatórias, reflete sobre a vida geral do imigrante nos EUA, o preconceito e xenofobia de um país que se aparenta aberto e receptivo ao estrangeiro, mas só enquanto seus talentos são úteis e importantes para o capital.
Emilia Pérez
2.4 483 Assista Agora"Não chamou atores mexicanos" zZZzZ, "não foi feito no México" zzZZz, "o diretor é francês" zzZZz, mas os mexicanos... buáááá, buáá
Vocês assistiam as novelas da Glória Perez e adoravam, tomem jeito!
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraO diretor sabe pouco sobre o México, mas acho que ele acertou no filme. Em alguns momentos Emilia Pérez parece uma novela mexicana. Se você não levar o filme a sério, pode se divertir.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraO filme mais divertido do ano!
Sing Sing
3.8 147 Assista AgoraReabilitação através da arte. Coisa linda. Filme inspirador!
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraGostei bastante dos 30 minutos iniciais do filme e só. Conforme o filme avança, ele perde força e se torna monótono. Walter Salles reduz Rubens Paiva a um pai de família e dilui todo peso político que tem uma figura como ele. Rubens foi um deputado cassado pelo regime militar, o fato de ser perseguido pelo regime era porque se opunha a ele. O ex-deputado me parece um personagem mais interessante que a própria Eunice, que pouco sabia das atividades políticas do marido. O filme ainda tem problemas técnicos com o áudio, não consegui entender a fala de alguns personagens, como o personagem de Humberto Carrão. Enfim, filme razoável e nada além disso.
O Lar das Crianças Peculiares
3.3 1,5K Assista AgoraFilme simpático :)
Saltburn
3.5 931Horrível.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraFeminismo segundo a lógica do mercado e do lucro!
Druk: Mais Uma Rodada
3.9 824 Assista AgoraFilme meio besta sobre quatro quarentões que ainda não sabem o efeito do álcool no organismo. Ainda que tenha se afastado de uma abordagem moralista, ninguém sabe como isso chegou a ganhar um Oscar.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraO filme remonta a um clássico gótico da literatura mundial: Frankenstein. Porém temos agora uma criatura feminina. Uma mulher que havia se suicidado caindo de uma ponte. Seu corpo é encontrado por Godwin, um cientista maluco que, digamos assim, adora fazer experiências bem excêntricas. Ela estava grávida. Então o cientista resolve substituir o cérebro dela pelo do bebê. Ela volta à vida. Mas agora como um bebê no corpo de uma mulher formada. O filme trata sobre a liberdade feminina, a liberdade de experimentação da vida, uma ode ao conhecimento, todos os homens que Bella encontrar pelo seu caminho vão querer aprisioná-la, controlá-la de alguma forma, isso num contexto de grande repressão sexual feminina como a era vitoriana, em que as mulheres tidas como histéricas tinham seu clitóris arrancado. Bella é um espírito livre e indomável, uma cientista de fato. E só temos a agradecer que a adaptação venha do grego Lanthimos e não um certo Tim Burton que transformaria tudo numa Disneylândia.
Ficção Americana
3.8 423 Assista AgoraSenti-me traído pelo seu final. Mais um filme poeira nos olhos. Uma pena, estava indo tão bem.
Vidas Passadas
4.1 939 Assista AgoraNão existe coisa mais chata nesta vida que acompanhar o chove-não-molha desse QUASE casal de coreanos. Fiquei com a impressão que os realizadores dessa obra queriam desperdiçar nosso tempo. Se essa foi intenção, conseguiram.
Todos Nós Desconhecidos
3.8 253 Assista AgoraBrazil, I'm devastated.
Vivendo no Limite
3.4 174 Assista AgoraNo fim ficamos exaustos do filme como o personagem principal em relação ao trabalho. Filme começa bem, mas se torna repetitivo e Scorsese abusa de maneirismo.
Não Olhe para Cima
3.7 1,9K Assista AgoraUm grande retrato da democracia americana.
As Vinhas da Ira
4.4 212Grandioso!
O Festival do Amor
3.3 49 Assista AgoraÓtimo filme do Allen. Aqui o cinema hollywoodiano e o cinema mais artístico europeu disputam o amor de uma mulher. Allen descreve Hollywood como um antro de gente falsa e comercialmente engajada. Ele utiliza os clássicos do cinema europeu para críticar o cinema americano. E o final não poderia ser mais pessimista, o discurso Hollywoodiano ainda hoje parece muito mais sedutor.