liberdade não é negociável! filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco. o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão. lindo e emocionante.
Democracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
finalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
nossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
bonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
roteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Importante a representação evangélica com recorte de classe e raça, pois ela quase nunca é feita a partir desses signos estéticos da elite branca. Um retrato importante da aliança fascista com a religião nesses tempos bolsonaristas e de influencers conservadorxs
pior da franquia, pois tem zero linha de investigação e comentário social, mas aprofunda as relações afetivas entre as personagens e nos faz nos importar com elas... Me diverti. Espero que o 7 seja realmente corajoso ou bem escrito.
trazer uma terceira ponta - do nazismo - a uma história já com tantas pontas deixou o filme cansativo. é lindo, lindo, lindo! amo a história, mas as voltas do roteiro me afastaram emocionalmente. o simples às vezes cativa mais... achei que fosse ser um filme mais livre das amarras hollywoodianas :'(
Chocado com pessoas achando que o filme é espírita. Eu, como criança criada no espiritismo (não mais), posso afirmar: não tem NADA a ver (o espírito entra num GATO! basta um google, galera. Vamos parar de passar vergonha à toa...). Aliás o filme é super ateu, não há vinculação a nenhuma religiosidade, nem mesmo uma perspectiva ecumênica. Não há deus ou nenhum ser sequer parecido. Acho que justamente por isso não curti. Ele ignora anos e anos e anos de inúmeras milhares de compreensões religiosas acerca da vida. Reduz tudo a um plano tecnológico cubista, vazio de significados além do que se vê. É uma ode a vida encarnada (material) tal como é, mas sem muitos aprofundamentos. Há no filme uma necessidade de universalizar debates, e para isso, inclusive desracializa o próprio protagonista: ele é negro, mas não pensa sua negritude. Na verdade, há uma tentativa de transcendê-la, ao abrigar em seu corpo negro um espírito supostamente sem raça, gênero, etc, mas que é explicitamente uma mulher branca. Pensadoras feministas negras já apontam há tempos o erro grosseiro da universalização: quando não se situa, localiza um debate, o universal tende a ser branco e masculino. No caso da 22, como tem voz feminina, resta apenas como branca.
Contundente pá de terra na era Trump (figura patética guru de tv nascido dos esgotos multicoloridos dos anos 80). Amei o filme. Além de ser fiel à época retratada sem ser caricatural, tem uma narrativa simples, é fechadinho, sem mil explosões ou cenas de ação a cada sete segundos, com diálogos longos e envolventes, construção dedicada de cada personagem e redenção no fim.
Cara, amo esse diretor, ele costuma ser super sarcastico com esse tipo de homem branco hetero intelectualoide que provavelmente é (rsrs), mas nesse filme passa pano. E é muito cliché. Charlie é um bebezao que não queria ser pai, só queria ganhar. Mas ele não percebe isso em nenhum momento, nunca se desculpa pela traição ou por impor sua vontade o tempo todo, e ainda posa de bom moço no final. O problema é que a direção não dá sequer um tom ironico nessa resolução, parece realmente acreditar na mudança do personagem. Dá pra notar que foi escrita e dirigida por um homem; os esforços na crítica à instituição machista que é o casamento infelizmente não foram suficientes. ps.: ponto alto para as cenas da Laura Dern com a Scarlett Johansson ps2.: concordo que o menino é muito chato, um mini Charlie.
O Último Azul
3.7 209 Assista Agoraliberdade não é negociável!
filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco.
o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão.
lindo e emocionante.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 188Democracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
Superman
3.6 916 Assista Agorafinalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
Queer
3.1 187 Assista Agoranossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Larissa: O Outro Lado de Anitta
2.8 41o que mais me choca é não ser nem um pouco sobre música (mentira, nã me choca)
Alma's Rainbow
3.3 1Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
Janet Planet
2.9 10 Assista Agorabonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
MaXXXine
3.1 668 Assista Agoraroteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Barbie
3.8 1,7K Assista Agoraroteiro inteligente, propaganda sagaz
Medusa
3.4 64 Assista AgoraImportante a representação evangélica com recorte de classe e raça, pois ela quase nunca é feita a partir desses signos estéticos da elite branca. Um retrato importante da aliança fascista com a religião nesses tempos bolsonaristas e de influencers conservadorxs
Pânico VI
3.5 852 Assista Agorapior da franquia, pois tem zero linha de investigação e comentário social, mas aprofunda as relações afetivas entre as personagens e nos faz nos importar com elas... Me diverti. Espero que o 7 seja realmente corajoso ou bem escrito.
Pinóquio por Guillermo del Toro
4.2 553trazer uma terceira ponta - do nazismo - a uma história já com tantas pontas deixou o filme cansativo. é lindo, lindo, lindo! amo a história, mas as voltas do roteiro me afastaram emocionalmente. o simples às vezes cativa mais... achei que fosse ser um filme mais livre das amarras hollywoodianas :'(
Marte Um
4.1 337 Assista Agoraque venha o Oscar <3
Pânico
3.4 1,1K Assista AgoraComo diria mamãe Ru: "Meh!"
Fuja
3.4 1,1K Assista AgoraThelma maior e melhor
Soul
4.3 1,4KChocado com pessoas achando que o filme é espírita. Eu, como criança criada no espiritismo (não mais), posso afirmar: não tem NADA a ver (o espírito entra num GATO! basta um google, galera. Vamos parar de passar vergonha à toa...). Aliás o filme é super ateu, não há vinculação a nenhuma religiosidade, nem mesmo uma perspectiva ecumênica. Não há deus ou nenhum ser sequer parecido. Acho que justamente por isso não curti. Ele ignora anos e anos e anos de inúmeras milhares de compreensões religiosas acerca da vida. Reduz tudo a um plano tecnológico cubista, vazio de significados além do que se vê. É uma ode a vida encarnada (material) tal como é, mas sem muitos aprofundamentos. Há no filme uma necessidade de universalizar debates, e para isso, inclusive desracializa o próprio protagonista: ele é negro, mas não pensa sua negritude. Na verdade, há uma tentativa de transcendê-la, ao abrigar em seu corpo negro um espírito supostamente sem raça, gênero, etc, mas que é explicitamente uma mulher branca. Pensadoras feministas negras já apontam há tempos o erro grosseiro da universalização: quando não se situa, localiza um debate, o universal tende a ser branco e masculino. No caso da 22, como tem voz feminina, resta apenas como branca.
Mulher-Maravilha 1984
3.0 1,3KContundente pá de terra na era Trump (figura patética guru de tv nascido dos esgotos multicoloridos dos anos 80). Amei o filme. Além de ser fiel à época retratada sem ser caricatural, tem uma narrativa simples, é fechadinho, sem mil explosões ou cenas de ação a cada sete segundos, com diálogos longos e envolventes, construção dedicada de cada personagem e redenção no fim.
A Festa de Formatura
3.1 241high school musical tá diferente
Unbreakable Kimmy Schmidt: Kimmy Vs. O Reverendo
3.4 54a interação estragou. já na metade eu só ficava escolhendo o caminho "certo" pro fim por motivos de cansaço. que graça tem isso? :(
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraEntre traumatizado e nauseado pela gritaria, mas com certeza puto com a babaquice branca que é Hagaar
História de um Casamento
4.0 1,9K Assista AgoraCara, amo esse diretor, ele costuma ser super sarcastico com esse tipo de homem branco hetero intelectualoide que provavelmente é (rsrs), mas nesse filme passa pano. E é muito cliché. Charlie é um bebezao que não queria ser pai, só queria ganhar. Mas ele não percebe isso em nenhum momento, nunca se desculpa pela traição ou por impor sua vontade o tempo todo, e ainda posa de bom moço no final. O problema é que a direção não dá sequer um tom ironico nessa resolução, parece realmente acreditar na mudança do personagem. Dá pra notar que foi escrita e dirigida por um homem; os esforços na crítica à instituição machista que é o casamento infelizmente não foram suficientes.
ps.: ponto alto para as cenas da Laura Dern com a Scarlett Johansson
ps2.: concordo que o menino é muito chato, um mini Charlie.
Perdi Meu Corpo
3.8 351 Assista Agorao filme podia ser só sobre a mão. o garoto é um saco.
Nasce Uma Estrela
4.0 2,4K Assista AgoraTrilha sonora salva
Sombras da Vida
3.8 1,3K Assista Agorauau