Esquadrão Suicida versão global. O que as pessoas tem feito nas salas de roteirista da globo? Escrever que não é. Quanta perda de talento: yara de novaes, ana flavia cavalcanti, fernanda montenegro, cara... triste. é mais uma da série do entope de reviravolta, de acontecimento em cima de acontecimento, sem tempo nem vontade de elaboração que é pra não entendiar o povo. que povo? que publico? é preciso um pouco mais - na verdade, é preciso qualquer coisa, qualquer mínimo de sofisticação, respiro, profundidade nas construções. Não são pessoas na tela, parece um bando de arquétipo ambulante dizendo frases de efeito enquanto salvam o dia.
depois de assistir "save the green planet!" até tirei uma estrela. filme frio que peca no principal: manter, em igual importancia, a questão conspiratoria e os traumas do protagonista, tratando-o com dignidade
terrível. parece um comercial de grife sem alma nenhuma. a ultima seção é sofrivel. não tem roteiro. os ganchos são toscos. a critica, rasa. se ainda se afundasse nos constrangimentos...
que filme primoroso! na lista dos melhores do ano. roteiro impecável, complexo, intenso. fotografia viva, excelentes atuações. um quê de melodrama com suspense. dificil carregar uma historia inteira em duas personagens, em um só cenário. e ele consegue. a tensão permanece do inicio ao fim. é um filme de roteiro pq carrega sutilezas em cada fala, olhar, ação. tudo é pensando. não é um filme contemplativo, como costumam ser os filmes alternativos brasileiros. é como uma gangorra entre essas duas mulheres que não consgeuem deixar o passado pra trás. uma pena estar em tao poucas salas de cinema
fui com tanta expectativa... as personagens sustentam o filme. o roteiro é raso e fica a sensação de que as entrevistas poderiam render tão mais, além de que a edição podia ter explorado uma montagem mais dinâmica: as entrevistas em bloco ficaram meio autonomas e o fio condutor da historia da mãe, infelizmente nao rendeu. A fotografia é impecável. A conexão entre arquitetura e a profissão domestica podia ter tido mais pesquisa. mas ainda sim um lançamento importante. que venham mais!
Temporada icônica! Como sempre, desbravando os novos formatos dos gêneros televisivos e, nessa temporada, há um mergulho intenso na Valerie. Um equilíbrio magistral entre comédia e drama, alem de um potente comentário social acerca do IA. O monstro de repente virou um bichinho de pelúcia. Palmas de pé! Que roteiros! Um refresco <3
É fantástica construção das reflexões sobre relacionamentos amorosos, contrastando os dois casais, com suas diferenças etárias e de classe. Mas esse eixo se perde quando se acrescenta a situação estapafúdia do médico incopentente e da empresária fodona. Ali a gente perde a possibilidade de identificação que a série trazia e fica mais inverossímel. A série nunca cai totalmente, mas os dois ultimos episódios são neohollywoodnetflix purinho, chato todo vida, apostando em ação e ostentação audivisual. Desnecessário. Ponto alto são os bottle episódios do casal jovem no hospital e do casal mais velho buscando o cãozinho. Memoráveis.
liberdade não é negociável! filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco. o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão. lindo e emocionante.
a série te engana. até o 4 episódio parece uma coisa, depois vira outra. sensível, potente, honesta, delicada. aqui o exagero da personagem principal possui um motivo narrativo que leva o espectador a acolhe-la. é uma sére menos cínina (no sentido senso comum da palavra) sobre pessoas machucadas tentando fazer melhor, cuidar melhor, se cuidar melhor e aceitar cuidado do outro. e, nesse gesto, nos distancia e nos questiona acerca de nossos pré-julgamentos, principalmente acerca de gênero e cultura.
Democracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
essa mulher é genial, sou cadelinha dela declarado. que temporada primorosa!!! dois grandes arcos narrativos que vão no limite metalinguistico de pesnar o exercício de atuação, cinema, etc, que nada mais é que fingir tão bem, mentir até encontrar a verdade na mentira. pra mim, essa temporada é isso! brinca com arquetipos e filosofa sobre a função do entretenimento e da arte audiovisual, sem ser complexo ou pedante, divertindo do início ao fim.
finalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
"Qualquer novela", Comédia MTV, entre 2010 e 2011. Fora Camila Pitanga tirando leite de pedra pra adicionar nuances à personagem, é um festival de clichés, um mosaico de plots já conhecidos. Que agonia ouvir a maravilhosa Teresa Cristina cantando "O que é, o que é" praquela família mequetrefe pseudo-suburbana... os personagens podiam ter qualquer nome, porque o que importa mesmo é a ação, a surpresa, o choque; não dá tempo de criar qualquer conexão, não há detalhes. A avaliação vai por ter conseguido entender (e replicar e vender) a linguagem miliante de internet e por Camila Pitanga. Acredito que uma novela pode muito, muito mais que essa superficialidade repetida; tem sim seus maniqueísmos desgastados, mas o ritmo, o fato de lidar com um tempo mais lento, permite aprofundar relações entre personagens, criar um caminho para eles num desdobramento que interesse para além do choque, do discurso, do imapcto fácil pelo qual "beleza fatal" (sobre)vive. Há espaço pra esse tipo, só não é pra mim e não reinventa roda nenhuma, alimentando tanto quanto um ultraprocessado.
nossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
bonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
roteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Emergência 53 (1ª Temporada)
3.5 16 Assista AgoraEsquadrão Suicida versão global. O que as pessoas tem feito nas salas de roteirista da globo? Escrever que não é. Quanta perda de talento: yara de novaes, ana flavia cavalcanti, fernanda montenegro, cara... triste. é mais uma da série do entope de reviravolta, de acontecimento em cima de acontecimento, sem tempo nem vontade de elaboração que é pra não entendiar o povo. que povo? que publico? é preciso um pouco mais - na verdade, é preciso qualquer coisa, qualquer mínimo de sofisticação, respiro, profundidade nas construções. Não são pessoas na tela, parece um bando de arquétipo ambulante dizendo frases de efeito enquanto salvam o dia.
Jogada de Risco (1ª Temporada)
3.5 18 Assista Agoranada com nada. só vi pelo Juan Paiva, mas foi clickbait
Pillion
3.2 91que pau-molice de filme. não consegue nem ser sexy, vazio de qualquer coisa. um comercial estúpido de moto e roupa pra moto
Bugonia
3.6 559 Assista Agoradepois de assistir "save the green planet!" até tirei uma estrela. filme frio que peca no principal: manter, em igual importancia, a questão conspiratoria e os traumas do protagonista, tratando-o com dignidade
Save The Green Planet!
3.7 27mil vezes melhor que bugonia. tem coração, respeita o protagonista em suas dores. incrivel!
Pai Mãe Irmã Irmão
3.3 43 Assista Agoraterrível. parece um comercial de grife sem alma nenhuma. a ultima seção é sofrivel. não tem roteiro. os ganchos são toscos. a critica, rasa. se ainda se afundasse nos constrangimentos...
Um Poeta
4.2 13 Assista Agorau-a-u... sem palavras! daqueles que te escangalham
Criadas
3.3 5que filme primoroso! na lista dos melhores do ano. roteiro impecável, complexo, intenso. fotografia viva, excelentes atuações. um quê de melodrama com suspense. dificil carregar uma historia inteira em duas personagens, em um só cenário. e ele consegue. a tensão permanece do inicio ao fim. é um filme de roteiro pq carrega sutilezas em cada fala, olhar, ação. tudo é pensando. não é um filme contemplativo, como costumam ser os filmes alternativos brasileiros. é como uma gangorra entre essas duas mulheres que não consgeuem deixar o passado pra trás. uma pena estar em tao poucas salas de cinema
Aqui Não Entra Luz
3.6 11fui com tanta expectativa... as personagens sustentam o filme. o roteiro é raso e fica a sensação de que as entrevistas poderiam render tão mais, além de que a edição podia ter explorado uma montagem mais dinâmica: as entrevistas em bloco ficaram meio autonomas e o fio condutor da historia da mãe, infelizmente nao rendeu. A fotografia é impecável. A conexão entre arquitetura e a profissão domestica podia ter tido mais pesquisa. mas ainda sim um lançamento importante. que venham mais!
The Comeback (3ª Temporada)
4.1 4 Assista AgoraTemporada icônica! Como sempre, desbravando os novos formatos dos gêneros televisivos e, nessa temporada, há um mergulho intenso na Valerie. Um equilíbrio magistral entre comédia e drama, alem de um potente comentário social acerca do IA. O monstro de repente virou um bichinho de pelúcia. Palmas de pé! Que roteiros! Um refresco <3
Treta (2ª Temporada)
3.4 68 Assista AgoraÉ fantástica construção das reflexões sobre relacionamentos amorosos, contrastando os dois casais, com suas diferenças etárias e de classe. Mas esse eixo se perde quando se acrescenta a situação estapafúdia do médico incopentente e da empresária fodona. Ali a gente perde a possibilidade de identificação que a série trazia e fica mais inverossímel. A série nunca cai totalmente, mas os dois ultimos episódios são neohollywoodnetflix purinho, chato todo vida, apostando em ação e ostentação audivisual. Desnecessário. Ponto alto são os bottle episódios do casal jovem no hospital e do casal mais velho buscando o cãozinho. Memoráveis.
O Último Azul
3.7 225 Assista Agoraliberdade não é negociável!
filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco.
o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão.
lindo e emocionante.
Too Much (1ª Temporada)
3.4 24 Assista Agoraa série te engana. até o 4 episódio parece uma coisa, depois vira outra. sensível, potente, honesta, delicada. aqui o exagero da personagem principal possui um motivo narrativo que leva o espectador a acolhe-la. é uma sére menos cínina (no sentido senso comum da palavra) sobre pessoas machucadas tentando fazer melhor, cuidar melhor, se cuidar melhor e aceitar cuidado do outro. e, nesse gesto, nos distancia e nos questiona acerca de nossos pré-julgamentos, principalmente acerca de gênero e cultura.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 189 Assista AgoraDemocracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
Poker Face (2ª Temporada)
3.7 6essa mulher é genial, sou cadelinha dela declarado. que temporada primorosa!!! dois grandes arcos narrativos que vão no limite metalinguistico de pesnar o exercício de atuação, cinema, etc, que nada mais é que fingir tão bem, mentir até encontrar a verdade na mentira. pra mim, essa temporada é isso! brinca com arquetipos e filosofa sobre a função do entretenimento e da arte audiovisual, sem ser complexo ou pedante, divertindo do início ao fim.
Superman
3.6 934 Assista Agorafinalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
Adolescência
4.0 615 Assista Agora"Travessia" tá diferente rs
Beleza Fatal (1ª Temporada)
4.0 140"Qualquer novela", Comédia MTV, entre 2010 e 2011. Fora Camila Pitanga tirando leite de pedra pra adicionar nuances à personagem, é um festival de clichés, um mosaico de plots já conhecidos. Que agonia ouvir a maravilhosa Teresa Cristina cantando "O que é, o que é" praquela família mequetrefe pseudo-suburbana... os personagens podiam ter qualquer nome, porque o que importa mesmo é a ação, a surpresa, o choque; não dá tempo de criar qualquer conexão, não há detalhes. A avaliação vai por ter conseguido entender (e replicar e vender) a linguagem miliante de internet e por Camila Pitanga. Acredito que uma novela pode muito, muito mais que essa superficialidade repetida; tem sim seus maniqueísmos desgastados, mas o ritmo, o fato de lidar com um tempo mais lento, permite aprofundar relações entre personagens, criar um caminho para eles num desdobramento que interesse para além do choque, do discurso, do imapcto fácil pelo qual "beleza fatal" (sobre)vive. Há espaço pra esse tipo, só não é pra mim e não reinventa roda nenhuma, alimentando tanto quanto um ultraprocessado.
Queer
3.1 193 Assista Agoranossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Larissa: O Outro Lado de Anitta
2.8 41o que mais me choca é não ser nem um pouco sobre música (mentira, nã me choca)
Alma's Rainbow
3.3 1Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
Janet Planet
3.1 10 Assista Agorabonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
MaXXXine
3.1 679 Assista Agoraroteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Barbie
3.8 1,7K Assista Agoraroteiro inteligente, propaganda sagaz