depois de assistir "save the green planet!" até tirei uma estrela. filme frio que peca no principal: manter, em igual importancia, a questão conspiratoria e os traumas do protagonista, tratando-o com dignidade
terrível. parece um comercial de grife sem alma nenhuma. a ultima seção é sofrivel. não tem roteiro. os ganchos são toscos. a critica, rasa. se ainda se afundasse nos constrangimentos...
que filme primoroso! na lista dos melhores do ano. roteiro impecável, complexo, intenso. fotografia viva, excelentes atuações. um quê de melodrama com suspense. dificil carregar uma historia inteira em duas personagens, em um só cenário. e ele consegue. a tensão permanece do inicio ao fim. é um filme de roteiro pq carrega sutilezas em cada fala, olhar, ação. tudo é pensando. não é um filme contemplativo, como costumam ser os filmes alternativos brasileiros. é como uma gangorra entre essas duas mulheres que não consgeuem deixar o passado pra trás. uma pena estar em tao poucas salas de cinema
fui com tanta expectativa... as personagens sustentam o filme. o roteiro é raso e fica a sensação de que as entrevistas poderiam render tão mais, além de que a edição podia ter explorado uma montagem mais dinâmica: as entrevistas em bloco ficaram meio autonomas e o fio condutor da historia da mãe, infelizmente nao rendeu. A fotografia é impecável. A conexão entre arquitetura e a profissão domestica podia ter tido mais pesquisa. mas ainda sim um lançamento importante. que venham mais!
liberdade não é negociável! filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco. o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão. lindo e emocionante.
Democracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
finalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
nossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
bonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
roteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Importante a representação evangélica com recorte de classe e raça, pois ela quase nunca é feita a partir desses signos estéticos da elite branca. Um retrato importante da aliança fascista com a religião nesses tempos bolsonaristas e de influencers conservadorxs
pior da franquia, pois tem zero linha de investigação e comentário social, mas aprofunda as relações afetivas entre as personagens e nos faz nos importar com elas... Me diverti. Espero que o 7 seja realmente corajoso ou bem escrito.
trazer uma terceira ponta - do nazismo - a uma história já com tantas pontas deixou o filme cansativo. é lindo, lindo, lindo! amo a história, mas as voltas do roteiro me afastaram emocionalmente. o simples às vezes cativa mais... achei que fosse ser um filme mais livre das amarras hollywoodianas :'(
Chocado com pessoas achando que o filme é espírita. Eu, como criança criada no espiritismo (não mais), posso afirmar: não tem NADA a ver (o espírito entra num GATO! basta um google, galera. Vamos parar de passar vergonha à toa...). Aliás o filme é super ateu, não há vinculação a nenhuma religiosidade, nem mesmo uma perspectiva ecumênica. Não há deus ou nenhum ser sequer parecido. Acho que justamente por isso não curti. Ele ignora anos e anos e anos de inúmeras milhares de compreensões religiosas acerca da vida. Reduz tudo a um plano tecnológico cubista, vazio de significados além do que se vê. É uma ode a vida encarnada (material) tal como é, mas sem muitos aprofundamentos. Há no filme uma necessidade de universalizar debates, e para isso, inclusive desracializa o próprio protagonista: ele é negro, mas não pensa sua negritude. Na verdade, há uma tentativa de transcendê-la, ao abrigar em seu corpo negro um espírito supostamente sem raça, gênero, etc, mas que é explicitamente uma mulher branca. Pensadoras feministas negras já apontam há tempos o erro grosseiro da universalização: quando não se situa, localiza um debate, o universal tende a ser branco e masculino. No caso da 22, como tem voz feminina, resta apenas como branca.
Contundente pá de terra na era Trump (figura patética guru de tv nascido dos esgotos multicoloridos dos anos 80). Amei o filme. Além de ser fiel à época retratada sem ser caricatural, tem uma narrativa simples, é fechadinho, sem mil explosões ou cenas de ação a cada sete segundos, com diálogos longos e envolventes, construção dedicada de cada personagem e redenção no fim.
Pillion
3.2 91que pau-molice de filme. não consegue nem ser sexy, vazio de qualquer coisa. um comercial estúpido de moto e roupa pra moto
Bugonia
3.6 559 Assista Agoradepois de assistir "save the green planet!" até tirei uma estrela. filme frio que peca no principal: manter, em igual importancia, a questão conspiratoria e os traumas do protagonista, tratando-o com dignidade
Save The Green Planet!
3.7 27mil vezes melhor que bugonia. tem coração, respeita o protagonista em suas dores. incrivel!
Pai Mãe Irmã Irmão
3.3 43 Assista Agoraterrível. parece um comercial de grife sem alma nenhuma. a ultima seção é sofrivel. não tem roteiro. os ganchos são toscos. a critica, rasa. se ainda se afundasse nos constrangimentos...
Um Poeta
4.2 13 Assista Agorau-a-u... sem palavras! daqueles que te escangalham
Criadas
3.3 5que filme primoroso! na lista dos melhores do ano. roteiro impecável, complexo, intenso. fotografia viva, excelentes atuações. um quê de melodrama com suspense. dificil carregar uma historia inteira em duas personagens, em um só cenário. e ele consegue. a tensão permanece do inicio ao fim. é um filme de roteiro pq carrega sutilezas em cada fala, olhar, ação. tudo é pensando. não é um filme contemplativo, como costumam ser os filmes alternativos brasileiros. é como uma gangorra entre essas duas mulheres que não consgeuem deixar o passado pra trás. uma pena estar em tao poucas salas de cinema
Aqui Não Entra Luz
3.6 11fui com tanta expectativa... as personagens sustentam o filme. o roteiro é raso e fica a sensação de que as entrevistas poderiam render tão mais, além de que a edição podia ter explorado uma montagem mais dinâmica: as entrevistas em bloco ficaram meio autonomas e o fio condutor da historia da mãe, infelizmente nao rendeu. A fotografia é impecável. A conexão entre arquitetura e a profissão domestica podia ter tido mais pesquisa. mas ainda sim um lançamento importante. que venham mais!
O Último Azul
3.7 225 Assista Agoraliberdade não é negociável!
filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco.
o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão.
lindo e emocionante.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 189 Assista AgoraDemocracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
Superman
3.6 934 Assista Agorafinalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
Queer
3.1 193 Assista Agoranossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Larissa: O Outro Lado de Anitta
2.8 41o que mais me choca é não ser nem um pouco sobre música (mentira, nã me choca)
Alma's Rainbow
3.3 1Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
Janet Planet
3.1 10 Assista Agorabonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
MaXXXine
3.1 679 Assista Agoraroteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Barbie
3.8 1,7K Assista Agoraroteiro inteligente, propaganda sagaz
Medusa
3.4 64 Assista AgoraImportante a representação evangélica com recorte de classe e raça, pois ela quase nunca é feita a partir desses signos estéticos da elite branca. Um retrato importante da aliança fascista com a religião nesses tempos bolsonaristas e de influencers conservadorxs
Pânico VI
3.4 856 Assista Agorapior da franquia, pois tem zero linha de investigação e comentário social, mas aprofunda as relações afetivas entre as personagens e nos faz nos importar com elas... Me diverti. Espero que o 7 seja realmente corajoso ou bem escrito.
Pinóquio por Guillermo del Toro
4.1 552 Assista Agoratrazer uma terceira ponta - do nazismo - a uma história já com tantas pontas deixou o filme cansativo. é lindo, lindo, lindo! amo a história, mas as voltas do roteiro me afastaram emocionalmente. o simples às vezes cativa mais... achei que fosse ser um filme mais livre das amarras hollywoodianas :'(
Marte Um
4.1 339 Assista Agoraque venha o Oscar <3
Pânico
3.4 1,1K Assista AgoraComo diria mamãe Ru: "Meh!"
Fuja
3.4 1,1K Assista AgoraThelma maior e melhor
Soul
4.3 1,4KChocado com pessoas achando que o filme é espírita. Eu, como criança criada no espiritismo (não mais), posso afirmar: não tem NADA a ver (o espírito entra num GATO! basta um google, galera. Vamos parar de passar vergonha à toa...). Aliás o filme é super ateu, não há vinculação a nenhuma religiosidade, nem mesmo uma perspectiva ecumênica. Não há deus ou nenhum ser sequer parecido. Acho que justamente por isso não curti. Ele ignora anos e anos e anos de inúmeras milhares de compreensões religiosas acerca da vida. Reduz tudo a um plano tecnológico cubista, vazio de significados além do que se vê. É uma ode a vida encarnada (material) tal como é, mas sem muitos aprofundamentos. Há no filme uma necessidade de universalizar debates, e para isso, inclusive desracializa o próprio protagonista: ele é negro, mas não pensa sua negritude. Na verdade, há uma tentativa de transcendê-la, ao abrigar em seu corpo negro um espírito supostamente sem raça, gênero, etc, mas que é explicitamente uma mulher branca. Pensadoras feministas negras já apontam há tempos o erro grosseiro da universalização: quando não se situa, localiza um debate, o universal tende a ser branco e masculino. No caso da 22, como tem voz feminina, resta apenas como branca.
Mulher-Maravilha 1984
3.0 1,3K Assista AgoraContundente pá de terra na era Trump (figura patética guru de tv nascido dos esgotos multicoloridos dos anos 80). Amei o filme. Além de ser fiel à época retratada sem ser caricatural, tem uma narrativa simples, é fechadinho, sem mil explosões ou cenas de ação a cada sete segundos, com diálogos longos e envolventes, construção dedicada de cada personagem e redenção no fim.