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Últimas opiniões enviadas

  • Dilermando

    Fico imensamente feliz por ver que o terror cinematográfico está avançando para um viés muito mais simbólico/psicológico, algo que só conseguia notar na literatura. Finalmente perceberam que a base do terror é psíquica e não se dá apenas por jumpscares, sanguinolência e roteirozinho bbb que nos apresenta apenas uma história rasa de um bando de jovens sendo massacrados por um assassino até sobrar 1 (no qual é o mais moralmente aceito e sobrevive por não fazer tanta merda). Portanto, quem está acostumado com esse tipo de terror e assiste "A bruxa" pensando que vai encontrar criaturas e monstros perseguindo pessoas inocentes, vai se frustrar.

    Ao meu ver, a mensagem que esse filme me passou foi que:
    A não realização do desejo provoca um desespero excessivo capaz de levar a uma histeria coletiva.

    O ponto de partida para o sofrimento de cada personagem se dá pelo fato deles reprimirem os próprios desejos através de uma moralidade religiosa. Isso é perceptível no discurso religioso deles ao sentirem um constante estado de culpa, provocado pela ideia de serem frequentes pecadores. O filme critica muito mais o encarceramento causado pelo falso moralismo cristão do que o cristianismo em si.

    William: Representa o orgulho, finge que tudo está sob controle.
    Caleb: Representa a repressão dos desejos provocados pela puberdade.
    Katherine: Representa o sofrimento pela mudança da realidade
    Os gêmeos: A imitação durante tal fase nos permite aprender sobre as coisas que nos rodeia, esses pequeninos são um reflexo dos sintomas histéricos de toda a família visto que tendem a reproduzir aquilo que observam.
    Thomasin: Representa a subversão religiosa, principalmente no final. (A representação de tal protagonista serve de base para que a crítica/mensagem em torno do filme seja feita).

    Trazendo a temática para a realidade, acho curioso como no satanismo pregam a liberdade e noção de que você é seu próprio deus, enquanto que o Cristianismo condena tal ato, levando-me a crer que tudo isso não passa de uma estratégia política para cerca os fiéis em uma só causa. Isso era extremamente evidente na época da santa inquisição, visto que aquelas pessoas que subvertiam os padrões religiosos da época, principalmente as mulheres, eram taxadas de bruxas. Ainda vemos resquícios desse tipo de coisa quando um pastor decide afirmar que algo é maligno e do diabo, sem explicar o porquê, simplesmente por este algo ameaçar a descrença de suas ideias. Em outras palavras, satanismo é uma caixinha criada por tais religiosos onde eles colocam tudo aquilo que discordam ou ameaçam sua crença. As pessoas que aderem a esses tipos de ideias geralmente sentem uma grande necessidade de subverter o cristianismo (como mostrado no filme) ou acham o sentido da vida em tais ideais (assim como os neonazistas gays russos).

    Lembrando que os ensinamentos religiosos são de grande benefício quando utilizados de forma coerente (entendendo as analogias/alegorias/metáforas das histórias e não levando ao pé da letra).

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  • Dilermando

    Um filme que trás aspectos como o remorso e a transição entre o amor e ódio causada pela desconfiança. É fascinante o modo que em cada cena, cada sensação e sentimento são representadas pela Liv e pela Bibi. A metáfora das cenas aleatórias , ao meu ver, poderia ser pensamentos da protagonista já que, ela abre mão do parecer (atuar) para se aproximar de seu verdadeiro ser. Em certos momentos do filme as cenas soam como se fossem pensamentos da Elisabet. Outra hipótese estaria ligada aos conflitos e aos pensamentos desordenados que uma pessoa costuma ter quando tais conflitos acontecem. Até o título do filme remete a uma distinção entre o que a gente é para si e o que aparenta ser para os outros. Existem momentos que a gente percebe o quão fútil é essa máscara que utilizamos para fins sociais, profissionais e tentamos dá um basta, procurando ser o que verdadeiramente somos no intimo. Porém, quanto mais tentamos se aproximar do nosso verdadeiro ser, mais nos aproximamos do parecer. Parece meio confuso, mas a falta de espontaneidade nesse ato faz com que uma pessoa se transforme em um personagem que perde a desenvoltura ao atuar.

    A dualidade é clara, uma representa o íntimo e a outra o externo.

    Quando se gosta de alguém, é bem comum nós nos projetarmos nos outros e roubarmos um pouco do jeito que essa outra pessoa tem. Também é comum certa troca de influência. É quase como que duas pessoas se tornassem uma só. Um ato de desconfiança pode ser o suficiente pra desencadear a desconexão entre uma pessoa e outra. Este filme apresenta tanto a união, quanto o afastamento entre elas.

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