Acho difícil dizer se a atuação da Bella Ramsey foi tão ruim nessa 2ª temporada por conta de uma dificuldade própria da atriz ou se foi consequência do texto e direção terríveis. Poderia ter sido uma ótima temporada se tivessem ousado mais nas escolhas técnicas, mas infelizmente optaram por seguir certas convenções no intuito de entregar um material mais palatável para a audiência e tais decisões prejudicaram muito a qualidade final da série. É claro que, como entretenimento, ainda vale a pena porque a história é muito interessante e alguns episódios possuem bons momentos (ainda que eles se percam no meio das escolhas que não funcionam). Vou assistir à 3ª temporada porque estou bastante curiosa para ver como vão lidar com as críticas recebidas nessa 2ª parte.
Absolute terror pensar que existem fãs que odeiam os episódios finais desse anime. É simplesmente uma experimentação audiovisual carregada de criatividade e com um texto bastante claro e informativo. Mas, enfim, o anime como um todo é excelente na maneira como consegue equilibrar o humor e as piadinhas (que eu gostei, me fizeram rir), a ação e as situações episódicas com o desenvolvimento gradual dos conflitos de cada personagem até mergulhar de vez em uma pegada totalmente existencial e filosófica. Bom demais!
Começou bem, mas desandou do meio em diante. Muito romantizado e piegas, meio que só reproduzindo a velha dicotomia de "bandidos x mocinhos" - só que com uma roupagem mais moderna e desconstruída que, no final das contas, simplifica demais a complexidade histórica do próprio tema. E apesar de apostar em representatividade e diversidade, faz isso de maneira tão superficial que não consegue ir além do caricato na maior parte do tempo. Apesar de tudo, possui algumas atuações muito boas, especialmente do Irandhir Santos, que se destaca. É um bom entretenimento se você gosta de novelas, mas não vai muito além disso.
É legal ver uma personagem feminina tendo o devido protagonismo dentro de um western, porque ao mesmo tempo em que isso quebra algumas expectativas, também apresenta um pouco de frescor à um gênero tão definido pelas tradições convencionais, de certa forma se alinhando mais com as propostas de westerns revisionistas. Não gostar da Elsa é o mesmo que não gostar de "1883" porque esse é um daqueles casos em que um personagem praticamente representa a identidade de um trabalho. Uma escolha arriscada, levando em conta que obviamente a maioria dos fãs comuns desse gênero olham as escolhas narrativas feitas aqui pelo Taylor Sheridan e automaticamente invocam o espírito da "lacração", como se tudo que fugisse ao velho padrão não pudesse ser outra coisa além de "cultura woke".
Havia prometido para mim mesma que só assistiria essa temporada quando liberassem a 2ª parte, mas me antecipei. A série continua com os mesmos problemas de escrita que a acompanham desde o começo, mas "Yellowstone" é o que é: um novelão dramático elevado à última potência, com alguns bons atores e outros nem tanto..., subtramas que se iniciam para logo em seguida serem largadas no meio do caminho e vários furos de roteiro. Sabendo a respeito de tudo isso, que são apenas os problemas que consegui lembrar de cabeça, fica a questão de como "Yellowstone" consegue fazer tanto sucesso, apesar de ser tão limitada, e a resposta que consigo encontrar é que, apesar de tudo, esse programa é muito cativante e envolvente. Existe um charme ali que pessoalmente me conquista e me faz continuar, episódio após episódio, esperando para ver cowboys acordando às 4hs da manhã para tomar café e montar em cavalos.
Não sei, sinto que essa série tinha tanto potencial pra ser algo grandioso, explorando o que de melhor o New Western poderia oferecer, mas falta algo... acho que é o fato de que "Yellowstone" na verdade é, no fundo, um novelão. Fato é que terminei essa 4ª temporada muito mais ansiosa pelo spin off do Jimmy no Texas do que com o desfecho na 5ª temporada - de antemão, minha expectativa gira em torno de muita enrolação, então decidi que só vou começar a assistir quando liberarem a 2ª parte da temporada pra ver tudo de uma vez. Espero que 666 abrace de vez o enredo dos cowboys e traga outros personagens tão interessantes e cativantes quanto o Jimmy e a Teeter, que aí sim vou sentir o maior prazer em acompanhar.
Ele é querido, atencioso, é ele que o povo quer! Eu gosto desse Superman essencialmente bom e com dilemas relacionados à sua identidade enquanto descobre gradativamente o alcance dos seus poderes. A história dessa série me lembrou algumas características do quadrinho "Superman esmaga a Klan" - começando pelas caracterizações dos personagens. Para o público adulto que já conhece bem o persoangem, talvez essa animação soe muito boba (e ela é mesmo, apesar de ter pontos muito positivos), mas voltada para um público mais jovem, que não conhece o Superman para além dos filmes de Zack Snyder, acredito que vale muito a pena. É tudo muito cativante e cheio de frescor e os personagens são carismáticos, então vou continuar acompanhando.
É sempre um enorme prazer maratonar Fleabag, uma série tão curta e marcante. É um clichê falar sobre o quanto é fácil pra muitas pessoas se identificarem com a Fleabag por ela ser uma personagem tão real e com questões pessoais altamente identificáveis por qualquer um que já tenha experimentado o luto, a solidão e a culpa - mas esse é um clichê inescapável, no final das contas. Porque se trata de uma história muito simples e profundamente humana, que diz respeito à ela, mas que também poderia ser sobre mim, você, qualquer um de nós. O que me encanta nessa reta final da história é a maneira como ela aborda o amor de uma maneira tão intensa e, ao mesmo tempo, realista. Não só o amor entre duas pessoas que se conhecem, se conectam e se apaixonam, mas também aquele amor por alguém que é, ao mesmo tempo, tão próximo e tão diferente de você - no caso, a relação das duas irmãs. Por falar em irmãs, que personagem excelente é a Claire! A relação das duas é um pilar fundamental durante toda a série e, nessa segunda etapa, adquire um tom de importância que, no final das contas, é uma das coisas mais bonitas que poderiam ter sido feitas. Adoro terminar de assistir esses 12 episódios com a mesma sensação de que a vida é repleta de dores, erros, arrependimentos, mas também de amor e recomeços - ainda que solitários, mas que não deixam de ser bonitos também.
Portanto, encerrá-la com a morte da personagem foi bastante coerente.
Não que os outros personagens não pudessem se sustentar por si mesmos, todos são ótimos, clássicos ou não, mas é que o destino de todos, de uma forma ou outra, estava ligado à Vanessa Ives. Penny Dreadful nunca se propôs a ser uma série de terror, e se manteve fiel a sua proposta do começo ao fim: ser uma releitura do horror clássico, aquele em que a alma está na melancolia diante dos mistérios da vida e da morte. Cada um dos personagens encarnava perfeitamente esta melancolia, o romantismo profundamente marcado e teatral com diálogos eruditos e refinados. Foi uma série absolutamente linda, séria e digna, que em nenhum momento se permitiu ser cúmplice do público para entregar situações cômicas ou cínicas. Todos os clichês do gótico foram abraçados sem nenhum pudor em uma Londres opressiva e cinzenta, típico cenário que todo fã dos clássicos do horror adora. Essa série é uma pérola gótica, no sentido real da palavra, sem piadinhas dessa vez.
É engraçado sem soar forçado, com várias piadas que realmente funcionam. Simples e inteligente, com personagens interessantes e uma trilha sonora FODA! Como não amar?
Vejo Penny Dreadful como um maravilhoso tributo ao horror gótico clássico. É um trabalho sensível, inteligente e que realmente se leva a sério. Pessoalmente, enquanto fã de histórias de terror, admito ter sido uma experiência incrível acompanhar personagens já tão familiares contando as suas próprias histórias no cenário da velha Londres vitoriana.
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The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 462 Assista AgoraAcho difícil dizer se a atuação da Bella Ramsey foi tão ruim nessa 2ª temporada por conta de uma dificuldade própria da atriz ou se foi consequência do texto e direção terríveis. Poderia ter sido uma ótima temporada se tivessem ousado mais nas escolhas técnicas, mas infelizmente optaram por seguir certas convenções no intuito de entregar um material mais palatável para a audiência e tais decisões prejudicaram muito a qualidade final da série. É claro que, como entretenimento, ainda vale a pena porque a história é muito interessante e alguns episódios possuem bons momentos (ainda que eles se percam no meio das escolhas que não funcionam). Vou assistir à 3ª temporada porque estou bastante curiosa para ver como vão lidar com as críticas recebidas nessa 2ª parte.
Neon Genesis Evangelion
4.5 344 Assista AgoraAbsolute terror pensar que existem fãs que odeiam os episódios finais desse anime. É simplesmente uma experimentação audiovisual carregada de criatividade e com um texto bastante claro e informativo. Mas, enfim, o anime como um todo é excelente na maneira como consegue equilibrar o humor e as piadinhas (que eu gostei, me fizeram rir), a ação e as situações episódicas com o desenvolvimento gradual dos conflitos de cada personagem até mergulhar de vez em uma pegada totalmente existencial e filosófica. Bom demais!
Guerreiros do Sol
4.4 24Começou bem, mas desandou do meio em diante. Muito romantizado e piegas, meio que só reproduzindo a velha dicotomia de "bandidos x mocinhos" - só que com uma roupagem mais moderna e desconstruída que, no final das contas, simplifica demais a complexidade histórica do próprio tema. E apesar de apostar em representatividade e diversidade, faz isso de maneira tão superficial que não consegue ir além do caricato na maior parte do tempo. Apesar de tudo, possui algumas atuações muito boas, especialmente do Irandhir Santos, que se destaca. É um bom entretenimento se você gosta de novelas, mas não vai muito além disso.
Hilda Furacão
4.0 99Meu deus, como eu vivi 28 anos sem Hilda Furacão na minha vida?
1883
4.2 110 Assista AgoraÉ legal ver uma personagem feminina tendo o devido protagonismo dentro de um western, porque ao mesmo tempo em que isso quebra algumas expectativas, também apresenta um pouco de frescor à um gênero tão definido pelas tradições convencionais, de certa forma se alinhando mais com as propostas de westerns revisionistas. Não gostar da Elsa é o mesmo que não gostar de "1883" porque esse é um daqueles casos em que um personagem praticamente representa a identidade de um trabalho. Uma escolha arriscada, levando em conta que obviamente a maioria dos fãs comuns desse gênero olham as escolhas narrativas feitas aqui pelo Taylor Sheridan e automaticamente invocam o espírito da "lacração", como se tudo que fugisse ao velho padrão não pudesse ser outra coisa além de "cultura woke".
Yellowstone (5ª Temporada - Parte 1)
3.8 42 Assista AgoraHavia prometido para mim mesma que só assistiria essa temporada quando liberassem a 2ª parte, mas me antecipei. A série continua com os mesmos problemas de escrita que a acompanham desde o começo, mas "Yellowstone" é o que é: um novelão dramático elevado à última potência, com alguns bons atores e outros nem tanto..., subtramas que se iniciam para logo em seguida serem largadas no meio do caminho e vários furos de roteiro. Sabendo a respeito de tudo isso, que são apenas os problemas que consegui lembrar de cabeça, fica a questão de como "Yellowstone" consegue fazer tanto sucesso, apesar de ser tão limitada, e a resposta que consigo encontrar é que, apesar de tudo, esse programa é muito cativante e envolvente. Existe um charme ali que pessoalmente me conquista e me faz continuar, episódio após episódio, esperando para ver cowboys acordando às 4hs da manhã para tomar café e montar em cavalos.
Yellowstone (4ª Temporada)
4.0 56 Assista AgoraNão sei, sinto que essa série tinha tanto potencial pra ser algo grandioso, explorando o que de melhor o New Western poderia oferecer, mas falta algo... acho que é o fato de que "Yellowstone" na verdade é, no fundo, um novelão. Fato é que terminei essa 4ª temporada muito mais ansiosa pelo spin off do Jimmy no Texas do que com o desfecho na 5ª temporada - de antemão, minha expectativa gira em torno de muita enrolação, então decidi que só vou começar a assistir quando liberarem a 2ª parte da temporada pra ver tudo de uma vez. Espero que 666 abrace de vez o enredo dos cowboys e traga outros personagens tão interessantes e cativantes quanto o Jimmy e a Teeter, que aí sim vou sentir o maior prazer em acompanhar.
Minhas Aventuras com o Superman (1ª Temporada)
3.8 21 Assista AgoraEle é querido, atencioso, é ele que o povo quer! Eu gosto desse Superman essencialmente bom e com dilemas relacionados à sua identidade enquanto descobre gradativamente o alcance dos seus poderes. A história dessa série me lembrou algumas características do quadrinho "Superman esmaga a Klan" - começando pelas caracterizações dos personagens. Para o público adulto que já conhece bem o persoangem, talvez essa animação soe muito boba (e ela é mesmo, apesar de ter pontos muito positivos), mas voltada para um público mais jovem, que não conhece o Superman para além dos filmes de Zack Snyder, acredito que vale muito a pena. É tudo muito cativante e cheio de frescor e os personagens são carismáticos, então vou continuar acompanhando.
Fleabag (2ª Temporada)
4.7 912 Assista AgoraÉ sempre um enorme prazer maratonar Fleabag, uma série tão curta e marcante. É um clichê falar sobre o quanto é fácil pra muitas pessoas se identificarem com a Fleabag por ela ser uma personagem tão real e com questões pessoais altamente identificáveis por qualquer um que já tenha experimentado o luto, a solidão e a culpa - mas esse é um clichê inescapável, no final das contas. Porque se trata de uma história muito simples e profundamente humana, que diz respeito à ela, mas que também poderia ser sobre mim, você, qualquer um de nós. O que me encanta nessa reta final da história é a maneira como ela aborda o amor de uma maneira tão intensa e, ao mesmo tempo, realista. Não só o amor entre duas pessoas que se conhecem, se conectam e se apaixonam, mas também aquele amor por alguém que é, ao mesmo tempo, tão próximo e tão diferente de você - no caso, a relação das duas irmãs. Por falar em irmãs, que personagem excelente é a Claire! A relação das duas é um pilar fundamental durante toda a série e, nessa segunda etapa, adquire um tom de importância que, no final das contas, é uma das coisas mais bonitas que poderiam ter sido feitas. Adoro terminar de assistir esses 12 episódios com a mesma sensação de que a vida é repleta de dores, erros, arrependimentos, mas também de amor e recomeços - ainda que solitários, mas que não deixam de ser bonitos também.
Penny Dreadful (3ª Temporada)
4.2 642 Assista AgoraVanessa Ives era o coração de Penny Dreaful, não há dúvidas.
Portanto, encerrá-la com a morte da personagem foi bastante coerente.
Freaks and Geeks (1ª Temporada)
4.6 552É engraçado sem soar forçado, com várias piadas que realmente funcionam. Simples e inteligente, com personagens interessantes e uma trilha sonora FODA! Como não amar?
Penny Dreadful (1ª Temporada)
4.3 1,0K Assista AgoraVejo Penny Dreadful como um maravilhoso tributo ao horror gótico clássico. É um trabalho sensível, inteligente e que realmente se leva a sério. Pessoalmente, enquanto fã de histórias de terror, admito ter sido uma experiência incrível acompanhar personagens já tão familiares contando as suas próprias histórias no cenário da velha Londres vitoriana.