Minissérie brasileira, baseada no romance homônimo de Roberto Drummond.
Nascidos e crescidos juntos, Malthus, Aramel e Roberto ficaram conhecidos em Santana dos Ferros como "os três mosqueteiros". Com o término do ensino médio, os três seguem juntos para Belo Horizonte. Malthus queria ser santo e ir para o Convento dos Dominicanos; Aramel queria ser artista de cinema em Hollywood e Roberto sonhava em fazer a revolução que mudaria o mundo.
Ao som de "Túnel do Amor", de Celly Campello, conhecemos Hilda Müller, que, pronta para se casar, desiste, após surpreendente revelação da cartomante Madame Janete, e vai parar num prostíbulo de Belo Horizonte. Cercada por prostitutas, vagabundos, travestis e cafetões, ela entra no Maravilhoso Hotel e passa a ocupar o quarto 304. Mas o que levou a rica Hilda Müller a transformar-se na prostituta Hilda Furacão? Dentro desse contexto, o frei Malthus sente que poderia realizar um milagre: exorcizar o demônio de Hilda Furacão.
Uma grande manifestação popular para acabar com os prostíbulos põe em confronto a sociedade defensora da moral e dos bons-costumes, liderados por Loló Ventura, e os habitantes do Maravilhoso Hotel, que se intensifica com as presenças de Maria Tomba-Homem e Cintura Fina. Aumenta o duelo entre Hilda e o frei Malthus. Um conflito que envolve até interesses políticos dos poderosos da região, como Tonico Mendes, o excêntrico dono do Hotel Financial, onde mora com sua onça de estimação, Tereza.
Na tentativa de recuperar a moral de Hilda, frei Malthus escuta de Padre Nelson, seu maior orientador religioso, que se quisesse realmente ser santo, deveria ficar longe do vinho e das mulheres. Padre Nelson revela o que todos já sabiam: havia amor entre Hilda e Malthus. Uma forte atração entre a virtude e a imoralidade . Mas, afinal, o amor também não pode ocorrer em todos?
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Ou não prestei atenção, ou eles deixaram sem resposta, por que ela foi parar lá na zona boemia, porque o grande segredo, era porque ela foi parara lá e porque ela se deu essa penitencia de ficar sendo camélia lá, ou não prestei atenção, ou isso passou batido na série.
Segunda tentativa em assistir uma dessas minisséries da Globo, e dessa vez escolhi Hilda Furacão, que provavelmente deve ser uma das mais famosas.
Pois bem; cheguei apenas até o episódio 06, e resolvi largar, pois isso não passa de uma novela com ceninhas picantes para fazer a alegria do público da TV aberta dos anos 90.
O elenco talvez seja o que há de melhor, e é uma pena que alguns sejam tão mal aproveitados, sendo jogados na trama apenas para interpretar esteriótipos ou servir de alívio cômico bem aos moldes novelescos da época.
Já os diálogos, provavelmente é o que a de pior, pois junto das cenas, são extremamente expositivos, não deixando espaço para confabulações, muito menos para imaginação do telespectador.
É recorrente vermos cenas da Hilda furacão, seguidas por cenas do padre soltando frases do tipo “aiiiii tem alguma coisa me chamando”. Não existe mistério a ser desvendado, já que o texto trata a audiência como um bando de burros, ao qual tudo precisa se explicado, deixando a dinâmica bem exposta para compreender o que está sendo exibido. E talvez seja isso mesmo, já que o público médio da Globo, ainda hoje, não é dos mais inteligentes.
Agora o roteiro; essa tendência de romantizar a prostituição, sempre esteve em alta no meio do entretenimento. Se for a história da riquinha que “desafiou a sociedade” para viver na putaria, o negócio chama ainda mais atenção, e induz tudo que pode haver de pior na sociedade. Vamos lá pessoal; prostituição ou uma vida de lascívias não liberta ninguém, e é uma maneira bem esteriotipada de apresentar mulheres na mídia. Mesmo porque, a própria Hilda original não era uma mulher abastada, e só Deus sabe o que a levou a buscar tal profissão.
Claro que você pode assistir esse tipo de programa, e eu jamais seria moralista em dizer que eles não devam existir. Mas consumir conteúdos como esse sem conceber ideias erradas do que é ser uma mulher livre e que desafia a sociedade é extremamente importante. Mas a Globo sempre adorou retratar a mulher como objeto sexual, com a falsa visão do “aiii sou contra o moralismo”. Ser contra o moralismo não é isso pessoal, mas os comentários nessa página provam que a Globo segue influenciando uma parte da população com suas besteiras.
Querem ver mulheres sendo tratadas sem moralismo? Vão ler Nelson Rodrigues pessoal.
Mas tudo isso poderia ser apenas um detalhe se o texto não fosse tão cafona, engessado, e apenas um repeteco do que vimos nossos pais assistirem na Globo inúmeras vezes. Só muda a roupagem e passa um verniz, mas está lá, a mesma coisa pronta para o público engolir a seco.
O que encanta, com certeza é a beleza da Ana Paula Arosio, um dos seres mais bonitos que pisaram nessa terra, e que no seu auge, rivalizaria tranquilamente com qualquer celebridade de Hollywood. Um rosto extremamente perfeito e de dar inveja.
Uma outra coisa que merece destaque, antes que eu encerre esse texto que já está longo demais, é a bela música de abertura, na voz igualmente linda da Nana Caymmi. Um esplendor de canção. A letra da música merece muito ser apreciada com atenção.
Mas é isso; cansei de tentar assistir esses programas da Globo, e essa será minha última empreitada, que por sinal foi incompleta, mas não tenho vontade de seguir até o final.
Bom divertimento para quem tiver paciência.
santo larga essa geleia!!!!
A maioral!! Ninguém acima dela!! Aqui Ana Paula Arósio jantou as básicas. Viva Hilda Furacão <3
Caraca, sempre odiei novelas. Agora estou (literalmente) no pior híperfoco da vida.
OBRA DE ARTE!!!!!!!!!!!!!!!!
Acho que nunca assisti algo tão rápido. Só restou a pergunta "como não assisti isso antes?"