Acho difícil dizer se a atuação da Bella Ramsey foi tão ruim nessa 2ª temporada por conta de uma dificuldade própria da atriz ou se foi consequência do texto e direção terríveis. Poderia ter sido uma ótima temporada se tivessem ousado mais nas escolhas técnicas, mas infelizmente optaram por seguir certas convenções no intuito de entregar um material mais palatável para a audiência e tais decisões prejudicaram muito a qualidade final da série. É claro que, como entretenimento, ainda vale a pena porque a história é muito interessante e alguns episódios possuem bons momentos (ainda que eles se percam no meio das escolhas que não funcionam). Vou assistir à 3ª temporada porque estou bastante curiosa para ver como vão lidar com as críticas recebidas nessa 2ª parte.
Forrest Gump é um desses filmes que me trazem um gostinho doce de infância ou, senão memórias dos meus tempos de criança, uma sensação quentinha de paz e bem estar. Eu entendo que para algumas pessoas, a obra soe como uma espécie de delírio conservador e tolo, mas, discordo desse ponto de vista: penso que o ponto do filme é, como outras pessoas comentaram, fazer uma espécie de elogio à gentileza e ao otimismo diante dos desafios e problemas impostos pela vida. Outro adendo pessoal: também é um daqueles filmes para se assistir, preferencialmente, dublado - a dublagem antiga, extremamente bem feita (assim como em tantos outros filmes e séries, o Brasil realmente tem ótimos profissionais de dublagem), aumenta ainda mais a sensação de, pelo menos durante aquelas 2h, estar a salvo da crueldade do mundo real. A fantasia é necessária!
Absolute terror pensar que existem fãs que odeiam os episódios finais desse anime. É simplesmente uma experimentação audiovisual carregada de criatividade e com um texto bastante claro e informativo. Mas, enfim, o anime como um todo é excelente na maneira como consegue equilibrar o humor e as piadinhas (que eu gostei, me fizeram rir), a ação e as situações episódicas com o desenvolvimento gradual dos conflitos de cada personagem até mergulhar de vez em uma pegada totalmente existencial e filosófica. Bom demais!
Não que eu já tenha visto muitos filmes da primeira era do Cinema, mas este é o primeiro que vejo e que gostaria de ver uma readaptação moderna. Achei bastante ousado para o seu próprio tempo e fiquei interessada em conhecer os outros trabalhos da diretora. Me diverte imaginar como deve ter sido para o público da época assistir algo tão diferente do que até então o Cinema mostrava.
Interessante ver esse filme e finalmente conhecer (talvez, não conheço o suficiente a história do Cinema para afirmar com certeza) o berço de alguns dos clichês que posteriormente dominam os faroestes. E o mais importante: a cena à parte final, que soa como uma reflexão inicial a respeito da própria linguagem cinematográfica, interessante e provocativa. Sem dúvidas, indispensável para qualquer um que queira conhecer a história do Cinema.
Eu me lembro claramente de este ter sido o primeiro filme antigo que vi na minha vida, há muitos anos atrás. A cena do foguete atingindo o olho da lua e aquela expressão pintada, meio bizarra, ao mesmo tempo me assustou e também encantou. Me parece um daqueles filmes que, não importa quanto tempo passe, vai continuar se destacando de maneira justa diante dos outros filmes da época.
É um filme belíssimo, procure vê-lo com calma. Acho que se sentir entediado durante a sessão é absolutamente normal, afinal são duas horas de ação lenta, mas se você conseguir ter paciência pra construção da história e sensibilidade pra se deixar encantar pelos momentos e diálogos sublimes (e o filme está repleto disso) então a experiência vai valer muito a pena.
Começou bem, mas desandou do meio em diante. Muito romantizado e piegas, meio que só reproduzindo a velha dicotomia de "bandidos x mocinhos" - só que com uma roupagem mais moderna e desconstruída que, no final das contas, simplifica demais a complexidade histórica do próprio tema. E apesar de apostar em representatividade e diversidade, faz isso de maneira tão superficial que não consegue ir além do caricato na maior parte do tempo. Apesar de tudo, possui algumas atuações muito boas, especialmente do Irandhir Santos, que se destaca. É um bom entretenimento se você gosta de novelas, mas não vai muito além disso.
Atmosfera de absoluta desolação, pessimismo e indiferença. Além da tradicional e ótima combinação de atração mútua entre crianças e maldade intrínseca.
Ué, um faroeste clichê e divertido perdido nos anos 1980?! Inesperado e anacrônico. É um filme que mostra que o básico bem feito funciona bem, sem precisar de inovações e uma narrativa muito complexa. O ponto negativo fica por conta da trilha sonora: exagerada e pomposa, como se estivesse tentando imitar "Indiana Jones", o que não faz o menor sentido aqui já que as tramas dos personagens na verdade são bem dramáticas e cheias de violência, dando ao filme um ar de suspense bem sério na segunda etapa - coisa que a trilha vai lá e quebra, tentando sempre reforçar o ar de épico aventuresco.
É legal ver uma personagem feminina tendo o devido protagonismo dentro de um western, porque ao mesmo tempo em que isso quebra algumas expectativas, também apresenta um pouco de frescor à um gênero tão definido pelas tradições convencionais, de certa forma se alinhando mais com as propostas de westerns revisionistas. Não gostar da Elsa é o mesmo que não gostar de "1883" porque esse é um daqueles casos em que um personagem praticamente representa a identidade de um trabalho. Uma escolha arriscada, levando em conta que obviamente a maioria dos fãs comuns desse gênero olham as escolhas narrativas feitas aqui pelo Taylor Sheridan e automaticamente invocam o espírito da "lacração", como se tudo que fugisse ao velho padrão não pudesse ser outra coisa além de "cultura woke".
A câmera autoconsciente do Kubrick que persegue o Danny em alguns momentos soa como se fosse uma coisa viva, uma entidade que ao mesmo tempo em que observa os personagens, também os domina - tal qual o próprio ambiente em si do Hotel, que de fato é o grande protagonista dessa história. Não vejo muita utilidade em tentar comparar o filme com o livro do Stephen King afim de saber o quão fiel ou infiel a adaptação terminar por ser, já que o tempo provou que a obra se destaca por seus próprios méritos tanto como um marco do gênero de terror quanto pelo seu destaque dentro do corpo de trabalho do diretor devido às suas inovações de estilo e narrativa.
Havia prometido para mim mesma que só assistiria essa temporada quando liberassem a 2ª parte, mas me antecipei. A série continua com os mesmos problemas de escrita que a acompanham desde o começo, mas "Yellowstone" é o que é: um novelão dramático elevado à última potência, com alguns bons atores e outros nem tanto..., subtramas que se iniciam para logo em seguida serem largadas no meio do caminho e vários furos de roteiro. Sabendo a respeito de tudo isso, que são apenas os problemas que consegui lembrar de cabeça, fica a questão de como "Yellowstone" consegue fazer tanto sucesso, apesar de ser tão limitada, e a resposta que consigo encontrar é que, apesar de tudo, esse programa é muito cativante e envolvente. Existe um charme ali que pessoalmente me conquista e me faz continuar, episódio após episódio, esperando para ver cowboys acordando às 4hs da manhã para tomar café e montar em cavalos.
Não sei, sinto que essa série tinha tanto potencial pra ser algo grandioso, explorando o que de melhor o New Western poderia oferecer, mas falta algo... acho que é o fato de que "Yellowstone" na verdade é, no fundo, um novelão. Fato é que terminei essa 4ª temporada muito mais ansiosa pelo spin off do Jimmy no Texas do que com o desfecho na 5ª temporada - de antemão, minha expectativa gira em torno de muita enrolação, então decidi que só vou começar a assistir quando liberarem a 2ª parte da temporada pra ver tudo de uma vez. Espero que 666 abrace de vez o enredo dos cowboys e traga outros personagens tão interessantes e cativantes quanto o Jimmy e a Teeter, que aí sim vou sentir o maior prazer em acompanhar.
Como lésbica, rata de academia e fã de filmes B obscuros, não poderia ter terminado essa sessão mais satisfeita. A mistura entre o realismo brutal e sanguinolento com as pitadas de fantasia psicodélica realmente me agradaram muito.
Admiro a coragem da Rose Glass por não ter descartado o seu final otimista e nonsense - uma mulher gigante e musculosa atacando um velho psicopata prestes a matar o amor da vida dela, uma espécie de "Attack of the 50 foot woman" repaginado.
Era um dos meus filmes mais esperados do ano, uma expectativa incontrolável que foi plenamente satisfeita. Lou, quero você e seu mullet pra mim, mas tenho medo de apanhar da Jackie - hmm, na verdade, acho que isso seria tão satisfatório.
Além do mais, deixou margem para interpretar que o tal "nascimento de uma estrela" pode ser tanto sobre a ascenção da personagem da Lady Gaga quanto sobre a reconstrução/mitificação da figura de Jackson Maine após a sua morte, algo bastante comum no mundo da música.
Esse é um dos principais na minha lista de filmes favoritos da infância. É um daqueles filmes que você acaba preferindo assistir dublado porque, além da dublagem ser excelente, remete a um sentimento de nolstalgia muito gostoso.
Ele é querido, atencioso, é ele que o povo quer! Eu gosto desse Superman essencialmente bom e com dilemas relacionados à sua identidade enquanto descobre gradativamente o alcance dos seus poderes. A história dessa série me lembrou algumas características do quadrinho "Superman esmaga a Klan" - começando pelas caracterizações dos personagens. Para o público adulto que já conhece bem o persoangem, talvez essa animação soe muito boba (e ela é mesmo, apesar de ter pontos muito positivos), mas voltada para um público mais jovem, que não conhece o Superman para além dos filmes de Zack Snyder, acredito que vale muito a pena. É tudo muito cativante e cheio de frescor e os personagens são carismáticos, então vou continuar acompanhando.
O sentimento principal que esse filme causou em mim, apesar de algumas imagens impactantes e momentos macabros, não foi exatamente medo, mas angústia. E grande parte disso se deve ao desenvolvimento da Mia, com todo o seu histórico de luto e traumas que a transformam em uma personagem extremamente vulnerável e, ao mesmo tempo, perigosa. Apesar de toda a dinâmica de grupo da primeira metade do filme, a Sophie Wilde carrega esse filme nas costas. Em alguns momentos, a expressividade e entrega dela me lembrou a Mia Goth surtando/sofrendo em Pearl. Espero ver essa menina em outros filmes de terror, quem sabe um dia atuando ao lado da própria Mia Goth? Não sei, tô sonhando aqui. Gosto também da simplicidade da ideia geral do filme, que trabalha com temas já bem batidos - um grupo de jovens que toma decisões estúpidas, possessão de espíritos e objetos amaldiçoados - de maneira criativa. Os clichês não estão esgotados, sempre dá pra brincar com eles, afinal.
Algo de que eu gosto muito no Clint, como diretor e ator, é que mesmo sendo uma das figuras mais representativas de uma masculinidade dita tradicional, é a maneira como ele sempre consegue subverter essa lógica de dureza que os seus personagens trazem inicialmente pra algo muito mais delicado, afetuoso e humano. Cada filme do Clint, pelo menos desde "Os Imperdoáveis", sempre traz algum ponto interessantíssimo de discussão a respeito do próprio legado de vida que ele carrega consigo, sempre olhando a frente, se colocando de maneira sincera e questionadora diante do símbolo que ele foi e ainda é. É um movimento de olhar para si mesmo e para as diferenças que é fascinante. E esse filme? É lindo, Hilary Swank é uma grande atriz e, dos filmes mais recentes do Clint, provavelmente só fica abaixo mesmo de "Gran Torino" que, na minha opinião, foi o ápice do Clint como diretor.
É sempre um enorme prazer maratonar Fleabag, uma série tão curta e marcante. É um clichê falar sobre o quanto é fácil pra muitas pessoas se identificarem com a Fleabag por ela ser uma personagem tão real e com questões pessoais altamente identificáveis por qualquer um que já tenha experimentado o luto, a solidão e a culpa - mas esse é um clichê inescapável, no final das contas. Porque se trata de uma história muito simples e profundamente humana, que diz respeito à ela, mas que também poderia ser sobre mim, você, qualquer um de nós. O que me encanta nessa reta final da história é a maneira como ela aborda o amor de uma maneira tão intensa e, ao mesmo tempo, realista. Não só o amor entre duas pessoas que se conhecem, se conectam e se apaixonam, mas também aquele amor por alguém que é, ao mesmo tempo, tão próximo e tão diferente de você - no caso, a relação das duas irmãs. Por falar em irmãs, que personagem excelente é a Claire! A relação das duas é um pilar fundamental durante toda a série e, nessa segunda etapa, adquire um tom de importância que, no final das contas, é uma das coisas mais bonitas que poderiam ter sido feitas. Adoro terminar de assistir esses 12 episódios com a mesma sensação de que a vida é repleta de dores, erros, arrependimentos, mas também de amor e recomeços - ainda que solitários, mas que não deixam de ser bonitos também.
Imagina viver sozinha (na verdade, nem tão só assim...) num casarão cheio de comôdos vazios e silenciosos, no meio de um pântano imerso em uma neblina que ecoa tragédias do passado e com um fantasma enlutado em eterna amargura assombrando o local? Coragem ou insanidade?
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 462 Assista AgoraAcho difícil dizer se a atuação da Bella Ramsey foi tão ruim nessa 2ª temporada por conta de uma dificuldade própria da atriz ou se foi consequência do texto e direção terríveis. Poderia ter sido uma ótima temporada se tivessem ousado mais nas escolhas técnicas, mas infelizmente optaram por seguir certas convenções no intuito de entregar um material mais palatável para a audiência e tais decisões prejudicaram muito a qualidade final da série. É claro que, como entretenimento, ainda vale a pena porque a história é muito interessante e alguns episódios possuem bons momentos (ainda que eles se percam no meio das escolhas que não funcionam). Vou assistir à 3ª temporada porque estou bastante curiosa para ver como vão lidar com as críticas recebidas nessa 2ª parte.
Forrest Gump: O Contador de Histórias
4.5 3,8K Assista AgoraForrest Gump é um desses filmes que me trazem um gostinho doce de infância ou, senão memórias dos meus tempos de criança, uma sensação quentinha de paz e bem estar. Eu entendo que para algumas pessoas, a obra soe como uma espécie de delírio conservador e tolo, mas, discordo desse ponto de vista: penso que o ponto do filme é, como outras pessoas comentaram, fazer uma espécie de elogio à gentileza e ao otimismo diante dos desafios e problemas impostos pela vida. Outro adendo pessoal: também é um daqueles filmes para se assistir, preferencialmente, dublado - a dublagem antiga, extremamente bem feita (assim como em tantos outros filmes e séries, o Brasil realmente tem ótimos profissionais de dublagem), aumenta ainda mais a sensação de, pelo menos durante aquelas 2h, estar a salvo da crueldade do mundo real. A fantasia é necessária!
A Marca do Zorro
3.7 45 Assista AgoraBem, quem diria que um filme do Zorro de 1940 poderia ser tão divertido, ainda mais em um domingo à noite?
Neon Genesis Evangelion
4.5 344 Assista AgoraAbsolute terror pensar que existem fãs que odeiam os episódios finais desse anime. É simplesmente uma experimentação audiovisual carregada de criatividade e com um texto bastante claro e informativo. Mas, enfim, o anime como um todo é excelente na maneira como consegue equilibrar o humor e as piadinhas (que eu gostei, me fizeram rir), a ação e as situações episódicas com o desenvolvimento gradual dos conflitos de cada personagem até mergulhar de vez em uma pegada totalmente existencial e filosófica. Bom demais!
Os Resultados do Feminismo
4.2 24Não que eu já tenha visto muitos filmes da primeira era do Cinema, mas este é o primeiro que vejo e que gostaria de ver uma readaptação moderna. Achei bastante ousado para o seu próprio tempo e fiquei interessada em conhecer os outros trabalhos da diretora. Me diverte imaginar como deve ter sido para o público da época assistir algo tão diferente do que até então o Cinema mostrava.
O Grande Roubo do Trem
3.8 191Interessante ver esse filme e finalmente conhecer (talvez, não conheço o suficiente a história do Cinema para afirmar com certeza) o berço de alguns dos clichês que posteriormente dominam os faroestes. E o mais importante: a cena à parte final, que soa como uma reflexão inicial a respeito da própria linguagem cinematográfica, interessante e provocativa. Sem dúvidas, indispensável para qualquer um que queira conhecer a história do Cinema.
Viagem à Lua
4.4 876 Assista AgoraEu me lembro claramente de este ter sido o primeiro filme antigo que vi na minha vida, há muitos anos atrás. A cena do foguete atingindo o olho da lua e aquela expressão pintada, meio bizarra, ao mesmo tempo me assustou e também encantou. Me parece um daqueles filmes que, não importa quanto tempo passe, vai continuar se destacando de maneira justa diante dos outros filmes da época.
Retrato de uma Jovem em Chamas
4.4 962 Assista AgoraÉ um filme belíssimo, procure vê-lo com calma. Acho que se sentir entediado durante a sessão é absolutamente normal, afinal são duas horas de ação lenta, mas se você conseguir ter paciência pra construção da história e sensibilidade pra se deixar encantar pelos momentos e diálogos sublimes (e o filme está repleto disso) então a experiência vai valer muito a pena.
Guerreiros do Sol
4.4 24Começou bem, mas desandou do meio em diante. Muito romantizado e piegas, meio que só reproduzindo a velha dicotomia de "bandidos x mocinhos" - só que com uma roupagem mais moderna e desconstruída que, no final das contas, simplifica demais a complexidade histórica do próprio tema. E apesar de apostar em representatividade e diversidade, faz isso de maneira tão superficial que não consegue ir além do caricato na maior parte do tempo. Apesar de tudo, possui algumas atuações muito boas, especialmente do Irandhir Santos, que se destaca. É um bom entretenimento se você gosta de novelas, mas não vai muito além disso.
Hilda Furacão
4.0 99Meu deus, como eu vivi 28 anos sem Hilda Furacão na minha vida?
O Mal Que Nos Habita
3.5 808 Assista AgoraAtmosfera de absoluta desolação, pessimismo e indiferença. Além da tradicional e ótima combinação de atração mútua entre crianças e maldade intrínseca.
Silverado
3.6 96 Assista AgoraUé, um faroeste clichê e divertido perdido nos anos 1980?! Inesperado e anacrônico. É um filme que mostra que o básico bem feito funciona bem, sem precisar de inovações e uma narrativa muito complexa. O ponto negativo fica por conta da trilha sonora: exagerada e pomposa, como se estivesse tentando imitar "Indiana Jones", o que não faz o menor sentido aqui já que as tramas dos personagens na verdade são bem dramáticas e cheias de violência, dando ao filme um ar de suspense bem sério na segunda etapa - coisa que a trilha vai lá e quebra, tentando sempre reforçar o ar de épico aventuresco.
1883
4.2 110 Assista AgoraÉ legal ver uma personagem feminina tendo o devido protagonismo dentro de um western, porque ao mesmo tempo em que isso quebra algumas expectativas, também apresenta um pouco de frescor à um gênero tão definido pelas tradições convencionais, de certa forma se alinhando mais com as propostas de westerns revisionistas. Não gostar da Elsa é o mesmo que não gostar de "1883" porque esse é um daqueles casos em que um personagem praticamente representa a identidade de um trabalho. Uma escolha arriscada, levando em conta que obviamente a maioria dos fãs comuns desse gênero olham as escolhas narrativas feitas aqui pelo Taylor Sheridan e automaticamente invocam o espírito da "lacração", como se tudo que fugisse ao velho padrão não pudesse ser outra coisa além de "cultura woke".
O Iluminado
4.3 4,0K Assista AgoraA câmera autoconsciente do Kubrick que persegue o Danny em alguns momentos soa como se fosse uma coisa viva, uma entidade que ao mesmo tempo em que observa os personagens, também os domina - tal qual o próprio ambiente em si do Hotel, que de fato é o grande protagonista dessa história. Não vejo muita utilidade em tentar comparar o filme com o livro do Stephen King afim de saber o quão fiel ou infiel a adaptação terminar por ser, já que o tempo provou que a obra se destaca por seus próprios méritos tanto como um marco do gênero de terror quanto pelo seu destaque dentro do corpo de trabalho do diretor devido às suas inovações de estilo e narrativa.
Yellowstone (5ª Temporada - Parte 1)
3.8 42 Assista AgoraHavia prometido para mim mesma que só assistiria essa temporada quando liberassem a 2ª parte, mas me antecipei. A série continua com os mesmos problemas de escrita que a acompanham desde o começo, mas "Yellowstone" é o que é: um novelão dramático elevado à última potência, com alguns bons atores e outros nem tanto..., subtramas que se iniciam para logo em seguida serem largadas no meio do caminho e vários furos de roteiro. Sabendo a respeito de tudo isso, que são apenas os problemas que consegui lembrar de cabeça, fica a questão de como "Yellowstone" consegue fazer tanto sucesso, apesar de ser tão limitada, e a resposta que consigo encontrar é que, apesar de tudo, esse programa é muito cativante e envolvente. Existe um charme ali que pessoalmente me conquista e me faz continuar, episódio após episódio, esperando para ver cowboys acordando às 4hs da manhã para tomar café e montar em cavalos.
Yellowstone (4ª Temporada)
4.0 56 Assista AgoraNão sei, sinto que essa série tinha tanto potencial pra ser algo grandioso, explorando o que de melhor o New Western poderia oferecer, mas falta algo... acho que é o fato de que "Yellowstone" na verdade é, no fundo, um novelão. Fato é que terminei essa 4ª temporada muito mais ansiosa pelo spin off do Jimmy no Texas do que com o desfecho na 5ª temporada - de antemão, minha expectativa gira em torno de muita enrolação, então decidi que só vou começar a assistir quando liberarem a 2ª parte da temporada pra ver tudo de uma vez. Espero que 666 abrace de vez o enredo dos cowboys e traga outros personagens tão interessantes e cativantes quanto o Jimmy e a Teeter, que aí sim vou sentir o maior prazer em acompanhar.
Love Lies Bleeding: O Amor Sangra
3.5 276 Assista AgoraComo lésbica, rata de academia e fã de filmes B obscuros, não poderia ter terminado essa sessão mais satisfeita. A mistura entre o realismo brutal e sanguinolento com as pitadas de fantasia psicodélica realmente me agradaram muito.
Admiro a coragem da Rose Glass por não ter descartado o seu final otimista e nonsense - uma mulher gigante e musculosa atacando um velho psicopata prestes a matar o amor da vida dela, uma espécie de "Attack of the 50 foot woman" repaginado.
Nasce Uma Estrela
4.0 2,4K Assista AgoraEu não tava preparada pro final desse filme, confesso que me entristeceu bem mais do que o esperado.
Além do mais, deixou margem para interpretar que o tal "nascimento de uma estrela" pode ser tanto sobre a ascenção da personagem da Lady Gaga quanto sobre a reconstrução/mitificação da figura de Jackson Maine após a sua morte, algo bastante comum no mundo da música.
Dennis: O Pimentinha
2.8 447Esse é um dos principais na minha lista de filmes favoritos da infância. É um daqueles filmes que você acaba preferindo assistir dublado porque, além da dublagem ser excelente, remete a um sentimento de nolstalgia muito gostoso.
Minhas Aventuras com o Superman (1ª Temporada)
3.8 21 Assista AgoraEle é querido, atencioso, é ele que o povo quer! Eu gosto desse Superman essencialmente bom e com dilemas relacionados à sua identidade enquanto descobre gradativamente o alcance dos seus poderes. A história dessa série me lembrou algumas características do quadrinho "Superman esmaga a Klan" - começando pelas caracterizações dos personagens. Para o público adulto que já conhece bem o persoangem, talvez essa animação soe muito boba (e ela é mesmo, apesar de ter pontos muito positivos), mas voltada para um público mais jovem, que não conhece o Superman para além dos filmes de Zack Snyder, acredito que vale muito a pena. É tudo muito cativante e cheio de frescor e os personagens são carismáticos, então vou continuar acompanhando.
Fale Comigo
3.5 1,0K Assista AgoraO sentimento principal que esse filme causou em mim, apesar de algumas imagens impactantes e momentos macabros, não foi exatamente medo, mas angústia. E grande parte disso se deve ao desenvolvimento da Mia, com todo o seu histórico de luto e traumas que a transformam em uma personagem extremamente vulnerável e, ao mesmo tempo, perigosa. Apesar de toda a dinâmica de grupo da primeira metade do filme, a Sophie Wilde carrega esse filme nas costas. Em alguns momentos, a expressividade e entrega dela me lembrou a Mia Goth surtando/sofrendo em Pearl. Espero ver essa menina em outros filmes de terror, quem sabe um dia atuando ao lado da própria Mia Goth? Não sei, tô sonhando aqui. Gosto também da simplicidade da ideia geral do filme, que trabalha com temas já bem batidos - um grupo de jovens que toma decisões estúpidas, possessão de espíritos e objetos amaldiçoados - de maneira criativa. Os clichês não estão esgotados, sempre dá pra brincar com eles, afinal.
Menina de Ouro
4.2 1,8K Assista AgoraAlgo de que eu gosto muito no Clint, como diretor e ator, é que mesmo sendo uma das figuras mais representativas de uma masculinidade dita tradicional, é a maneira como ele sempre consegue subverter essa lógica de dureza que os seus personagens trazem inicialmente pra algo muito mais delicado, afetuoso e humano. Cada filme do Clint, pelo menos desde "Os Imperdoáveis", sempre traz algum ponto interessantíssimo de discussão a respeito do próprio legado de vida que ele carrega consigo, sempre olhando a frente, se colocando de maneira sincera e questionadora diante do símbolo que ele foi e ainda é. É um movimento de olhar para si mesmo e para as diferenças que é fascinante. E esse filme? É lindo, Hilary Swank é uma grande atriz e, dos filmes mais recentes do Clint, provavelmente só fica abaixo mesmo de "Gran Torino" que, na minha opinião, foi o ápice do Clint como diretor.
Fleabag (2ª Temporada)
4.7 912 Assista AgoraÉ sempre um enorme prazer maratonar Fleabag, uma série tão curta e marcante. É um clichê falar sobre o quanto é fácil pra muitas pessoas se identificarem com a Fleabag por ela ser uma personagem tão real e com questões pessoais altamente identificáveis por qualquer um que já tenha experimentado o luto, a solidão e a culpa - mas esse é um clichê inescapável, no final das contas. Porque se trata de uma história muito simples e profundamente humana, que diz respeito à ela, mas que também poderia ser sobre mim, você, qualquer um de nós. O que me encanta nessa reta final da história é a maneira como ela aborda o amor de uma maneira tão intensa e, ao mesmo tempo, realista. Não só o amor entre duas pessoas que se conhecem, se conectam e se apaixonam, mas também aquele amor por alguém que é, ao mesmo tempo, tão próximo e tão diferente de você - no caso, a relação das duas irmãs. Por falar em irmãs, que personagem excelente é a Claire! A relação das duas é um pilar fundamental durante toda a série e, nessa segunda etapa, adquire um tom de importância que, no final das contas, é uma das coisas mais bonitas que poderiam ter sido feitas. Adoro terminar de assistir esses 12 episódios com a mesma sensação de que a vida é repleta de dores, erros, arrependimentos, mas também de amor e recomeços - ainda que solitários, mas que não deixam de ser bonitos também.
A Mulher de Preto
3.0 51Imagina viver sozinha (na verdade, nem tão só assim...) num casarão cheio de comôdos vazios e silenciosos, no meio de um pântano imerso em uma neblina que ecoa tragédias do passado e com um fantasma enlutado em eterna amargura assombrando o local? Coragem ou insanidade?