"Bruxas" traz o tema de saúde mental pós-parto não de uma perspectiva médica, mas sob a ótica de mulheres que vivenciaram esse sofrimento psíquico. É um documentário íntimo ao passo que expõe pensamentos tão sombrios que surgem em uma época tão idealizada como a maternidade. Pensamentos que não conseguem ser expressos sem vergonha e sem culpa, mas que ao serem compartilhados com. outras mulheres que também os tiveram, geram uma conexad e até uma salvação. E um entrelaçar da ciência, da arte, da história e da sexualidade. Precioso!
Sensação de que se todos os personagens do filme conversassem entre si sobre o que verdadeiramente acham e sentem sobre a Gracie, ela estaria muito encrencada.
como ele escancara, através da relação das duas meninas, o desenvolvimento psicossocial do adolescente em duas estruturas familiares opostas: a funcional e a disfuncional. De um lado, uma menina proveniente de uma família funcional (o que não quer dizer perfeita, visto que o filme inteiro traz o dilema da escolha entre o casal), do outro, uma menina pertencente a uma família totalmente disfuncional. A primeira, ainda ingênua, porém, com 13 anos de corpo e mente. A segunda, uma pessoa mais velha dentro dos moldes de alguém jovem. Bea tem como referência relacionamentos que se baseiam em amor, respeito, carinho e cuidado - algo reforçado pela cena em que o pai grita com a mãe e com a filha e, prontamente, a atitude é vista como um ato desprezível e desconexo àquele contexto. Já a Kate, com a mãe ausente e com a figura paterna inexistente, direciona todo seu afeto familiar pra figura de autoridade familiar mais próxima - seu irmão totalmente descompensado. A autoridade que ela reconhece é permeada em uma figura hostil, agressiva, violenta. E, por muitas vezes, essas atitudes são erroneamente confundidas pela Kate como força. A ingenuidade de Bea é desaprovada o tempo inteiro pela Kate, entretanto, vê-se como a educação de Bea se pauta em valores sólidos a partir do momento em que ela reconhece situações hostis e pede para se retirar delas. A Bea é, de fato, ingênua - algo bastante condizente com sua idade. Mas isso não quer dizer que ela não seja forte, como a Kate propõe. Ela aguentou calada toda a frustração de ter deixado a amiga pra traz pois levou a sério a promessa de não ser dedo-duro. Desse ponto da discussão, abro mais dois: 1) a cobrança, feita por Bea, da promessa que sua mãe a fez em relação a se separar do seu pai, pois ela havia sido quebrada. Com a frustração da promessa quebrada pela mãe, Bea se desespera ao perceber que o único vínculo que a mantinha naquele local fora rompido e reencontrar a Kate seria inviável, não fosse sua atitude de se lesionar. 2) mesmo a Bea mantendo a promessa de não ser dedo-duro, o que foi reconhecido como força pela Kate foi a sua atitude autolesiva. Pois é essa linguagem que ela entende. A da violência. O filme só poderia acabar melhor se a Kate fosse levada para um ambiente familiar mais harmônico. Porque ela ANSIAVA por isso. Aquela mala que ela carrega com ela é um pedido de socorro. É sua faceta "criança sonhadora" pedindo para sair dali. Mas essa faceta logo se desfaz quando a realidade se apresenta - ela irá continuar ali. Então, como mecanismo de defesa, ela diz que estava brincando e que também não poderia ir. Inclusive, daí se faz uma das minhas cenas preferidas do filme - a sonoplastia das batidas do coração quando as duas se abraçam.
o luto como processo de ressignificação da vida. de fato, “cinema é mágico”. fez com que eu me emocionasse com os vídeos caseiros. esses me lembraram os que minha tia fazia de mim na infância. ela dizia que se eu olhasse bem pra câmera, eu iria conseguir olhar pra minha mãe - do mesmo jeitinho que Violeta me olhou. obs.: minha mãe morava em outro Estado e pedia pra minha tia me filmar pra acompanhar meu crescimento.
Ainda não assisti todos, mas preciso deixar registrado que eu tava sem compreender algumas coisas que eu tava sentindo recentemente e veio Zima Blue com o laudo completo pra mim.
Mistérios da Carne
4.1 1,0K Assista AgoraPesado. Indigesto. Assisti pausando muito. E tudo isso fala o quanto é uma excelente obra.
Dias Perfeitos
4.2 599 Assista AgoraAssisti no dia 31.12.2024 e achei que caiu como uma luva para as expectativas que criamos em relação ao Ano Novo.
Bruxas
4.2 20 Assista Agora"Bruxas" traz o tema de saúde mental pós-parto não de uma perspectiva médica, mas sob a ótica de mulheres que vivenciaram esse sofrimento psíquico.
É um documentário íntimo ao passo que expõe pensamentos tão sombrios que surgem em uma época tão idealizada como a maternidade. Pensamentos que não conseguem ser expressos sem vergonha e sem culpa, mas que ao serem compartilhados com.
outras mulheres que também os tiveram, geram uma conexad e até uma salvação.
E um entrelaçar da ciência, da arte, da história e da sexualidade. Precioso!
Heartbreak High: Onde Tudo Acontece (2ª Temporada)
4.0 23 Assista Agoramelhor série teen da atualidade (quem discordar me indique a outra pff
As Três Máscaras de Eva
3.9 117"I can remember."
Psicopata Americano
3.7 2,0K Assista AgoraIronicamente, assisti com 27 anos.
Segredos de um Escândalo
3.4 396 Assista AgoraSensação de que se todos os personagens do filme conversassem entre si sobre o que verdadeiramente acham e sentem sobre a Gracie, ela estaria muito encrencada.
O Melhor Está Por Vir
3.4 19 Assista AgoraHm… Ok.
Oldboy
4.3 2,4K Assista AgoraMuito se fala sobre os dramas e romances coreanos, mas eles também entregam muito no suspense/terror. Nunca mais tinha visto um plot assim.
Cine Belas Artes - SP.
Heartbreak High: Onde Tudo Acontece (1ª Temporada)
3.8 54 Assista AgoraQue achado bom!
Eduardo e Mônica
3.6 391Imaginei a Mônica totalmente diferente na música. Uma pessoa mais leve, mais espiritualizada, mais viajada…
Entregaram uma Mônica tão densa
Skam (2ª Temporada)
4.2 139senti muita aflição no fato da Noora
demorar para contar o que tinha acontecido com ela aaaaaa
Águas Rasas
3.4 1,3K Assista AgoraSim, mas qual o nome da praia??????
Pink: Um Amor de Verão (1ª Temporada)
1.4 21 Assista AgoraPior coisa que eu vi na minha vida.
Porcupine Lake
2.8 23Me fez voltar aos meus 14 anos. Aparentemente simples, com "enredo fraco", mas a força desse filme está em
como ele escancara, através da relação das duas meninas, o desenvolvimento psicossocial do adolescente em duas estruturas familiares opostas: a funcional e a disfuncional. De um lado, uma menina proveniente de uma família funcional (o que não quer dizer perfeita, visto que o filme inteiro traz o dilema da escolha entre o casal), do outro, uma menina pertencente a uma família totalmente disfuncional. A primeira, ainda ingênua, porém, com 13 anos de corpo e mente. A segunda, uma pessoa mais velha dentro dos moldes de alguém jovem. Bea tem como referência relacionamentos que se baseiam em amor, respeito, carinho e cuidado - algo reforçado pela cena em que o pai grita com a mãe e com a filha e, prontamente, a atitude é vista como um ato desprezível e desconexo àquele contexto. Já a Kate, com a mãe ausente e com a figura paterna inexistente, direciona todo seu afeto familiar pra figura de autoridade familiar mais próxima - seu irmão totalmente descompensado. A autoridade que ela reconhece é permeada em uma figura hostil, agressiva, violenta. E, por muitas vezes, essas atitudes são erroneamente confundidas pela Kate como força. A ingenuidade de Bea é desaprovada o tempo inteiro pela Kate, entretanto, vê-se como a educação de Bea se pauta em valores sólidos a partir do momento em que ela reconhece situações hostis e pede para se retirar delas. A Bea é, de fato, ingênua - algo bastante condizente com sua idade. Mas isso não quer dizer que ela não seja forte, como a Kate propõe. Ela aguentou calada toda a frustração de ter deixado a amiga pra traz pois levou a sério a promessa de não ser dedo-duro. Desse ponto da discussão, abro mais dois: 1) a cobrança, feita por Bea, da promessa que sua mãe a fez em relação a se separar do seu pai, pois ela havia sido quebrada. Com a frustração da promessa quebrada pela mãe, Bea se desespera ao perceber que o único vínculo que a mantinha naquele local fora rompido e reencontrar a Kate seria inviável, não fosse sua atitude de se lesionar. 2) mesmo a Bea mantendo a promessa de não ser dedo-duro, o que foi reconhecido como força pela Kate foi a sua atitude autolesiva. Pois é essa linguagem que ela entende. A da violência.
O filme só poderia acabar melhor se a Kate fosse levada para um ambiente familiar mais harmônico. Porque ela ANSIAVA por isso. Aquela mala que ela carrega com ela é um pedido de socorro. É sua faceta "criança sonhadora" pedindo para sair dali. Mas essa faceta logo se desfaz quando a realidade se apresenta - ela irá continuar ali. Então, como mecanismo de defesa, ela diz que estava brincando e que também não poderia ir. Inclusive, daí se faz uma das minhas cenas preferidas do filme - a sonoplastia das batidas do coração quando as duas se abraçam.
Nina
2.6 13Eeeeer...
Café com Canela
4.1 165o luto como processo de ressignificação da vida. de fato, “cinema é mágico”. fez com que eu me emocionasse com os vídeos caseiros. esses me lembraram os que minha tia fazia de mim na infância. ela dizia que se eu olhasse bem pra câmera, eu iria conseguir olhar pra minha mãe - do mesmo jeitinho que Violeta me olhou.
obs.: minha mãe morava em outro Estado e pedia pra minha tia me filmar pra acompanhar meu crescimento.
O Casamento de Muriel
3.8 239Céus, que lindeza de filme!
Kiki: Os Segredos do Desejo
3.3 86 Assista AgoraAvaliação injustíssima. Realmente, foi um achadinho na Netflix que tornou a minha noite muito mais leve.
O Limite da Traição
3.2 613A ideia central da história possibilita uma história e tanto, mas o enredo foi pessimamente desenvolvido.
Cam
3.1 546Credo, quantos furos numa história só.
O Farol
3.8 1,7K Assista AgoraEsse tem que ser visto no cinema. Fundaj, 21.12.2019.
A Perfeição
3.3 738 Assista AgoraBizarro. Gostei (?)
Love, Death & Robots (Volume 1)
4.3 678Ainda não assisti todos, mas preciso deixar registrado que eu tava sem compreender algumas coisas que eu tava sentindo recentemente e veio Zima Blue com o laudo completo pra mim.