Diferente do que disseram abaixo, de que não se pode esperar muito por ser uma produção colombiana (comentário tosco, totalmente tosco), a série é intrigante e conversa com parte da história desse país tão importante para a América Latina.
É um ótimo trabalho de suspense, drama, que envolve assuntos da psicanálise, que explora a loucura, o romance, a desigualdade social, e está baseado na obra de uma autora renomada. É encantador que a trama não está entregue desde o princípio para o telespectador, mas ela vai se formando como um quebra-cabeças, sendo necessário paciência para compreender todo o enredo.
Juan Pablo Urrego (el Midas), é um ator e tanto! Além de tirar o fôlego com seu charme, convence muito com suas interpretações - e falo isso por acompanhar outros de seus trabalhos. Esse menino ainda vai fazer muito sucesso.
Enfim, que viva a arte do povo latino americano! Que viva Colômbia, hijoeputa!
Só acho que ficou faltando o irmão Bichi de Agustina aparecer. De maneira geral, a questão da homossexualidade poderia ter sido melhor explorada, e ficou presa somente na questão do avô e Bichi como subtemas da história. Outra ponta que faltou fechar: no final da história, a Tia da Agustina, tão importante para o enredo, onde estava? Enfim, pontos que, sem dúvidas, não tiram o interessante da série.
De repente, naqueles dias, começaram a desaparecer pessoas, estranhamente. Desaparecia-se. Desaparecia-se muito naqueles dias.
Ia-se colher a flor oferta e se esvanecia. Eclipsava-se entre um endereço e outro ou no táxi que se ia. Culpado ou não, sumia-se ao regressar do escritório ou da orgia. Entre um trago de conhaque e um aceno de mão, o bebedor sumia. Evaporava o pai ao encontro da filha que não via. Mães segurando filhos e compras, gestantes com tricots ou grupos de estudantes desapareciam. Desapareciam amantes em pleno beijo e médicos em meio à cirurgia. Mecânicos se diluiam - mal ligavam o tôrno do dia.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito naqueles dias. Desaparecia-se a olhos vistos e não era miopia. Desaparecia-se até a primeira vista. Bastava que alguém visse um desaparecido e o desaparecido desaparecia. Desaparecia o mais conspícuo e o mais obscuro sumia. Até deputados e presidentes esvaneciam. Sacerdotes, igualmente, levitando iam, arefeitos, constatar no além, como os pescadores partiam.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito naqueles dias. Os atores no palco entre um gesto e outro, e os da platéia enquanto riam. Não, não era fácil ser poeta naqueles dias. Porque os poetas, sobretudo - desapareciam.
O filme é discreto, não faz alardes, não fala no assunto de maneira suntuosa, com requintes de drama (o que não é exagero, quando o é feito em outros filmes que retrataram ditadura, obviamente). No entanto, me parece que o objetivo era, entre tantos, que o filme nos desse impressão do que, acredito, era realmente conviver com uma ditadura: algumas pessoas agindo como se tudo estivesse bem, a vida seguindo "normalmente", e algumas poucas pessoas ligadas no que estava rolando de verdade. Impossível não me lembrar do Museu dos Direitos Humanos, em Santiago, Chile.
Inquietante e sufocante suspense psicológico com drama. Toda mulher pode sofrer abusos, não importa a classe social. Que todas as Ángelas sejam salvas.
Renato merecia uma homenagem mais bonita. A maior decepção é saber que grande parte do filme se passa com uma personagem que nunca existiu na história do cantor. Sobre Renato, é preciso dizer também que, embora fosse rico e privilegiado, ele foi uma pessoa sensível com as questões sociais importantes e teve um papel relevante de representatividade da comunidade lgbt no cenário nacional em um período crítico da história do Brasil. Toda luta social carece de aliados.
Viva a arte do povo latino-americano! Série foda, foda, foda. Historicamente bem ambientada, é educativa, ótima trilha sonora, conseguimos entrar no mundo de cada personagem, entender seus dilemas, amadurecer com eles. Os personagens são bem realistas: nem bonzinhos, nem malvados - pessoas, com erros, defeitos, contradições. A série toca em temas críticos, temas necessários: sexualidade, aborto, família, relações de classe, trabalho, maternidade, machismo, inclusão. O amor de Camilo é tão absurdo, que as vezes se tornava cansativo, e depois começava a ser cômico, de tão absurdo!
A série tem defeitos, ao meu ver? Claro que tem. Um deles é justamente utilizar linguagens ou discussões que muito provavelmente não seriam debatidas daquela mesma forma nos anos 70 - quase beirando um anacronismo. No entanto, por outro lado, qual seria a utilidade de fazer uma série histórica que não permitisse relacioná-la com a atualidade? Outra coisa que também não curti foi terem deixado a história de Pavón e Martins de lado. Vários momentos os personagens deram a entender existir algo mais. Será que vem algo por aí? Tomara que sim!
A 3ª temporada é ainda mais especial, com destaque para os figurinos belíssimos e com vários elementos dos anos 70. Foi genial a sacada de trazer os personagens em uma outra fase da vida - adultos, cuidando de si sem tanta ligação com os pais. E, no entanto, fazem isso sem deixar de lado os enredos dos pais.
Uma série legalzinha. Excelente recorte histórico e cenários. O enredo é que começa a ficar chato com o passar dos episódios, principalmente no finalzinho. Impossível não associar com o covid. Alguns personagens deveriam ter morrido no início no lugar de outros. O médico Dioneo, por exemplo, merecia viver mais que Tindaro (este último, o pior personagem, chatíssimo!). Mas tem plot twists muuuito bons.
Série linda, encantadora. Não achei que perde em nada com relação à série original. São séries diferentes, que tratam de temas diferentes, mantendo em comum alguns personagens e a filosofia como pano de fundo. A série tocou em pontos muitos caros para mim e, suponho, para outros jovens adultos (galera na faixa dos 20). Entre estes pontos, cito: as relações entre filhos-adultos e pais; os relacionamentos intergeracionais (não apenas amorosos!); sexo e sexualidade; os relacionamentos amorosos (e o tal do ditado "quem eu quero, não me quer. Quem me quer, mandei embora!"); amizade; a emigração; desigualdade social; solidão; vazios existenciais; vícios; velhice; doença... enfim, uma profundidade imensa! Todos estes pontos foram bem elaborados, elencados, tiveram a devida atenção dentro do enredo. Outra característica positiva é que a trama sabe retirar os personagens do enredo nas horas certas. Só senti que vacilaram ao retirar o Bruno e sua avó sem trabalharem mais nisso. Outra coisa muito importante é: não tem preto nessa europa, gente? Cadê?
Senti sensações estranhas durante o filme. Parece que ficou faltando algo, mesmo com tanto enredo: a relação do protagonista com a ex-esposa, o fato dele ser gay, o peso do luto, a doença que ele enfrenta, a relação do protagonista com a filha, a relação dele com a amiga, a relação dele com a religião... Não é de todo ruim, mas também não é um filme maravilhoso.
Assisti a série em dois dias e posso dizer: ela é genial. Sou funcionário público, e ao ver a série fui tomado por sentimentos dualistas de: primeiro, ver uma crítica escrachada ao funcionalismo público e ter medo dela ser mal interpretada dentro do discurso "temos que acabar com o funcionalismo", ainda mais atual nos dias de hoje; segundo, de me lembrar de muitas cenas que já vivi no trabalho e dar boas gargalhadas. Me posicionando sobre o discurso contra o funcionalismo: a saída não é acabar com o serviço público. A maioria das pessoas no serviço público estão cansadas e soterradas de trabalho e precarização. O que é mais verdade na série é a questão da burocratização desnecessária e de pessoas idiotas como comissionados (cargos de indicação, sem concurso público). Mas isso tem no setor privado também, né isso? Outra coisa: vi que a Fernanda Young foi roteirista. Caraca! Que falta essa mulher faz... Enfim, série excelente, alto nível de humor.
A frase "servirmos bem para servir sempre" me pegou muito também. Alguém me questionou: e quando deixamos de servir? Respondo: aí a gente deixa de existir. É preciso encontrar maneiras de existir na insubserviência.
Ao final, quando Paula troca de emprego e vai trabalhar no shopping. O empregador vira pra ela, entrega a carteira de trabalho dela e diz, mais ou menos: "seu primeiro registro, né? Agora você existe".
A série desapontou e muito. Ficou forçada. Inseriram novos personagens do nada, o enredo anterior se perdeu. Enfim, parece que foi vendida e perdeu a qualidade. Que pena!
O romance de Igor é Niko é assim tratado: nada é anormal, tudo é fluído, a sexualidade não é tabu. Nem mesmo com os pais. Que sonho. A questão do autismo também é tratada de uma forma bonita e ajuda a descontruir preconceitos sobre o espectro. A forma com que a separação dos pais de Niko se dá também é linda, e o personagem de Niko ganha cada vez mais sentido conforme a trama vai trazendo as cenas da mãe e do pai dele. Uma coisa só que eu fiquei sem entender, e acho que ficou "solto": os pais de Lena. Por que queriam ir para Itália? Por que desistiram? Por que ficaram no hotel? Acho que faltou trabalhar um pouco mais o papel deles. Aposto que uma saída seria explorar mais a relação entre irmãs (mãe de Niko e mãe de Lena).
Posso não ter prestado atenção em algo, porque por vezes achei a série arrastada, monótona - há que se ter paciência, é verdade. Mas é uma série bonita.
Concordo que seja um pouco exagerada em alguns momentos, mas não é um tempo jogado fora. É uma trama envolvente e o espectador fica curioso para saber o que acontecerá no próximo momento. Não é a melhor coisa que já vi, mas também não acredito que seja tão ruim. Fiquei curioso, inclusive, para uma segunda temporada, que com certeza veria.
Eu, Tu, Eles
3.2 143 Assista AgoraTem muitos jeitos de se ser família.
Tem muitas maneiras de se dizer o não dito.
Tem muita forma de amar.
Delírio
2.4 5Diferente do que disseram abaixo, de que não se pode esperar muito por ser uma produção colombiana (comentário tosco, totalmente tosco), a série é intrigante e conversa com parte da história desse país tão importante para a América Latina.
É um ótimo trabalho de suspense, drama, que envolve assuntos da psicanálise, que explora a loucura, o romance, a desigualdade social, e está baseado na obra de uma autora renomada. É encantador que a trama não está entregue desde o princípio para o telespectador, mas ela vai se formando como um quebra-cabeças, sendo necessário paciência para compreender todo o enredo.
Juan Pablo Urrego (el Midas), é um ator e tanto! Além de tirar o fôlego com seu charme, convence muito com suas interpretações - e falo isso por acompanhar outros de seus trabalhos. Esse menino ainda vai fazer muito sucesso.
Enfim, que viva a arte do povo latino americano! Que viva Colômbia, hijoeputa!
Só acho que ficou faltando o irmão Bichi de Agustina aparecer. De maneira geral, a questão da homossexualidade poderia ter sido melhor explorada, e ficou presa somente na questão do avô e Bichi como subtemas da história. Outra ponta que faltou fechar: no final da história, a Tia da Agustina, tão importante para o enredo, onde estava? Enfim, pontos que, sem dúvidas, não tiram o interessante da série.
Um Dia de Cada Vez (3ª Temporada)
4.5 117Ao final dessa e de todas as outras duas temporadas, todo mundo se sente um pouco parte da família Alvárez.
Te queremos mucho, Lupita!!!]
<3
Nossos Tempos
2.8 29 Assista AgoraPromete muito e entrega pouco. Não tive paciência de terminar, embora adore filmes sobre viagem no tempo.
1976: Um Segredo na Ditadura
3.5 22De repente, naqueles dias, começaram
a desaparecer pessoas, estranhamente.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.
Ia-se colher a flor oferta
e se esvanecia.
Eclipsava-se entre um endereço e outro
ou no táxi que se ia.
Culpado ou não, sumia-se
ao regressar do escritório ou da orgia.
Entre um trago de conhaque
e um aceno de mão, o bebedor sumia.
Evaporava o pai
ao encontro da filha que não via.
Mães segurando filhos e compras,
gestantes com tricots ou grupos de estudantes
desapareciam.
Desapareciam amantes em pleno beijo
e médicos em meio à cirurgia.
Mecânicos se diluiam
- mal ligavam o tôrno do dia.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.
Desaparecia-se a olhos vistos
e não era miopia. Desaparecia-se
até a primeira vista. Bastava
que alguém visse um desaparecido
e o desaparecido desaparecia.
Desaparecia o mais conspícuo
e o mais obscuro sumia.
Até deputados e presidentes esvaneciam.
Sacerdotes, igualmente, levitando
iam, arefeitos, constatar no além,
como os pescadores partiam.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.
Os atores no palco
entre um gesto e outro, e os da platéia
enquanto riam.
Não, não era fácil ser poeta naqueles dias.
Porque os poetas, sobretudo
- desapareciam.
Affonso Romano de Sant’anna
1976: Um Segredo na Ditadura
3.5 22O filme é discreto, não faz alardes, não fala no assunto de maneira suntuosa, com requintes de drama (o que não é exagero, quando o é feito em outros filmes que retrataram ditadura, obviamente). No entanto, me parece que o objetivo era, entre tantos, que o filme nos desse impressão do que, acredito, era realmente conviver com uma ditadura: algumas pessoas agindo como se tudo estivesse bem, a vida seguindo "normalmente", e algumas poucas pessoas ligadas no que estava rolando de verdade. Impossível não me lembrar do Museu dos Direitos Humanos, em Santiago, Chile.
ÁNGELA
3.9 2Inquietante e sufocante suspense psicológico com drama. Toda mulher pode sofrer abusos, não importa a classe social. Que todas as Ángelas sejam salvas.
Somos Tão Jovens
3.3 2,0KRenato merecia uma homenagem mais bonita. A maior decepção é saber que grande parte do filme se passa com uma personagem que nunca existiu na história do cantor. Sobre Renato, é preciso dizer também que, embora fosse rico e privilegiado, ele foi uma pessoa sensível com as questões sociais importantes e teve um papel relevante de representatividade da comunidade lgbt no cenário nacional em um período crítico da história do Brasil. Toda luta social carece de aliados.
Mamonas Assassinas: O Filme
2.3 318 Assista AgoraEu curti. Depois, fui ver entrevistas da banda real e muita coisa se encaixou com o filme.
Como Ganhar Milhões Antes Que a Avó Morra
4.3 133 Assista AgoraO tipo de filme que nos faz chorar de soluçar no final.
Desmundo
3.5 119Filme muito pesado. Extremamente bem ambientado.
A Primeira Vez (3ª Temporada)
4.0 3 Assista AgoraViva a arte do povo latino-americano!
Série foda, foda, foda. Historicamente bem ambientada, é educativa, ótima trilha sonora, conseguimos entrar no mundo de cada personagem, entender seus dilemas, amadurecer com eles. Os personagens são bem realistas: nem bonzinhos, nem malvados - pessoas, com erros, defeitos, contradições. A série toca em temas críticos, temas necessários: sexualidade, aborto, família, relações de classe, trabalho, maternidade, machismo, inclusão. O amor de Camilo é tão absurdo, que as vezes se tornava cansativo, e depois começava a ser cômico, de tão absurdo!
A série tem defeitos, ao meu ver? Claro que tem. Um deles é justamente utilizar linguagens ou discussões que muito provavelmente não seriam debatidas daquela mesma forma nos anos 70 - quase beirando um anacronismo. No entanto, por outro lado, qual seria a utilidade de fazer uma série histórica que não permitisse relacioná-la com a atualidade? Outra coisa que também não curti foi terem deixado a história de Pavón e Martins de lado. Vários momentos os personagens deram a entender existir algo mais. Será que vem algo por aí? Tomara que sim!
A 3ª temporada é ainda mais especial, com destaque para os figurinos belíssimos e com vários elementos dos anos 70. Foi genial a sacada de trazer os personagens em uma outra fase da vida - adultos, cuidando de si sem tanta ligação com os pais. E, no entanto, fazem isso sem deixar de lado os enredos dos pais.
Enfim, para mim é 5 estrelas!
Invejosa (2ª Temporada)
3.6 13 Assista AgoraQueria um Matias! hahahahaha
Sintonia (5ª Temporada)
3.4 23Seria melhor não ter tido a 5a temporada. Achei chata.
Decameron (1ª Temporada)
3.4 27 Assista AgoraUma série legalzinha. Excelente recorte histórico e cenários. O enredo é que começa a ficar chato com o passar dos episódios, principalmente no finalzinho. Impossível não associar com o covid. Alguns personagens deveriam ter morrido no início no lugar de outros. O médico Dioneo, por exemplo, merecia viver mais que Tindaro (este último, o pior personagem, chatíssimo!). Mas tem plot twists muuuito bons.
Merlí: Sapere Aude (2ª Temporada)
3.5 29Série linda, encantadora. Não achei que perde em nada com relação à série original.
São séries diferentes, que tratam de temas diferentes, mantendo em comum alguns personagens e a filosofia como pano de fundo. A série tocou em pontos muitos caros para mim e, suponho, para outros jovens adultos (galera na faixa dos 20). Entre estes pontos, cito: as relações entre filhos-adultos e pais; os relacionamentos intergeracionais (não apenas amorosos!); sexo e sexualidade; os relacionamentos amorosos (e o tal do ditado "quem eu quero, não me quer. Quem me quer, mandei embora!"); amizade; a emigração; desigualdade social; solidão; vazios existenciais; vícios; velhice; doença... enfim, uma profundidade imensa! Todos estes pontos foram bem elaborados, elencados, tiveram a devida atenção dentro do enredo. Outra característica positiva é que a trama sabe retirar os personagens do enredo nas horas certas. Só senti que vacilaram ao retirar o Bruno e sua avó sem trabalharem mais nisso. Outra coisa muito importante é: não tem preto nessa europa, gente? Cadê?
A Baleia
4.0 1,2K Assista AgoraSenti sensações estranhas durante o filme. Parece que ficou faltando algo, mesmo com tanto enredo: a relação do protagonista com a ex-esposa, o fato dele ser gay, o peso do luto, a doença que ele enfrenta, a relação do protagonista com a filha, a relação dele com a amiga, a relação dele com a religião... Não é de todo ruim, mas também não é um filme maravilhoso.
Os Aspones (1ª Temporada)
4.0 74Assisti a série em dois dias e posso dizer: ela é genial. Sou funcionário público, e ao ver a série fui tomado por sentimentos dualistas de: primeiro, ver uma crítica escrachada ao funcionalismo público e ter medo dela ser mal interpretada dentro do discurso "temos que acabar com o funcionalismo", ainda mais atual nos dias de hoje; segundo, de me lembrar de muitas cenas que já vivi no trabalho e dar boas gargalhadas. Me posicionando sobre o discurso contra o funcionalismo: a saída não é acabar com o serviço público. A maioria das pessoas no serviço público estão cansadas e soterradas de trabalho e precarização. O que é mais verdade na série é a questão da burocratização desnecessária e de pessoas idiotas como comissionados (cargos de indicação, sem concurso público). Mas isso tem no setor privado também, né isso? Outra coisa: vi que a Fernanda Young foi roteirista. Caraca! Que falta essa mulher faz... Enfim, série excelente, alto nível de humor.
Trabalhar Cansa
3.6 224A frase "servirmos bem para servir sempre" me pegou muito também. Alguém me questionou: e quando deixamos de servir? Respondo: aí a gente deixa de existir. É preciso encontrar maneiras de existir na insubserviência.
Tudo Pede Salvação (2ª Temporada)
4.1 4 Assista AgoraFofo demais. O protagonista é gostoso em todos os sentidos. Gian Lucca merecia um amor correspondido e maior espaço para além da coadjuvação.
Trabalhar Cansa
3.6 224Muita gente aqui abaixo já falou coisas interessantes sobre o filme. Gostaria, então, apenas de destacar uma cena marcante:
Ao final, quando Paula troca de emprego e vai trabalhar no shopping. O empregador vira pra ela, entrega a carteira de trabalho dela e diz, mais ou menos: "seu primeiro registro, né? Agora você existe".
É de dar um nó na garganta.
Bridgerton (3ª Temporada)
3.7 123 Assista AgoraA série desapontou e muito. Ficou forçada. Inseriram novos personagens do nada, o enredo anterior se perdeu. Enfim, parece que foi vendida e perdeu a qualidade. Que pena!
Primeiros Amores (1ª Temporada)
4.0 16 Assista AgoraAdoro enredos em que a sexualidade é tratada com naturalidade.
O romance de Igor é Niko é assim tratado: nada é anormal, tudo é fluído, a sexualidade não é tabu. Nem mesmo com os pais. Que sonho.
A questão do autismo também é tratada de uma forma bonita e ajuda a descontruir preconceitos sobre o espectro.
A forma com que a separação dos pais de Niko se dá também é linda, e o personagem de Niko ganha cada vez mais sentido conforme a trama vai trazendo as cenas da mãe e do pai dele.
Uma coisa só que eu fiquei sem entender, e acho que ficou "solto": os pais de Lena. Por que queriam ir para Itália? Por que desistiram? Por que ficaram no hotel? Acho que faltou trabalhar um pouco mais o papel deles. Aposto que uma saída seria explorar mais a relação entre irmãs (mãe de Niko e mãe de Lena).
Posso não ter prestado atenção em algo, porque por vezes achei a série arrastada, monótona - há que se ter paciência, é verdade. Mas é uma série bonita.
Treta (1ª Temporada)
4.1 336 Assista AgoraConcordo que seja um pouco exagerada em alguns momentos, mas não é um tempo jogado fora. É uma trama envolvente e o espectador fica curioso para saber o que acontecerá no próximo momento. Não é a melhor coisa que já vi, mas também não acredito que seja tão ruim. Fiquei curioso, inclusive, para uma segunda temporada, que com certeza veria.