Incrível como nada nesse filme me agrada. A fotografia é escura e vazia, os personagens todos mal desenvolvidos, a trilha sonora parece roubada de um filme de aventura classificação indicativa 12 anos, além de ser invasiva. Tem um momento do filme em que usaram efeitos característicos de filmes de terror sobrenatural na cena de antecipação de ataque do vilão. Fiquei pensando na motivação disso e confesso que não encontrei.
A Sidney indo a pé para a taverna a fim de salvar a filha acho que foi o maior acesso de burrice de todos os personagens, de toda a franquia, inacreditável. E a Tatum correndo na cidade cenogr... digo, na cidade em quarentena, me lembrou da Cindy de Todo Mundo em Pânico correndo no corredor do colégio após discutir com o namorado.
E a cereja desse bolo de bosta que é Pânico 7 é o apelo desesperado a nostalgia no ato final, que antecede a revelação ridícula dos piores assassinos da franquia. Pânico 7 falha em causar tensão, falha em envolver e falha em divertir. A vergonha da profission.
Pela subversão de expectativas, considero a abertura de Pânico 6 uma das melhores da franquia. E durante o filme, somos presenteados ainda com as ótimas sequências na mercearia e no metrô (que apresentou um problema facinho de resolver, mas ainda bem que não foi resolvido para que ela acontecesse).
O longa tem uma fotografia bonita, dinâmica e a atmosfera de tensão é muito bem desenvolvida. Mas infelizmente tem uns furos bobos (destaco novamente a cena do metrô e a ida até o apartamento da Gale). O mistério também não é tão difícil de ser desvendado
(apesar de ter me surprendido com o fato de haver 3, não 2 assassinos (E TODO MUNDO SUSPEITOU DELE, MAS NINGUÉM CONFERIU SE O ETHAN ESTAVA NA AULA! AAAAH!!!).
1) o policial Wayne descarta a própria filha da lista de suspeitos; 2) as pistas propositalmente deixadas pelo Ghostface são evidências policiais; 3) Quinn, a filha de Wayne, morreu fora de tela; 4) Wayne sai da cena do crime e diz diretamente para Sam: "you fucked with my family, you die"; 5) Quinn e Wayne falam sobre terem perdido um membro da família.
Embora seja legal de assistir, me incomoda um pouco o Ghostface brutal, imparável, quase como uma entidade sobrenatural desse filme. Descaracteriza a ideia original dos filmes que é ter um vilão humano, atrapalhado e vulnerável (características que aparecem magicamente quando a máscara é retirada). E a quantidade de sobreviventes é absurda, difícil de engolir (principalmente do personagem que virou peneirinha humana de tanta facada no bucho que levou).
Enfim, apesar de seus defeitos, Pânico 6 é extremamente envolvente e divertido. É covarde, mas é envolvente e divertido.
Que bom ter reassistido esse filme. Lembro de ter achado de mediano pra ruim da primeira vez, mas agora subiu no meu conceito. Retrato de uma época do cinema, não tem como falar que Pânico (5) deixou de ser crítico, mas aqui isso veio acompanhado de muito mais sangue, clima mais sombrio e novamente uma fotografia bonita e criativa.
"Carpenter". "Wes". Eu sorri com estas homenagens, assim como do fato de o filme ainda beber muito de Halloween (inclusive dos filmes ruins). E a cena referenciando Psicose, assim como a brincadeira que é feita com nossas expectativas nela, é muito boa. E por falar em boa... sei que foi triste o fim,
mas a cena da morte do Dewey ficou parecendo Fatality de Mortal Kombat, muito doida! Querido Dewey... morreu por ser burro...
Me senti numa reunião de criação com a Mindy discorrendo sobre como o filme deveria ser feito para não perder a qualidade e agradar o público. E Pânico cumpre o combinado, sutilmente enfraquecendo a importância do elenco que sustentava a franquia, ao mesmo tempo em que trabalha a renovação dela centrando a trama em novos personagens ligados aos acontecimentos dos filmes anteriores (e se o mundo é um ovo, Woodsboro é de codorna, porque pqp, que grupo de amigos é esse... kkkk).
Sidney aparece menos, mas brilha. E Gale <3 E Sam <3 E Tara <3 Dito isto... nossa, Jenna Ortega e Melissa Barrera foram uma grande perda pra franquia.
O ato final deste é um dos que mais me incomodou na franquia. Não porque é ruim, mas porque a revelação, apesar de brusca e violenta, não me causou tanto impacto. E a tentativa de recriar o final do filme 1 é boa, mas fica muito aquém do que é entregue no original.
Enfim, claro que o filme tem problemas, mas os anteriores também tem e Pânico, até então, é igual pizza: até quando é ruim, é bom.
Pânico 4 já começa bem na sequência de abertura, que pode não ser a mais icônica, mas é genial. O filme faz ótimas homenagens, críticas e referências a outros filmes, inclusive seus precedentes, e claro, à indústria cinematográfica, principalmente ao universo dos filmes de terror. É a metalinguagem de volta à boa forma.
É incrível como acertaram com os novos personagens, em todos os núcleos. Todos carismáticos, apresentados de maneira que não soa forçada e o filme trabalha de uma forma que fica fácil tanto criar certo vínculo, como distinguí-los entre si. Pânico 4 é bom, mas o ato final é foda! O mais lógico e insano desde o primeiro filme. E muito à frente de seu tempo, visto que a motivação por trás dos assassinatos é crível e faz ainda mais sentido nos tempos atuais.
O ponto fraco e que mais me incomodou nesse filme foi a fotografia horrível (com um blur esquisito e excesso de brilho) nas sequências diurnas. Tirando isso, só não fica na frente do primeiro. Minha ordem de preferência até agora é: Pânico 1 > 4 > 2 > 3.
Obs: Dewey poderia ter sido um personagem de Loucademia de Polícia. Obs 2: Amo que o clichê de subir as escadas continua sendo respeitado.
Nada parece funcionar como deveria em Pânico 3. Comicidade exagerada, personagens jogados, conexões toscas, trilha sonora que deixou de ser sutil e funcional para tornar-se invasiva e irritante... até a metalinguagem aqui soa um pouco fora de tom.
As atuações dos personagens secundários são toscas e fica nítido quais estão ali só para morrer (com exceção de uma que existia para servir de suspeita). Achei também bem cafona a forma que o trauma da Sidney foi trabalhado em relação ao assassinato e passado da mãe. E achei merda a motivação do Ghostface deste filme, mas tão merda que foi jogada no ventilador e respingou até nos vilões dos filmes anteriores.
Apesar dos pesares, Pânico 3, mesmo sendo quase uma paródia de Pânico, ainda trás um bom entretenimento. Destaques para a cena na sala cheia de figurinos do Ghostface, para a cena de perseguição da Sidney no set de filmagem, e para o desenvolvimento da relação da Gale com o Dewey.
Adoro como a metalinguagem é potencializada na icônica abertura do cinema, bem como na cena em que os alunos discutem sobre a qualidade das sequências de filmes ante aos originais.
Os personagens são fáceis de distinguir, apesar de serem menos memoráveis do que os do primeiro filme. Entre os que sobreviveram aos eventos passados, nota-se evolução, mesmo que meio descalibrada entre eles. Gale Weathers é o grande destaque neste quesito.
Dentre as diversas referências, a que me abriu um sorrisão foi a de Sexta-feira 13 (~♪ kill kill kill kill ... die die die die ♫~~), e é interessante como esse filme se inspirou neste clássico dos slashers para elaborar um de seus pontos mais importantes.
Dos pontos negativos, estão as câmeras menos fluidas e o fato de o vilão ter perdido um pouco sua característica de vilão humano, se teletransportando em algumas cenas, prejudicando a suspensão da descrença (e sim, eu entendo que é uma das regras das sequências apontadas pelo filme: "o assassino está mais implacável", mas não me agrada). Também não gosto da cena no refeitório, bem como a do teatro, que me incomoda, mesmo se justificando.
Pânico 2 é divertido, mas me envolve bem menos que o primeiro.
Revi e só posso dizer que esse filme é uma delícia! Do primeiro ao último minuto (a sequência de abertura já é um clássico, icônica demais, e a sequência da revelação de quem estava por trás do Ghostface é a cereja do bolo, pela forma que é revelado e pela confusão cômica ao mesmo tempo que tensa que é gerada).
Pânico envolve o espectador através de sua fotografia com movimentos fluidos de câmera, com uma trilha sonora muito bem empregada, com Sidney, personagem que passa de vítima a heroína destemida e com acenos a outros filmes de terror (tanto em forma de homenagem, quanto como crítica). Os personagens secundários também tem lugar aqui e nós conseguimos nos importar com eles, bem como suspeitar, apesar de o filme indicar a todo momento quem era Ghostface. E o que era óbvio, acaba gerando confusão, fazendo o público se agarrar a pistas falsas.
"É muito mais assustador quando não há motivo", aprendeu com Halloween clássico, mas diferente de Mike Myers, o vilão aqui é gente, não "o mau encarnado". Ele se atrapalha, sente dor, escorrega, tropeça... e tem motivações que o levam a seguir ensandecidamente em frente. Inclusive, percebi pela primeira vez um detalhe na fotografia que distorce ao fundo da ação principal em alguns momentos de perseguição.
Gosto muito de como Pânico discute o gênero dentro do próprio gênero, ora subvertendo-o, ora abrançando os clichês apontados. Ele ri do gênero, ri de si mesmo, faz o público rir e ainda assim consegue ser envolvente e assustador. É bom demais!
Destaques para Stu, um mímico bizarro, encantador (e estranhamente atraente para mim). E para Wes Craven aparecendo vestido de Freddy Krueger. Ah, e para Gale Weathers e Dewey. <3
É um filme voltado para crianças menores. Bem colorido, tem uma história simples com viés ambiental, mas que também fala sobre lidar com a frustração, sobre família, sobre como a união em torno de uma causa faz a diferença, sobre mudanças e adaptações.
A história se passa em torno da fada Violeta e da personagem humana Maxie. Ambas se sentem desencaixadas em suas realidades. Violeta desde sempre, já Maxie conheceu esse sentimento recentemente, após ter sido obrigada a abandonar a vida no campo e ir morar na cidade, devido ao emprego e relacionamento amoroso de sua mãe.
Violeta persegue um propósito que lhe foi dado, mas nunca consegue realizá-lo, muito devido a sua falta de interesse genuíno por ele. Mesmo assim, segue perseguindo-o e ao enfrentar mais uma vez a frustração de não conseguir, tenta pular etapas e ignorar regras no desespero de se provar, e quem sabe assim, conseguir se encaixar e sentir-se aceita. Isso desencadeia uma série de confusões para o mundo das fadas que tenta resgatá-la, para a família de Maxie e para ela mesma, que passa a ter a vida em risco devido a sua irresponsabilidade. No fim, uma reviravolta readequa seus propósitos de vida.
Maxie tenta se adaptar a sua nova realidade, mas não é muito bem aceita pelos filhos do seu padrasto, o que dificulta a adaptação e a leva a viver presa no passado recente. Pra piorar, com a chegada de Violeta e após algumas confusões, ela tenta se explicar para a mãe, que não acredita nela, aprofundando um sentimento de incompreensão e solidão, visto que a fada, em quem confiara, também vacila feio com ela.
O tema da preservação da natureza é abordado de modo a mostrar como o futuro está cada vez mais comprometido por sua destruição e da a entender, inclusive, que o grande vilão disso é o capitalismo desenfreado. A escala de trabalho exaustiva e como ela afasta a familía também é abordada rapidamente, mas não é aprofundada.
Após ter visto o filme com uma turma de crianças com que trabalho, digo que o filme acertou em cheio no seu propósito pois consegue despertar o interesse logo no início e prender a atenção do seu público alvo até o fim das suas uma hora e vinte de exibição.
Olha, sinceramente... que surto coletivo é esse em torno desse filme? Primeiro que a animação é feiassa. Parece um trabalho de faculdade de cinema feito com pouco recurso, que não deu tempo de renderizar direito, e por causa do prazo acabou sendo entregue de qualquer jeito. E olha... chaaaaato. Poderia ser menos chato se fosse um curta.
Além de ter um elenco carismático e os personagens terem uma ótima e improvável sintonia, o filme equilibra ação, aventura e humor perfeitamente, sem deixar que o fundo trágico que os personagens carregam seja apagando, trazendo-os a tona vez ou outra, num sutil aceno para o público.
A grande variedade de criaturas e mundos atiça a curiosidade, a ambientação convence e enche os olhos, e a trilha sonora (além da original que também é ótima) funciona por ser, além de maravilhosa, um ponto importante para a história do Peter Quill, funcionando até como elemento de roteiro. E pra quem tem uma forte relação com a música, como eu, ela é a cereja do bolo.
Filme com clima investigativo, recheado de cenas de ação realmente surpreendentes, além de sequências cheias de suspense igualmente surpreendentes e bem filmadas. Temos sequências de invasão, perseguição automobilística, cenas aéreas, conspiratórias... tudo isso com lutas bem coreografadas, muitos cortes, mas cortes bem feitos e bom uso de efeitos especiais, numa junção de efeitos práticos com digitais.
O antagonista do filme é tão desgraçado quanto cruel e implacável. A Viúva Negra está na história como agente da SHIELD e tem grande destaque nela, assim como o Falcão Negro, que brilha na sua estréia no MCU. Samuel L. Jackson finalmente conseguiu um bom tempo de tela pra trabalhar o seu Nick Fury, que é uma das figuras centrais do filme. Ótimo também. E o Steve: Rogers. KKKK, brincadeira. Em meio a tantas cenas de ação e investigação, acompanhamos ele num conflito ético que o leva a repensar suas condutas, visto que muito do que ele acredita idealmente não condiz com a realidade em que está inserido. Existe também um conservadorismo nele, não relacionado a nação, mas baseado em seu apego ao passado, às partes boas do seu passado que ele se nega a deixar e luta para não perder.
O longa aborda temas como segurança, controle, liberdade, confiança, corrupção e política, usando o neonazismo como alegoria para falar sobre como grupos extremistas estão se infiltrando nas instituições e podem usá-las destruí-las e tomarem o contrile para si. ("Para construir um mundo melhor, às vezes é preciso destruir o velho").
Enfim. É um bom filme. Cheio de falhas. Mas é também um filme de super-heróis. E tem tanta coisa boa nele que fica fácil relevar os erros toscos que também tem (e como tem!).
Mundo Sombrio entrega a ambientação em Asgard que faltou no primeiro filme, com visuais deslumbrantes, boas cenas de ação, drama bem dosado, fotografia e efeitos especiais legais e um clima épico que também faltou no filme anterior.
Em meio a um roteiro fraco, cheio de conveniências, os meus maiores incômodos foram com a Darcy, que não me incomodou no filme anterior, mas nesse, nossa... toda vez que ela começava a falar eu pensava "fala, chata, deixa a chata falar". E mais um vilão que não é marcante e tem uma motivação clichê, mas que, ainda assim serve bem ao seu propósito vilanístico, causando estrago e oferecendo um perigo real para terráqueos e asgardianos.
Destaque para a cena da invasão e para Loki, que cresceu ainda mais como antagonista.
O exagero é o maior ponto negativo do filme: muitos vilões, muitas tramas, muito efeito digital... o que acaba gerando uma sensação de incompletude, devido a quebra da suspenção da descrença e ao desenvolvimento pobre dos personagens antagonistas. Aliás, o filme é só o Peter e a Gwen né, de resto... Os vilões são jogados ali só pra gerar mais cenas de ação. O Duende Verde é uma lástima, ridículo, exagerado, mas o maior defeito é que ele não deveria nem existir nesse filme, não há espaço pra ele aqui (inclusive, nem a amizade do Harry com o Peter convence), mas colocaram ele lá pra chegar no que foi a cena de maior destaque do filme, envolvendo a Gwen Stacy, quase no fim do filme (que poderia ter acontecido em um outro filme também). Mas que cena! Choquei e chorei.
Enfim. Filme meia boca, raso, com umas conveniências de roteiro muito bobocas, esquecível em sua maior parte, mas ok, ainda da pra assistir e se entreter.
Confesso que cativado pela trilogia do Sam Raimi, assisti esse aqui sem grandes expectativas, mas não é que gostei e gostei muito?!
A primeira hora de filme é quase toda preenchida com a história de origem do super-herói. Poderia (e para muitos foi) ser o grande erro do filme, mas eu gostei tanto da forma que foi contada que isso não foi um problema. Aqui um novo Peter Parker é apresentado, sendo sim um nerd, mas não um bobalhão, e sim um cara sarcástico e valente (mesmo por vezes isto sendo estupidez). O enredo nos mostra Peter descobrindo e explorando suas habilidades, além de desenvolver seus trajes e armas, trazendo um viés um pouco mais realista pro longa. De início tudo é feito de maneira primordialmente egoísta e só após algum tempo, e com alguns baques da vida, nosso herói entende que deve usar suas excepcionalidades não só para o bem próprio, mas para o bem comum.
Inclusive, acho que a grande virada de chave do Peter acontece quando ele salva a criança na ponte, devolvendo-a para o pai. Após o ato heroico, ele fica observando o abraço de pai e filho e fica nítido que ele se sente tocado por aquilo. E faz total sentido, pois remete ao pai dele que foi embora quando ele ainda era criança e ao tio Ben, que fora um pai pra ele e ele deixou ir sem dar o devido valor, percebendo o que tinha só depois que perdeu.
E Gwen Stacy?! Nossa, Gwen Stacy, a namorada do Peter Parker, é interpretada por ninguém mais, ninguém menos do que a maravilhosa Emma Stone. E deu muito certo! Personagem linda, inteligente, independente, decidida, assertiva... e nossa, a química entre ela e o Andrew Garfield é gritante, ainda mais se tivermos como parâmetro a Mary Jane e o Peter Parker da trilogia do Sam Raimi.
O grande vilão do filme, o Lagarto, demora para aparecer, mas quando aparece toca o terror. Tem presença e é ameaçador. O filme trabalha bastante o personagem dele antes da transformação, gerando empatia no público. E acho que até busca o mesmo efeito após a transformação, mostrando que ele está passando por uma crise de identidade que o deixa perdido entre a nobreza e a vilania, mas pra mim não funcionou. Ah, e isso ocorre de maneira muito semelhante a forma como a loucura do Duende Verde fora retratada anteriormente, o que não gostei muito.
Apesar de recontar boa parte da história do filme de 2002, copiando mas não fazendo igual (rs), surge aqui um novo personagem, inserido num contexto um pouco mais sombrio e realista. O trabalho de câmera que nos leva a percorrer a cidade com o Miranha se balançando entre prédios, helicópteros e estruturas metálicas é lindo, maravilhoso. E a trilha sonora envolvente engrandece ainda mais o filme. Enfim... relevando certas conveniências de roteiro, O Espetacular Homem-Aranha se mostra mesmo espetacular.
Obs: tio Ben chatão heim, pqp. Que véio chato, intrometido. Morreu de tonto.
Homem de Ferro: A Vingança dos Nerds. O filme tenta humanizar Tony Stark, fazendo ele ter problemas como paranoia e ansiedade após os eventos de Os Vingadores. Só que a maior parte das cenas em que isso acontece (se não todas) são cômicas, não despertando no público uma real preocupação em relação ao personagem. E bem, logo esses problemas são deixados de lado, servindo apenas como pano de fundo para o personagem, porque o filme precisa correr. E por um lado, ainda bem, porque nossa, que filme longo...
O pseudo-vilão decepciona, e o vilão nerd pouco empolga depois que sai das sombras. O filme insiste numas gracinhas com as armaduras que no começo é até legal, mas acaba se tornando um pé no saco com o passar do tempo. Ah, e ainda enfiaram uma criança prodígio no filme, tornando a experiência de assistí-lo um pouco mais chata. A forma como o longa termina me faz pensar: "nossa, Tony, por que você não fez isso antes se era possível?".
Destaques para a cena em que a armadura do Homem de Ferro quase ataca Pepper no meio da madrugada. E para a cena da explosão da mansão (que ocorreu por conta de uma decisão completamente estúpida, até para alguém com o ego inflado como o Tony Stark). Ah, e apesar de ter sido meio sem sentido a Pepper super poderosa, confesso que gostei.
Narrativa simples, sem firulas, direta, com ótimo ritmo, humor e muita pancadaria em enfrentamento aos vilões e até mesmo entre os próprios super heróis, visto que demoram um pouco a se entender, tanto devido a uma batalha de egos não verbalizada e claro, ao cetro causador de discórdia do Loki! ("espíritos do mal, da luta e da discórdia", rs).
A Viúva Negra é maravilhosa! Entre tantos personagens com grandes poderes sobrenaturais e/ou bélicos, o principal dela ser a inteligência e suas habilidades de persuação (e de luta incríveis) acaba se tornando um diferencial que a faz brilhar.
E o Hulk rouba a cena das melhores e piores maneiras. Adorei ele brincando com o Loki na Torre Stark e "ressuscitando" o Tony posteriormente. Briga boa também a dele com o Thor. Só não gostei da censura da Marvel na cena em que ele é encontrado depois de cair do céu. :( rs
O final do filme pra mim foi um ponto negativo. Infelizmente não gostei muito da batalha em Nova York. Ela é tão cheia de cortes que acaba deixando tudo meio bagunçado. Não da nem pra ver direito os Chitauri em meio a tantos cortes e velocidade de movimento dos personagens e/ou de câmera. Isso me incomodou, mas gostei da maior parte do filme. Bom.
História de origem sem pressa de se desenvolver (pelo menos até o homenzinho franzino ser transformado em um super soldado). A história em si é meio manjada, entregando um herói sem defeitos: corajoso, determinado, patriota, altruísta, humilde, inteligente, zZzZz... E as cenas de ação também caem no mesmo lugar, apesar de boas, são formulaicas e manjadas.
Gostei mesmo das sequências do Capitão América sendo usado pelo governo como modelo de cidadão/garoto-propaganda das forças armadas estadunidenses. Assim como a montagem na escalada dele enquanto super-herói. Bastante inteligente.
O Capitão América ficou responsável por combater uma ameaça paralela em meio a Segunda Guerra Mundial. A vilania do Caveira Vermelha não foi focada simplesmente nele, mas num perigo constante pela forma que ele propagava sua ideologia e cooptava mais pessoas para o seu exército. Gostei, apesar disto enfraquecê-lo enquanto vilão icônico.
Adorei o Howard Stark e o Dr. Abraham Erskine, mas a Hayley Atwell roubou meu coração com sua Peggy Carter. Personagem linda, destemida, exímia atiradora, confiante, uma diva icônica! Hahaha. Pena que o romance dela com Steve Rogers foi tão mal construído. Nem senti muito pela forma que acabou. Diferente do que aconteceu com Bucky Barners. Sério, a amizade de Steve e Bucky teve muito mais química.
Agora as piores coisas do filme: - o cara escondendo o tesseract na única parede ornamentada da casa e a chave pra abrir o negócio sendo um botãozinho proeminente nela. Fala sério, até eu esconderia melhor; - as bombas com o nome das cidades-alvo escritas. Eu ri, muito ridículo. Quebrou legal a suspensão de descrença.
É um bom filme de origem e de introdução para Os Vingadores. Dito isto: stay natty, kids!
Filme bem gostoso de assistir. Fluido, divertido, com bons cenários e efeitos especiais, personagens carismáticos... pena que o roteiro genérico torna ele tão esquecível.
Thor se mostra bastante impulsivo e arrogante no começo, além de parecer um garoto mimado que não pode ser contrariado. Por conta disso, de início simpatizei muito mais com Loki do que com ele. Só mudei de ideia quando o vi sem camisa (brincadeirinha, rs). Uma coisa que não me desceu foi o suposto arco de evolução do personagem. Thor foi banido de Asgard (baita cena, inclusive), veio parar na Terra, se envolveu de maneira superficial com uma moça e vualá: evoluiu, tornou-se digno de seus poderes etc. Rapaz, não deu tempo nem de refrescar a cabeça, quanto mais evoluir!
Adorei o guardião da ponte, Heimdall. Muito doido o visual dele e o Idris Elba se saiu muito bem no papel. Gostei bastante também dos quatro guerreiros amigos do Thor. Queria ter visto mais deles, mas como quase tudo nesse filme, eles serviram praticamente só como acessórios para a introdução do personagem no Universo Cinematográfico Marvel.
OBS: tem um deus não asgardiano que atua bastante nesse filme, o tal do deus ex machina.
Sem espaço para monotonia, Homem de Ferro 2 entretém do início ao fim.
Robert Downey Jr parece estar ainda mais à vontade como Tony Stark, e realmente... se houver um novo Tony Stark no futuro, fica difícil acreditar que chegará aos pés deste que parece ter sido feito sob medida para Robert Downey Jr. Tony aqui está mais divertido que no filme anterior, e também mais humano, mesmo sendo super, até quando não é herói.
Um grande defeito do filme é o vilão que promete muito e pouco entrega. Vem do nada e vai pra lugar nenhum. Genérico pacas. E por falar em genérico, posso citar também o drama envolvendo Tony Stark, que foi desenvolvido e solucionado de maneira superficial e apressada. Agora quem pouco promete e entrega bastante é o antagonista Justin Hammer, interpretado pelo Sam Rockwell. Que personagem chato, presunçoso, uma cópia mal feita do Tony Stark, sem carisma, sem graça, rs. Adorei detestar esse cara no filme.
A Gwyneth Paltrow também está muito bem como Pepper Potts, acho inclusive que sua atuação cresceu em relação ao filme anterior. Já a Scarlett Johansson achei meio caricatural, mas acredito que a maior culpa disso venha do roteiro, não da atuação da atriz.
Acho que esse é o filme de super-herói mais sem carisma que já assisti. Nenhum personagem é carismático. Nenhum.
O mais interessante do filme é como a edição se apoiou na experiência de ler uma HQ na montagem do filme, nas transições, tentando imprimir isso em tela. Mas esse recurso é tão utilizado que cansa, se torna entediante.
Inclusive, chato e entediante são palavras que definem o longa (e bota longa nisso, aff). Não tem ritmo nenhum, demora a beça pra se desenvolver e tem um drama que não convence. Lá pra uma hora e meia o filme ganha outro ritmo, mas não compensa. Só se tiver muito, mas muito afim de conhecer a origem do super-herói.
E o prêmio de namorada mais radioativa vai pra Betty Ross. Credo! O amor está no ar, não respire!
Tava esperando um filme paia e encontrei um filme bem legal. Inclusive, a forma que o "nascimento" do Hulk foi tratada no longa, correndo direto ao ponto em que Bruce busca uma cura pra sua condição foi uma boa sacada pra não precisar repetir o filme anterior.
O Hulk já transformado ser carismático me surpreendeu. O romance protagonizado pela Liv Tyler e pelo Edward Norton convence (mas que put4 falta de sacanagem o Bruce não poder transar heim!).
As cenas de ação são muito boas! Destaque pro Hulk enfrentando o exercito no campus e
Ah, e o Abominável é realmente abominável! Bichão medonho! Daria um baita vilão invencível de filme de terror.
A coisa mais irreal do filme é o esquadrão militar fazendo e acontecendo na favela da Rocinha sem nenhuma interferência do tráfico. Quase tão irreal quanto o Hulk ter saído do Rio de Janeiro e ido parar na Guatemala da noite pro dia. A existência dele fica só em 3º lugar, rs.
Mas voltando a falar ali do contexto do Brasil na trama... poxa, os brasileiros trabalhadores da fábrica do filme estavam mais gringos que o Edward Norton. Poderiam ter contratado mais atores brasileiros pra essa parte do filme né?! Sairia mais barato e ficaria melhor, com certeza.
Tony Stark, um cara bilionário, vai pro Afeganistão testar uma bomba (não tinha lugar melhor). Após cair numa emboscada e ser ferido pela explosão de um míssil da sua própria empresa, é raptado e colocado junto com um médico em cativeiro, sob a condição de ser liberto caso construísse determinada bomba para o grupo terrorista. Lá ele aprimora um equipamento que a princípio servia para proteger o seu coração de estilhaços do míssil, transformando-o também em uma fonte de energia. Em seguida, Stark e seu comparsa começam a construir uma arma/armadura e, mesmo com uma câmera de vigilância monitorando-os, os terroristas não ligam pra nada porque a facção que eles pertencem é a QI-Emqueda.
Ainda bem, caso contrário, o Homem de Ferro nunca existiria. E sabe, o problema desse filme nem é essa premissa absurda, mas o tempo que é gasto nela.
Mais pra frente, Pepper, a assistente pessoal de Tony, descobre o plano do Ob-La-Di Ob-La-Da e deixa passar horas e horas para avisá-lo, possibilitando que o vilão chegasse na casa do herói primeiro que o aviso dela (e olha que ele foi resolver outras coisas antes). Fala sério, essa mulher só não é demitida porque o protagonista não tem parâmetros pra saber se ela era eficiente ou não.
Enfim, o melhor desse filme é quando ele acaba. Sério, a última cena é bem boa.
Pânico 7
2.6 430 Assista AgoraIncrível como nada nesse filme me agrada. A fotografia é escura e vazia, os personagens todos mal desenvolvidos, a trilha sonora parece roubada de um filme de aventura classificação indicativa 12 anos, além de ser invasiva. Tem um momento do filme em que usaram efeitos característicos de filmes de terror sobrenatural na cena de antecipação de ataque do vilão. Fiquei pensando na motivação disso e confesso que não encontrei.
A Sidney indo a pé para a taverna a fim de salvar a filha acho que foi o maior acesso de burrice de todos os personagens, de toda a franquia, inacreditável. E a Tatum correndo na cidade cenogr... digo, na cidade em quarentena, me lembrou da Cindy de Todo Mundo em Pânico correndo no corredor do colégio após discutir com o namorado.
E a cereja desse bolo de bosta que é Pânico 7 é o apelo desesperado a nostalgia no ato final, que antecede a revelação ridícula dos piores assassinos da franquia. Pânico 7 falha em causar tensão, falha em envolver e falha em divertir. A vergonha da profission.
Pânico VI
3.4 856 Assista AgoraPânico VI - Ghostface Ataca em Nova York
Pela subversão de expectativas, considero a abertura de Pânico 6 uma das melhores da franquia. E durante o filme, somos presenteados ainda com as ótimas sequências na mercearia e no metrô (que apresentou um problema facinho de resolver, mas ainda bem que não foi resolvido para que ela acontecesse).
O longa tem uma fotografia bonita, dinâmica e a atmosfera de tensão é muito bem desenvolvida. Mas infelizmente tem uns furos bobos (destaco novamente a cena do metrô e a ida até o apartamento da Gale). O mistério também não é tão difícil de ser desvendado
(apesar de ter me surprendido com o fato de haver 3, não 2 assassinos (E TODO MUNDO SUSPEITOU DELE, MAS NINGUÉM CONFERIU SE O ETHAN ESTAVA NA AULA! AAAAH!!!).
Pistas jogadas na nossa cara:
1) o policial Wayne descarta a própria filha da lista de suspeitos; 2) as pistas propositalmente deixadas pelo Ghostface são evidências policiais; 3) Quinn, a filha de Wayne, morreu fora de tela; 4) Wayne sai da cena do crime e diz diretamente para Sam: "you fucked with my family, you die"; 5) Quinn e Wayne falam sobre terem perdido um membro da família.
Embora seja legal de assistir, me incomoda um pouco o Ghostface brutal, imparável, quase como uma entidade sobrenatural desse filme. Descaracteriza a ideia original dos filmes que é ter um vilão humano, atrapalhado e vulnerável (características que aparecem magicamente quando a máscara é retirada). E a quantidade de sobreviventes é absurda, difícil de engolir (principalmente do personagem que virou peneirinha humana de tanta facada no bucho que levou).
Enfim, apesar de seus defeitos, Pânico 6 é extremamente envolvente e divertido. É covarde, mas é envolvente e divertido.
Pânico
3.4 1,1K Assista AgoraQue bom ter reassistido esse filme. Lembro de ter achado de mediano pra ruim da primeira vez, mas agora subiu no meu conceito. Retrato de uma época do cinema, não tem como falar que Pânico (5) deixou de ser crítico, mas aqui isso veio acompanhado de muito mais sangue, clima mais sombrio e novamente uma fotografia bonita e criativa.
"Carpenter". "Wes". Eu sorri com estas homenagens, assim como do fato de o filme ainda beber muito de Halloween (inclusive dos filmes ruins). E a cena referenciando Psicose, assim como a brincadeira que é feita com nossas expectativas nela, é muito boa. E por falar em boa... sei que foi triste o fim,
mas a cena da morte do Dewey ficou parecendo Fatality de Mortal Kombat, muito doida! Querido Dewey... morreu por ser burro...
Me senti numa reunião de criação com a Mindy discorrendo sobre como o filme deveria ser feito para não perder a qualidade e agradar o público. E Pânico cumpre o combinado, sutilmente enfraquecendo a importância do elenco que sustentava a franquia, ao mesmo tempo em que trabalha a renovação dela centrando a trama em novos personagens ligados aos acontecimentos dos filmes anteriores (e se o mundo é um ovo, Woodsboro é de codorna, porque pqp, que grupo de amigos é esse... kkkk).
Sidney aparece menos, mas brilha. E Gale <3 E Sam <3 E Tara <3
Dito isto... nossa, Jenna Ortega e Melissa Barrera foram uma grande perda pra franquia.
O ato final deste é um dos que mais me incomodou na franquia. Não porque é ruim, mas porque a revelação, apesar de brusca e violenta, não me causou tanto impacto. E a tentativa de recriar o final do filme 1 é boa, mas fica muito aquém do que é entregue no original.
Enfim, claro que o filme tem problemas, mas os anteriores também tem e Pânico, até então, é igual pizza: até quando é ruim, é bom.
Pânico 4
3.2 2,7K Assista AgoraPânico 4 já começa bem na sequência de abertura, que pode não ser a mais icônica, mas é genial. O filme faz ótimas homenagens, críticas e referências a outros filmes, inclusive seus precedentes, e claro, à indústria cinematográfica, principalmente ao universo dos filmes de terror. É a metalinguagem de volta à boa forma.
É incrível como acertaram com os novos personagens, em todos os núcleos. Todos carismáticos, apresentados de maneira que não soa forçada e o filme trabalha de uma forma que fica fácil tanto criar certo vínculo, como distinguí-los entre si. Pânico 4 é bom, mas o ato final é foda! O mais lógico e insano desde o primeiro filme. E muito à frente de seu tempo, visto que a motivação por trás dos assassinatos é crível e faz ainda mais sentido nos tempos atuais.
O ponto fraco e que mais me incomodou nesse filme foi a fotografia horrível (com um blur esquisito e excesso de brilho) nas sequências diurnas. Tirando isso, só não fica na frente do primeiro. Minha ordem de preferência até agora é: Pânico 1 > 4 > 2 > 3.
Obs: Dewey poderia ter sido um personagem de Loucademia de Polícia.
Obs 2: Amo que o clichê de subir as escadas continua sendo respeitado.
Pânico 3
3.0 797 Assista AgoraNada parece funcionar como deveria em Pânico 3. Comicidade exagerada, personagens jogados, conexões toscas, trilha sonora que deixou de ser sutil e funcional para tornar-se invasiva e irritante... até a metalinguagem aqui soa um pouco fora de tom.
As atuações dos personagens secundários são toscas e fica nítido quais estão ali só para morrer (com exceção de uma que existia para servir de suspeita). Achei também bem cafona a forma que o trauma da Sidney foi trabalhado em relação ao assassinato e passado da mãe. E achei merda a motivação do Ghostface deste filme, mas tão merda que foi jogada no ventilador e respingou até nos vilões dos filmes anteriores.
Apesar dos pesares, Pânico 3, mesmo sendo quase uma paródia de Pânico, ainda trás um bom entretenimento. Destaques para a cena na sala cheia de figurinos do Ghostface, para a cena de perseguição da Sidney no set de filmagem, e para o desenvolvimento da relação da Gale com o Dewey.
Pânico 2
3.2 841 Assista AgoraAdoro como a metalinguagem é potencializada na icônica abertura do cinema, bem como na cena em que os alunos discutem sobre a qualidade das sequências de filmes ante aos originais.
Os personagens são fáceis de distinguir, apesar de serem menos memoráveis do que os do primeiro filme. Entre os que sobreviveram aos eventos passados, nota-se evolução, mesmo que meio descalibrada entre eles. Gale Weathers é o grande destaque neste quesito.
Dentre as diversas referências, a que me abriu um sorrisão foi a de Sexta-feira 13 (~♪ kill kill kill kill ... die die die die ♫~~), e é interessante como esse filme se inspirou neste clássico dos slashers para elaborar um de seus pontos mais importantes.
Dos pontos negativos, estão as câmeras menos fluidas e o fato de o vilão ter perdido um pouco sua característica de vilão humano, se teletransportando em algumas cenas, prejudicando a suspensão da descrença (e sim, eu entendo que é uma das regras das sequências apontadas pelo filme: "o assassino está mais implacável", mas não me agrada). Também não gosto da cena no refeitório, bem como a do teatro, que me incomoda, mesmo se justificando.
Pânico 2 é divertido, mas me envolve bem menos que o primeiro.
Pânico
3.6 1,6K Assista AgoraRevi e só posso dizer que esse filme é uma delícia! Do primeiro ao último minuto (a sequência de abertura já é um clássico, icônica demais, e a sequência da revelação de quem estava por trás do Ghostface é a cereja do bolo, pela forma que é revelado e pela confusão cômica ao mesmo tempo que tensa que é gerada).
Pânico envolve o espectador através de sua fotografia com movimentos fluidos de câmera, com uma trilha sonora muito bem empregada, com Sidney, personagem que passa de vítima a heroína destemida e com acenos a outros filmes de terror (tanto em forma de homenagem, quanto como crítica). Os personagens secundários também tem lugar aqui e nós conseguimos nos importar com eles, bem como suspeitar, apesar de o filme indicar a todo momento quem era Ghostface. E o que era óbvio, acaba gerando confusão, fazendo o público se agarrar a pistas falsas.
"É muito mais assustador quando não há motivo", aprendeu com Halloween clássico, mas diferente de Mike Myers, o vilão aqui é gente, não "o mau encarnado". Ele se atrapalha, sente dor, escorrega, tropeça... e tem motivações que o levam a seguir ensandecidamente em frente. Inclusive, percebi pela primeira vez um detalhe na fotografia que distorce ao fundo da ação principal em alguns momentos de perseguição.
Gosto muito de como Pânico discute o gênero dentro do próprio gênero, ora subvertendo-o, ora abrançando os clichês apontados. Ele ri do gênero, ri de si mesmo, faz o público rir e ainda assim consegue ser envolvente e assustador. É bom demais!
Destaques para Stu, um mímico bizarro, encantador (e estranhamente atraente para mim). E para Wes Craven aparecendo vestido de Freddy Krueger. Ah, e para Gale Weathers e Dewey. <3
Tron: Ares
2.8 160 Assista AgoraEspetáculo visual. De resto, raso e ruim em tudo o que se propõe. Nem a trilha sonora salva.
A Fada Do Dente
2.4 5É um filme voltado para crianças menores. Bem colorido, tem uma história simples com viés ambiental, mas que também fala sobre lidar com a frustração, sobre família, sobre como a união em torno de uma causa faz a diferença, sobre mudanças e adaptações.
A história se passa em torno da fada Violeta e da personagem humana Maxie. Ambas se sentem desencaixadas em suas realidades. Violeta desde sempre, já Maxie conheceu esse sentimento recentemente, após ter sido obrigada a abandonar a vida no campo e ir morar na cidade, devido ao emprego e relacionamento amoroso de sua mãe.
Violeta persegue um propósito que lhe foi dado, mas nunca consegue realizá-lo, muito devido a sua falta de interesse genuíno por ele. Mesmo assim, segue perseguindo-o e ao enfrentar mais uma vez a frustração de não conseguir, tenta pular etapas e ignorar regras no desespero de se provar, e quem sabe assim, conseguir se encaixar e sentir-se aceita. Isso desencadeia uma série de confusões para o mundo das fadas que tenta resgatá-la, para a família de Maxie e para ela mesma, que passa a ter a vida em risco devido a sua irresponsabilidade. No fim, uma reviravolta readequa seus propósitos de vida.
Maxie tenta se adaptar a sua nova realidade, mas não é muito bem aceita pelos filhos do seu padrasto, o que dificulta a adaptação e a leva a viver presa no passado recente. Pra piorar, com a chegada de Violeta e após algumas confusões, ela tenta se explicar para a mãe, que não acredita nela, aprofundando um sentimento de incompreensão e solidão, visto que a fada, em quem confiara, também vacila feio com ela.
O tema da preservação da natureza é abordado de modo a mostrar como o futuro está cada vez mais comprometido por sua destruição e da a entender, inclusive, que o grande vilão disso é o capitalismo desenfreado. A escala de trabalho exaustiva e como ela afasta a familía também é abordada rapidamente, mas não é aprofundada.
Após ter visto o filme com uma turma de crianças com que trabalho, digo que o filme acertou em cheio no seu propósito pois consegue despertar o interesse logo no início e prender a atenção do seu público alvo até o fim das suas uma hora e vinte de exibição.
Flow
4.2 585Olha, sinceramente... que surto coletivo é esse em torno desse filme? Primeiro que a animação é feiassa. Parece um trabalho de faculdade de cinema feito com pouco recurso, que não deu tempo de renderizar direito, e por causa do prazo acabou sendo entregue de qualquer jeito. E olha... chaaaaato. Poderia ser menos chato se fosse um curta.
Guardiões da Galáxia
4.1 3,8K Assista AgoraAlém de ter um elenco carismático e os personagens terem uma ótima e improvável sintonia, o filme equilibra ação, aventura e humor perfeitamente, sem deixar que o fundo trágico que os personagens carregam seja apagando, trazendo-os a tona vez ou outra, num sutil aceno para o público.
A grande variedade de criaturas e mundos atiça a curiosidade, a ambientação convence e enche os olhos, e a trilha sonora (além da original que também é ótima) funciona por ser, além de maravilhosa, um ponto importante para a história do Peter Quill, funcionando até como elemento de roteiro. E pra quem tem uma forte relação com a música, como eu, ela é a cereja do bolo.
Enfim, filmaço. Muito divertido e bem feito.
Capitão América 2: O Soldado Invernal
4.0 2,6K Assista AgoraFilme com clima investigativo, recheado de cenas de ação realmente surpreendentes, além de sequências cheias de suspense igualmente surpreendentes e bem filmadas. Temos sequências de invasão, perseguição automobilística, cenas aéreas, conspiratórias... tudo isso com lutas bem coreografadas, muitos cortes, mas cortes bem feitos e bom uso de efeitos especiais, numa junção de efeitos práticos com digitais.
O antagonista do filme é tão desgraçado quanto cruel e implacável. A Viúva Negra está na história como agente da SHIELD e tem grande destaque nela, assim como o Falcão Negro, que brilha na sua estréia no MCU. Samuel L. Jackson finalmente conseguiu um bom tempo de tela pra trabalhar o seu Nick Fury, que é uma das figuras centrais do filme. Ótimo também. E o Steve: Rogers. KKKK, brincadeira. Em meio a tantas cenas de ação e investigação, acompanhamos ele num conflito ético que o leva a repensar suas condutas, visto que muito do que ele acredita idealmente não condiz com a realidade em que está inserido. Existe também um conservadorismo nele, não relacionado a nação, mas baseado em seu apego ao passado, às partes boas do seu passado que ele se nega a deixar e luta para não perder.
O longa aborda temas como segurança, controle, liberdade, confiança, corrupção e política, usando o neonazismo como alegoria para falar sobre como grupos extremistas estão se infiltrando nas instituições e podem usá-las destruí-las e tomarem o contrile para si. ("Para construir um mundo melhor, às vezes é preciso destruir o velho").
Enfim. É um bom filme. Cheio de falhas. Mas é também um filme de super-heróis. E tem tanta coisa boa nele que fica fácil relevar os erros toscos que também tem (e como tem!).
Thor: O Mundo Sombrio
3.4 2,3K Assista AgoraMundo Sombrio entrega a ambientação em Asgard que faltou no primeiro filme, com visuais deslumbrantes, boas cenas de ação, drama bem dosado, fotografia e efeitos especiais legais e um clima épico que também faltou no filme anterior.
Em meio a um roteiro fraco, cheio de conveniências, os meus maiores incômodos foram com a Darcy, que não me incomodou no filme anterior, mas nesse, nossa... toda vez que ela começava a falar eu pensava "fala, chata, deixa a chata falar". E mais um vilão que não é marcante e tem uma motivação clichê, mas que, ainda assim serve bem ao seu propósito vilanístico, causando estrago e oferecendo um perigo real para terráqueos e asgardianos.
Destaque para a cena da invasão e para Loki, que cresceu ainda mais como antagonista.
Curta Marvel: Todos Saúdem o Rei
3.5 49 Assista AgoraDesnecessário.
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro
3.5 2,6K Assista AgoraO exagero é o maior ponto negativo do filme: muitos vilões, muitas tramas, muito efeito digital... o que acaba gerando uma sensação de incompletude, devido a quebra da suspenção da descrença e ao desenvolvimento pobre dos personagens antagonistas. Aliás, o filme é só o Peter e a Gwen né, de resto... Os vilões são jogados ali só pra gerar mais cenas de ação. O Duende Verde é uma lástima, ridículo, exagerado, mas o maior defeito é que ele não deveria nem existir nesse filme, não há espaço pra ele aqui (inclusive, nem a amizade do Harry com o Peter convence), mas colocaram ele lá pra chegar no que foi a cena de maior destaque do filme, envolvendo a Gwen Stacy, quase no fim do filme (que poderia ter acontecido em um outro filme também). Mas que cena! Choquei e chorei.
Enfim. Filme meia boca, raso, com umas conveniências de roteiro muito bobocas, esquecível em sua maior parte, mas ok, ainda da pra assistir e se entreter.
O Espetacular Homem-Aranha
3.4 4,8K Assista AgoraConfesso que cativado pela trilogia do Sam Raimi, assisti esse aqui sem grandes expectativas, mas não é que gostei e gostei muito?!
A primeira hora de filme é quase toda preenchida com a história de origem do super-herói. Poderia (e para muitos foi) ser o grande erro do filme, mas eu gostei tanto da forma que foi contada que isso não foi um problema. Aqui um novo Peter Parker é apresentado, sendo sim um nerd, mas não um bobalhão, e sim um cara sarcástico e valente (mesmo por vezes isto sendo estupidez). O enredo nos mostra Peter descobrindo e explorando suas habilidades, além de desenvolver seus trajes e armas, trazendo um viés um pouco mais realista pro longa. De início tudo é feito de maneira primordialmente egoísta e só após algum tempo, e com alguns baques da vida, nosso herói entende que deve usar suas excepcionalidades não só para o bem próprio, mas para o bem comum.
Inclusive, acho que a grande virada de chave do Peter acontece quando ele salva a criança na ponte, devolvendo-a para o pai. Após o ato heroico, ele fica observando o abraço de pai e filho e fica nítido que ele se sente tocado por aquilo. E faz total sentido, pois remete ao pai dele que foi embora quando ele ainda era criança e ao tio Ben, que fora um pai pra ele e ele deixou ir sem dar o devido valor, percebendo o que tinha só depois que perdeu.
E Gwen Stacy?! Nossa, Gwen Stacy, a namorada do Peter Parker, é interpretada por ninguém mais, ninguém menos do que a maravilhosa Emma Stone. E deu muito certo! Personagem linda, inteligente, independente, decidida, assertiva... e nossa, a química entre ela e o Andrew Garfield é gritante, ainda mais se tivermos como parâmetro a Mary Jane e o Peter Parker da trilogia do Sam Raimi.
O grande vilão do filme, o Lagarto, demora para aparecer, mas quando aparece toca o terror. Tem presença e é ameaçador. O filme trabalha bastante o personagem dele antes da transformação, gerando empatia no público. E acho que até busca o mesmo efeito após a transformação, mostrando que ele está passando por uma crise de identidade que o deixa perdido entre a nobreza e a vilania, mas pra mim não funcionou. Ah, e isso ocorre de maneira muito semelhante a forma como a loucura do Duende Verde fora retratada anteriormente, o que não gostei muito.
Apesar de recontar boa parte da história do filme de 2002, copiando mas não fazendo igual (rs), surge aqui um novo personagem, inserido num contexto um pouco mais sombrio e realista. O trabalho de câmera que nos leva a percorrer a cidade com o Miranha se balançando entre prédios, helicópteros e estruturas metálicas é lindo, maravilhoso. E a trilha sonora envolvente engrandece ainda mais o filme. Enfim... relevando certas conveniências de roteiro, O Espetacular Homem-Aranha se mostra mesmo espetacular.
Obs: tio Ben chatão heim, pqp. Que véio chato, intrometido. Morreu de tonto.
Homem de Ferro 3
3.5 3,4K Assista AgoraHomem de Ferro: A Vingança dos Nerds. O filme tenta humanizar Tony Stark, fazendo ele ter problemas como paranoia e ansiedade após os eventos de Os Vingadores. Só que a maior parte das cenas em que isso acontece (se não todas) são cômicas, não despertando no público uma real preocupação em relação ao personagem. E bem, logo esses problemas são deixados de lado, servindo apenas como pano de fundo para o personagem, porque o filme precisa correr. E por um lado, ainda bem, porque nossa, que filme longo...
O pseudo-vilão decepciona, e o vilão nerd pouco empolga depois que sai das sombras. O filme insiste numas gracinhas com as armaduras que no começo é até legal, mas acaba se tornando um pé no saco com o passar do tempo. Ah, e ainda enfiaram uma criança prodígio no filme, tornando a experiência de assistí-lo um pouco mais chata. A forma como o longa termina me faz pensar: "nossa, Tony, por que você não fez isso antes se era possível?".
Destaques para a cena em que a armadura do Homem de Ferro quase ataca Pepper no meio da madrugada. E para a cena da explosão da mansão (que ocorreu por conta de uma decisão completamente estúpida, até para alguém com o ego inflado como o Tony Stark). Ah, e apesar de ter sido meio sem sentido a Pepper super poderosa, confesso que gostei.
Os Vingadores
4.0 6,9K Assista AgoraNarrativa simples, sem firulas, direta, com ótimo ritmo, humor e muita pancadaria em enfrentamento aos vilões e até mesmo entre os próprios super heróis, visto que demoram um pouco a se entender, tanto devido a uma batalha de egos não verbalizada e claro, ao cetro causador de discórdia do Loki! ("espíritos do mal, da luta e da discórdia", rs).
A Viúva Negra é maravilhosa! Entre tantos personagens com grandes poderes sobrenaturais e/ou bélicos, o principal dela ser a inteligência e suas habilidades de persuação (e de luta incríveis) acaba se tornando um diferencial que a faz brilhar.
E o Hulk rouba a cena das melhores e piores maneiras. Adorei ele brincando com o Loki na Torre Stark e "ressuscitando" o Tony posteriormente. Briga boa também a dele com o Thor. Só não gostei da censura da Marvel na cena em que ele é encontrado depois de cair do céu. :( rs
O final do filme pra mim foi um ponto negativo. Infelizmente não gostei muito da batalha em Nova York. Ela é tão cheia de cortes que acaba deixando tudo meio bagunçado. Não da nem pra ver direito os Chitauri em meio a tantos cortes e velocidade de movimento dos personagens e/ou de câmera. Isso me incomodou, mas gostei da maior parte do filme. Bom.
Capitão América: O Primeiro Vingador
3.5 3,1K Assista AgoraHistória de origem sem pressa de se desenvolver (pelo menos até o homenzinho franzino ser transformado em um super soldado). A história em si é meio manjada, entregando um herói sem defeitos: corajoso, determinado, patriota, altruísta, humilde, inteligente, zZzZz... E as cenas de ação também caem no mesmo lugar, apesar de boas, são formulaicas e manjadas.
Gostei mesmo das sequências do Capitão América sendo usado pelo governo como modelo de cidadão/garoto-propaganda das forças armadas estadunidenses. Assim como a montagem na escalada dele enquanto super-herói. Bastante inteligente.
O Capitão América ficou responsável por combater uma ameaça paralela em meio a Segunda Guerra Mundial. A vilania do Caveira Vermelha não foi focada simplesmente nele, mas num perigo constante pela forma que ele propagava sua ideologia e cooptava mais pessoas para o seu exército. Gostei, apesar disto enfraquecê-lo enquanto vilão icônico.
Adorei o Howard Stark e o Dr. Abraham Erskine, mas a Hayley Atwell roubou meu coração com sua Peggy Carter. Personagem linda, destemida, exímia atiradora, confiante, uma diva icônica! Hahaha. Pena que o romance dela com Steve Rogers foi tão mal construído. Nem senti muito pela forma que acabou. Diferente do que aconteceu com Bucky Barners. Sério, a amizade de Steve e Bucky teve muito mais química.
Agora as piores coisas do filme:
- o cara escondendo o tesseract na única parede ornamentada da casa e a chave pra abrir o negócio sendo um botãozinho proeminente nela. Fala sério, até eu esconderia melhor;
- as bombas com o nome das cidades-alvo escritas. Eu ri, muito ridículo. Quebrou legal a suspensão de descrença.
É um bom filme de origem e de introdução para Os Vingadores. Dito isto: stay natty, kids!
Thor
3.3 3,1K Assista AgoraFilme bem gostoso de assistir. Fluido, divertido, com bons cenários e efeitos especiais, personagens carismáticos... pena que o roteiro genérico torna ele tão esquecível.
Thor se mostra bastante impulsivo e arrogante no começo, além de parecer um garoto mimado que não pode ser contrariado. Por conta disso, de início simpatizei muito mais com Loki do que com ele. Só mudei de ideia quando o vi sem camisa (brincadeirinha, rs). Uma coisa que não me desceu foi o suposto arco de evolução do personagem. Thor foi banido de Asgard (baita cena, inclusive), veio parar na Terra, se envolveu de maneira superficial com uma moça e vualá: evoluiu, tornou-se digno de seus poderes etc. Rapaz, não deu tempo nem de refrescar a cabeça, quanto mais evoluir!
Adorei o guardião da ponte, Heimdall. Muito doido o visual dele e o Idris Elba se saiu muito bem no papel. Gostei bastante também dos quatro guerreiros amigos do Thor. Queria ter visto mais deles, mas como quase tudo nesse filme, eles serviram praticamente só como acessórios para a introdução do personagem no Universo Cinematográfico Marvel.
OBS: tem um deus não asgardiano que atua bastante nesse filme, o tal do deus ex machina.
Homem de Ferro 2
3.6 1,9K Assista AgoraSem espaço para monotonia, Homem de Ferro 2 entretém do início ao fim.
Robert Downey Jr parece estar ainda mais à vontade como Tony Stark, e realmente... se houver um novo Tony Stark no futuro, fica difícil acreditar que chegará aos pés deste que parece ter sido feito sob medida para Robert Downey Jr. Tony aqui está mais divertido que no filme anterior, e também mais humano, mesmo sendo super, até quando não é herói.
Um grande defeito do filme é o vilão que promete muito e pouco entrega. Vem do nada e vai pra lugar nenhum. Genérico pacas. E por falar em genérico, posso citar também o drama envolvendo Tony Stark, que foi desenvolvido e solucionado de maneira superficial e apressada. Agora quem pouco promete e entrega bastante é o antagonista Justin Hammer, interpretado pelo Sam Rockwell. Que personagem chato, presunçoso, uma cópia mal feita do Tony Stark, sem carisma, sem graça, rs. Adorei detestar esse cara no filme.
A Gwyneth Paltrow também está muito bem como Pepper Potts, acho inclusive que sua atuação cresceu em relação ao filme anterior. Já a Scarlett Johansson achei meio caricatural, mas acredito que a maior culpa disso venha do roteiro, não da atuação da atriz.
Hulk
2.6 486Acho que esse é o filme de super-herói mais sem carisma que já assisti. Nenhum personagem é carismático. Nenhum.
O mais interessante do filme é como a edição se apoiou na experiência de ler uma HQ na montagem do filme, nas transições, tentando imprimir isso em tela. Mas esse recurso é tão utilizado que cansa, se torna entediante.
Inclusive, chato e entediante são palavras que definem o longa (e bota longa nisso, aff). Não tem ritmo nenhum, demora a beça pra se desenvolver e tem um drama que não convence. Lá pra uma hora e meia o filme ganha outro ritmo, mas não compensa. Só se tiver muito, mas muito afim de conhecer a origem do super-herói.
E o prêmio de namorada mais radioativa vai pra Betty Ross. Credo! O amor está no ar, não respire!
O Incrível Hulk
3.1 897Tava esperando um filme paia e encontrei um filme bem legal. Inclusive, a forma que o "nascimento" do Hulk foi tratada no longa, correndo direto ao ponto em que Bruce busca uma cura pra sua condição foi uma boa sacada pra não precisar repetir o filme anterior.
O Hulk já transformado ser carismático me surpreendeu. O romance protagonizado pela Liv Tyler e pelo Edward Norton convence (mas que put4 falta de sacanagem o Bruce não poder transar heim!).
As cenas de ação são muito boas! Destaque pro Hulk enfrentando o exercito no campus e
destruindo os ossos do Blonsky numa só pézada
Ah, e o Abominável é realmente abominável! Bichão medonho! Daria um baita vilão invencível de filme de terror.
A coisa mais irreal do filme é o esquadrão militar fazendo e acontecendo na favela da Rocinha sem nenhuma interferência do tráfico. Quase tão irreal quanto o Hulk ter saído do Rio de Janeiro e ido parar na Guatemala da noite pro dia. A existência dele fica só em 3º lugar, rs.
Mas voltando a falar ali do contexto do Brasil na trama... poxa, os brasileiros trabalhadores da fábrica do filme estavam mais gringos que o Edward Norton. Poderiam ter contratado mais atores brasileiros pra essa parte do filme né?! Sairia mais barato e ficaria melhor, com certeza.
Homem de Ferro
3.9 1,5K Assista AgoraTão morno que não derrete nem gálio.
Tony Stark, um cara bilionário, vai pro Afeganistão testar uma bomba (não tinha lugar melhor). Após cair numa emboscada e ser ferido pela explosão de um míssil da sua própria empresa, é raptado e colocado junto com um médico em cativeiro, sob a condição de ser liberto caso construísse determinada bomba para o grupo terrorista. Lá ele aprimora um equipamento que a princípio servia para proteger o seu coração de estilhaços do míssil, transformando-o também em uma fonte de energia. Em seguida, Stark e seu comparsa começam a construir uma arma/armadura e, mesmo com uma câmera de vigilância monitorando-os, os terroristas não ligam pra nada porque a facção que eles pertencem é a QI-Emqueda.
Ainda bem, caso contrário, o Homem de Ferro nunca existiria.
E sabe, o problema desse filme nem é essa premissa absurda, mas o tempo que é gasto nela.
Mais pra frente, Pepper, a assistente pessoal de Tony, descobre o plano do Ob-La-Di Ob-La-Da e deixa passar horas e horas para avisá-lo, possibilitando que o vilão chegasse na casa do herói primeiro que o aviso dela (e olha que ele foi resolver outras coisas antes). Fala sério, essa mulher só não é demitida porque o protagonista não tem parâmetros pra saber se ela era eficiente ou não.
Enfim, o melhor desse filme é quando ele acaba. Sério, a última cena é bem boa.