Nolan fazendo cinema em escala absurda, mas sem deixar o espetáculo engolir completamente os personagens. Visualmente monumental, tecnicamente impecável e com vários momentos genuinamente épicos. Mesmo que em alguns trechos pareça apaixonado demais pela própria grandiosidade. Acho que foi o filme mais emocionante que já assisti. Mesmo tão grandioso, ele ainda tem algo tão intimo, tão familiar, real, compatível com a nossa realidade. Tantas nuances... penso nesse filme quase sempre!
Simples na forma, mas muito afiado nas relações e nos diálogos. Entre humor, constrangimento e ressentimentos acumulados, consegue transformar uma situação banal em algo cada vez mais caótico e divertido. O filme vai dobrando a aposta no meio e termina como uma metáfora muito poderosa sobre ambição e as ambições ou frustrações pessoais dentro do casamento.
Perturbador sem precisar ser explícito. Red Rooms entende que a obsessão e a curiosidade mórbida podem ser muito mais assustadoras do que aquilo que é mostrado. Frio, desconfortável e muito bem conduzido. Preste atenção na protagonista, o filme é muito mais sobre ela do que sobre o caso em si. Observe como ela sente prazer em ganhar e ver os demais perderem. Ótimo filme!
De fato é angustiante, mas as atuções não são das melhores, alguma situações forçadas, é um filme feito pra chocar. Entendo quem gostou, mas não funcionou pra mim. Péssima ideia seguir recomendação de Instagramer cinéfilo, pqp...
Uma baita surpresa. Um filme repleto de alegorias interessantes e uma abordagem que lembra uma espécie de Cinderela da A24: desconfortável, simbólica e cheia de personalidade. A direção abraça o grotesco sem perder o propósito, usando o horror como ferramenta para discutir padrões de beleza, rejeição, identidade e a busca desesperada por aceitação. Visualmente marcante e com uma atmosfera que cresce a cada cena, é um daqueles filmes que fica com você depois dos créditos.
*Obsessão* tem um primeiro ato competente, embora um pouco lento, confuso e até entediante em alguns momentos. Apesar da premissa cativante, demora para o filme mergulhar de vez na espiral de bizarrice que define sua identidade. Mas, quando isso acontece, não há mais retorno: é uma ponte queimada.
As atuações são excelentes e a atmosfera é o grande trunfo da obra. Somada à trilha sonora, ela remete muito a *Silent Hill*, como se estivéssemos acompanhando um inferno pessoal, uma realidade paralela sufocante onde desejos e punições caminham lado a lado.
Embora a obsessão entre Bear e Nikki seja o eixo da narrativa, o filme vai além: ela contamina todo aquele universo, como se cada personagem e cada espaço estivesse preso ao mesmo ciclo de compulsão, culpa e autodestruição.
Não é um filme para todos, mas é, sem dúvida, uma experiência memorável.
Exit 8 usa um loop aparentemente simples para falar sobre decisões, arrependimento e medo de mudar. No fundo, a pergunta que o filme faz é: é mais fácil continuar preso a um caminho claramente errado ou ter coragem de voltar atrás, mesmo quando isso significa ir contra o óbvio?
Bem bom! Ele passa aquela sensação de ouvir barulhos estranhos em casa, de sentir que algo no ambiente não está certo. Todo o mistério dos áudios, a mãe da protagonista, o ambiente meio isolado, é excelente. Baita filme!
Apesar da "premissa promissora", tudo isso morreu na mão de um elenco ruim, um roteiro ruim, um diretor ruim, um desenvolvimento ruim. Facilmente uma das piores coisas que já assisti na minha vida.
FILMAÇO! Quando lançou não prestei muita atenção, mas minha esposa é fã do ramo da moda, "Diabo Veste Prada" é um dos seus filmes favoritos, então tivemos que assistir. E te falar: baita filme. Ótimo roteiro, diálogos bem escritos, a trilha também é um diferencial. Tem um bom ritmo, um poquinho longo, poderia ter 1h50, estaria ótimo. Mas vale muito!
Filmaço viu, envelheceu muito bem. Claustrofóbico, bons personagens, clima muito marcante. Eu como um assiduo fã de Resident Evil, me senti em "casa". Acredito que, esse remake em específico, serviu de forte inspiração para o primeiro jogo. Filme que honra o legado da criação de um gênero e continua se propondo a dizer algo. Obra prima!
The Boys surgiu com um timing perfeito: logo após os gloriosos anos de reinado da Marvel. O gênero saturou, atingiu seu pico, e o público começou a pedir algo subversivo, algo diferente, algo que mostrasse a verdadeira face daqueles seres irretocáveis. The Boys supriu essa demanda por muitos anos, mas o “timing”, sim, esse maldito timing que foi seu maior salvador, acabou se tornando também o seu próprio carrasco.
Essa temporada final entra fácil na lista de piores finais de séries que tiveram um começo tão forte. E isso dói mais ainda porque The Boys teve, sim, quatro temporadas excelentes. É verdade que a terceira já apresentava uma pequena queda de qualidade, mas ainda eram poucos deslizes. A quarta temporada dá uma guinada, tem momentos muito bons, cenas surpreendentes e ainda deixa um gancho extremamente apetitoso pra quinta. O problema é que chega uma hora em que esse eterno Tom e Jerry simplesmente cansa.
É divertido até certo ponto, mas uma temporada final precisa ENCERRAR as coisas. E aí começa tudo de novo: mais gato e rato, mais ameaça que não leva a lugar nenhum, mais isca atrás de isca, mais potencial nunca alcançado. O Homelander parece que vai enlouquecer de vez… mas nunca enlouquece. O Butcher parece que finalmente vai pegá-lo… mas nunca pega. A Starlight parece que finalmente vai atingir todo o seu potencial… mas nunca atinge. O romance mela-cueca da Kimiko com o Francês vai e volta sem peso nenhum. É tudo café com leite, sem consequência, sem impacto real.
E isso afeta até a violência da série. O excesso é tão grande que nada mais choca. Quando toda cena tenta superar a anterior no grotesco, o impacto desaparece. A violência deixa de servir ao drama e vira apenas estética, uma tentativa constante de escalar o absurdo porque a narrativa já não consegue mais gerar tensão de verdade.
O maior problema é que a série parece ter medo de mudar seu próprio status quo. Os personagens ficam girando em círculos porque The Boys não quer abrir mão da dinâmica que fez sucesso. Só que isso cobra um preço: a trama para de evoluir. Tudo fica preso em um eterno “quase”.
E aí entra a questão política. Não me entenda mal: The Boys SEMPRE foi política, sempre foi galhofa, sátira e crítica social. E qualquer político merece ser zoado e criticado. O problema não é esse. O problema é quando a série abandona parte da construção dramática e reduz quase tudo a uma paródia extremamente direta do Trump e da política americana atual.
Antes, a série satirizava poder, culto à imagem, corporativismo, militarização, mídia e idolatria de celebridades. Era uma crítica mais ampla. Agora, muitas vezes parece apenas uma reação ao noticiário da semana. E isso enfraquece a obra, porque tira sua universalidade. Grandes sátiras envelhecem bem justamente por criticarem comportamentos humanos e estruturas de poder que continuam existindo décadas depois. Quando você prende sua narrativa demais ao timing político do momento, corre o risco de envelhecer rápido junto com ele.
E o pior é que The Boys tinha potencial pra entrar no hall das melhores séries já feitas. Tinha personagens ótimos, uma premissa brilhante, coragem criativa e momentos realmente memoráveis. Mas parece que, no fim, a série ficou tão apaixonada pela própria fórmula que esqueceu de concluir aquilo que construiu durante sete anos.
Kripke já mostrava em Supernatural certa dificuldade em encerrar ciclos sem prolongar conflitos artificialmente, e aqui isso fica ainda mais evidente. Uma pena. The Boys poderia ter sido lembrada como uma das grandes séries da televisão moderna. Mas acabou se tornando vítima do mesmo timing que um dia a transformou em fenômeno.
Bom filme! Charlize meio no modo automático, mas entrega uma boa atuação. Pra mim o destaque é o personagem interpretado pelo Egerton. Realmente carismático e bizarro. Vale o filme só por conta disso. Filme curto, mais um clássico gato e rato. Pra fãs do gênero, um bom passa tempo...
Bom filme, divertido. Como disseram abaixo, "bem sessão da tarde", mas sinto que é um filme que se não existisse não faria a menor diferença na história ou franquia de modo geral. Ele não desenvolve os personagens de forma satisfatória ou impactante. Ele não tem uma mensagem forte a dizer (como o primeiro tinha), não é marcante. Ele é basicamente uma releitura do primeiro filme aos moldes da sociedade moderna tiktokzada. É só isso. Tem boas referências, bons ritmo, mas é só. Não choca, não muda os personagens. A andy continua sendo a mesma cachorrinha na coleira com uma lealdade que beira o ridículo, não tem uma motivação real ou pessoal para ela ser assim. Ela apenas repete o papel. A Miranda não tem mais o mesmo impacto, é divertido ver ela ali novamente, mas é mais uma reprise, não tem nada de novo que justifique. Isso vale pra praticamente todo elenco, com exceção da Emily que até propõe algo interessante, mas tem pouco motor, falta mais ferocidade. O romance que existe no filme é completamente dispensável. É uma boa sequência, diverte, da nostalgia. Mas é completamente esquecível...
Um pouco longo, poderia ter umas 1h30min fácil... Gosto de tudo que o Sam Raimi ja fez, um diretor com assinatura única. Mistura terror com comédia de forma única. Bizarrices, tom cômico, diálogos divertidos, o homem tem o molho. Ele não é bem "terror" como vende, ta mais pra um suspense com um pouco de comédia. Bom ver um gênio em ativa...
Podreira das ruins. Tem filme que é ruim, mas ainda é divertido. Esse não consegue fazer nada de bom. Destrói tudo de excelente que o anterior construiu. Há suspenses que ficam excelentes na nossa cabeça justamente porque não explicam demais. Esse filme é o exemplo do porque explicar muito uma coisa, acaba com o mistério dela. O filme expandiu muito sem ter a real necessidade. Tem muita ação, monstros novos (que não fazem o menor sentido), alguns personagens que, se não existissem, não fariam a menor diferença. O protagonista, o mesmo do anterior, agora é burro e do nada vira o Rambo. Um completo lixo...
Bem criativo. Ótimas armadilhas e vilão. Você não sabe nada sobre: quem é, motivações, fraquezas, etc. Isso mantém você entretetido o tempo inteiro. O plot do filme é simples, mas sustenta. O protagonista é inteligente, comete poucos deslizes. Tem alguns furos que irritam, mas no geral é satisfatório. O final é bem amargo, anticlimático. Quase como um ciclo se fechando, achei bem corajoso e bem no estilo do "Jogos Mortais". Uma pena que a sequência estragou tudo...
VIOLENTO, ENGRAÇADO E BIZARRO! Me diverti muito com "eles vão te matar", filme com diversos odes ao Tarantino, bem violento e com uma lore bem interessante. Faltou um pouco mais de profundidade para realmente der peso para as motivações da protagonista. Porém, o saldo geral é muito positivo. Um filme divertido e que surpreendente pelo nível de bizarrice e criatividade para matar personagens.
Acho que na época em que saiu deve ter sido bem divertido e um pouco assustador. Assistindo hoje soa bem vergonha alheia e datado. O filme até tenta forçar as situações, mas o nível de descrença do espectador precisa ser bem alto para ignorar o tanto de furo e burrice dos personagens. O final é bom, mas o andar do filme horrível. Apesar disso até que o monstro tem personalidade, apesar de ser bem irritante. Não vale ver, a não ser que queira rir...
Filmaço! Tipo um Indiana Jones de terror + Inferno de Dante + Alquímia. O filme é uma clara simbologia sobre lutar contra seus próprios traumas, dêmonios e um inferno interior. O roteiro é muito bem feito, as atuações todas muito bem feitas. Claustrofóbico em muitos momentos. Eu diria que é um filme, de longe, bem memorável. Vale muito assistir!
Um bom filme. Como o título original, e traduzido, sugere: é um filme de nuances. Não espere respostas óbvias ou expositivas. Na real, o foco dele nem é revelar nada, é mais sobre os detetives e seus fantasmas. É um estudo de personagem e cenário. Vai bem na linha do "Zodíaco". É um filme devagar, focado em atmosfera e atuações. Não tem ação direito e o pouco que tem é só para mexer com a sua expectativa. Vale a pena assistir, mas é difícil recomendar.
A Odisseia
4.2 586Nolan fazendo cinema em escala absurda, mas sem deixar o espetáculo engolir completamente os personagens. Visualmente monumental, tecnicamente impecável e com vários momentos genuinamente épicos. Mesmo que em alguns trechos pareça apaixonado demais pela própria grandiosidade. Acho que foi o filme mais emocionante que já assisti. Mesmo tão grandioso, ele ainda tem algo tão intimo, tão familiar, real, compatível com a nossa realidade. Tantas nuances... penso nesse filme quase sempre!
O Convite
3.9 339 Assista AgoraSimples na forma, mas muito afiado nas relações e nos diálogos. Entre humor, constrangimento e ressentimentos acumulados, consegue transformar uma situação banal em algo cada vez mais caótico e divertido. O filme vai dobrando a aposta no meio e termina como uma metáfora muito poderosa sobre ambição e as ambições ou frustrações pessoais dentro do casamento.
Red Rooms: Obsessão Doentia
3.5 114 Assista AgoraPerturbador sem precisar ser explícito. Red Rooms entende que a obsessão e a curiosidade mórbida podem ser muito mais assustadoras do que aquilo que é mostrado. Frio, desconfortável e muito bem conduzido. Preste atenção na protagonista, o filme é muito mais sobre ela do que sobre o caso em si. Observe como ela sente prazer em ganhar e ver os demais perderem. Ótimo filme!
Mesa Maldita
3.6 173 Assista AgoraDe fato é angustiante, mas as atuções não são das melhores, alguma situações forçadas, é um filme feito pra chocar. Entendo quem gostou, mas não funcionou pra mim. Péssima ideia seguir recomendação de Instagramer cinéfilo, pqp...
A Meia-Irmã Feia
3.8 466 Assista AgoraUma baita surpresa. Um filme repleto de alegorias interessantes e uma abordagem que lembra uma espécie de Cinderela da A24: desconfortável, simbólica e cheia de personalidade. A direção abraça o grotesco sem perder o propósito, usando o horror como ferramenta para discutir padrões de beleza, rejeição, identidade e a busca desesperada por aceitação. Visualmente marcante e com uma atmosfera que cresce a cada cena, é um daqueles filmes que fica com você depois dos créditos.
Obsessão
3.9 940 Assista Agora*Obsessão* tem um primeiro ato competente, embora um pouco lento, confuso e até entediante em alguns momentos. Apesar da premissa cativante, demora para o filme mergulhar de vez na espiral de bizarrice que define sua identidade. Mas, quando isso acontece, não há mais retorno: é uma ponte queimada.
As atuações são excelentes e a atmosfera é o grande trunfo da obra. Somada à trilha sonora, ela remete muito a *Silent Hill*, como se estivéssemos acompanhando um inferno pessoal, uma realidade paralela sufocante onde desejos e punições caminham lado a lado.
Embora a obsessão entre Bear e Nikki seja o eixo da narrativa, o filme vai além: ela contamina todo aquele universo, como se cada personagem e cada espaço estivesse preso ao mesmo ciclo de compulsão, culpa e autodestruição.
Não é um filme para todos, mas é, sem dúvida, uma experiência memorável.
Exit 8
3.2 109Exit 8 usa um loop aparentemente simples para falar sobre decisões, arrependimento e medo de mudar. No fundo, a pergunta que o filme faz é: é mais fácil continuar preso a um caminho claramente errado ou ter coragem de voltar atrás, mesmo quando isso significa ir contra o óbvio?
Undertone
3.0 229 Assista AgoraBem bom! Ele passa aquela sensação de ouvir barulhos estranhos em casa, de sentir que algo no ambiente não está certo. Todo o mistério dos áudios, a mãe da protagonista, o ambiente meio isolado, é excelente. Baita filme!
Bom Garoto
2.5 235 Assista AgoraApesar da "premissa promissora", tudo isso morreu na mão de um elenco ruim, um roteiro ruim, um diretor ruim, um desenvolvimento ruim. Facilmente uma das piores coisas que já assisti na minha vida.
Cruella
4.0 1,4K Assista AgoraFILMAÇO! Quando lançou não prestei muita atenção, mas minha esposa é fã do ramo da moda, "Diabo Veste Prada" é um dos seus filmes favoritos, então tivemos que assistir. E te falar: baita filme. Ótimo roteiro, diálogos bem escritos, a trilha também é um diferencial. Tem um bom ritmo, um poquinho longo, poderia ter 1h50, estaria ótimo. Mas vale muito!
A Noite dos Mortos-Vivos
3.6 393 Assista AgoraFilmaço viu, envelheceu muito bem. Claustrofóbico, bons personagens, clima muito marcante. Eu como um assiduo fã de Resident Evil, me senti em "casa". Acredito que, esse remake em específico, serviu de forte inspiração para o primeiro jogo. Filme que honra o legado da criação de um gênero e continua se propondo a dizer algo. Obra prima!
The Boys (5ª Temporada)
2.9 317 Assista AgoraThe Boys surgiu com um timing perfeito: logo após os gloriosos anos de reinado da Marvel. O gênero saturou, atingiu seu pico, e o público começou a pedir algo subversivo, algo diferente, algo que mostrasse a verdadeira face daqueles seres irretocáveis. The Boys supriu essa demanda por muitos anos, mas o “timing”, sim, esse maldito timing que foi seu maior salvador, acabou se tornando também o seu próprio carrasco.
Essa temporada final entra fácil na lista de piores finais de séries que tiveram um começo tão forte. E isso dói mais ainda porque The Boys teve, sim, quatro temporadas excelentes. É verdade que a terceira já apresentava uma pequena queda de qualidade, mas ainda eram poucos deslizes. A quarta temporada dá uma guinada, tem momentos muito bons, cenas surpreendentes e ainda deixa um gancho extremamente apetitoso pra quinta. O problema é que chega uma hora em que esse eterno Tom e Jerry simplesmente cansa.
É divertido até certo ponto, mas uma temporada final precisa ENCERRAR as coisas. E aí começa tudo de novo: mais gato e rato, mais ameaça que não leva a lugar nenhum, mais isca atrás de isca, mais potencial nunca alcançado. O Homelander parece que vai enlouquecer de vez… mas nunca enlouquece. O Butcher parece que finalmente vai pegá-lo… mas nunca pega. A Starlight parece que finalmente vai atingir todo o seu potencial… mas nunca atinge. O romance mela-cueca da Kimiko com o Francês vai e volta sem peso nenhum. É tudo café com leite, sem consequência, sem impacto real.
E isso afeta até a violência da série. O excesso é tão grande que nada mais choca. Quando toda cena tenta superar a anterior no grotesco, o impacto desaparece. A violência deixa de servir ao drama e vira apenas estética, uma tentativa constante de escalar o absurdo porque a narrativa já não consegue mais gerar tensão de verdade.
O maior problema é que a série parece ter medo de mudar seu próprio status quo. Os personagens ficam girando em círculos porque The Boys não quer abrir mão da dinâmica que fez sucesso. Só que isso cobra um preço: a trama para de evoluir. Tudo fica preso em um eterno “quase”.
E aí entra a questão política. Não me entenda mal: The Boys SEMPRE foi política, sempre foi galhofa, sátira e crítica social. E qualquer político merece ser zoado e criticado. O problema não é esse. O problema é quando a série abandona parte da construção dramática e reduz quase tudo a uma paródia extremamente direta do Trump e da política americana atual.
Antes, a série satirizava poder, culto à imagem, corporativismo, militarização, mídia e idolatria de celebridades. Era uma crítica mais ampla. Agora, muitas vezes parece apenas uma reação ao noticiário da semana. E isso enfraquece a obra, porque tira sua universalidade. Grandes sátiras envelhecem bem justamente por criticarem comportamentos humanos e estruturas de poder que continuam existindo décadas depois. Quando você prende sua narrativa demais ao timing político do momento, corre o risco de envelhecer rápido junto com ele.
E o pior é que The Boys tinha potencial pra entrar no hall das melhores séries já feitas. Tinha personagens ótimos, uma premissa brilhante, coragem criativa e momentos realmente memoráveis. Mas parece que, no fim, a série ficou tão apaixonada pela própria fórmula que esqueceu de concluir aquilo que construiu durante sete anos.
Kripke já mostrava em Supernatural certa dificuldade em encerrar ciclos sem prolongar conflitos artificialmente, e aqui isso fica ainda mais evidente. Uma pena. The Boys poderia ter sido lembrada como uma das grandes séries da televisão moderna. Mas acabou se tornando vítima do mesmo timing que um dia a transformou em fenômeno.
O Jogo do Predador
2.8 222 Assista AgoraBom filme! Charlize meio no modo automático, mas entrega uma boa atuação. Pra mim o destaque é o personagem interpretado pelo Egerton. Realmente carismático e bizarro. Vale o filme só por conta disso. Filme curto, mais um clássico gato e rato. Pra fãs do gênero, um bom passa tempo...
O Diabo Veste Prada 2
3.3 436 Assista AgoraBom filme, divertido. Como disseram abaixo, "bem sessão da tarde", mas sinto que é um filme que se não existisse não faria a menor diferença na história ou franquia de modo geral. Ele não desenvolve os personagens de forma satisfatória ou impactante. Ele não tem uma mensagem forte a dizer (como o primeiro tinha), não é marcante. Ele é basicamente uma releitura do primeiro filme aos moldes da sociedade moderna tiktokzada. É só isso. Tem boas referências, bons ritmo, mas é só. Não choca, não muda os personagens. A andy continua sendo a mesma cachorrinha na coleira com uma lealdade que beira o ridículo, não tem uma motivação real ou pessoal para ela ser assim. Ela apenas repete o papel. A Miranda não tem mais o mesmo impacto, é divertido ver ela ali novamente, mas é mais uma reprise, não tem nada de novo que justifique. Isso vale pra praticamente todo elenco, com exceção da Emily que até propõe algo interessante, mas tem pouco motor, falta mais ferocidade. O romance que existe no filme é completamente dispensável. É uma boa sequência, diverte, da nostalgia. Mas é completamente esquecível...
Socorro!
3.2 427 Assista AgoraUm pouco longo, poderia ter umas 1h30min fácil... Gosto de tudo que o Sam Raimi ja fez, um diretor com assinatura única. Mistura terror com comédia de forma única. Bizarrices, tom cômico, diálogos divertidos, o homem tem o molho. Ele não é bem "terror" como vende, ta mais pra um suspense com um pouco de comédia. Bom ver um gênio em ativa...
O Colecionador de Corpos 2
3.4 507 Assista AgoraPodreira das ruins. Tem filme que é ruim, mas ainda é divertido. Esse não consegue fazer nada de bom. Destrói tudo de excelente que o anterior construiu. Há suspenses que ficam excelentes na nossa cabeça justamente porque não explicam demais. Esse filme é o exemplo do porque explicar muito uma coisa, acaba com o mistério dela. O filme expandiu muito sem ter a real necessidade. Tem muita ação, monstros novos (que não fazem o menor sentido), alguns personagens que, se não existissem, não fariam a menor diferença. O protagonista, o mesmo do anterior, agora é burro e do nada vira o Rambo. Um completo lixo...
O Colecionador de Corpos
3.3 776 Assista AgoraBem criativo. Ótimas armadilhas e vilão. Você não sabe nada sobre: quem é, motivações, fraquezas, etc. Isso mantém você entretetido o tempo inteiro. O plot do filme é simples, mas sustenta. O protagonista é inteligente, comete poucos deslizes. Tem alguns furos que irritam, mas no geral é satisfatório. O final é bem amargo, anticlimático. Quase como um ciclo se fechando, achei bem corajoso e bem no estilo do "Jogos Mortais". Uma pena que a sequência estragou tudo...
Como Ganhar Milhões Antes Que a Avó Morra
4.3 142 Assista AgoraPega o lenço. Ele não joga emoção barata na sua frente, ele trabalha isso de forma inteligente e sútil. Vai ficar com você.
Eles Vão Te Matar
3.1 276 Assista AgoraVIOLENTO, ENGRAÇADO E BIZARRO! Me diverti muito com "eles vão te matar", filme com diversos odes ao Tarantino, bem violento e com uma lore bem interessante. Faltou um pouco mais de profundidade para realmente der peso para as motivações da protagonista. Porém, o saldo geral é muito positivo. Um filme divertido e que surpreendente pelo nível de bizarrice e criatividade para matar personagens.
Plataforma do Medo
2.8 408Acho que na época em que saiu deve ter sido bem divertido e um pouco assustador. Assistindo hoje soa bem vergonha alheia e datado. O filme até tenta forçar as situações, mas o nível de descrença do espectador precisa ser bem alto para ignorar o tanto de furo e burrice dos personagens. O final é bom, mas o andar do filme horrível. Apesar disso até que o monstro tem personalidade, apesar de ser bem irritante. Não vale ver, a não ser que queira rir...
Assim na Terra Como no Inferno
3.2 1,0KFilmaço! Tipo um Indiana Jones de terror + Inferno de Dante + Alquímia. O filme é uma clara simbologia sobre lutar contra seus próprios traumas, dêmonios e um inferno interior. O roteiro é muito bem feito, as atuações todas muito bem feitas. Claustrofóbico em muitos momentos. Eu diria que é um filme, de longe, bem memorável. Vale muito assistir!
Chainsaw Man - O Filme: Arco da Reze
4.1 71 Assista AgoraObra prima dos animes. Não vou elaborar, realmente um marco em tudo o que se propõe.
Os Pequenos Vestígios
3.0 440 Assista AgoraUm bom filme. Como o título original, e traduzido, sugere: é um filme de nuances. Não espere respostas óbvias ou expositivas. Na real, o foco dele nem é revelar nada, é mais sobre os detetives e seus fantasmas. É um estudo de personagem e cenário. Vai bem na linha do "Zodíaco". É um filme devagar, focado em atmosfera e atuações. Não tem ação direito e o pouco que tem é só para mexer com a sua expectativa. Vale a pena assistir, mas é difícil recomendar.
Fogo Contra Fogo
4.0 729 Assista AgoraUma obra prima. Um filme sobre obsessão, orgulho e personagens espelhados. Preciso nem elaborar muito, assista e mude sua vida.