que filmeco horrendo! na preguiça de procurar coisa melhor acabei vendo esse mesmo, é brega ao extremo e mesmo as mortes sendo ridiculas ainda são interessantes e bem executadas, se o filme se levasse MENOS a sério o resultado talvez pudesse ser melhor
Divertido mas nada de memorável, o final acaba ficando vergonhoso porque ficou parecendo que a equipe de produção e roteiristas tinham varias ideias pra encerrar o filme e não conseguiam escolher apenas uma, então colocaram todas juntas.
Uma mistura doida de Coringa + Coringa 2 + Pobres Criaturas + foratemercore. Uma aventura caótica do espírito da autora Mary Shelley presa no corpo de uma mulher que morreu em meio ao caos e seu marido cinéfilo & solitário frankenstein de meia idade. Nada poderia me preparar para algumas surpresas que esse filme traz, por mais que eu ache que algumas cenas e subtramas ficam sobrando no meio da narrativa como um todo, ainda penso que o filme e sua diretora são bem corajosos de contar uma história esse calibre em 2026 correndo o risco de sofrer taxações. Confesso que esperava/queria que o filme colocasse o pé a fundo e se assumisse musical, sempre que eu pensava que o filme fosse chegar lá ele nunca ia ás vias de fato, uma pena pois combinaria demais com a megalomania dos personagens. Me divertiu e ao mesmo tempo me surpreendeu, fui esperando nada e recebi um filme com uma ideia ótima! E como de costume, Jessie Buckley e Bale sempre ótimos!
Eu nunca achei que fosse dizer isso mas… é hora de dizer adeus! Pelo menos por enquanto, a franquia “Pânico” está necessitada, mais do que nunca, de um hiatus de pelo menos uns 5/7 anos. Esse filme é resultado de todo o cansaço e falta de criatividade que vinha rondando a franquia, por mais que os números 5 e 6 não sejam os melhores exemplos, ainda são filmes com cenas boas, criativas e protagonistas que realmente carregam o filme. Aqui a Sidney está mais cansada do que nunca (ela deixa isso claro em quase toda cena) e a filha-legado não tem carisma algum, antes ela fosse o ghostface. É um filme que não sabe lidar com seus próprios problemas e nem com os problemas dos anteriores como retcons, furos na história geral como por exemplo o nascimento da Tatum não encaixar na ordem cronológica de Pânico 4 personagens sem rumo (Chad & Mindy). Sem contar que a cada 5 segundos citavam o ataque de NY e nem sequer mencionavam as principais vítimas desse ataque (??). Não dá para entender a forma que completamente ignoraram Sam e Tara como se elas não tivessem trazido a franquia de volta à vida. A cena de abertura então… absolutamente esquecida ao decorrer do filme, NINGUÉM liga pro que aconteceu e nenhum dos personagens citam o acidente. E pra completar os coadjuvantes são completamente inúteis, ninguém tem relevância alguma e nunca ajuda em nada, tudo fica extremamente previsível. Mortes chatas e entediantes, a única que presta é esquecida rapidamente pelos próprios personagens. Eu como fã defendi bastante os filmes mais “fracos” (3&6) mas esse aqui eu vou ter que falar a verdade: Está ruim. Não chega nem a ser um filme fraco, apenas ruim. Claramente feito ás pressas apenas para arrecadar o máximo de dinheiro que conseguir antes de partir pro próximo, nunca achei que Pânico se tornaria aquela franquia caça-níquel nível Halloween e Sexta-feira 13.
Ps: QUE PORRA DE FINAL FOI ESSE? Patético nível extremo, vergonhoso, nem parece que é um filme Pânico de verdade. Assassinos sem sentido, revelação idiota e motivo imbecil. Quem se diz ser fã e não odiar esse final PRECISA ter a carteirinha jogada fora.
Um dos filmes mais divertidos que assisti nos últimos tempos, quando os maneirismos do Raimi dá as caras é quando o filme ganha força. O final então… assistam!
Terceira vez vendo esse filme e nunca vou cansar de bater na tecla de que é SIM um dos filmes de terror com a melhor temática dos ultimos anos. História absurda de bem feita, podem passar anos e o tema retratado aqui nunca vai envelhecer. Tenho pena de quem não entende a genialidade desse filme…
Muito cafona, brega e sexualizado até demais, mas não da pra negar que é bem divertido. Há tempos não assistia uma farofa que realmente aproveitasse bem todo o seu tempo. Foge algumas coisas do livro, mas também nem tudo precisa ser idêntico. Achei o encerramento desse filme melhor que o do livro
Decepcionante... nem consigo escrever em palavras o quão fraco esse é comparado ao primeiro. Um fato engraçado é que os dois foram filmados ao mesmo tempo...
Um filme muito natural, desde a criação das ideias até a realização delas. O filme todo é muito divertido e cativante, principalmente os personagens que não são atuados mas sim encarnados pelos atores, a gente se conecta tanto que o final acaba sendo uma extrema decepção justamente pelo fato da gente não receber um "O que acontece" com esses personagens tão queridos. Todos os aspectos técnicos são fenomenais, a fotografia me deu uma vontade enorme de comprar uma passagem e viajar pra cidade do filme. Gosto bastante também da forma como o KMF encarna alguns mitos/folclores para dar uma camada de mensagem à história, por mais que algumas vezes fique parecendo um tema jogado, ainda assim é uma marca de seu cinema. No fim de tudo acaba sendo um filme muito espontâneo, sobre memória e esquecimento e o que não dá para lembrar, uma pena um final tão anticlimático.
A criatura não nasce má, mas se torna cruel ao ser rejeitada.
Esse filme é dividido em duas partes, a primeira com a história de Victor e toda a sua motivação para criar uma abominação à imagem do homem, e a segunda com a história do Frankenstein, o monstro que nunca pediu para ser criado. Podemos dizer que aqui Frankenstein encara a sua própria odisséia, isso porque na Odisseia de Homero, Ulisses segue uma longa jornada repleta de sofrimento, aprendizado e busca por sentido, enfrentando tanto obstáculos externos quanto dilemas internos. De modo semelhante, a criatura Frankenstein também realiza uma viagem existencial e física, movida por dor, solidão e pelo desejo de compreender sua própria origem, e, ao final, de confrontar seu criador, Victor. Uma pena que em vários momentos o filme fica preso apenas a temática de “Daddy Issues”, uma vez que ele pausa algumas sub-tramas para focar na ausência de Victor na relação com Frankenstein, ou na ausência do pai de Victor em sua criação. Isso acaba deixando algumas situações inacabadas e, personagens que poderiam acrescentar muito, deixados de escanteio — como o irmão de Victor, William, e sua esposa Elizabeth (que é considerada por muitos uma das personagens mais interessantes aqui, e eu concordo). Algumas passagens podem soar bem bregas e expositivas, não chegou a me incomodar pois elas paravam em um bom momento para não soar exagerado, mas no momento dá aquele pensamento de “Nossa, que brega!”. Mas levando em consideração que é a adaptação de uma obra do século passado, mais especificamente 1831, eu ainda achei que eles lidaram bem com esse lado mais piegas da coisa e tentaram deixar o mais natural possível. Em relação ao livro, o Del Toro cria de forma fidedigna cenários e situações da forma exata que nós imaginávamos ao ler. Ele acrescenta e remove personagens, encurta alguns momentos e estende outros. Se isso atrapalha ou melhora depende de cada pessoa, na minha opinião isso apenas tornou essa releitura mais singular e melhor encaixada no estilo cinematográfico do Guillermo. Nos aspectos técnicos e sonoros obviamente o filme não deixaria a desejar como um bom blockbuster. Os figurinos, as maquiagens, a trilha sonora, etc, tudo se encaixa perfeitamente bem na história. Sobre os cenários eu achei todos muito bonitos e bem feitos, mas essa fotografia digital acabou deixando uma marca muito “lavada”, não dando a textura devida que as locações enormes pediam. Talvez se fosse de algum estúdio que priorizasse à arte, o filme poderia ter uma filmagem melhor aproveitada. E o final é tão emocionante igual o do livro, depois de tanto caos, tragédia e maldição caídas sobre um simples ato, vem a rendição e a reflexão sobre os limites da responsabilidade humana. Foi um filme que me divertiu e que, de certa forma, me marcou. Com certeza entra para a lista dos Assistir Novamente.
Sirât parte de uma premissa bem simples, um pai sai em busca da filha que está desaparecida há 5 meses. A notícia que ele recebeu é que ela estava em uma festa eletrônica (rave) no meio do deserto, em Marrocos. O filme já começa com o pai e seu filho mais novo distribuindo panfletos na festa, quando eles se deparam com um grupo que diz que talvez a filha dele esteja em outra festa no deserto, perto da Mauritânia. Para mim ficou bem clara a mensagem que o Oliver Laxe quis passar aqui, o filme é uma parábola sobre o vazio contemporâneo e a anestesia moral diante do colapso político e humano que o mundo enfrenta. A paisagem seca, quente e infinita serve como um espelho do deserto interior dos personagens, jovens ravers que buscam transcendência em festas perdidas entre dunas, mas acabam encenando sem perceber uma fuga coletiva da realidade. Se talvez essa premissa seja difícil de comprar, basta compararmos com a realidade quando há pouco menos de 3 anos a festa Universo Paralello, situada a menos de 20km da faixa de Gaza, havia sido bombardeada pelo Hamas, deixando centenas de vítimas. Tendo isso em mente, se percebe que a crítica política de Sirât é construída de modo quase silencioso e orgânico. Enquanto a 3 Guerra fictícia se desenrola em regiões próximas, o eco de explosões chega como um som distante se fundindo com os graves das músicas eletrônicas, e, no meio disso tudo, os personagens escolhem a cegueira. A rave acaba se tornando uma metáfora de uma sociedade que dança sobre as ruínas, distraída e embriagada pela promessa de liberdade e prazer, mas completamente alienada da destruição que a cerca. A câmera de Laxe nunca acusa ou julga; apenas observa. A festa, que deveria simbolizar união, vira uma bolha de isolamento e ignorância, um ato de negação coletiva. No meio disso tudo, a premissa inicial que parecia simples acaba se perdendo e o personagem de Sergi López se encontra sem rumo e acaba igual aos outros, alheio à qualquer situação que aconteça em seu redor. A política anti-guerra de Sirât não se expressa em discursos, e sim em ausências: na omissão dos que poderiam agir, na indiferença da dor alheia, no consumo da própria liberdade enquanto espetáculo. É um filme que fala de guerra sem mostrá-la, porque sua verdadeira violência está na incapacidade de sentir. Mesmo tendo esses pensamentos do filme me mente, ainda assim não foi o suficiente para me agradar. O filme se sai melhor quando não tenta chocar, como por exemplo a cena final do trem, com eles indo em direção a lugar nenhum, buscando um refúgio que não faz mais sentido. No fim, Sirât não é apenas uma crítica à guerra, mas também é uma crítica à paz superficial que a sociedade contemporânea se contenta em celebrar. Enquanto há música, ninguém ouve o som do bombardeio.
Eu não fazia a menor ideia de qual seria a fórmula do filme, portanto eu assisti os primeiros 40 minutos com o pensamento na cabeça “Porque a nota dele está tão ruim? Isso aqui é ótimo!”. Mas aí veio tela preta e o segundo ato começou… e a partir dele que vem o problema. Não acho que seja defeito filmes que mostrem diversos pontos de vista sobre uma mesma situação, mas a forma que fizeram isso aqui foi bem equivocada. A última hora de filme é completamente inútil pois tudo que foi falado no primeiro ato se repete mais duas vezes, além de deixar repetitivo acaba irritando pois a gente vê as mesmas falas, reações e etc tudo de novo. O segundo e o terceiro ato não serviram para acrescentar nada à trama, e muito menos desenvolvê-la, um ataque que era pra acontecer em 16 minutos se transformam em 1:50H de pura repetição . Sobre a questão do filme ser dinâmico e tenso eu concordo, no começo eu fiquei bastante atento e achei que até passou rápido demais, se o filme for acusado de ser chato a pessoa estará mentindo. Toda a edição do início é bastante frenética e a gente se sente tão perdido e desorientado quanto os personagens do filme, aquela sensação de que a qualquer momento uma coisa gigantesca e pavorosa pode acontecer fica sondando o tempo todo, sem dar descanso. Gosto da forma que a Kathryn trabalha esse medo constante que todo mundo tem (ou deveria ter): o mundo todo está em meio a crises, nem está 100% a salvo. Esse medo de que a qualquer momento a gente simplesmente não pode estar mais aqui, e ainda sem ter culpa de nada, é o verdadeiro terror. Sobre as diversas reclamações sobre o final: Esse filme não é sobre guerra e ataques, é sobre discussões e incertezas de como agir em um momento frágil como esses. Sacrificar 10 milhões pela saúde temporária do resto do planeta ou retaliar de volta países que podem não ter nada haver e provocar uma guerra nuclear mundial? O final é dedutivo por si só.
Muito sensitivo e é um dos musicais mais diferentões que eu ja assisti na vida. Acho que vale a pena pra quem quer assistir um filme meio diferente do usual.
Na natureza selvagem: Ou melhor, white cis boy problems, quem não tem problema dá um jeito de arranjar um.
Eu poderia resumir esse filme de forma uma forma bem simples: Um filhinho de papai mimado acha que é melhor que todo mundo porque decide se revoltar e viver na natureza por conta própria. O protagonista é simplesmente irritante, e não apenas isso, ele acredita firmemente ser melhor que todos os outros seres humanos por estar levando um estilo de vida que ninguém o obrigou a ter. Desde quando pobreza é liberdade? certamente pra quem tem dinheiro e tempo livre. O maior erro do filme é não ter história na maior parte do tempo e depender de uma montagem e edição que beiram o experimental (isso foi um elogio), pois nos poucos momentos em que isso acontece a minha atenção volta pra tela. Mais um elogio do filme vai pra trilha sonora calma e aconchegante, contrastando com a sujeira da cidade (e do protagonista) e a selvageria presente nas florestas. Não é um filme de todo ruim, ele depende de boa parte do tempo de uma narração pra história andar, mas essa narração não vem do protagonista e sim de sua irmã (que mal aparece). O personagem mesmo, o Chris, quase não externaliza seus próprios pensamentos e vontades, tudo que nós sabemos sobre ele vem de suas ações. Uma pena que o filme seja baseado em uma história verídica, se o Chris na vida real tiver sido tão irritante quanto esse do filme então a familia foi bem sortuda dele ter sumido.
O ULTIMATO de Ne Zha 2. A quantidade de informação na tela em alguns momentos chega a ser nauseante. As lutas e suas coreografias são impecáveis, os movimentos de câmera apor vezes fora do comum ajuda bastante na imersão. O humor por vezes escatológico demais (piadas com peido á la illumination, personagens bebendo mijo ou comendo vômito) soa exagerado e foi um dos motivos que me afastava do filme em alguns momentos. Tirando essas ''piadas'' mais extremas alguns outros momentos simples do filme são bem mais divertidos e me arrancaram umas boas gargalhadas, a esperança que fica é que no terceiro eles dosem melhor o humor. Achei que seria impossível esse filme ser mais bonito que o primeiro, mas ele faz isso com folga, alguns cenários e detalhes em cena são tão bem acabados que nem parecem animados. Esse aqui estende a mensagem do primeiro, essa necessidade constante de pertencimento do Ne Zha que o leva a diversos lugares, o afastando daquele lugar ao qual ele realmente pertence: sua casa. E não para por aí, a discussão sobre os temas vai desde Descriminação, decisão de livre arbítrio, e opressão até sacrifícios e laços parentais. Os personagens são propositalmente dúbios, há um motivo para ninguém ser 100% bom ou 100% ruim, o próprio Ne Zha é a personificação desse argumento. Isso torna a trama bem mais rica e interessante, deixando a obra imprevisível. Ne Zha 2 recebeu o título de 'Melhor animação de todos os tempos' e não foi atoa. Uma deslumbrante e divertida viagem. Um filme que assim que acaba você fica se perguntando quando vai poder assistir novamente, e eu espero que logo.
A mais nova caoticidade de Paul Thomas Anderson, descrito por muitos como uma obra-prima desse século, para mim, não chega nem perto de ser o melhor da carreira dele. Obvio que em alguns momentos ele se supera na maneira de fazer aquilo que já foi feito um milhão de vezes, mas aqui é mais no como ele faz isso, usando de exemplo a tão falada cena da estrada, na qual ele consegue passar tanta imersão que o telespectador se sente em uma montanha russa. No lado politico do filme que a coisa desanda, conforme o filme passa alguns temas que começam a ser abordados no começo vão perdendo espaço conforme o filme vai passando. Outra coisa são as falas ditas pelos personagens revolucionários, as falas são bregas e vergonhosas por muitas das vezes, parecem tweets que eu li na época do ELE NÃOaqui no Brasil. E claro que é muito bom ver um filme lutando pelo que é certo, mas poderiam ter trabalhado melhor a forma dos personagens se expressarem. Tem toda uma caricatura em torno dos personagens que muitas pessoas vêm criticando, mas pra mim e uma das melhores partes, o motivo de eu achar isso é que na vida real as pessoas agem do mesmo jeito e o PTA deixa bem claro que é tudo muito proposital, quase uma crítica pós-irônica. Deixando a pseudo-política do filme de lado, ele é bem humorado sem ser exagerado e tem um ritmo ótimo, mal dá pra sentir as 2H40. Pode ser um filme problemático e ''woke'' para muitos, mas pra mim poderia ser muito mais.
Mesmo que a ideia desse filme tenha sido criada nos anos 70 ainda continua bastante atual. O fantasma da guerra assombra o filme quase por completo e mesmo que a gente não saiba exatamente o que aconteceu, ainda assim, fica bastante visível os efeitos que isso causou nos personagens e nos EUA distópico que a história se passa. Diálogos importantes e extremamente tocantes sobre família, fé e vontade própria. Alguns momentos emotivos e adocicados demais para o meu gosto, mas isso não limita o filme de nunca deixar a peteca cair no chão. Surpreendentemente, um dos melhores do ano. Algumas falas vão ficar na minha cabeça pelas próximas semanas. Basicamente uma malhação americana para mostrar todo o talento que o Hoffman herdou do Hoffman e que o Jonsson tem tudo pra ser um dos melhores da geração atual.
Ps: Gostei muito daquele diálogo dos meninos falando que, mesmo que eles tenham o livre arbítrio para não se inscreverem, ainda assim eles o fazem e não conhece ninguém que não tenha se inscrito. Acho que isso resume bastante a síntese do filme.
Um filme mais existencialista e sensível de Flanagan e King. O filme tem diálogos lindos e que podem acertar tanto o nosso coração quanto a nossa mente. Concordo que o filme perde um pouco de fôlego mais para o final pois toda a surpresa e a tensão ficam nos primeiros 50 minutos, mas ainda assim é um filme lindo em todos os sentidos possíveis. Espero que as pessoas falem mais sobre ele, porque merece.
Não acho que seja um filme indispensável, mas não dá pra negar que ele aprofunda ainda mais os sentimentos e as camadas do Jesse. Acho que o estilo de direção do Vince funciona bem mais em um filme voltado pro thriller western do que em uma série de comédia dramática. Acho que o filme peca pela quantidade de fanservice e flashbacks, se fosse uma história mais linear poderia ser um resultado bem mais satisfatório. Para quem tem o Jesse como personagem favorito da série, isso aqui funciona bem para matar as saudades.
O Som da Morte
2.3 42que filmeco horrendo! na preguiça de procurar coisa melhor acabei vendo esse mesmo, é brega ao extremo e mesmo as mortes sendo ridiculas ainda são interessantes e bem executadas, se o filme se levasse MENOS a sério o resultado talvez pudesse ser melhor
O Sobrevivente
3.0 152 Assista AgoraDivertido mas nada de memorável, o final acaba ficando vergonhoso porque ficou parecendo que a equipe de produção e roteiristas tinham varias ideias pra encerrar o filme e não conseguiam escolher apenas uma, então colocaram todas juntas.
Devoradores de Estrelas
4.1 253É por filmes como esse que o cinema continua vivo!
A Noiva!
3.1 79Uma mistura doida de Coringa + Coringa 2 + Pobres Criaturas + foratemercore. Uma aventura caótica do espírito da autora Mary Shelley presa no corpo de uma mulher que morreu em meio ao caos e seu marido cinéfilo & solitário frankenstein de meia idade.
Nada poderia me preparar para algumas surpresas que esse filme traz, por mais que eu ache que algumas cenas e subtramas ficam sobrando no meio da narrativa como um todo, ainda penso que o filme e sua diretora são bem corajosos de contar uma história esse calibre em 2026 correndo o risco de sofrer taxações.
Confesso que esperava/queria que o filme colocasse o pé a fundo e se assumisse musical, sempre que eu pensava que o filme fosse chegar lá ele nunca ia ás vias de fato, uma pena pois combinaria demais com a megalomania dos personagens.
Me divertiu e ao mesmo tempo me surpreendeu, fui esperando nada e recebi um filme com uma ideia ótima! E como de costume, Jessie Buckley e Bale sempre ótimos!
Chainsaw Man - O Filme: Arco da Reze
4.1 64 Assista Agorabem divertido! animação linda
Pânico 7
2.7 360 Assista AgoraEu nunca achei que fosse dizer isso mas… é hora de dizer adeus! Pelo menos por enquanto, a franquia “Pânico” está necessitada, mais do que nunca, de um hiatus de pelo menos uns 5/7 anos. Esse filme é resultado de todo o cansaço e falta de criatividade que vinha rondando a franquia, por mais que os números 5 e 6 não sejam os melhores exemplos, ainda são filmes com cenas boas, criativas e protagonistas que realmente carregam o filme. Aqui a Sidney está mais cansada do que nunca (ela deixa isso claro em quase toda cena) e a filha-legado não tem carisma algum, antes ela fosse o ghostface. É um filme que não sabe lidar com seus próprios problemas e nem com os problemas dos anteriores como retcons, furos na história geral como por exemplo o nascimento da Tatum não encaixar na ordem cronológica de Pânico 4 personagens sem rumo (Chad & Mindy). Sem contar que a cada 5 segundos citavam o ataque de NY e nem sequer mencionavam as principais vítimas desse ataque (??). Não dá para entender a forma que completamente ignoraram Sam e Tara como se elas não tivessem trazido a franquia de volta à vida.
A cena de abertura então… absolutamente esquecida ao decorrer do filme, NINGUÉM liga pro que aconteceu e nenhum dos personagens citam o acidente. E pra completar os coadjuvantes são completamente inúteis, ninguém tem relevância alguma e nunca ajuda em nada, tudo fica extremamente previsível. Mortes chatas e entediantes, a única que presta é esquecida rapidamente pelos próprios personagens. Eu como fã defendi bastante os filmes mais “fracos” (3&6) mas esse aqui eu vou ter que falar a verdade: Está ruim. Não chega nem a ser um filme fraco, apenas ruim. Claramente feito ás pressas apenas para arrecadar o máximo de dinheiro que conseguir antes de partir pro próximo, nunca achei que Pânico se tornaria aquela franquia caça-níquel nível Halloween e Sexta-feira 13.
Ps: QUE PORRA DE FINAL FOI ESSE? Patético nível extremo, vergonhoso, nem parece que é um filme Pânico de verdade. Assassinos sem sentido, revelação idiota e motivo imbecil. Quem se diz ser fã e não odiar esse final PRECISA ter a carteirinha jogada fora.
Socorro!
3.3 209Um dos filmes mais divertidos que assisti nos últimos tempos, quando os maneirismos do Raimi dá as caras é quando o filme ganha força. O final então… assistam!
Canibais
2.6 541 Assista Agoraum dos piores filmes que ja vi na vida, nem preciso explicar o porque
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraTerceira vez vendo esse filme e nunca vou cansar de bater na tecla de que é SIM um dos filmes de terror com a melhor temática dos ultimos anos. História absurda de bem feita, podem passar anos e o tema retratado aqui nunca vai envelhecer. Tenho pena de quem não entende a genialidade desse filme…
Carol
3.9 1,5K Assista AgoraLindo. Lindo. Lindo
A Empregada
3.4 536 Assista AgoraMuito cafona, brega e sexualizado até demais, mas não da pra negar que é bem divertido. Há tempos não assistia uma farofa que realmente aproveitasse bem todo o seu tempo. Foge algumas coisas do livro, mas também nem tudo precisa ser idêntico. Achei o encerramento desse filme melhor que o do livro
Wicked: Parte 2
3.4 144 Assista AgoraDecepcionante... nem consigo escrever em palavras o quão fraco esse é comparado ao primeiro. Um fato engraçado é que os dois foram filmados ao mesmo tempo...
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraUm filme muito natural, desde a criação das ideias até a realização delas. O filme todo é muito divertido e cativante, principalmente os personagens que não são atuados mas sim encarnados pelos atores, a gente se conecta tanto que o final acaba sendo uma extrema decepção justamente pelo fato da gente não receber um "O que acontece" com esses personagens tão queridos.
Todos os aspectos técnicos são fenomenais, a fotografia me deu uma vontade enorme de comprar uma passagem e viajar pra cidade do filme.
Gosto bastante também da forma como o KMF encarna alguns mitos/folclores para dar uma camada de mensagem à história, por mais que algumas vezes fique parecendo um tema jogado, ainda assim é uma marca de seu cinema.
No fim de tudo acaba sendo um filme muito espontâneo, sobre memória e esquecimento e o que não dá para lembrar, uma pena um final tão anticlimático.
A Melhor Mãe do Mundo
3.7 67 Assista AgoraBom filme, mas poderia ter uma abordagem melhor pensada. Entretando, é apenas a realidade de muitas pessoas no brasil.
Frankenstein
3.7 598 Assista AgoraA criatura não nasce má, mas se torna cruel ao ser rejeitada.
Esse filme é dividido em duas partes, a primeira com a história de Victor e toda a sua motivação para criar uma abominação à imagem do homem, e a segunda com a história do Frankenstein, o monstro que nunca pediu para ser criado.
Podemos dizer que aqui Frankenstein encara a sua própria odisséia, isso porque na Odisseia de Homero, Ulisses segue uma longa jornada repleta de sofrimento, aprendizado e busca por sentido, enfrentando tanto obstáculos externos quanto dilemas internos. De modo semelhante, a criatura Frankenstein também realiza uma viagem existencial e física, movida por dor, solidão e pelo desejo de compreender sua própria origem, e, ao final, de confrontar seu criador, Victor.
Uma pena que em vários momentos o filme fica preso apenas a temática de “Daddy Issues”, uma vez que ele pausa algumas sub-tramas para focar na ausência de Victor na relação com Frankenstein, ou na ausência do pai de Victor em sua criação. Isso acaba deixando algumas situações inacabadas e, personagens que poderiam acrescentar muito, deixados de escanteio — como o irmão de Victor, William, e sua esposa Elizabeth (que é considerada por muitos uma das personagens mais interessantes aqui, e eu concordo).
Algumas passagens podem soar bem bregas e expositivas, não chegou a me incomodar pois elas paravam em um bom momento para não soar exagerado, mas no momento dá aquele pensamento de “Nossa, que brega!”. Mas levando em consideração que é a adaptação de uma obra do século passado, mais especificamente 1831, eu ainda achei que eles lidaram bem com esse lado mais piegas da coisa e tentaram deixar o mais natural possível.
Em relação ao livro, o Del Toro cria de forma fidedigna cenários e situações da forma exata que nós imaginávamos ao ler. Ele acrescenta e remove personagens, encurta alguns momentos e estende outros. Se isso atrapalha ou melhora depende de cada pessoa, na minha opinião isso apenas tornou essa releitura mais singular e melhor encaixada no estilo cinematográfico do Guillermo.
Nos aspectos técnicos e sonoros obviamente o filme não deixaria a desejar como um bom blockbuster. Os figurinos, as maquiagens, a trilha sonora, etc, tudo se encaixa perfeitamente bem na história. Sobre os cenários eu achei todos muito bonitos e bem feitos, mas essa fotografia digital acabou deixando uma marca muito “lavada”, não dando a textura devida que as locações enormes pediam. Talvez se fosse de algum estúdio que priorizasse à arte, o filme poderia ter uma filmagem melhor aproveitada.
E o final é tão emocionante igual o do livro, depois de tanto caos, tragédia e maldição caídas sobre um simples ato, vem a rendição e a reflexão sobre os limites da responsabilidade humana.
Foi um filme que me divertiu e que, de certa forma, me marcou. Com certeza entra para a lista dos Assistir Novamente.
Sirāt
3.4 171 Assista AgoraSirât parte de uma premissa bem simples, um pai sai em busca da filha que está desaparecida há 5 meses. A notícia que ele recebeu é que ela estava em uma festa eletrônica (rave) no meio do deserto, em Marrocos.
O filme já começa com o pai e seu filho mais novo distribuindo panfletos na festa, quando eles se deparam com um grupo que diz que talvez a filha dele esteja em outra festa no deserto, perto da Mauritânia.
Para mim ficou bem clara a mensagem que o Oliver Laxe quis passar aqui, o filme é uma parábola sobre o vazio contemporâneo e a anestesia moral diante do colapso político e humano que o mundo enfrenta. A paisagem seca, quente e infinita serve como um espelho do deserto interior dos personagens, jovens ravers que buscam transcendência em festas perdidas entre dunas, mas acabam encenando sem perceber uma fuga coletiva da realidade.
Se talvez essa premissa seja difícil de comprar, basta compararmos com a realidade quando há pouco menos de 3 anos a festa Universo Paralello, situada a menos de 20km da faixa de Gaza, havia sido bombardeada pelo Hamas, deixando centenas de vítimas.
Tendo isso em mente, se percebe que a crítica política de Sirât é construída de modo quase silencioso e orgânico. Enquanto a 3 Guerra fictícia se desenrola em regiões próximas, o eco de explosões chega como um som distante se fundindo com os graves das músicas eletrônicas, e, no meio disso tudo, os personagens escolhem a cegueira. A rave acaba se tornando uma metáfora de uma sociedade que dança sobre as ruínas, distraída e embriagada pela promessa de liberdade e prazer, mas completamente alienada da destruição que a cerca.
A câmera de Laxe nunca acusa ou julga; apenas observa. A festa, que deveria simbolizar união, vira uma bolha de isolamento e ignorância, um ato de negação coletiva.
No meio disso tudo, a premissa inicial que parecia simples acaba se perdendo e o personagem de Sergi López se encontra sem rumo e acaba igual aos outros, alheio à qualquer situação que aconteça em seu redor.
A política anti-guerra de Sirât não se expressa em discursos, e sim em ausências: na omissão dos que poderiam agir, na indiferença da dor alheia, no consumo da própria liberdade enquanto espetáculo. É um filme que fala de guerra sem mostrá-la, porque sua verdadeira violência está na incapacidade de sentir.
Mesmo tendo esses pensamentos do filme me mente, ainda assim não foi o suficiente para me agradar. O filme se sai melhor quando não tenta chocar, como por exemplo a cena final do trem, com eles indo em direção a lugar nenhum, buscando um refúgio que não faz mais sentido.
No fim, Sirât não é apenas uma crítica à guerra, mas também é uma crítica à paz superficial que a sociedade contemporânea se contenta em celebrar. Enquanto há música, ninguém ouve o som do bombardeio.
Casa de Dinamite
2.9 178 Assista AgoraEu não fazia a menor ideia de qual seria a fórmula do filme, portanto eu assisti os primeiros 40 minutos com o pensamento na cabeça “Porque a nota dele está tão ruim? Isso aqui é ótimo!”.
Mas aí veio tela preta e o segundo ato começou… e a partir dele que vem o problema.
Não acho que seja defeito filmes que mostrem diversos pontos de vista sobre uma mesma situação, mas a forma que fizeram isso aqui foi bem equivocada. A última hora de filme é completamente inútil pois tudo que foi falado no primeiro ato se repete mais duas vezes, além de deixar repetitivo acaba irritando pois a gente vê as mesmas falas, reações e etc tudo de novo. O segundo e o terceiro ato não serviram para acrescentar nada à trama, e muito menos desenvolvê-la, um ataque que era pra acontecer em 16 minutos se transformam em 1:50H de pura repetição .
Sobre a questão do filme ser dinâmico e tenso eu concordo, no começo eu fiquei bastante atento e achei que até passou rápido demais, se o filme for acusado de ser chato a pessoa estará mentindo. Toda a edição do início é bastante frenética e a gente se sente tão perdido e desorientado quanto os personagens do filme, aquela sensação de que a qualquer momento uma coisa gigantesca e pavorosa pode acontecer fica sondando o tempo todo, sem dar descanso.
Gosto da forma que a Kathryn trabalha esse medo constante que todo mundo tem (ou deveria ter): o mundo todo está em meio a crises, nem está 100% a salvo. Esse medo de que a qualquer momento a gente simplesmente não pode estar mais aqui, e ainda sem ter culpa de nada, é o verdadeiro terror.
Sobre as diversas reclamações sobre o final:
Esse filme não é sobre guerra e ataques, é sobre discussões e incertezas de como agir em um momento frágil como esses. Sacrificar 10 milhões pela saúde temporária do resto do planeta ou retaliar de volta países que podem não ter nada haver e provocar uma guerra nuclear mundial? O final é dedutivo por si só.
Dançando no Escuro
4.4 2,3K Assista AgoraMuito sensitivo e é um dos musicais mais diferentões que eu ja assisti na vida. Acho que vale a pena pra quem quer assistir um filme meio diferente do usual.
Na Natureza Selvagem
4.3 4,6K Assista AgoraNa natureza selvagem: Ou melhor, white cis boy problems, quem não tem problema dá um jeito de arranjar um.
Eu poderia resumir esse filme de forma uma forma bem simples: Um filhinho de papai mimado acha que é melhor que todo mundo porque decide se revoltar e viver na natureza por conta própria. O protagonista é simplesmente irritante, e não apenas isso, ele acredita firmemente ser melhor que todos os outros seres humanos por estar levando um estilo de vida que ninguém o obrigou a ter. Desde quando pobreza é liberdade? certamente pra quem tem dinheiro e tempo livre. O maior erro do filme é não ter história na maior parte do tempo e depender de uma montagem e edição que beiram o experimental (isso foi um elogio), pois nos poucos momentos em que isso acontece a minha atenção volta pra tela. Mais um elogio do filme vai pra trilha sonora calma e aconchegante, contrastando com a sujeira da cidade (e do protagonista) e a selvageria presente nas florestas. Não é um filme de todo ruim, ele depende de boa parte do tempo de uma narração pra história andar, mas essa narração não vem do protagonista e sim de sua irmã (que mal aparece). O personagem mesmo, o Chris, quase não externaliza seus próprios pensamentos e vontades, tudo que nós sabemos sobre ele vem de suas ações. Uma pena que o filme seja baseado em uma história verídica, se o Chris na vida real tiver sido tão irritante quanto esse do filme então a familia foi bem sortuda dele ter sumido.
Ne Zha 2: O Renascer da Alma
4.1 36 Assista AgoraO ULTIMATO de Ne Zha 2.
A quantidade de informação na tela em alguns momentos chega a ser nauseante. As lutas e suas coreografias são impecáveis, os movimentos de câmera apor vezes fora do comum ajuda bastante na imersão.
O humor por vezes escatológico demais (piadas com peido á la illumination, personagens bebendo mijo ou comendo vômito) soa exagerado e foi um dos motivos que me afastava do filme em alguns momentos. Tirando essas ''piadas'' mais extremas alguns outros momentos simples do filme são bem mais divertidos e me arrancaram umas boas gargalhadas, a esperança que fica é que no terceiro eles dosem melhor o humor.
Achei que seria impossível esse filme ser mais bonito que o primeiro, mas ele faz isso com folga, alguns cenários e detalhes em cena são tão bem acabados que nem parecem animados.
Esse aqui estende a mensagem do primeiro, essa necessidade constante de pertencimento do Ne Zha que o leva a diversos lugares, o afastando daquele lugar ao qual ele realmente pertence: sua casa. E não para por aí, a discussão sobre os temas vai desde Descriminação, decisão de livre arbítrio, e opressão até sacrifícios e laços parentais.
Os personagens são propositalmente dúbios, há um motivo para ninguém ser 100% bom ou 100% ruim, o próprio Ne Zha é a personificação desse argumento. Isso torna a trama bem mais rica e interessante, deixando a obra imprevisível.
Ne Zha 2 recebeu o título de 'Melhor animação de todos os tempos' e não foi atoa. Uma deslumbrante e divertida viagem. Um filme que assim que acaba você fica se perguntando quando vai poder assistir novamente, e eu espero que logo.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 654 Assista AgoraA mais nova caoticidade de Paul Thomas Anderson, descrito por muitos como uma obra-prima desse século, para mim, não chega nem perto de ser o melhor da carreira dele. Obvio que em alguns momentos ele se supera na maneira de fazer aquilo que já foi feito um milhão de vezes, mas aqui é mais no como ele faz isso, usando de exemplo a tão falada cena da estrada, na qual ele consegue passar tanta imersão que o telespectador se sente em uma montanha russa.
No lado politico do filme que a coisa desanda, conforme o filme passa alguns temas que começam a ser abordados no começo vão perdendo espaço conforme o filme vai passando. Outra coisa são as falas ditas pelos personagens revolucionários, as falas são bregas e vergonhosas por muitas das vezes, parecem tweets que eu li na época do ELE NÃOaqui no Brasil. E claro que é muito bom ver um filme lutando pelo que é certo, mas poderiam ter trabalhado melhor a forma dos personagens se expressarem.
Tem toda uma caricatura em torno dos personagens que muitas pessoas vêm criticando, mas pra mim e uma das melhores partes, o motivo de eu achar isso é que na vida real as pessoas agem do mesmo jeito e o PTA deixa bem claro que é tudo muito proposital, quase uma crítica pós-irônica.
Deixando a pseudo-política do filme de lado, ele é bem humorado sem ser exagerado e tem um ritmo ótimo, mal dá pra sentir as 2H40. Pode ser um filme problemático e ''woke'' para muitos, mas pra mim poderia ser muito mais.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 341 Assista AgoraMesmo que a ideia desse filme tenha sido criada nos anos 70 ainda continua bastante atual. O fantasma da guerra assombra o filme quase por completo e mesmo que a gente não saiba exatamente o que aconteceu, ainda assim, fica bastante visível os efeitos que isso causou nos personagens e nos EUA distópico que a história se passa. Diálogos importantes e extremamente tocantes sobre família, fé e vontade própria. Alguns momentos emotivos e adocicados demais para o meu gosto, mas isso não limita o filme de nunca deixar a peteca cair no chão. Surpreendentemente, um dos melhores do ano. Algumas falas vão ficar na minha cabeça pelas próximas semanas. Basicamente uma malhação americana para mostrar todo o talento que o Hoffman herdou do Hoffman e que o Jonsson tem tudo pra ser um dos melhores da geração atual.
Ps: Gostei muito daquele diálogo dos meninos falando que, mesmo que eles tenham o livre arbítrio para não se inscreverem, ainda assim eles o fazem e não conhece ninguém que não tenha se inscrito. Acho que isso resume bastante a síntese do filme.
A Vida de Chuck
3.7 110 Assista AgoraUm filme mais existencialista e sensível de Flanagan e King. O filme tem diálogos lindos e que podem acertar tanto o nosso coração quanto a nossa mente. Concordo que o filme perde um pouco de fôlego mais para o final pois toda a surpresa e a tensão ficam nos primeiros 50 minutos, mas ainda assim é um filme lindo em todos os sentidos possíveis. Espero que as pessoas falem mais sobre ele, porque merece.
El Camino: Um Filme de Breaking Bad
3.7 853 Assista AgoraNão acho que seja um filme indispensável, mas não dá pra negar que ele aprofunda ainda mais os sentimentos e as camadas do Jesse. Acho que o estilo de direção do Vince funciona bem mais em um filme voltado pro thriller western do que em uma série de comédia dramática. Acho que o filme peca pela quantidade de fanservice e flashbacks, se fosse uma história mais linear poderia ser um resultado bem mais satisfatório. Para quem tem o Jesse como personagem favorito da série, isso aqui funciona bem para matar as saudades.