Melhor que o "Aventure Malgache" justamente por sua intenção propagandística não ser tão forte - ou não funcionar tão bem. A dupla narrativa deixa a história em aberto e permite uma atmosfera mais próxima das que Hitchcock costumava criar.
O curta ser encomendado pelo Ministério da Informação Britânico no período da Segunda Guerra já diz muita coisa. Mesmo com algumas das características de Hitchcock e a boa ideia para a ligação entre o narrador e o flashback, o filme não foge muito da característica de propaganda de guerra.
Como um grande fã dos dois, esse é um documento imperdível. A montagem "estranha" que falaram por aqui é hoje, ainda mais do que no começo da carreira, um instrumento do Godard, pra de certa forma defender o cinema puro, autoral e suas críticas sociais. A mostra disso é uma provocação do Godard falando da montagem, que "ainda poderia salvar o filme" depois de ele ser rodado. Enxergo esse curta não como uma entrevista, também porque Godard é um péssimo entrevistador, egocêntrico e pedante, mas como uma análise - junto do Woody Allen, personagem escolhida a dedo pelo Godard - para reforçar sua ideia de nostalgia do cinema, de destruição da sétima arte com a tevê, da defesa do cinema puro, do fim da experiência de ir à sala de cinema.
As características do Truffaut se sobressaem às do Godard nesse curta, mas já dá pra ver elementos que iam ser essenciais pro estouro da nouvelle vague. A narração quase como um fluxo de consciência, livre, rápida e sem se conter um segundo, é praticamente o que viviam os cineastas/críticos do movimento.
"Passemos a palavra aos analfabetos. Eles são a maioria absoluta." É enorme a diferença das entrevistas dos letrados do começo do filme e da maioria do povo. Um belo documentário que denunciou já há um bom tempo a situação precária de uma grande parcela da população brasileira. É interessante ver que mesmo a perpetuação da situação dos analfabetos é flagrada no próprio filme, ao prestarmos atenção nas falas da classe média.
O curta tem uma montagem legal, tem uma fotografia bonita, dá pra enxergar um bom diretor por trás, mas não é nada tão genial. Tem cenas que parecem um treino pro Encurralado, tem outras que parecem propaganda antiga de coca-cola.
As modificações de cenário são incríveis, junto com o silêncio só fazem aumentar a atmosfera do sonho. A personagem procura em diversos ambientes por alguma coisa que parece nunca chegar, talvez por ela mesma, simbolizada no peão.
As interpretações podem ser muitas, já que os símbolos são muitos. Mesmo não entrando nessa parte de analisar o que ela quis ou não quis dizer, já é extremamente interessante de assistir pela montagem, pela narrativa circular, pela atuação que lembra totalmente uma dança e pela trilha sonora. O melhor da Maya Deren.
A coreografia de todo o curta é, sem dúvida, linda. A sexualidade parece ser o tema principal, tanto a homo quando a hétero. Mas o fato de ser completamente silencioso, ainda mais com a dança e a coreografia da diretora, tira muito da qualidade e da facilidade em acompanhar o curta.
Não é a maldade que faz o menino rico se exibir, é a incapacidade de buscar a amizade do outro. Em seu mundo cheio de brinquedos e bens, a companhia de outra criança não é comum. Enquanto o outro, que brinca com o que tem e faz uma música harmônica sair da sua flauta, é livre, o menino rico vê a pipa por detrás das grades. Extremamente atual.
Nonsense total que trabalha muito em cima dos clichês - os americanos falando inglês são cenas impagáveis e os pertences que saem bolsa do francês também. Talvez não seja extremamente engraçado, mas é a inteligência que se espera do Lynch.
É a sedução da Mão, aquela que te leva à padronização do consumo, dos costumes, dos modos de vida e até dos gostos. Incrível quantas são as camadas que podem ser tiradas desse curta e todas as formas que a Mão pode assumir.
A experimentação com a fotografia é muito interessante, principalmente no que diz respeito à cor e à ilusão de movimento, mas não gostei muito da mistura do som e da sequência narrativa, que fazem parecer uma brincadeira infantil.
Imagens documentais de manifestações da época do regime militar sem aparente sequência lógica, que provavelmente - pelo que li por aí - seriam realmente usadas em algum projeto futuro. Reforçam o forte caráter político do Glauber
Parte I - sem som: http://www.youtube.com/watch?v=B4hfgu3VpLI Parte II - sem som: http://www.youtube.com/watch?v=BwBlVv93_Kg
Bon Voyage
3.3 11 Assista AgoraMelhor que o "Aventure Malgache" justamente por sua intenção propagandística não ser tão forte - ou não funcionar tão bem. A dupla narrativa deixa a história em aberto e permite uma atmosfera mais próxima das que Hitchcock costumava criar.
Aventure Malgache
2.6 4 Assista AgoraO curta ser encomendado pelo Ministério da Informação Britânico no período da Segunda Guerra já diz muita coisa. Mesmo com algumas das características de Hitchcock e a boa ideia para a ligação entre o narrador e o flashback, o filme não foge muito da característica de propaganda de guerra.
Men of Crisis: The Harvey Wallinger Story
3.3 2Uma bela surpresa a descoberta desse curta. Woody Allen faz um treino de humor político que dá certo antes do ótimo "Bananas".
http://www.youtube.com/watch?v=1fnm7LVB3mY
Encontrando Woody Allen
3.6 30Como um grande fã dos dois, esse é um documento imperdível. A montagem "estranha" que falaram por aqui é hoje, ainda mais do que no começo da carreira, um instrumento do Godard, pra de certa forma defender o cinema puro, autoral e suas críticas sociais. A mostra disso é uma provocação do Godard falando da montagem, que "ainda poderia salvar o filme" depois de ele ser rodado.
Enxergo esse curta não como uma entrevista, também porque Godard é um péssimo entrevistador, egocêntrico e pedante, mas como uma análise - junto do Woody Allen, personagem escolhida a dedo pelo Godard - para reforçar sua ideia de nostalgia do cinema, de destruição da sétima arte com a tevê, da defesa do cinema puro, do fim da experiência de ir à sala de cinema.
Uma História da Água
3.5 33As características do Truffaut se sobressaem às do Godard nesse curta, mas já dá pra ver elementos que iam ser essenciais pro estouro da nouvelle vague. A narração quase como um fluxo de consciência, livre, rápida e sem se conter um segundo, é praticamente o que viviam os cineastas/críticos do movimento.
Perigo Negro
3.4 4Quando a antropofagia encontra o cinema marginal.
A Miss e o Dinossauro - Os Bastidores da Belair
4.0 9Interessante registro histórico. Diz muito do movimento marginal e do que é fazer cinema no Brasil.
HQ - Histórias em Quadrinhos
3.8 15 Assista AgoraInformativo e didático, em uma montagem característica, mas de um tema que me interessa muito pouco.
Maioria Absoluta
4.4 34 Assista Agora"Passemos a palavra aos analfabetos. Eles são a maioria absoluta." É enorme a diferença das entrevistas dos letrados do começo do filme e da maioria do povo. Um belo documentário que denunciou já há um bom tempo a situação precária de uma grande parcela da população brasileira. É interessante ver que mesmo a perpetuação da situação dos analfabetos é flagrada no próprio filme, ao prestarmos atenção nas falas da classe média.
Amblin'
3.4 8O curta tem uma montagem legal, tem uma fotografia bonita, dá pra enxergar um bom diretor por trás, mas não é nada tão genial. Tem cenas que parecem um treino pro Encurralado, tem outras que parecem propaganda antiga de coca-cola.
At Land
4.3 17As modificações de cenário são incríveis, junto com o silêncio só fazem aumentar a atmosfera do sonho. A personagem procura em diversos ambientes por alguma coisa que parece nunca chegar, talvez por ela mesma, simbolizada no peão.
Meditation on Violence
3.5 10A dança que há na violência.
Tramas do Entardecer
4.4 98As interpretações podem ser muitas, já que os símbolos são muitos. Mesmo não entrando nessa parte de analisar o que ela quis ou não quis dizer, já é extremamente interessante de assistir pela montagem, pela narrativa circular, pela atuação que lembra totalmente uma dança e pela trilha sonora. O melhor da Maya Deren.
Ritual In Transfigured Time
4.0 10A coreografia de todo o curta é, sem dúvida, linda. A sexualidade parece ser o tema principal, tanto a homo quando a hétero. Mas o fato de ser completamente silencioso, ainda mais com a dança e a coreografia da diretora, tira muito da qualidade e da facilidade em acompanhar o curta.
Two
4.2 6Não é a maldade que faz o menino rico se exibir, é a incapacidade de buscar a amizade do outro. Em seu mundo cheio de brinquedos e bens, a companhia de outra criança não é comum. Enquanto o outro, que brinca com o que tem e faz uma música harmônica sair da sua flauta, é livre, o menino rico vê a pipa por detrás das grades. Extremamente atual.
Once Upon a Time
3.0 3Gostei muito das brincadeiras e transformações das formas e traços.
O Cowboy e o francês
3.2 24Nonsense total que trabalha muito em cima dos clichês - os americanos falando inglês são cenas impagáveis e os pertences que saem bolsa do francês também. Talvez não seja extremamente engraçado, mas é a inteligência que se espera do Lynch.
Guernica
4.2 20É impressionante o que a montagem do Resnais pode trazer, ainda mais reconstituindo cenas e imagens tão fortes.
A Mão
4.3 29É a sedução da Mão, aquela que te leva à padronização do consumo, dos costumes, dos modos de vida e até dos gostos. Incrível quantas são as camadas que podem ser tiradas desse curta e todas as formas que a Mão pode assumir.
A Onda Traz, O Vento Leva
3.8 15Muito bom! O sensorialismo do diretor e o som ambiente dizem muito mais que as palavras do personagem.
A Mão que Afaga
3.9 30É tudo de uma estranheza tão cômica, movimentos tão não-naturais.
Les jeux des anges
2.7 7Tem elementos interessantes, que nos remetem aos campos de concentração, o trem do início é a maior prova; no mais, é só perturbador.
Os Astronautas
3.6 2A experimentação com a fotografia é muito interessante, principalmente no que diz respeito à cor e à ilusão de movimento, mas não gostei muito da mistura do som e da sequência narrativa, que fazem parecer uma brincadeira infantil.
http://www.youtube.com/watch?v=jtDihES4QYI
1968
2.8 2Imagens documentais de manifestações da época do regime militar sem aparente sequência lógica, que provavelmente - pelo que li por aí - seriam realmente usadas em algum projeto futuro. Reforçam o forte caráter político do Glauber
Parte I - sem som: http://www.youtube.com/watch?v=B4hfgu3VpLI
Parte II - sem som: http://www.youtube.com/watch?v=BwBlVv93_Kg