É com essa sentença que a música de abertura da série começa: cheia de metalinguagem e com uma melodia que causa incômodo e desconforto. E essa metalinguagem é o cerne que molda a narrativa dos episódios extremamente peculiares dessa série.
Todos os personagens são afetados, caricatos e cheio de maneirismos; os mais "normais" dentro trama são as crianças (apesar de cada uma ter certa peculiaridade que a torna especial para o desenvolvimento da história). Os atores que dão vida aos órfãos Baudelaire são bem caracterizados e cumprem bem o papel enquanto atores mirins.
Quando vi o primeiro episódio ainda estava indeciso se tinha gostado ou não, porque a história é cheia de esquisitices, coincidências e anacronismos, mas depois percebi que essa estranheza é o charme de Desventuras em Série; ao mesmo tempo em que recebemos a verborragia das situações e dos personagens, temos também o sentimento ruim dos infortúnios que permeiam e que insistem se repetir (em série) durante toda a história. Ironia dramática, não?
Conde Olaf foi bem interpretado por Neil Patrick Harris, o personagem nos passa, em verdade, a sensação de um ator caricato e falido, nos seus variados disfarces com sua trupe ainda mais pedestre que o próprio. Aqui você detesta o vilão e pouco sente vontade de rir de suas ironias - diferente do Conde de Jim Carrey, que era um completo palhaço de circo no filme.
A fotografia é bonita, me lembrou Wes Anderson em alguns momentos, mas na maior parte é escura, cinza e pouca colorida, isso deixa a história com certo tom noir, às vezes. Alguns efeitos especiais são feitos de qualquer maneira, mas nenhum demérito, porque notamos que é tudo proposital e que visa reforçar as características da série. A quebra da quarta parede é muito bem feita e tem umas sacadas geniais.
Me surpreendeu de uma maneira que não esperava, mas não acredito que seja pra qualquer um assistir e gostar. A narrativa de Lemony Snicket durante os episódios incomodam, causam desgosto e servem para caracterizar o ambiente praticamente inóspito em que essas desventuras são contadas.
"- Você sabe onde está? - Eu estou num sonho. Não sei quando ele começou... ou de quem era esse sonho. Só sei que dormi por muito tempo. E então... um dia, despertei."
Das séries recentes que acompanho, só vi Mr. Robot inserir tantos conceitos narrativos da própria história de maneira corajosa e eficaz durante um longo arco de episódios. Tô completamente rendido à narrativa dessa série, aos personagens e à lapidada dada com estilo ao famigerado "sci-fi com robôs" aqui.
Atuações lindas (com emoção e verdade) figurinos, ambientação e fotografia impecáveis (aqueles tons quentes com um quê de antiguidade) e uma montagem certeira demais. Figura na lista de melhores estreias do ano, isso se não tiver sido a melhor.
Agora é ficar repassando a trilha sonora na cabeça. Que série, amigos.
"Podemos ter evoluído, mas no fundo ainda somos animais."
Que animação sensacional, e toda engajada nas questões sociopolíticas, trata de assuntos como diversidade, racismo, política, feminismo, determinismo biológico, exposição midiática, serviço público, corrupção, entre outros; e consegue transmitir tudo isso de uma forma leve, engraçada e efetiva. Muitas metáforas com o mundo real irão permear sua cabeça quando tiver terminado de assistir, acertou em cheio, Disney. Assisti com um sorriso de orelha a orelha, não só pelo roteiro extremamente inteligente, como também pelos personagens que além de serem carismáticos, são muito bem construídos.
Tem referencia à Breaking Bad e O Poderoso Chefão, e essa última, inclusive, me fez rir muito. Já tô esperando as indicações de Zootopia à Melhor animação do ano em todas as premiações possíveis.
Visualmente é um completo deleite, e isso aliado a uma excelente trilha sonora. Meus olhos brilhavam com a beleza apresentada - as tomadas são certeiras, a coloração é primorosa - em grande estilo pelo diretor, Thomas Vinterberg. Não conheço o livro, mas fiquei interessado nas questões que envolvem a emancipação na mulher no séc. XIX - o filme não aborda isso de maneira intrínseca, e nem é o foco, mas ainda assim está ali.
O que fez me interessar por Longe Deste Insensato Mundo é o protagonismo dado à Carey Mulligan, umas das atrizes mais promissoras da atualidade, e ela está ótima aqui. Entrou na personagem, Bathsheba Everdene, que é o contrário de qualquer estereótipo feminino de representação simplória e maniqueísta. Ela é decidida, forte, responsável e impetuosa, nada a faz se curvar diante de seus ideais. Carey cantando "Let No Man Steal Your Thyme" e tocando piano é uma cena que vai ficar comigo. Linda, poética e inspiradora. Os figurinos estão incríveis.
Esse filme não se trata de um "romance", como alguns erroneamente vão definir sem sequer terem visto. Longe Deste Insensato Mundo é, antes de qualquer coisa, uma história sobre o tempo e como os personagens se adequam a ele.
Uma das animações mais singelas e originais que vi nos últimos tempos. Confesso que os trailers não me saltaram aos olhos, mas fui surpreendido - no melhor dos sentidos.
Uma das qualidades inquestionáveis de Inside Out é que ela edifica e diverte tanto as crianças quanto os adultos - claro, que as crianças podem não perceber os questionamentos mais profundos, para elas será uma diversão do momento, e que diversão, hein? - mas um olhar adulto, perceberá os pequenos detalhes que elevam a qualidade da história a novo patamar.
No começo do filme, duvidei que conseguissem equilibrar a narrativa "dentro do cérebro" com os acontecimentos da vida real, e que isso poderia deixar a trama desinteressante, mas não podia estar mais enganado. Os eventos, ocorrências, episódios na vida da menina Riley, fazem os sentimentos acontecerem, fazem os sentimentos entrarem em "modus-operandi"; a personagem é confrontada com situações e emoções diversas quando se muda de cidade com os pais.
Na fileira a minha frente, um cara de uns 40 anos, estava sozinho vendo o filme, e não foram poucas vezes, em que o vi tirar seus óculos, para enxugar as lágrimas. Sim, Inside Out, faz os adultos "ativarem" seus sentimentos também, e a premissa da animação acontece com a gente - imaginariamente, claro. A forma como as memórias funcionam, através das ilhas de imaginação e como o nosso subconsciente opera, soa tão natural que quando percebemos já estamos emocionados pela riqueza dos detalhes.
A ideia de que é preciso haver um consenso entre os sentimentos, e que nem sempre iremos conseguir separar nossas emoções, é muito real, bonita e inspiradora, principalmente para uma criança, uma fase sensível e essencial na vida de todo mundo. A mensagem foi certeira.
Este grande acerto da Pixar, é encantador. Não existe melhor definição.
Assisti esse filme por motivos de: Will Gorski *meu personagem favorito* de Sense8.
A história tem assuntos bem diversos e interessantes, mas são mal executados, os cortes são secos e prejudicam muito a narrativa da trama, parece que tá faltando algo. Aí chegamos no final e essa sensação fica ainda mais forte. :/ Atores bons, uma ideia boa, entretanto poderia ter ido além.
A Barbara de Gotham é a típica moça boba que quando casa acredita que tudo vai ocorrer às mil maravilhas e que o marido sempre vai estar ali pra mimar ela, pra dar atenção e coisas assim. Tem um episódio que ela fala: "Eu sempre sonhei com eu e você, Jim, mas acho que não está sendo como imaginei", algo assim.
Quando Gordon começa a ficar ausente em casa, sempre no serviço trabalhando - e ele se torna "diferente" - Barbara nota, e sempre atenciosa, procurava saber o que estava acontecendo, queria que Jim dividisse os segredos, que compartilhasse na tentativa de "amenizar o peso" das costas dele, porque afinal, a ideia de vida conjugal que tinha estava intacta, era o inicio da vida conjunta deles. A ilusão que projetou nessa relação ainda estava perpetuando porque ainda achava que poderia ser parecido ou igual àquilo que sempre pensou que seria com eles dois, então o que ela estava fazendo era tentar ser mais presente na relação e tapar a brecha que o marido deixava em sua ausência. Estava tentando ser presente por eles dois.
Depois que Barbara descobriu todo o auê que Jim estava envolvido, ela tentou ser forte mesmo sendo ingênua no conjunto, ela pediu pro Falcone não matar Jim, deixar ele em paz, tentou fazer algo e naquele momento tentou esquecer sua ideia de vida e ajudar o Gordon ali, mas não deu muito certo, porque quando nos frustramos com algo que queremos muito na vida o tombo emocional é quase impossível de evitar, então ela foi embora, porque estava confusa, porque precisava pensar, porque percebeu que nunca será o que "projetou" sobre sua relação com Gordon. A fantasia estava desfeita agora, e completamente.
Montoya foi uma mulher que ela já teve uma relação amorosa, e mulheres, querendo ou não, em sua maioria, sempre se mostram mais atenciosas e carinhosas - Barbara sentia falta disso. Não estou dizendo que ela fez certo em trair o Gordon, mas ela procurou na Montoya o que não encontrou visivelmente predisposto no Jim. Eu entendo que para a Barbara, Montoya é um tipo de relação adolescente/jovem sem compromisso, que quando a gente cresce sente falta porque nada daquilo tinha um propósito fixo ou duradouro. Mas Montoya deu um bicudo nela também, então é mais uma coisa que ela achou que teria, mas que se enganou, novamente.
Eu não sou fã da Barbara, não curto muito ela e fiquei irritado um pouco com algumas de suas ações, apesar de entendê-las. Ela não é uma mulher forte, destemida ou madura, mas tentou ser brevemente apesar de ter falhado, e bom, é um desenvolvimento, e eu acredito na personagem, assim como acredito em todos os personagens dessa série.
Será que você está seguindo o seu sonho? Tudo bem, vou melhorar: você está sendo ambicioso e persistente quanto à realização de seus sonhos e vontades? Você está lutando por eles? Essas são reflexões que pairam sobre o telespectador durante e após o termino da história.
Não quero revelar nada da trama porque você realmente precisa assistir Whiplash. Você vai ficar tão tenso e, talvez, tão assustado a ponto de bradar mentalmente como eu fiz: "Isso realmente está acontecendo?". Estamos falando de um baterista que entrou na melhor escola de música dos EUA. Mas ele não quer somente ser mais um aluno. Ele quer ir além. Quer se tornar algo grandioso. Ele quer marcar sua geração.
De maneira semelhante, acredito que todos nós possuímos algum sonho. Somos feitos deles, não importa qual seja: ter um carro, ganhar na loteria, encontrar um amor, ser lembrado, não importa. O filme trás um apelo, e ele foi um dos apelos mais fortes que colhi nas entrelinhas e que em momento algum soou piegas ou desajeitado, porque tudo estava implícito nas ações do protagonista e do seu surtado e exigente professor.
Eu quero muito elogiar a atuação de J.K. Simmons. Ele está fantástico interpretando o professor pavio curto Fletcher e quero também falar de Milles, outro ator que me surpreendeu positivamente dando vida ao teimoso e ambicioso Andrew. Deu conta do papel com qualidade. Há momentos em que você quer entrar na tela, olhar pra esses dois personagens atuados tão bem e dar uns bons tapas e falar: "vocês são loucos, parem com isso, existem limites!", mas quando termina você entende que realmente era pra ser assim.
A cena final é algo de outro mundo, pensei em tanta coisa, em tantas variáveis de solução, e não conseguia desgrudar o olho da tela apesar de estar com o coração palpitando. O último frame de Fletcher e Andrew, porra, me arrepiou.
Além de meros pressupostos e teorias físicas conhecidas por nós, Interestelar, nos leva à uma viagem ao desconhecido regado de sentimentos, dizeres e lutas pela sobrevivência. A sensação que fica, pelo menos é como nos sentimos em boa parte, é o quanto somos irrelevantes em relação à grandiosidade do universo. Eu conhecia boa parte das teorias físicas, mas ver em tela foi mais incrível e fantástico que qualquer coisa que pude imaginar. Foi um completo deleite. Mas, sentir-se irrelevante dentro do contexto universal não proibiu Cooper, personagem de McConaughey, de se tornar algo maior. De ser algo maior.
A cena em que todas as peças se encaixam; a cena do "mundo dos cubos" me deixou boquiaberto, fiquei emocionado, fiquei impressionado, porque foi quando todas as peças se juntaram. Cena inesquecível.
A trilha sonora conferiu um toque especial à história. Hans Zimmer nunca decepciona. Day One é uma das faixas que mais ouço atualmente. Ela tem um quê tecnológico mas que é tão sensitivo em si. Os efeitos especiais são de encher os olhos: os planetas, o universo, tudo está incrivelmente verossímil.
Matthew está incrível - há uma cena em que ele recebe mensagens de seus filhos e ele chora muito -, é impossível não se comover e sentir a pressão que arca sobre o protagonista ali, afinal, você "abandonou" tudo pra tentar salvar a humanidade. Para tentar salvar seus filhos. Anne Hathaway está ótima em sua personagem também, e uma das melhores cenas, umas das melhores frases são dela: "Amor é a única coisa capaz de transcender as dimensões de tempo e espaço", que apesar de ser piegas tem total relevância no plot twist principal, e "...passamos tempo demais tentando compreender isso na teoria" são as que mais me marcaram.
Por fim, vou citar um poema que é recorrentemente citado na trama, acho que ele exprime muita coisa:
"Não vás tão docilmente nessa noite linda Que a velhice arda e brade ao término do dia Clama, clama... contra o apagar da luz que finda
Embora o sábio entenda que a treva é bem-vinda, Quando a palavra já perdeu toda a magia, Não vás tão docilmente nessa noite linda
Clama, clama... contra o apagar da luz que finda."
Acho que esse filme serviu pra provar mais uma vez - porque Ben Affleck já provou isso em outros filmes - que muitas pessoas estavam erradas sobre ele ser um péssimo ator, porque em Garota Exemplar, ele conseguiu incorporar o personagem sem perder o fio da meada em nenhuma cena. Você acha que ele é o assassino, e depois que não é o assassino e acha também - não obrigatoriamente - que ele é um idiota. A opinião do telespectador sobre o personagem de Affleck, Nick, é constantemente mudada até o último frame da história, e o mesmo acontece com a personagem Amy, interpretada por Rosamund.
Acredito que um dos pontos desse filme - além de mostrar uma psicologia tremenda por trás dos personagens, principalmente através de Amy - foi mostrar também as mazelas que o casamento pode trazer às pessoas. O quanto elas toleram uma relação pra manter as aparências quando o amor acaba. Quando os ideais não batem mais.
Sempre fui fã de David Fincher porque seus filmes sempre me deixaram apreensivo e com aquela sensação de que tudo pode e deve ficar pior. Em Garota Exemplar não foi diferente. O filme começa com uma frase misteriosa para induzir burburinhos no público e não dá outra: o diretor mantém a trama num mistério crescente sem que percamos o interesse. Um dos cliffhangers acontecem no meio da história, e isso faz com que não queiramos parar de assistir mais, e a partir daí fica cada vez melhor.
Rosamund Pike está EXEMPLAR como Amy Dunne. Que atriz! (alguns já estão citando indicação ao Oscar, então eu posso citar também?). Que personagem incrível que ela interpretou! (acho que todo mundo sentiu um certo medo dela, né?).
Garota Exemplar foi impecavelmente bem dirigido quanto às personagens.
Pior decepção cinematográfica do ano, e ouso dizer, dos últimos anos
E não é só porque foi muito diferente do clássico de 1959, mas também porque além de mudarem muitos detalhes do original, a história aconteceu de forma tão rápida que você não consegue acreditar nela. Quantas cenas que eu queria ver do clássico transpostas nesse filme. Quantas cenas icônicas. Quantas. As únicas coisas que realmente deram gosto no filme, foram: o figurino, os efeitos especiais e a música da Lana Del Rey. Só.
Ademais, deixo registrado aqui minha insatisfação com o roteiro extremamente mal construído desse filme em questão,
onde a própria Malévola - a vilã mais temível dos contos de fadas -, não recebe nem esse nome por ser uma figura terrivelmente má, mas porque ela o têm desde sempre. GO FIGURE.
Então, eu até entendo que eles queriam contar o porque da "Malévola" ser literalmente malévola, mas inutilizaram totalmente a história de A Bela Adormecida com isso. Então, por que não dividiram em dois filmes: o primeiro só mostraria as origens da vilã, e o outro abordaria a história de A Bela Adormecida em si?
E por Deus, ela foi "má" pelo motivo mais clichê possível:
coração partido. E a relação dela com o rei Stefan pra mim não funcionou muito bem: eu não senti esse amor tão grande que ela tinha por ele. Talvez se tivessem desenvolvido melhor.
por que a Malévola (criança) era guardiã daquele local e as fadas (Fauna, Flora e Primavera, que sequer se chamavam assim) que são fadas como ela, não eram as guardiãs, sendo que elas eram mais velhas que a própria Malévola? É serio que uma criança (?) resolvia os problemas daquele mundo? Quem instituiu ela como líder, e por quê? E poxa, se iam contar mesmo a história dela nesse filme, custava dizer de onde veio? Nasceu de uma árvore? Veio da terra? De um humano com uma fada? Por que ela tem os chifres? É de enfeite?
o rei e rainha terem mandando a Aurora, ainda bebê para a floresta afim de protegê-la da Malévola. De onde saiu essa confiança do rei - que não gostava de criaturas mágicas - de entregá-la na mão de três desconhecidas? E o refugio da Aurora foi tão bom, que a Malévola já sabia onde estava a criança desde do primeiro dia, COF COF.
Cadê a Malévola que tinha seu exército de monstros? Cadê ela tocando o terror? Cadê?
A história do amor verdadeiro não ter sido com o príncipe, mas com a Malévola foi até interessante, mas detonou a figura da vilã. Despersonificou o mau que a vilã representava. Eles poderiam ter mantido o plot twist do filme de 59 contado por outra visão, mas não, eles contaram algo completamente diferente. O filme foi vendido como algo que ele não foi.
E esse filme não explica porque a Malévola era má naquela animação clássica. São duas personagens diferentes. Não são histórias complementares.
O roteiro deu um tratamento péssimo aos seus personagens, como as três fadas, por exemplo, que sequer foram necessárias na trama como foram na animação - que eram desajeitadas e briguentas de uma maneira que não é nem engraçada, mas além de tudo fica bem claro que elas são interesseiras e nunca desenvolveram carinho pela Aurora. E quando a fada de cor-de-rosa vê que a Aurora foi realmente atingida pela maldição, ela solta: "Ah, ela só está dormindo..." pro rei. QUE CHATO, PUTZ! E nem preciso dizer o que raios aquele príncipe faz na história, certo?
Não me diverti. E ontem dormi com raiva por causa desse filme.
O problema maior aqui foi querer contar duas histórias em um só filme, e em pouco tempo. Acredito que tudo isso que foi proposto, poderia até ter me convencido, mas a duração de quase 1h30min já diz muito por si só. Faltou desenvolvimento tanto da história da Malévola quanto de A Bela Adormecida. E minha carinha de "feliz" antes de ver se tornou numa "ah meu Deus, o que estão fazendo?" - e isso durante todo o filme. Me sinto trollado. E muito.
Laurel ficou deslocada da trama central sim, mas foi porque ela teve seu próprio plot twist. Teve um desenvolvimento a par da trama central.
E eu achei o plot dela excelente, tanto o drama por trás da personagem quanto a interpretação/ dedicação da atriz. Ela emagreceu e ficou bizarra pra dar vida a essa fase da Laurel. Katie foi ótima! (me tornei fã dela depois dessa interpretação)
E motivos pra entrar em depressão, a Laurel teve muitos: Tommy morreu, sua irmã "fura olho" que estava "morta" voltou. As lembranças do passado + a tragédia do presente fizeram isso com ela. É como ela disse num episódio para a Sara: "Você roubou minha vida...", e é verdade. Ela arruinou a vida da Laurel. Imagine ter que pensar, que seu namorado (Oliver) morreu, e sua irmã (Sara) morreu junto porque estavam trepando debaixo do seu nariz...? Mas aí você descobre que nenhum deles está morto, todos voltaram à sua vida depois de alguns anos, e fora isso, seu atual namorado (Tommy) acaba de morrer. Cara, se essa situação acontecesse comigo, não sei como eu agiria. Sério.
E aí quando Sara volta a Starling City, o que ela faz? Fica com o Oliver novamente. Eu sei que nesse momento Oliver e Laurel não estavam mais juntos, mas sabendo de todo o auê por trás disso, é algo que ela deveria ter evitado por consideração e respeito a si própria, mas tudo isso faltou nela.
Bom, a fase problemática da Laurel acabou. E ela terá uma relação diferente com o Oliver agora, e vai se tornar a Canário Negro. Ted Grant/ Pantera está vindo. Estou super ansioso por isso. Para mim, Katie Cassidy é a melhor atriz do cast de Arrow.
Ah, e a maioria das pessoas que não gostam das cenas de drama em Arrow, são pessoas de mentes juvenis que infelizmente, acham que para um personagem ser interessante, ele deve obrigatoriamente (1) fazer você rir, ou (2) degolar cabeças por aí (mesmo que ele seja o vilão). Mas enfim... é o publico alvo da CW né!
" - Isso não é sobre amor. Se fosse sobre o amor, então não teríamos corpos enterrados em quintais por aí. Isso é sobre mentiras e conversas em voz baixa que são interrompidas quando alguém entra na sala. Isso é sobre a Alison. E o que realmente aconteceu com ela e o que aconteceu com aquela pobre menina que acabou parando naquele túmulo. - Você está certa. - Estou? - Mas isso ainda é sobre amor, Spencer. Às vezes, as pessoas fazem coisas que elas não podem explicar... coisas que se arrependemos. Mas ainda é sobre amor."
não nos mostraram pelo menos um flashback da Sara lá. E como foi o treinamento dela. Eu senti MUITA falta disso, porque teve uns episódios desnecessários que poderiam ter sido retirados para desenvolver essa trama.
muito balela. Sério que foi por um "romance"? Como já disseram alguns amigos meus eu também direi; vou fazer um esforço para dizer que ele agiu assim só pelo Mirakuru, é mais aceitável e menos clichê. Slade foi incrível como vilão, isso é inegável - Manu Bennett é melhor que o Stephen Amell nas atuações. E o melhor da segunda temporada foi ele. Mas a motivação, deixou a desejar...
foi muito corrido, poderiam ter feito bem melhor. Eu não senti ele como "herói" no final da temporada. E no primeiro episódio do season 3 ele já estará com o traje de Arsenal, como vimos no trailer.
o clima do episódio 22 e 23 foi épico, mas os "homens do exercito" ficaram sortidos demais na cidade. Na hora que o exercito do Slade surgiu, linkei na hora ao filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge" - é a cena final, e esperei que fosse tão épica e bem feita quanto a desse filme, mas não foi - o plano de roteiro dessa "batalha" em Arrow era bom, mas poderia ter sido melhor trabalhado.
achei ridícula a cena em que ela quis disparar aqueles mísseis na cidade. A cena foi mal feita mesmo. Entendo que por níveis de segurança nacional, algo do tipo precisa ser feito, mas o episódio foi muito corrido, não deu tempo pras coisas acontecerem mais detalhadas. E a cena não convenceu.
a ideia de depressão após a morte do Tommy foi ótima, porque nos mostraram uma personagem humana na série. Mas eles estenderam demais isso, e ela ficou muitos episódios sem aparecer, assim como a Isabel Rochev. Mas Ted Grant está vindo para treiná-la agora neste season 3, para se tornar seu alter ego dos quadrinhos, a Canário Negro.
Entre esses: a Liga dos Assassinos e Laurel Lance, são os únicos que prometem ser desenvolvidos ainda, e com exceção da Amanda Waller também, pois os outros já estão todos "prontos" para serem usados.
E melhor que ficar citando elementos e, incluindo novos personagens do universo DC em Arrow, é fazer um desenvolvimento melhor dos que já estão na história. Eu acho que quiseram por muita coisa e faltou desenvolvimento dos que já estavam lá, ou seja, nem dos novos e nem dos personagens que já eram do show.
A segunda temporada foi boa, não estou dizendo que foi ruim, ela teve seus acertos, mas a maioria deles estão concentrados nos primeiros oito episódios, antes do hiatus. A segunda temporada se perdeu depois desses episódios, mas se recuperou no meio, e no episódio 20 -
Eu achei que a batalha final, entre o Arqueiro Verde e o Exterminador iria ser épica à níveis estratosféricos, mas não foi bem assim - talvez seja o jogo das câmeras que não foi bem feito.
Contratem o Chris Nolan pra dirigir essas filmagens caramba! (ironia).
Acho o Superman do Henry Cavill extremamente real, no que foi proposto pelo filme do Snyder:
Clark Kent cresceu recluso durante toda a vida, e não podia explorar seus poderes e habilidades, e quando usava algum - inclusive para salvar outros -, era repreendido pelo pai, que tinha medo do desconhecido superpoder do filho e medo de como a sociedade enxergaria isso.
Uma vida de reclusão pode gerar depressão, aborrecimento, quietude, etc, e além disso mais reclusão ainda. É questão de criação. É questão de condicionamento. Se uma pessoa comum, que vive reclusa já corre o grande risco de se reprimir mais ainda, imagina um ser superpoderoso que não sabe nada sobre suas origens? De onde ele veio? O que ele é? A interpretação do roteiro foi incrível nesse aspecto.
Quando Clark viu que não podia mais ser recluso, e que as pessoas ao seu lado podiam se machucar se não agisse, ele decidiu sair da toca, do escuro, do condicionamento, e mostrar seu rosto ao mundo, finalmente. E foram 33 anos, para que ele se libertasse dessa ideia de vida proposta pelo pai.
A cena da morte do Jonathan Kent, explicita tudo isso, e apesar de parecer estranha, faz sentido à trama do filme. Clark foi condicionado desde sempre a não salvar o próximo, e isso incluiu seu pai, consequentemente.
Claro que a personalidade dele será melhorada até chegar no Superman que conhecemos, aquele que salva sem nem pestanejar -
até porque no filme, eu entendi que Kal-El decidiu ser o herói Superman quando Jor-El disse: "Vocês pode salvá-los, você pode salvar todos eles", e ele foi lá, e salvou a humanidade
- mas essa inexperiência do herói para o contexto desse primeiro filme foi excelente. O Superman foi excelente.
"Rio 2" foi uma bela surpresa. Não estava nada curioso pela continuação, mas quando a vi, simplesmente adorei - assisti ela na companhia das minhas irmãs, e assim que acabou, elas a colocaram logo em seguida para ver novamente. É encantadora!
Neste longa, Blue e Jade junto com seus filhotinhos Carla, Tiago e Bia vão à Amazônia, já que descobriram por intermédio de Linda e Tulio, os ecólogos, que o local possivelmente abriga ararinhas azuis. Eles vão lá a fim de uni-las para protegerem a espécie que está em extinção.
E preciso elogiar o diretor Carlos Saldanha, que caracterizou maravilhosamente algumas das riquezas brasileiras, como a floresta amazônica - que está perfeita na animação e rendeu um dos grandes plots do longa: o desmatamento ilegal dela, que foi explorado com sutileza, por se tratar de um filme infantil, mas ainda assim pesaroso aos olhos de uma criança que entende a gravidade da situação.
As canções estão lindas e super empolgantes - bem características à massa da música brasileira. E preciso dar uma ressalva à canção inicial "What Is Love" que ficou ótima na voz de Janelle Monáe. O orquestramento da cena de boas-vindas à Jade na Amazônia enquanto cantam "Beautiful Creatures" é digno de aplausos, porque foi um espetáculo tanto visual quanto auditivo, você sente a vibe positiva da animação. A dublagem brasileira está de parabéns, pois está impecável aqui, e ouso dizer - já que vi o filme em inglês também - melhor que a estrangeira.
Os filhotinhos de Blue são demais: temos a Carla que é ligada à tecnologia e nos faz alusão à adolescência humana, a Bia que é a nerd dos filhos e o Tiago que é o mais fofo e crianção dos três.
Os personagens do longa anterior estão todos presentes, inclusive o vilão, que agora serve de alivio cômico na história. Neste, Nigel busca vingança contra Blue na companhia de um Tamanduá MUITO doido, Carlitos - o que é a língua desse animal? - e uma rã venenosa e pegajosa, a Gabi que se apaixona por ele na trama.
O filme tem muitas referências à elementos da cultura brasileira, como o futebol por exemplo. Num momento da trama há uma partida de futebol - com direito a narração e tudo, que ficou a cargo de uma anta e um porco espinho, e só faltou ouvir a voz do Galvão Bueno na hora - essa cena é também mais um dos espetáculos dessa animação, e naquele momento, eu só conseguia pensar: "É, tá tendo copa sim, tá tendo copa pra caral**!"
Não há o que reclamar dessa animação. O roteiro é coeso, e equilibra muito bem a trama e os personagens, e preciso dizer que todos eles são cativantes? Tá, eu preciso: sim, os personagens são extremamente cativantes. Todos.
"Rio 2", é uma animação excelente pois encanta a qualquer um, e principalmente às crianças que são seu público alvo, mas se você já é adulto, não tem problema, é só vestir a sua carapuça de criança enquanto estiver assistindo e se divertir.
Acabei de ver o piloto. É fantástica! Já tô baixando o resto da temporada para vê-la o mais rápido possível.
A ambientação e o figurino da era vitoriana estão demais, a trilha sonora convence, e os atores também. O roteiro é super bem construido e sem diálogos forçados, o que é ótimo. Houveram cenas que me proporcionaram sustos, e olha que sou bem difícil de assustar com seriados assim. E caramba, a Eva Green está demais! DEMAIS!
A cena final já está marcada em meu caderninho cinéfilo, como uma das melhores cenas do gênero. Interpretação fenomenal dos atores de Dr. Frankenstein e seu monstro.
Se em 2010, o diretor Christopher Nolan fritou a cabeça de muitos com o filme "A Origem" ao tratar de um assunto extremamente meticuloso: o mundo íntimo e infinito dos sonhos de forma louvável e primorosa, não se resta dúvidas de que ele nos entregará mais um filme grandioso. O diretor já se provou mais que eficiente, e prova ser mais ainda a cada filme.
"Em busca de outros lugares viáveis para plantar, um grupo de cientistas viaja para outras dimensões através de um “wormhole" (buraco de minhoca), conceito cósmico que pressupõe a existência de atalhos dentro do espaço-tempo."
Acabei de rever pela segunda vez, e meu encantamento pelo conjunto trilha sonora + fotografia + atuações aumentou tanto que me fez favoritar de vez o filme.
A atuação da Cate Blanchett e a direção do Woody são de uma delicadeza fascinante.
Irei definir o filme com três palavras: desesperador, humilhante e real. Os personagens aqui passam por ápices de desespero e humilhação, já que a realidade deles além de nebulosa, era infelizmente, cercada de preconceitos.
Me deixou extremamente comovido, mas não por retratar personagens gays que estavam morrendo às cegas sem qualquer apoio da sociedade e de seus governantes, que taxavam a epidemia até então como doença de homossexuais; minha comoção é resultante dos seres humanos que vi sofrendo e morrendo na busca de uma saída de seus labirintos de sofrimento, que sempre os levavam a estaca zero. Isso me comoveu.
Um dos pontos fortes do filme foi a atuação de Julia Roberts como a dr. Emma - está fantástica aqui, nunca a vi tão bem, uma personagem rude em razão da vida, mas ainda assim, preocupada com o semelhante. Há uma cena em que ela surta e a frieza da sociedade perante a própria doutora que quer salvar pessoas, a frieza perante uma opinião médica nos levam a sentir nojo e repulsa em níveis desconhecidos. É revoltante!
O filme é carregado principalmente de ótimas atuações, de todos sem exceção. Uma ressalva a mais para Mark Ruffalo (esse cara vive me surpreendendo, entrou na caracterização do personagem com vontade, e fez um trabalho memorável), Matt Bomer (que provou mais uma vez não ser só um rostinho bonito, as cenas dele são de arrancar lágrimas involuntárias), Jim Parsons (não vejo TBBT, mas ele me cativou muito em seu papel).
Agora se imaginem em uma situação sem saída, tudo que você faz pra ajudar a si mesmo, e as pessoas do seu lado, não faz efeito, não trás resultados. E aí está:
Você. De mãos atadas. Com amigos morrendo ao seu lado. Totalmente impotente.
Os personagens aqui beiram a histeria diante dessa incapacidade de não ter como ajudar mais, de estarem morrendo, e as melhores cenas e os melhores diálogos estão nesses momentos. Houve uma frase dita pelo personagem de Matt Bomer que me marcou muito, porque ela não diz só acerca do amor entre duas pessoas, sejam elas hétero ou homo, diz também sobre o amor universal em suas vertentes; o homem que quer amar o mundo e as pessoas que ali estão, mas se reprime por causa de seus maus preceitos, de seus preceitos e preconceitos adquiridos:
"Homens não amam naturalmente, eles aprendem a não fazer isso."
Só sei que, sobretudo, depois desse estouro nas bilheterias, o estúdio deve estar desesperado (no bom sentido) querendo aproveitar ao máximo essa formação enquanto os atores ainda têm contrato ou estão interessados no projeto.
Quando eles terão novamente nomes tão bons e populares, como: Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, James McAvoy, Patrick Stewart, Ian McKellen, Famke Janssen, Halle Berry, Ellen Page, James Marsden, Anna Paquin, etc., todos juntos?
Desventuras em Série (1ª Temporada)
3.9 601 Assista Agora"É melhor não olhar!"
É com essa sentença que a música de abertura da série começa: cheia de metalinguagem e com uma melodia que causa incômodo e desconforto. E essa metalinguagem é o cerne que molda a narrativa dos episódios extremamente peculiares dessa série.
Todos os personagens são afetados, caricatos e cheio de maneirismos; os mais "normais" dentro trama são as crianças (apesar de cada uma ter certa peculiaridade que a torna especial para o desenvolvimento da história). Os atores que dão vida aos órfãos Baudelaire são bem caracterizados e cumprem bem o papel enquanto atores mirins.
Quando vi o primeiro episódio ainda estava indeciso se tinha gostado ou não, porque a história é cheia de esquisitices, coincidências e anacronismos, mas depois percebi que essa estranheza é o charme de Desventuras em Série; ao mesmo tempo em que recebemos a verborragia das situações e dos personagens, temos também o sentimento ruim dos infortúnios que permeiam e que insistem se repetir (em série) durante toda a história. Ironia dramática, não?
Conde Olaf foi bem interpretado por Neil Patrick Harris, o personagem nos passa, em verdade, a sensação de um ator caricato e falido, nos seus variados disfarces com sua trupe ainda mais pedestre que o próprio. Aqui você detesta o vilão e pouco sente vontade de rir de suas ironias - diferente do Conde de Jim Carrey, que era um completo palhaço de circo no filme.
A fotografia é bonita, me lembrou Wes Anderson em alguns momentos, mas na maior parte é escura, cinza e pouca colorida, isso deixa a história com certo tom noir, às vezes. Alguns efeitos especiais são feitos de qualquer maneira, mas nenhum demérito, porque notamos que é tudo proposital e que visa reforçar as características da série. A quebra da quarta parede é muito bem feita e tem umas sacadas geniais.
Me surpreendeu de uma maneira que não esperava, mas não acredito que seja pra qualquer um assistir e gostar. A narrativa de Lemony Snicket durante os episódios incomodam, causam desgosto e servem para caracterizar o ambiente praticamente inóspito em que essas desventuras são contadas.
Ansioso para a segunda temporada.
Westworld (1ª Temporada)
4.5 1,3K"- Você sabe onde está?
- Eu estou num sonho. Não sei quando ele começou... ou de quem era esse sonho. Só sei que dormi por muito tempo. E então... um dia, despertei."
Das séries recentes que acompanho, só vi Mr. Robot inserir tantos conceitos narrativos da própria história de maneira corajosa e eficaz durante um longo arco de episódios. Tô completamente rendido à narrativa dessa série, aos personagens e à lapidada dada com estilo ao famigerado "sci-fi com robôs" aqui.
Atuações lindas (com emoção e verdade) figurinos, ambientação e fotografia impecáveis (aqueles tons quentes com um quê de antiguidade) e uma montagem certeira demais. Figura na lista de melhores estreias do ano, isso se não tiver sido a melhor.
Agora é ficar repassando a trilha sonora na cabeça. Que série, amigos.
Dunkirk
3.8 2,0K Assista AgoraQue teaser sensacional. Eu amo filmes de guerra e sou fã dos trabalhos do Nolan, então, tô com altas expectativas sobre Dunkirk.
Amém, Christopher Nolan.
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
4.2 1,5K Assista Agora"Podemos ter evoluído, mas no fundo ainda somos animais."
Que animação sensacional, e toda engajada nas questões sociopolíticas, trata de assuntos como diversidade, racismo, política, feminismo, determinismo biológico, exposição midiática, serviço público, corrupção, entre outros; e consegue transmitir tudo isso de uma forma leve, engraçada e efetiva. Muitas metáforas com o mundo real irão permear sua cabeça quando tiver terminado de assistir, acertou em cheio, Disney. Assisti com um sorriso de orelha a orelha, não só pelo roteiro extremamente inteligente, como também pelos personagens que além de serem carismáticos, são muito bem construídos.
Tem referencia à Breaking Bad e O Poderoso Chefão, e essa última, inclusive, me fez rir muito. Já tô esperando as indicações de Zootopia à Melhor animação do ano em todas as premiações possíveis.
Cavaleiro de Copas
3.2 416 Assista AgoraQuando esse filme vai estrear no Brasil, galera? Que demora! Não aguento mais esperar, parece que não vai sair nunca... ¬¬
Longe Deste Insensato Mundo
3.6 241 Assista AgoraVisualmente é um completo deleite, e isso aliado a uma excelente trilha sonora. Meus olhos brilhavam com a beleza apresentada - as tomadas são certeiras, a coloração é primorosa - em grande estilo pelo diretor, Thomas Vinterberg. Não conheço o livro, mas fiquei interessado nas questões que envolvem a emancipação na mulher no séc. XIX - o filme não aborda isso de maneira intrínseca, e nem é o foco, mas ainda assim está ali.
O que fez me interessar por Longe Deste Insensato Mundo é o protagonismo dado à Carey Mulligan, umas das atrizes mais promissoras da atualidade, e ela está ótima aqui. Entrou na personagem, Bathsheba Everdene, que é o contrário de qualquer estereótipo feminino de representação simplória e maniqueísta. Ela é decidida, forte, responsável e impetuosa, nada a faz se curvar diante de seus ideais. Carey cantando "Let No Man Steal Your Thyme" e tocando piano é uma cena que vai ficar comigo. Linda, poética e inspiradora. Os figurinos estão incríveis.
Esse filme não se trata de um "romance", como alguns erroneamente vão definir sem sequer terem visto. Longe Deste Insensato Mundo é, antes de qualquer coisa, uma história sobre o tempo e como os personagens se adequam a ele.
Divertida Mente
4.3 3,3K Assista AgoraUma das animações mais singelas e originais que vi nos últimos tempos. Confesso que os trailers não me saltaram aos olhos, mas fui surpreendido - no melhor dos sentidos.
Uma das qualidades inquestionáveis de Inside Out é que ela edifica e diverte tanto as crianças quanto os adultos - claro, que as crianças podem não perceber os questionamentos mais profundos, para elas será uma diversão do momento, e que diversão, hein? - mas um olhar adulto, perceberá os pequenos detalhes que elevam a qualidade da história a novo patamar.
No começo do filme, duvidei que conseguissem equilibrar a narrativa "dentro do cérebro" com os acontecimentos da vida real, e que isso poderia deixar a trama desinteressante, mas não podia estar mais enganado. Os eventos, ocorrências, episódios na vida da menina Riley, fazem os sentimentos acontecerem, fazem os sentimentos entrarem em "modus-operandi"; a personagem é confrontada com situações e emoções diversas quando se muda de cidade com os pais.
Na fileira a minha frente, um cara de uns 40 anos, estava sozinho vendo o filme, e não foram poucas vezes, em que o vi tirar seus óculos, para enxugar as lágrimas. Sim, Inside Out, faz os adultos "ativarem" seus sentimentos também, e a premissa da animação acontece com a gente - imaginariamente, claro. A forma como as memórias funcionam, através das ilhas de imaginação e como o nosso subconsciente opera, soa tão natural que quando percebemos já estamos emocionados pela riqueza dos detalhes.
A ideia de que é preciso haver um consenso entre os sentimentos, e que nem sempre iremos conseguir separar nossas emoções, é muito real, bonita e inspiradora, principalmente para uma criança, uma fase sensível e essencial na vida de todo mundo. A mensagem foi certeira.
Este grande acerto da Pixar, é encantador. Não existe melhor definição.
The War Boys
3.2 51Assisti esse filme por motivos de: Will Gorski *meu personagem favorito* de Sense8.
A história tem assuntos bem diversos e interessantes, mas são mal executados, os cortes são secos e prejudicam muito a narrativa da trama, parece que tá faltando algo. Aí chegamos no final e essa sensação fica ainda mais forte. :/ Atores bons, uma ideia boa, entretanto poderia ter ido além.
A cena do David tirando espinho da bunda do George foi 10/10. :3
Gotham (1ª Temporada)
4.1 753 Assista AgoraSobre Barbara Kean e seu desenvolvimento até então:
A Barbara de Gotham é a típica moça boba que quando casa acredita que tudo vai ocorrer às mil maravilhas e que o marido sempre vai estar ali pra mimar ela, pra dar atenção e coisas assim. Tem um episódio que ela fala: "Eu sempre sonhei com eu e você, Jim, mas acho que não está sendo como imaginei", algo assim.
Quando Gordon começa a ficar ausente em casa, sempre no serviço trabalhando - e ele se torna "diferente" - Barbara nota, e sempre atenciosa, procurava saber o que estava acontecendo, queria que Jim dividisse os segredos, que compartilhasse na tentativa de "amenizar o peso" das costas dele, porque afinal, a ideia de vida conjugal que tinha estava intacta, era o inicio da vida conjunta deles. A ilusão que projetou nessa relação ainda estava perpetuando porque ainda achava que poderia ser parecido ou igual àquilo que sempre pensou que seria com eles dois, então o que ela estava fazendo era tentar ser mais presente na relação e tapar a brecha que o marido deixava em sua ausência. Estava tentando ser presente por eles dois.
Depois que Barbara descobriu todo o auê que Jim estava envolvido, ela tentou ser forte mesmo sendo ingênua no conjunto, ela pediu pro Falcone não matar Jim, deixar ele em paz, tentou fazer algo e naquele momento tentou esquecer sua ideia de vida e ajudar o Gordon ali, mas não deu muito certo, porque quando nos frustramos com algo que queremos muito na vida o tombo emocional é quase impossível de evitar, então ela foi embora, porque estava confusa, porque precisava pensar, porque percebeu que nunca será o que "projetou" sobre sua relação com Gordon. A fantasia estava desfeita agora, e completamente.
Montoya foi uma mulher que ela já teve uma relação amorosa, e mulheres, querendo ou não, em sua maioria, sempre se mostram mais atenciosas e carinhosas - Barbara sentia falta disso. Não estou dizendo que ela fez certo em trair o Gordon, mas ela procurou na Montoya o que não encontrou visivelmente predisposto no Jim. Eu entendo que para a Barbara, Montoya é um tipo de relação adolescente/jovem sem compromisso, que quando a gente cresce sente falta porque nada daquilo tinha um propósito fixo ou duradouro. Mas Montoya deu um bicudo nela também, então é mais uma coisa que ela achou que teria, mas que se enganou, novamente.
Eu não sou fã da Barbara, não curto muito ela e fiquei irritado um pouco com algumas de suas ações, apesar de entendê-las. Ela não é uma mulher forte, destemida ou madura, mas tentou ser brevemente apesar de ter falhado, e bom, é um desenvolvimento, e eu acredito na personagem, assim como acredito em todos os personagens dessa série.
Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista AgoraSerá que você está seguindo o seu sonho? Tudo bem, vou melhorar: você está sendo ambicioso e persistente quanto à realização de seus sonhos e vontades? Você está lutando por eles? Essas são reflexões que pairam sobre o telespectador durante e após o termino da história.
Não quero revelar nada da trama porque você realmente precisa assistir Whiplash. Você vai ficar tão tenso e, talvez, tão assustado a ponto de bradar mentalmente como eu fiz: "Isso realmente está acontecendo?". Estamos falando de um baterista que entrou na melhor escola de música dos EUA. Mas ele não quer somente ser mais um aluno. Ele quer ir além. Quer se tornar algo grandioso. Ele quer marcar sua geração.
De maneira semelhante, acredito que todos nós possuímos algum sonho. Somos feitos deles, não importa qual seja: ter um carro, ganhar na loteria, encontrar um amor, ser lembrado, não importa. O filme trás um apelo, e ele foi um dos apelos mais fortes que colhi nas entrelinhas e que em momento algum soou piegas ou desajeitado, porque tudo estava implícito nas ações do protagonista e do seu surtado e exigente professor.
Eu quero muito elogiar a atuação de J.K. Simmons. Ele está fantástico interpretando o professor pavio curto Fletcher e quero também falar de Milles, outro ator que me surpreendeu positivamente dando vida ao teimoso e ambicioso Andrew. Deu conta do papel com qualidade. Há momentos em que você quer entrar na tela, olhar pra esses dois personagens atuados tão bem e dar uns bons tapas e falar: "vocês são loucos, parem com isso, existem limites!", mas quando termina você entende que realmente era pra ser assim.
A cena final é algo de outro mundo, pensei em tanta coisa, em tantas variáveis de solução, e não conseguia desgrudar o olho da tela apesar de estar com o coração palpitando. O último frame de Fletcher e Andrew, porra, me arrepiou.
Naquele sorriso, Fletcher demonstrou que aprovou totalmente o garoto. E Andrew se sentiu realizado porque queria a aprovação dele. Cena inesquecível.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraAlém de meros pressupostos e teorias físicas conhecidas por nós, Interestelar, nos leva à uma viagem ao desconhecido regado de sentimentos, dizeres e lutas pela sobrevivência. A sensação que fica, pelo menos é como nos sentimos em boa parte, é o quanto somos irrelevantes em relação à grandiosidade do universo. Eu conhecia boa parte das teorias físicas, mas ver em tela foi mais incrível e fantástico que qualquer coisa que pude imaginar. Foi um completo deleite. Mas, sentir-se irrelevante dentro do contexto universal não proibiu Cooper, personagem de McConaughey, de se tornar algo maior. De ser algo maior.
A cena em que todas as peças se encaixam; a cena do "mundo dos cubos" me deixou boquiaberto, fiquei emocionado, fiquei impressionado, porque foi quando todas as peças se juntaram. Cena inesquecível.
A trilha sonora conferiu um toque especial à história. Hans Zimmer nunca decepciona. Day One é uma das faixas que mais ouço atualmente. Ela tem um quê tecnológico mas que é tão sensitivo em si. Os efeitos especiais são de encher os olhos: os planetas, o universo, tudo está incrivelmente verossímil.
Matthew está incrível - há uma cena em que ele recebe mensagens de seus filhos e ele chora muito -, é impossível não se comover e sentir a pressão que arca sobre o protagonista ali, afinal, você "abandonou" tudo pra tentar salvar a humanidade. Para tentar salvar seus filhos. Anne Hathaway está ótima em sua personagem também, e uma das melhores cenas, umas das melhores frases são dela: "Amor é a única coisa capaz de transcender as dimensões de tempo e espaço", que apesar de ser piegas tem total relevância no plot twist principal, e "...passamos tempo demais tentando compreender isso na teoria" são as que mais me marcaram.
Por fim, vou citar um poema que é recorrentemente citado na trama, acho que ele exprime muita coisa:
"Não vás tão docilmente
nessa noite linda
Que a velhice arda e
brade ao término do dia
Clama, clama...
contra o apagar
da luz que finda
Embora o sábio entenda
que a treva é bem-vinda,
Quando a palavra já perdeu
toda a magia,
Não vás tão docilmente
nessa noite linda
Clama, clama...
contra o apagar
da luz que finda."
Interestelar foi além das minhas expectativas.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraAcho que esse filme serviu pra provar mais uma vez - porque Ben Affleck já provou isso em outros filmes - que muitas pessoas estavam erradas sobre ele ser um péssimo ator, porque em Garota Exemplar, ele conseguiu incorporar o personagem sem perder o fio da meada em nenhuma cena. Você acha que ele é o assassino, e depois que não é o assassino e acha também - não obrigatoriamente - que ele é um idiota. A opinião do telespectador sobre o personagem de Affleck, Nick, é constantemente mudada até o último frame da história, e o mesmo acontece com a personagem Amy, interpretada por Rosamund.
Acredito que um dos pontos desse filme - além de mostrar uma psicologia tremenda por trás dos personagens, principalmente através de Amy - foi mostrar também as mazelas que o casamento pode trazer às pessoas. O quanto elas toleram uma relação pra manter as aparências quando o amor acaba. Quando os ideais não batem mais.
Sempre fui fã de David Fincher porque seus filmes sempre me deixaram apreensivo e com aquela sensação de que tudo pode e deve ficar pior. Em Garota Exemplar não foi diferente. O filme começa com uma frase misteriosa para induzir burburinhos no público e não dá outra: o diretor mantém a trama num mistério crescente sem que percamos o interesse. Um dos cliffhangers acontecem no meio da história, e isso faz com que não queiramos parar de assistir mais, e a partir daí fica cada vez melhor.
Rosamund Pike está EXEMPLAR como Amy Dunne. Que atriz! (alguns já estão citando indicação ao Oscar, então eu posso citar também?). Que personagem incrível que ela interpretou! (acho que todo mundo sentiu um certo medo dela, né?).
Garota Exemplar foi impecavelmente bem dirigido quanto às personagens.
Malévola
3.7 3,8K Assista AgoraPior decepção cinematográfica do ano, e ouso dizer, dos últimos anos
E não é só porque foi muito diferente do clássico de 1959, mas também porque além de mudarem muitos detalhes do original, a história aconteceu de forma tão rápida que você não consegue acreditar nela. Quantas cenas que eu queria ver do clássico transpostas nesse filme. Quantas cenas icônicas. Quantas. As únicas coisas que realmente deram gosto no filme, foram: o figurino, os efeitos especiais e a música da Lana Del Rey. Só.
Ademais, deixo registrado aqui minha insatisfação com o roteiro extremamente mal construído desse filme em questão,
onde a própria Malévola - a vilã mais temível dos contos de fadas -, não recebe nem esse nome por ser uma figura terrivelmente má, mas porque ela o têm desde sempre. GO FIGURE.
Então, eu até entendo que eles queriam contar o porque da "Malévola" ser literalmente malévola, mas inutilizaram totalmente a história de A Bela Adormecida com isso. Então, por que não dividiram em dois filmes: o primeiro só mostraria as origens da vilã, e o outro abordaria a história de A Bela Adormecida em si?
E por Deus, ela foi "má" pelo motivo mais clichê possível:
coração partido. E a relação dela com o rei Stefan pra mim não funcionou muito bem: eu não senti esse amor tão grande que ela tinha por ele. Talvez se tivessem desenvolvido melhor.
O que não ficou claro também:
por que a Malévola (criança) era guardiã daquele local e as fadas (Fauna, Flora e Primavera, que sequer se chamavam assim) que são fadas como ela, não eram as guardiãs, sendo que elas eram mais velhas que a própria Malévola? É serio que uma criança (?) resolvia os problemas daquele mundo? Quem instituiu ela como líder, e por quê? E poxa, se iam contar mesmo a história dela nesse filme, custava dizer de onde veio? Nasceu de uma árvore? Veio da terra? De um humano com uma fada? Por que ela tem os chifres? É de enfeite?
E os clichês no final se repetiram.
O rei morreu sem se redimir dos seus erros. O beijo que acordou a Aurora ter vindo da culpa e do sentimento de "amor" da Malévola e não do príncipe.
Outra coisa forçada foi
o rei e rainha terem mandando a Aurora, ainda bebê para a floresta afim de protegê-la da Malévola. De onde saiu essa confiança do rei - que não gostava de criaturas mágicas - de entregá-la na mão de três desconhecidas? E o refugio da Aurora foi tão bom, que a Malévola já sabia onde estava a criança desde do primeiro dia, COF COF.
Cadê a Malévola que tinha seu exército de monstros?
Cadê ela tocando o terror?
Cadê?
A história do amor verdadeiro não ter sido com o príncipe, mas com a Malévola foi até interessante, mas detonou a figura da vilã. Despersonificou o mau que a vilã representava. Eles poderiam ter mantido o plot twist do filme de 59 contado por outra visão, mas não, eles contaram algo completamente diferente. O filme foi vendido como algo que ele não foi.
O roteiro deu um tratamento péssimo aos seus personagens, como as três fadas, por exemplo, que sequer foram necessárias na trama como foram na animação - que eram desajeitadas e briguentas de uma maneira que não é nem engraçada, mas além de tudo fica bem claro que elas são interesseiras e nunca desenvolveram carinho pela Aurora. E quando a fada de cor-de-rosa vê que a Aurora foi realmente atingida pela maldição, ela solta: "Ah, ela só está dormindo..." pro rei. QUE CHATO, PUTZ! E nem preciso dizer o que raios aquele príncipe faz na história, certo?
O problema maior aqui foi querer contar duas histórias em um só filme, e em pouco tempo. Acredito que tudo isso que foi proposto, poderia até ter me convencido, mas a duração de quase 1h30min já diz muito por si só. Faltou desenvolvimento tanto da história da Malévola quanto de A Bela Adormecida. E minha carinha de "feliz" antes de ver se tornou numa "ah meu Deus, o que estão fazendo?" - e isso durante todo o filme. Me sinto trollado. E muito.
Arqueiro (2ª Temporada)
4.2 641 Assista AgoraSobre Dinah Laurel Lance na season 2 e seu futuro na série:
Laurel ficou deslocada da trama central sim, mas foi porque ela teve seu próprio plot twist. Teve um desenvolvimento a par da trama central.
E eu achei o plot dela excelente, tanto o drama por trás da personagem quanto a interpretação/ dedicação da atriz. Ela emagreceu e ficou bizarra pra dar vida a essa fase da Laurel. Katie foi ótima! (me tornei fã dela depois dessa interpretação)
E motivos pra entrar em depressão, a Laurel teve muitos: Tommy morreu, sua irmã "fura olho" que estava "morta" voltou. As lembranças do passado + a tragédia do presente fizeram isso com ela. É como ela disse num episódio para a Sara: "Você roubou minha vida...", e é verdade. Ela arruinou a vida da Laurel. Imagine ter que pensar, que seu namorado (Oliver) morreu, e sua irmã (Sara) morreu junto porque estavam trepando debaixo do seu nariz...? Mas aí você descobre que nenhum deles está morto, todos voltaram à sua vida depois de alguns anos, e fora isso, seu atual namorado (Tommy) acaba de morrer. Cara, se essa situação acontecesse comigo, não sei como eu agiria. Sério.
E aí quando Sara volta a Starling City, o que ela faz? Fica com o Oliver novamente. Eu sei que nesse momento Oliver e Laurel não estavam mais juntos, mas sabendo de todo o auê por trás disso, é algo que ela deveria ter evitado por consideração e respeito a si própria, mas tudo isso faltou nela.
Bom, a fase problemática da Laurel acabou. E ela terá uma relação diferente com o Oliver agora, e vai se tornar a Canário Negro. Ted Grant/ Pantera está vindo. Estou super ansioso por isso. Para mim, Katie Cassidy é a melhor atriz do cast de Arrow.
Ah, e a maioria das pessoas que não gostam das cenas de drama em Arrow, são pessoas de mentes juvenis que infelizmente, acham que para um personagem ser interessante, ele deve obrigatoriamente (1) fazer você rir, ou (2) degolar cabeças por aí (mesmo que ele seja o vilão). Mas enfim... é o publico alvo da CW né!
Interestelar
4.4 5,8K Assista Agora"Costumávamos olhar para o céu, e perguntar sobre o nosso lugar nas estrelas. Agora eu olho para baixo, e me preocupo com o nosso lugar na sujeira."
Mito de frase. Mito de trailer. Mito de trilha sonora.
In Nolan we trust.
Maldosas (5ª Temporada)
4.1 363" - Isso não é sobre amor. Se fosse sobre o amor, então não teríamos corpos enterrados em quintais por aí. Isso é sobre mentiras e conversas em voz baixa que são interrompidas quando alguém entra na sala. Isso é sobre a Alison. E o que realmente aconteceu com ela e o que aconteceu com aquela pobre menina que acabou parando naquele túmulo.
- Você está certa.
- Estou?
- Mas isso ainda é sobre amor, Spencer. Às vezes, as pessoas fazem coisas que elas não podem explicar... coisas que se arrependemos. Mas ainda é sobre amor."
Esse diálogo entre a Spencer e a Melissa >>>>>>>>
Arqueiro (2ª Temporada)
4.2 641 Assista AgoraA segunda temporada de Arrow terminou bem, mas poderia ter sido melhor, porque não desenvolveram/ explicaram bem muitas coisas:
1. Liga dos Assassinos:
não nos mostraram pelo menos um flashback da Sara lá. E como foi o treinamento dela. Eu senti MUITA falta disso, porque teve uns episódios desnecessários que poderiam ter sido retirados para desenvolver essa trama.
2. Motivação do Slade:
muito balela. Sério que foi por um "romance"? Como já disseram alguns amigos meus eu também direi; vou fazer um esforço para dizer que ele agiu assim só pelo Mirakuru, é mais aceitável e menos clichê. Slade foi incrível como vilão, isso é inegável - Manu Bennett é melhor que o Stephen Amell nas atuações. E o melhor da segunda temporada foi ele. Mas a motivação, deixou a desejar...
3. Treinamento do Roy:
foi muito corrido, poderiam ter feito bem melhor. Eu não senti ele como "herói" no final da temporada. E no primeiro episódio do season 3 ele já estará com o traje de Arsenal, como vimos no trailer.
4. O exercito do Slade:
o clima do episódio 22 e 23 foi épico, mas os "homens do exercito" ficaram sortidos demais na cidade. Na hora que o exercito do Slade surgiu, linkei na hora ao filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge" - é a cena final, e esperei que fosse tão épica e bem feita quanto a desse filme, mas não foi - o plano de roteiro dessa "batalha" em Arrow era bom, mas poderia ter sido melhor trabalhado.
5. Isabel Rochev:
essa aqui ficou perdida na série. Ficou MUITOS episódios sem aparecer, e no final apareceu só pra morrer. Faltou desenvolvimento.
6. Amanda Waller:
achei ridícula a cena em que ela quis disparar aqueles mísseis na cidade. A cena foi mal feita mesmo. Entendo que por níveis de segurança nacional, algo do tipo precisa ser feito, mas o episódio foi muito corrido, não deu tempo pras coisas acontecerem mais detalhadas. E a cena não convenceu.
7: Laurel Lance:
a ideia de depressão após a morte do Tommy foi ótima, porque nos mostraram uma personagem humana na série. Mas eles estenderam demais isso, e ela ficou muitos episódios sem aparecer, assim como a Isabel Rochev. Mas Ted Grant está vindo para treiná-la agora neste season 3, para se tornar seu alter ego dos quadrinhos, a Canário Negro.
Entre esses: a Liga dos Assassinos e Laurel Lance, são os únicos que prometem ser desenvolvidos ainda, e com exceção da Amanda Waller também, pois os outros já estão todos "prontos" para serem usados.
E melhor que ficar citando elementos e, incluindo novos personagens do universo DC em Arrow, é fazer um desenvolvimento melhor dos que já estão na história. Eu acho que quiseram por muita coisa e faltou desenvolvimento dos que já estavam lá, ou seja, nem dos novos e nem dos personagens que já eram do show.
A segunda temporada foi boa, não estou dizendo que foi ruim, ela teve seus acertos, mas a maioria deles estão concentrados nos primeiros oito episódios, antes do hiatus. A segunda temporada se perdeu depois desses episódios, mas se recuperou no meio, e no episódio 20 -
morte da Moira
Eu achei que a batalha final, entre o Arqueiro Verde e o Exterminador iria ser épica à níveis estratosféricos, mas não foi bem assim - talvez seja o jogo das câmeras que não foi bem feito.
O Homem de Aço
3.6 3,9K Assista AgoraAcho o Superman do Henry Cavill extremamente real, no que foi proposto pelo filme do Snyder:
Clark Kent cresceu recluso durante toda a vida, e não podia explorar seus poderes e habilidades, e quando usava algum - inclusive para salvar outros -, era repreendido pelo pai, que tinha medo do desconhecido superpoder do filho e medo de como a sociedade enxergaria isso.
Uma vida de reclusão pode gerar depressão, aborrecimento, quietude, etc, e além disso mais reclusão ainda. É questão de criação. É questão de condicionamento. Se uma pessoa comum, que vive reclusa já corre o grande risco de se reprimir mais ainda, imagina um ser superpoderoso que não sabe nada sobre suas origens? De onde ele veio? O que ele é? A interpretação do roteiro foi incrível nesse aspecto.
Quando Clark viu que não podia mais ser recluso, e que as pessoas ao seu lado podiam se machucar se não agisse, ele decidiu sair da toca, do escuro, do condicionamento, e mostrar seu rosto ao mundo, finalmente. E foram 33 anos, para que ele se libertasse dessa ideia de vida proposta pelo pai.
A cena da morte do Jonathan Kent, explicita tudo isso, e apesar de parecer estranha, faz sentido à trama do filme. Clark foi condicionado desde sempre a não salvar o próximo, e isso incluiu seu pai, consequentemente.
Claro que a personalidade dele será melhorada até chegar no Superman que conhecemos, aquele que salva sem nem pestanejar -
até porque no filme, eu entendi que Kal-El decidiu ser o herói Superman quando Jor-El disse: "Vocês pode salvá-los, você pode salvar todos eles", e ele foi lá, e salvou a humanidade
Rio 2
3.3 601 Assista Agora"Rio 2" foi uma bela surpresa. Não estava nada curioso pela continuação, mas quando a vi, simplesmente adorei - assisti ela na companhia das minhas irmãs, e assim que acabou, elas a colocaram logo em seguida para ver novamente. É encantadora!
Neste longa, Blue e Jade junto com seus filhotinhos Carla, Tiago e Bia vão à Amazônia, já que descobriram por intermédio de Linda e Tulio, os ecólogos, que o local possivelmente abriga ararinhas azuis. Eles vão lá a fim de uni-las para protegerem a espécie que está em extinção.
E preciso elogiar o diretor Carlos Saldanha, que caracterizou maravilhosamente algumas das riquezas brasileiras, como a floresta amazônica - que está perfeita na animação e rendeu um dos grandes plots do longa: o desmatamento ilegal dela, que foi explorado com sutileza, por se tratar de um filme infantil, mas ainda assim pesaroso aos olhos de uma criança que entende a gravidade da situação.
As canções estão lindas e super empolgantes - bem características à massa da música brasileira. E preciso dar uma ressalva à canção inicial "What Is Love" que ficou ótima na voz de Janelle Monáe. O orquestramento da cena de boas-vindas à Jade na Amazônia enquanto cantam "Beautiful Creatures" é digno de aplausos, porque foi um espetáculo tanto visual quanto auditivo, você sente a vibe positiva da animação. A dublagem brasileira está de parabéns, pois está impecável aqui, e ouso dizer - já que vi o filme em inglês também - melhor que a estrangeira.
Os filhotinhos de Blue são demais: temos a Carla que é ligada à tecnologia e nos faz alusão à adolescência humana, a Bia que é a nerd dos filhos e o Tiago que é o mais fofo e crianção dos três.
Os personagens do longa anterior estão todos presentes, inclusive o vilão, que agora serve de alivio cômico na história. Neste, Nigel busca vingança contra Blue na companhia de um Tamanduá MUITO doido, Carlitos - o que é a língua desse animal? - e uma rã venenosa e pegajosa, a Gabi que se apaixona por ele na trama.
O filme tem muitas referências à elementos da cultura brasileira, como o futebol por exemplo. Num momento da trama há uma partida de futebol - com direito a narração e tudo, que ficou a cargo de uma anta e um porco espinho, e só faltou ouvir a voz do Galvão Bueno na hora - essa cena é também mais um dos espetáculos dessa animação, e naquele momento, eu só conseguia pensar: "É, tá tendo copa sim, tá tendo copa pra caral**!"
Não há o que reclamar dessa animação. O roteiro é coeso, e equilibra muito bem a trama e os personagens, e preciso dizer que todos eles são cativantes? Tá, eu preciso: sim, os personagens são extremamente cativantes. Todos.
"Rio 2", é uma animação excelente pois encanta a qualquer um, e principalmente às crianças que são seu público alvo, mas se você já é adulto, não tem problema, é só vestir a sua carapuça de criança enquanto estiver assistindo e se divertir.
Penny Dreadful (1ª Temporada)
4.3 1,0K Assista AgoraAcabei de ver o piloto. É fantástica! Já tô baixando o resto da temporada para vê-la o mais rápido possível.
A ambientação e o figurino da era vitoriana estão demais, a trilha sonora convence, e os atores também. O roteiro é super bem construido e sem diálogos forçados, o que é ótimo. Houveram cenas que me proporcionaram sustos, e olha que sou bem difícil de assustar com seriados assim. E caramba, a Eva Green está demais! DEMAIS!
A cena final já está marcada em meu caderninho cinéfilo, como uma das melhores cenas do gênero. Interpretação fenomenal dos atores de Dr. Frankenstein e seu monstro.
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraSe em 2010, o diretor Christopher Nolan fritou a cabeça de muitos com o filme "A Origem" ao tratar de um assunto extremamente meticuloso: o mundo íntimo e infinito dos sonhos de forma louvável e primorosa, não se resta dúvidas de que ele nos entregará mais um filme grandioso. O diretor já se provou mais que eficiente, e prova ser mais ainda a cada filme.
"Em busca de outros lugares viáveis para plantar, um grupo de cientistas viaja para outras dimensões através de um “wormhole" (buraco de minhoca), conceito cósmico que pressupõe a existência de atalhos dentro do espaço-tempo."
Esse filme vai ser do caramba!
In Nolan we trust.
Blue Jasmine
3.7 1,7K Assista AgoraAcabei de rever pela segunda vez, e meu encantamento pelo conjunto trilha sonora + fotografia + atuações aumentou tanto que me fez favoritar de vez o filme.
A atuação da Cate Blanchett e a direção do Woody são de uma delicadeza fascinante.
The Normal Heart
4.3 1,0K Assista AgoraIrei definir o filme com três palavras: desesperador, humilhante e real. Os personagens aqui passam por ápices de desespero e humilhação, já que a realidade deles além de nebulosa, era infelizmente, cercada de preconceitos.
Me deixou extremamente comovido, mas não por retratar personagens gays que estavam morrendo às cegas sem qualquer apoio da sociedade e de seus governantes, que taxavam a epidemia até então como doença de homossexuais; minha comoção é resultante dos seres humanos que vi sofrendo e morrendo na busca de uma saída de seus labirintos de sofrimento, que sempre os levavam a estaca zero. Isso me comoveu.
Um dos pontos fortes do filme foi a atuação de Julia Roberts como a dr. Emma - está fantástica aqui, nunca a vi tão bem, uma personagem rude em razão da vida, mas ainda assim, preocupada com o semelhante. Há uma cena em que ela surta e a frieza da sociedade perante a própria doutora que quer salvar pessoas, a frieza perante uma opinião médica nos levam a sentir nojo e repulsa em níveis desconhecidos. É revoltante!
O filme é carregado principalmente de ótimas atuações, de todos sem exceção. Uma ressalva a mais para Mark Ruffalo (esse cara vive me surpreendendo, entrou na caracterização do personagem com vontade, e fez um trabalho memorável), Matt Bomer (que provou mais uma vez não ser só um rostinho bonito, as cenas dele são de arrancar lágrimas involuntárias), Jim Parsons (não vejo TBBT, mas ele me cativou muito em seu papel).
Agora se imaginem em uma situação sem saída, tudo que você faz pra ajudar a si mesmo, e as pessoas do seu lado, não faz efeito, não trás resultados. E aí está:
Você.
De mãos atadas.
Com amigos morrendo ao seu lado.
Totalmente impotente.
Os personagens aqui beiram a histeria diante dessa incapacidade de não ter como ajudar mais, de estarem morrendo, e as melhores cenas e os melhores diálogos estão nesses momentos. Houve uma frase dita pelo personagem de Matt Bomer que me marcou muito, porque ela não diz só acerca do amor entre duas pessoas, sejam elas hétero ou homo, diz também sobre o amor universal em suas vertentes; o homem que quer amar o mundo e as pessoas que ali estão, mas se reprime por causa de seus maus preceitos, de seus preceitos e preconceitos adquiridos:
"Homens não amam naturalmente, eles aprendem a não fazer isso."
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
4.0 3,7KSó sei que, sobretudo, depois desse estouro nas bilheterias, o estúdio deve estar desesperado (no bom sentido) querendo aproveitar ao máximo essa formação enquanto os atores ainda têm contrato ou estão interessados no projeto.
Quando eles terão novamente nomes tão bons e populares, como: Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, James McAvoy, Patrick Stewart, Ian McKellen, Famke Janssen, Halle Berry, Ellen Page, James Marsden, Anna Paquin, etc., todos juntos?